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Um blog sobre a sétima arte. Terça-feira, Agosto 31, 2004 Você sabia?? Que a população Brasileira duplicou nas últimas três décadas? De acordo com o último censo do IBGE, cujos dados foram liberados anteontem, o Brasil conta agora com 181.586.030 habitantes. Segundo os especialistas, existe uma forte possibilidade de a partir de 2006 o número começar a cair, atingindo a estabilidade e o fim do crescimento populacional em 2062. O aumento da escolaridade, a urbanização e a industrialização seriam alguns aspectos que estariam contribuindo para a diminuição de "nascimentos" por ano.
Outros dados interessantes como a expectativa de vida, também tiveram aumento e estão em 71,59 anos em média, com as mulheres vivendo mais que os homens. A positiva previsão é de que em 2050 a expectativa de vida esteja na casa dos 81,29 anos. Ainda sobre os municípios do Brasil, vale destacar a situação da nossa querida cidade que encontra-se atualmente com 65.190 habitantes, número que sofre constantes mudanças devido aos distritos que acabam fatalmente se emancipando. Reflexo do crescimento. Resenha - Cinema Diários de Motocicleta(The Motorcycle Diaries) Nem me lembro quando foi a última vez que fiz uma resenha de algum filme que eu tenha visto no cinema. E não foi por falta de visitas as salas daqui de Lajeado, mas só agora, depois da (ótima) biografia do Cazuza e do horroroso HellBoy(bom que o pessoal do cinema teve a sensatez de deixar apenas uma semana em cartaz tal porcaria), que eu me inspirei de novo. E a volta é em grande estilo com o filme Diários de Motocicleta do diretor brasileiro "Walter Salles".
Aliás, o pessoal adora dizer por aí que este é o tal filme do "Che Guevara", o que é um grande engano. Quem for ao cinema, na esperança de encontrar a história do líder revolucionário, parceiro de Fidel na revolução Cubana de 1959, pode guardar seu dinheirinho e ficar em casa mesmo. Esse na verdade, acaba sendo de cara um ponto a ser destacado, pois, fazer um filme sobre a época de "Che" de Ernesto Guevara, seria entrar com o jogo ganho, independente do que fosse visto na tela, vide a quantidade de camisetas que estampam o rosto do líder. Mas a idéia de Walter Salles era bem outra: na garupa de uma Norton 1939, apelidada carinhosamente de "La Poderosa", Ernesto Guevara de La Serna(Gael García Bernal) e seu fiel amigo e bioquímico Alberto Granado(Rodrigo de La Serna) embarcam numa humanista aventura pela América do Sul. Como simples aventureiros em um mundo novo, eles aos poucos vêem se descortinar na sua frente não só as lindíssimas paisagens do nosso continente(destaque para a fotografia), mas também as dificuldades humanas, as doenças e a pobreza, especialmente depois que a "La Poderosa" quebra(no Chile) e eles devem prossseguir a pé no percurso, com fome, sede e sem dinheiro. Aliás, uma situação bem bacana sobre a parte no Chile é quando eles passam por Val Paraíso. Quem fez a viagem do nosso curso em 2002, será capaz de relembrar das construções e das paisagens da praia Chilena. Despretensioso até os ossos, o filme é quase um documento sobre a época que antecedeu o período de guerrilheiro de Ernesto Guevara. Nota: 8 Segunda-feira, Agosto 30, 2004 Comunicação Visual Nessa semana, o quadro mais antigo(ou um dos mais) aqui do blog, pede que a moçada tenha algum conhecimento de inglês pra adivinhar que filme a imagem está representando. Mas pra não ficar tão difícil, vai aí a dica: é com o Ewan Mcgregor.
Domingo, Agosto 29, 2004 Resenha - DVD Tiros em Columbine(Bowling for Columbine) Pela primeira vez estarei aqui (tentando) resenhar um documenário. A primeira coisa que vou falar de Michael Moore, o diretor do filme Tiros em Columbine é que ele é um gênio da sedução. Trazendo à tona, um assunto tão polêmico e que pode render horas e horas de discussões e debates como é o porte de armas e a "cultura do medo", supostamente incentivada pelo Estado e pela mídia televisiva ele usa de ironia, entretendo o seu espectador do início ao fim nas duas horas de película. E esse é só o primeiro ponto positivo.
O fato central do filme de Moore é o brutal assassinato de 12 jovens, mais um professor, além de uma outra grande quantidade de feridos, por dois alunos na Escola Columbine em 20 de Abril de 1999. Os jovens, na época, estudantes convencionais que iam à pizzaria, que dançavam nas festas e que jogavam boliche(e aí existe uma brincadeira com o nome em inglês), entraram armados na biblioteca do Colégio, realizaram a cruel chacina e logo depois se mataram. Moore está de volta a Columbine, três anos depois do acontecido com milhares de perguntas sem resposta. E uma das pricipais é saber de onde vem tanta violência nos Estados Unidos. O que move um ser humano a matar o outro tão facilmente na terra do Tio Sam. Moore mostra em tom totalmente sarcástico a manipulação da mídia que procura jogar a culpa contra "alvos fáceis" como o (estranho) cantor Marylin Manson, o desenho South Park ou os vilolentos filmes Hollywoodianos, que estariam talvez cobertos de mensagens subliminares e referências a satã. Só que para ele, o óbvio acaba passando despercebido: Os Estados Unidos são historicamente um país violento, onde todos seriam tratados como inimigos, numa verdadeira "lei da selva". Nessa parte do documentário, inclusive há a seqüência mais engraçada: em formato de desenho(realizado pelos criadores de South Park, que eu vou ficar devendo o nome) é mostrado de forma totalmente hilária o passado de violência americana, desde a chegada a América até os tempos atuais(com os ataques ao Iraque). Talvez para muitos, Moore possa ser um mero manipulador de imagens, caindo por vezes até na pieguice. Mas nada disso diminui a importância de seu trabalho que por sinal lhe valeu um (surpreendente) Oscar em 2003. Nota: 8 Sexta-feira, Agosto 27, 2004 Enchendo Lingüiça To com muita preguiça hoje. Preguiça de tudo. Especialmente de escrever aqui no blog. Até teria assunto. Poderia muito bem falar da apresentação de Hique Gomez e Nico Nicolayevsky e de seu sempre hilário espetáculo Tangos e Tragédias, que estava lotado ontem de noite aqui na Univates. Também pudera, teatro "free" pra galera. Eu pra não perder o lugar, saí da biblioteca as 5 e meia e "corri" pro prédio 9. óbvio, não tinha ninguém lá ainda, só uma meia dúzia, mais a equipe técnica. Assisti de frente. Muito boa a performance. Pena é a falta de educação de alguns "seres" da platéia, que pareciam querer aparecer mais o Maestro Pletskaya e seu companheiro. Mas esse assunto eu deixo pra outro blog. Estou com preguiça de fazer grandiosas considerações a respeito. E quem assistiu ontem(ou em qualquer outra vez), sabe bem do que estou falando. Eu poderia falar também da decepção "olímpica" de ontem de tarde. As garotas do vôlei acabaram sucumbindo ao nervosismo e entregaram um jogo ganho. Tristeza e explicações vieram depois. Mas as olimpíadas já deram bastante pano por aqui. E isso que nem vou falar da Daiane dos Santos. Poderia montar um "Cool Stuff" com tantos assuntos a ser abordados. Mas não estou afim de profundidade em nenhum deles. Além do que, tenho que trabalhar agora. Com preguiça e tudo o mais. Essa besteirada, foi só pra não deixar isso aqui em branco hoje. Poderia cobrir com alguma "Pérola da Semana" ou outro quadro xaropento. Mas o detalhe é que nem o "Where's Delavechia", eu sei se vai ter hoje. Té mais.
Quinta-feira, Agosto 26, 2004 Música na Cabeça Estava escutando o "Programa Y" ontem de meio dia na Atlântida. Na real é meio raro eu escutar rádio. Gosto bastante da "Transamérica Light", pra não dizer que não ouço nenhuma. E claro, a Encanto FM no domingo(só por causa do Pah). Mas com essa de horário político na TV, acabo não tendo saco algum pra assistir e acabo preferindo (óbvio) a música. As vezes penso que posso ser execrado pelos meus "ultra secretos" gostos musicais. Mas isso também não é lá muito importante. Um bom exemplo é a Marisa Monte que eu adooooro. Ela sabe expressar muito bem (e em poucas linhas de suas letras), os sentimentos inerentes a boa parte dos seres humanos. Ah, e sua voz, que para muitos é desafinada, para mim é uma das mais "macias" da nossa música. E a letra de A Sua é linda. A Sua (Marisa Monte) Eu só quero que você saiba Que eu estou pensando em você Agora e sempre mais Eu só quero que você ouça A canção que eu fiz pra dizer Que eu te adoro cada vez mais E que eu te quero sempre em paz Tô com sintomas de saudade Tô pensando em você E como eu te quero tanto bem Aonde for não quero dor Eu tomo conta de você Mas te quero livre também Como o tempo vai E o vento vem Quem quiser ver toda a letra(e vale a pena), clique aqui. Quarta-feira, Agosto 25, 2004 Velharia Cult Ontem a tarde, enquanto tomava o café com o meu grande amigo Michel(assistindo por sinal a segunda medalha de ouro para o Brasil na TVzinha do prédio 9), o assunto desenhos(e até mesmo gibis), acabou inesperadamente surgindo. E uma das citações foi do clássico Scooby Doo, que acabou me servindo de idéia para essa velharia. Desenhos sempre são um prato cheio nas lembranças. E esse que é o cartoon que possui o maior tempo contínuo de exibição da história da televisão merece aquela "atençãozinha".
O clássico vocês bem se lembram, muitos dizem ter sido um dos precursores do seriado "Arquivo X" em versão animada. Isso porque quando a idéia foi apresentada a CBS no ano de 1969 era muito mais sombria e misteriosa e o cachorro quase não aparecia. Só que um executivo da rede, chamado Fred Silverman, insatisfeito com a idéia, achava que o desenho poderia ser mais voltado para as crianças(ele era o responsável pela programação infantil da emissora) e acreditava que o cachorro, poderia ser mais explorado. O primeiro passo foi dar um nome para o cão da trupe. A idéia de Scooby Doo, surgiu de uma música do Frank Sinatra chamada Strangers in the Night. Bem no fizinho, Frank canta:"scooby-doo-by-doo lá lá lá lá lá". A partir daí, muitas casas mal-assombradas, múmias, caveiras flutuando e muitos sustos nas histórias detetivescas de Fred, Velma, Daphne, Salsicha e Scooby. Dirigindo a "Máquina Mistério", eles quase sempre descobriam que o fantasma era na real o mordomo, ou o monstro da lagoa era o fazendeiro das redondezas. Ah, e ainda há a história de que o Salsicha pudesse ser um suposto maconheiro. Os boatos começaram meio que em tom jocoso, mas no próprio filme do "Scooby Doo" existem inúmeras referências. Estar sempre "na larica", falar com cachorros, ver fantasmas e andar em um furgão "psicodélico" seriam bons indícios. Mas não sei até onde vai a verdade. E na real, o filme era muito fraquinho(ao exagerar nos estereótipos), comparado com a beleza do Cartoon de Hanna e Barbera. Comunicação Visual A crônica de hoje foi muito longa, eu sei. Se alguém leu, obrigado por tal feito, hehe. Pra compensar, tem hoje o quadrinho que praticamente dispensa textos. Que filme essa imagem representa? To com a impressão que é "facinha", por isso vai sem dica mesmo.. Agradecimento super especial ao Rafinha pelo auxílio no quadro. Valeu guri! Parece Crônica Istoé x Veja Não sei se vocês já leram alguma coisa a respeito, mas está para sair no congresso um tal de Conselho Federal de Jornalismo, uma espécie de mecanismo para controlar e fiscalizar o jornalismo no Brasil. A Constituição Federal do Brasil é clara ao dizer que "não somente as informações consideradas inofensivas, indiferentes ou favoráveis mas também as que podem causar inquietação, transtornos ou resistência são aspectos fundamentais da dita liberdade de expressão". Ninguém aqui é a favor da ditadura de imprensa que por vezes o nosso governo parece querer implementar(quem não se lembra do caso da expulsão do jornalista brasileiro que publicou a matéria no New York Times), mas todos vocês hão de convir que de duas semanas pra cá, duas das maiores revistas de circulação semanal no Brasil que são a Veja e a Istoé, parecem estar fazendo de tudo, para que a autarquia ganhe um verdadeiro significado. Brigando como se fossem "marido e mulher", as duas discutem um escabroso fato do passado: Istoé acusa a Veja de ter feito mau jornalismo ao revelar em (pasmem) 1993, uma suposta falsa informação que teria sido decisiva na história do governo brasileiro. Istoé diz que Veja, propositalmente teria acusado o então presidente da Câmara Ibsen Pinheiro(que até presidente do meu colorado já foi), na época forte candidato a presidência de movimentar US$ 1 milhão em suas contas, quando na verdade o valor estaria grosseiramente errado e não passaria dos 1000 dólares. Veja até admite o erro da época, mas se defende dizendo que o valor teria na verdade vindo já de forma incorreta dos parlamentares da CPI, que teriam se confundido com a troca de moeda. E pior, que todos os órgãos do jornalismo daqueles dias, teriam cometido o mesmo erro, inclusive a própria Istoé. Chama a atenção as vezes a falta de ética. O bom jornalismo e especialmente o grande jornalismo que se saiba, não precisa calcar seus degraus subindo na cabeça de outros. Basta pra isso trazer a informação certeira e já com a devida checagem. Não faço a mínima idéia de qual das duas possa estar certa e na real pouco me interessa, pois esse é um fato que foi ressucitado depois de já estar mais do que enterrado. O único detalhe é que, resgatando picuinhas como estas e fazendo jornalismo superficial(e pouco embasado) como este, é bem possível que estas duas revistas, que são tão representativas nacionalmente apenas estejam fornecendo "munição" para que o tal Conselho do Jornalismo seja de fato implementado. Terça-feira, Agosto 24, 2004 Resenha - DVD Spider - Desafie Sua Mente(Spider) O filme Spider - Desafie Sua Mente(2003), foi a minha última incursão nos DVD's. E pra minha felicidade, o estranho filme do diretor David Cronnenber(A Mosca), surpreende pela simplicidade, misturada com a perturbação. E boa parte da mesma, está na belíssima atuação do ator Ralph Fiennes, como Spider(o personagem principal), que mesmo quase sem pronunciar uma palavra inteira durante a película, retrata com maestria um doente mental, recém saído do hospício.
Aliás, é exatamente assim que o filme começa. Spider está vagando pela sua antiga vizinhança, até encontrar uma espécie de hotel que será sua "nova moradia". Instalado no local, o esquizofrêncio personagem tenta recordar o seu passado, rabiscando anotações em um velho caderninho. Aos poucos ele lembra da sua infância ao lado da mãe, pela qual mantêm um amor incondicional. As cenas em flashback são bem feitas e mostram o Spider adulto, recordando as cenas do seu passado, junto com os personagens da época. E é lá mesmo, nos recônditos de sua mente, que se encontram todas as explicações para o que hoje acaba lhe sufocando. A fotografia é muito bacana e mostra constantemente locações sombrias e escuras, carregando na medida exata os ambientes em que se passa a história. A presença de alguma iluminação(ou do sol), é quase rara, o que acaba contribuindo positivamente para o andamento do roteiro. Enfim, eu não quis falar muito do filme em si, pois quando a história tem um desdobramento bacana, o melhor a fazer é assistí-la. Uma pena a pouca quantidade de extras no CD, sendo que o filme é tão curto(algo em torno de 90 minutos). Nota: 8 Os Segredos da Biblioteca O quadro que estreou a quase um mês atrás, quase "nasce morto". Mas hoje ele volta, com uma diquinha bem bacana aqui da biblioteca. Me lembro muito bem que o Muca tinha falado desse livro a um tempão atrás. Ele tentou me explicar que o livro Stupid White Men - Uma Nação de Idiotas tratava de uma forma totalmente bem humorada as contravenções do colarinho branco americanas, dando um destaque especial para todo o estratagema que foi armado para que George W. Bush ganhasse a última eleição. A sátira-provocação é uma das campeãs de vendas nos Estados Unidos. E por aqui o livrinho dele, está sempre na "reserva", especialmente após o agito em cima de seu último filme "Fahrenheit 11 de Setembro" que continua distante aqui de Lajeado. Pra quem não lembra, Moore também ganhou o Oscar em 2003 pelo melhor documentário(Tiros em Columbine), que eu também não olhei ainda.
Segunda-feira, Agosto 23, 2004 Filme - DVD À Francesa(Le Divorce) Eu juro. Quando fomos a locadora retirar o filme À Francesa do diretor James Ivory estava escrito lá: comédia. A primeira cena do filme é "trágica". Mostra Isabel Walker(Kate Hudson), chegando a capital francesa(Paris, pra quem não sabe) para ficar na casa de Roxeanne(Naomi Watts), que está grávida e sendo abandonada pelo marido Charles-Henri(Melvil Poupald). Na real isso não vem muito ao caso, pois é só parte das piadas "xaropentas" de diferenças culturais entre França e EUA, mas de resto, só meios sorrisos(e com muito boa vontade).
Mas a tragédia(que era pra ser comédia), não fica só nisso. O roteiro é péssimo, abrindo um leque de histórias paralelas desnecessárias e entediantes. No fim, com cada personagem novo que aparece, você não sabe mais quem é quem, porque "tal figura" está ali e qual é de fato seu propósito. O ponto positivo da película, são as charmosíssimas imagens de Paris(com direito a Torre Eifell e tudo o mais). Se bem que se alguém um dia conseguir retratar mal Paris, merece um tiro. Provavelmente nesse momento, você quer saber o mote né? Na real eu também não sei direito. Depois da chegada de Isabel, é mostrado um affair dela com um "tiozão"(Tio Edgar) da família, disputas de bens(entre eles um quadro valiosíssimo) entre Charles-Henri e Roxeanne(Roxy para os íntimos) depois do divórcio e mais a insanidade do ex-marido da nova mulher de Charles-Henri, Magda que (pasmem) também é casada. Das duas uma, ou eu realmente não entendi o que se passava na tela, pois estava na frente de uma genial comédia cheia de significados secretos. Ou o filme era "um saco" mesmo e de engraçado não tinha nada. Se vocês queiserem arriscar pra tirar a dúvida eu recomendo um café pra não dormir. Nota: 3 Sábado, Agosto 21, 2004 Charge Fim de semana chegando, ficamos no aguardo de uma melhora no nosso "quadro de medalhas". Enquanto isso não acontece, vamos pedindo uma ajudinha aos Deuses. A charge é do Evaldo Oliveira. Bom fim de semana a todos!
Programação do Finde Todo mundo já está careca de saber, mas lá vai pros desavisados. Hoje tem Los Hermanos na Lupus. Todo mundo lá!
Ouvindo: O Vencedor - Los Hermanos(primeira vez que faço isso)! hehe Sexta-feira, Agosto 20, 2004 Where' s Delavechia Ando tão atarefado por aqui, que quase nem consigo publicar mais essa etapa das andanças do "estúpido". O Bocão até que me mandou a imegem cedo, mas só agora tive um tempinho. Segundo o Dela, viajar é "bom prudutu". Ele tem se divertido um monte pelo visto. Só que pra variar, eu não o encontro nas fotos que ele me manda. Me ajudem! Remédios, dá uma chance pra moçada!
Quinta-feira, Agosto 19, 2004 Resenha - DVD Cold Mountain(Cold Mountain) Acho que eu já estou começando a me fartar desses filmes certinhos, retinhos, bem montados e produzidos sob medida para ganhar o mundo(e as premiações). É inegável que o Cold Moutain encantou o público(e a academia, que a indicou para sete Oscars se não me engano), com suas belas imagens, som bem trabalhado e elenco estreladíssimo. Mas o andamento enfadonho e é claro, a medíocre da Renée Zellweger, acabam atrapalhando um pouco.
Aliás, eu me pergunto o que faz com que alguém em sã consciência, resolva indicar uma criatura como a Renée para um Oscar. E se já não bastasse isso, premiá-la ainda(sim, pra quem não lembra ela foi melhor atriaz coadjuvante do ano passado pelo papel da camponesa Ruby nesse filme)! Eu até tinha achado ela razoável no filme "Abaixo o Amor"(Down With Love) de 2002, mas o seu excesso de caras e bocas, não cabem para uma camponesa "chinelona" como a do filme. Na minha opinião, o prêmio então poderia muito bem ter ido para "Marcia Gay Harden" pelo seu belíssimo papel em "Sobre Meninos e Lobos". Decepções a parte, nem mesmo a exuberante Nicole Kidman, consegue alguma inspiração maior no contido papel de Ada Monroe, que se muda para Cold Mountain, a pedido de seu pai o reverendo vivido por Donald Sutherland. Lá ela conhece Inman(Jude law); após os dois se apaixonarem, Inman tem que ir pra guerra(da Secessão) e é aí que a historinha começa. Sozinha, Ada acaba perdendo seu pai e acaba se preocupando com o destino do soldado Inman, que não responde suas cartas e nem dá sinal de vida. Inman conseguirá retornar vivo a Cold Mountain para encontrar seu grande amor? O mote basicamente é esse. É chato encerrar a resenha com um clichê assim, mas ele acaba caindo muito bem pra definir a película: não é a melhor que já vi, mas também está longe de ser a pior. Nota: 5 Música na Cabeça Vocês já ouviram falar do Keb' Mo'? Até umas duas semanas atrás, eu também não o conhecia. O cara é um "bluesman" moderno extremamente qualificado. Não sou capaz de falar nada sobre ele, apenas que seu som é agradabilíssimo(além disso ele é a representação de acontecimentos muito bacanas em minha vida). Tentei achar biografias nacionais ou algum material a seu respeito, mas foi em vão. Os sites daqui, só tem mesmo é seus produtos pra vender(como um DVD das "Sessions of West 54th). Difícil é escolher uma de suas letras para colocar aqui. As músicas do álbum "Just Like You" de 1996 estão todas desfilando em minha cabeça. Mas uma de minhas favoritas é You Can Love Yourself. My baby she wrote me a letter She didn't call me on the phone Five little words was all she wrote See ya later I'm gone She had no explanation About why she had to go Well I can't take a joke, But I can take a hint She don't love me no more (Chorus:) But if nobody loves you And you feel like dust On an empty shelve Just remember You can love yourself Não tem nenhum problema se apenas uma pessoa saber do que estou falando ao ler esse post. Terei a certeza de que esta pessoa é de extremo bom gosto!! Para ler toda a letra, clique aqui. Quarta-feira, Agosto 18, 2004 Velharia Cult Na época em que jogava bastante videogame, naquela fase de pré adolescente, os jogos em estilo "plataforma" eram aqueles em que eu mais me amarrava. E era fácil de compreender o porque: jogos nesse estilo tinham(ou tem ainda) visão lateral, possibilitam milhares de movimentos e quase sempre são games de aventura em que o objetivo nem sempre é matar o último chefe e sim encontrar todos os "levels", "sub levels" e "warp zones" existentes em cada jogo. E não era diferente com o clássico dos clássicos do Super Nes, Super Mario World.
Já falei de vários jogos do Nes(o carinhoso apelido) por aqui: desde "Street Fighter" até "Rock n Roll" lembram? Poizé, videogame também é velharia. Qualquer dia desses falo do "Pong" em homenagem ao meu pai hehe. Mas como o assunto hoje é o grande mascote da marca Nintendo, vale dar um destaque para a sua história. Na real, reza a lenda que o personagem teria surgido das mãos de Shigeru Myamoto ainda no Atari, no jogo do King Kong. Depois do surgimento do 8 bits(Nintendinho) e de sua popularização, o crescimento foi inevitável. Tanto que, no 16 bits, o cartucho passou a acompanhar o videogame o que o tornou um estrondoso sucesso. Todos jogavam e conheciam a história do bigodudo encanador que, acompanhado dos amigos Luigi e Yoshi tinha que enfrentar diversos mundos afim de resgatar a Princesa Toad das mãos do terrível monstro Bowser. E tudo permeado por uma agradável música, diveeeersas passagens secretas, itens, bônus e caminhos alternativos que só tornavam o game mais atraente a cada minuto(vocês por acaso lembram da Star Zone?). Sem sombra de dúvidas está na minha listinha de 5 jogos mais marcantes de todos os tempos. A Game Boy(lá da frente do Mellinho) não foi mais a mesma, depois de seu surgimento.
Você Sabia?? Que um bar argentino(tinha que ser) chamado El Bosque, lançou uma promoção oferecendo bebida grátis a todos os seus clientes, mas só até o primeiro freguês utilizar o toalete? Assim que a primeira bexiga não suportar a pressão e o banheiro acabar sendo visitado, uma luz vermelha se acende, indicando o "acontecido". A partir daí, toda a bebida consumida passa a ser paga.
A idéia até que é boa, só que os donos do bar acabaram se desagradando de uma situação: parece que os clientes ao invés de irem ao banheiro, estão preferindo urinar nas calças do que ter que se levantar e perder a promoção. Vou até dispensar os comentários.. Parece Crônica O Mito Daiane Nas duas últimas aulas de "Estética e Comunicação", tivemos um aprendizado sobre mitos. Ontem por exemplo, foi o "Negrinho do Pastoreio" que entrou "na roda". Pra quem não se lembra essa estória surgida aqui no Rio Grande do Sul mesmo, na época da abolição, relata a vida do Negrinho, que sai para pastorear cavalos a pedido de seu malvado patrão. Na volta ele perde um dos cavalos e toma uma surra do estancieiro que revoltado, ainda o amarra nu sobre um formigueiro. No dia seguinte, ao verificar o que restava do corpo do Negrinho, o estancieiro toma um susto ao constatar que o menino estava de pé, sem nenhuma marca, com a Virgem Nossa Senhora aos seu lado, mais todo o baio de cavalos. O estancieiro arrependido, se ajoelha e pede perdão. Em resumo(e põe resumo nisso), o mito é este. Um outro local riquíssimo na sua mitologia é a Grécia. Curiosamente é lá que estão rolando as Olimpíadas. Enquanto Deuses e Semi Deuses repousam na linda história grega, os competidores vão se acotovelando por ouros, pratas e bronzes. Aliás, fico pasmo como a mídia adora criar seus próprios mitos. Ou os de uma nação inteira. "E agora o mito Daiane dos Santos vai pra sua apresentação no solo", diz o narrador. Mas o pior nem são aqueles que são real esperança de medalha e sim aqueles que surpreendem na hora dos jogos. "Mais um Bronze para o Brasil", gritam ensandecidos os apresentadores. Eu pergunto aqui, alguém se lembra o nome de um dos dois judocas que ganhou bronze até agora? Vocês acham que existe alguém no mundo que os conhece? É claro que não. Medalhas a parte, a vida continua. Essa mania que brasileiro tem de se entusiasmar com o sucesso alheio tem que acabar. Esqueçam essa baboseira de "torcida coruja", de madrugar para torcer por vitórias de seres que você mal ouviu falar em esportes que você nem imaginava existir. Durmam e estejam bem dispostos pela manhã, para competir pelo seu ouro pessoal. Depois você pode até fingir que está subindo no pódio na frente do competidor do Azerbaidjão. E claro, se tornando um mito. Terça-feira, Agosto 17, 2004 Resenha - DVD Encantadora de Baleias(Whale Rider) O filme Encantadora de Baleias é mais um daqueles que mostra a angustiante luta dos povos e de suas culturas milenares contra a irreversível globalização e modernidade. E diga-de se passagem, isso não se apresenta como problema, já que a cada nova película ocorre um novo aprendizado sobre determinado povo e seus costumes(como aconteceu também com o bom filme "O Último Samurai"). O que de cara, já é um ponto positivo.
O filme mostra a vida do povo Maori que vive numa ilha na costa leste da Nova Zelândia. Reza a lenda que o seu ancestral "Paikea", teria chegado ao local montado em uma baleia. Desde então o chefe da tribo "Whangara"(a tribo deles), seria sempre o primogênito do filho mais velho(acho que é isso hehe), que estivesse diretamente ligado a Paikea. É aí que aparece o problema: a garota Pai(Keisha Castle-Hughes) sobreviveu a um parto complicadíssimo. No mesmo, além de falecer a sua mãe, morreu também o seu irmão gêmeo, que seria no futuro o novo líder da tribo. O pai de Pai(boa essa), acaba abandonando a tribo e vai morar na Alemanha para tentar a sorte como artista plástico. Decepcionado, "Koro", o avô de Pai e último grande líder, resolve treinar os meninos da tribo, para a escolha do novo líder, afinal de contas sua neta, por ser mulher, não poderia desempenhar tal papel. Se já não bastasse a belíssima fotografia, vale destacar o papel da menina Keisha(na época com 11 anos), que até lhe valeu a indicação no Oscar. É um excelente entretenimento. Nota: 7 Segunda-feira, Agosto 16, 2004 Comunicação Visual Fácil, fácil, pra moçada não ter que pensar muito. Qual o nome desse (clássico) filme?
Cris, tu não pode responder. Valeu a colaboração no quadro! Domingo, Agosto 15, 2004 Resenha - DVD Seabiscuit - Alma de Herói(Seabiscuit) Quando se assiste um filme como esse Seabiscuit - Alma de Herói, se tem a nítida impressão que ele foi criado justamente para concorrer a diversas premiações. Belíssimo tratamento de imagem(e fotografia), recriação perfeita das arenas de turfe mais o embasamento da trama(que vem do livro "Seabiscuit, uma história americana"), fazem com que essa impressão aumente ainda mais. E ao fim disso, só uma constatação pode ser feita: quem ganha com um filme assim é o espectador, sem dúvida.
Não importa se foi proposital ou não(e é bem possível que não), mas a verdade é que o Seabiscuit é uma linda história(e diga-se de passagem é quase uma aula de história) sobre o passado americano. O mote parte da "grande depressão", quando aconteceu a queda da bolsa de Nova York( o "boom"). Naquela época, milhares de pessoas ficaram desempregadas, empresários faliram e diversas tensões sociais sucederam. E é justamente nesse "entrevero" que aparece Howard(Jeff Bridges), que, disposto a investir em cavalos de corrida(depois da trágica morte de sua esposa e seu filho), conhece Tom Smith(Chris Cooper), excêntrico vaqueiro que tem grande afinidade com animais. Smith, já como treinador de Howard, passa a visitar estrebarias atrás do cavalo ideal. Nesse contexto, ele encontra o desengonçado Seabiscuit que nas mãos do joquei Red Pollard(Tobey Maguire), inicia um trabalho que entrará para a história. O filme é cheio de "incrementos" que prendem a atenção de quem assiste: além das corridas, recriadas de forma muito real, inclusive com a contratação de jóqueis de verdade para os papéis, a película conta com imagens de arquivo, documentadas pelos narradores da época que ambientam o espectador. Além disso, William H. Macy como Tick Tock Mcglaughlin está hilário. Tá bom, eu sei que são inúmeros os filmes que falam da superação do ser humano, da vontade de vencer e da perseverança ou projeto de vida. Mas são muito poucos os que tem o charme das corridas de cavalo! Nota: 7 Sexta-feira, Agosto 13, 2004 Where is Delavechia Cansado dessa história de ser procurado aonde quer que ele passe, o Dela resolveu fazer uma pequena brincadeirinha com a moçada. Parece que nessa foto, ele realmente não está sozinho. E é nessas horas que eu pergunto a meus amigos: quantas vezes o "estúpido" aparece nessa figura? E aonde são essas aparições??
É tão difícil, que nem a Remédios conseguirá tão fácil.. hehe Pérola da Semana Essa semana até me arrisquei a falar de política por aqui. Melhor dizendo, da minha falta de gosto pelo assunto. Um dos motivos da decepção é que geralmente os discursos, são repletos de falsidades e especialmente, antes de uma nova eleição, mentirosas promessas. São raros os momentos em que algum deles usa de alguma sobriedade nas suas palavras. Por isso quero parabenizar o presidente americano George W. Bush que na última semana, no evento de assinatura do orçamento militar, disse:
Os inimigos dos EUA nunca deixam de pensar em novas formas de prejudicar o nosso país e o nosso povo; tampouco nós. Não percam ainda hoje o "Where' s Delavechia", que segundo o Bocão, "terá uma peculiaridade".. hehe Quinta-feira, Agosto 12, 2004 Resenha - DVD Coisa Belas e Sujas(Dirty Pretty Things) O filme Coisas Belas e Sujas tem uma temática totalmente original(e atual), aliás, duas: uma delas é a presença de imigrantes ilegais na Inglaterra, mais especificamente no submundo de Londres. A outra são as dificuldades que esses imigrantes enfrentam, quando acabam tendo acesso a um esquema de "tráfico de órgãos". Porém toda a modernidade do tema, acaba sendo barrada pela falta de aprofundamento no enredo do diretor Stephen Frears(Alta Fidelidade).
O filme parte da visão do nigeriano Okwe(Chiwetel Ojiofor), que ganha a vida como taxista de táxis clandestinos durante o dia e anoite trabalha como recepcionista de um hotel de baixa categoria. Okwe (que quase não tem tempo para dormir), mora com Senay(Audrey Tatou), uma imigrante turca que também está no país ilegalmente. Lá pelas tantas o nigeriano é chamado para desentupir a privada de uma das hóspedes, uma prostituta vivida por Sophie Okonedo e descobre que o que estava "trancando o fluxo"(haha) era um coração humano(por que ele estava no vaso, eu estou até agora me perguntando), mas bem ou mal, essa é a deixa para a explicação do mote. Okwe e Senay a partir de então, devem fugir do pessoal do Serviço de Imigração e também escapar das pressões de seu chefe(Sergi Lopez), que lhes oferece a possibilidade da legalização de documentos(inclusive passapaorte), mais algum dinheiro em troca de um de seus rins. Tema bom, para roteiro meia boca. E outra, o nigeriano Okwe, tem algum problema coma a sua expressão, pois o filme inteiro, ele passa com a testa franzida. Alegre, ou triste, brabo ou feliz ele não muda de expressão. Um diretor com Frears, poderia caprichar um poquinho mais na captura de seu elenco. E no enredo também. Não basta aprenas criar a fama. Pra deitar na cama, é necessário um pouquinho a mais de esforço. Nota: 4 Quarta-feira, Agosto 11, 2004 Velharia Cult Cada vez que escrevo alguma "velharia" por aqui, devo ter em mente que o que talvez seja "cult" pra mim, para outro talvez não seja. Mas ainda assim não tenho medo de falar daqueles programas que certamente não são unanimidade. Um bom exemplo disso é a Escolinha do Professor Raimundo.
E vocês não fazem idéia de como tenho saudades desse programa. O formato dele, pra quem não sabe, apareceu pela primeira vez no rádio, mais precisamente na rádio Mayrink Vega em 1952, mas não demorou muito para que o programa chegasse a televisão, em 1957, na TV Rio nas chamadas "Noites Cariocas". Na TV Globo, a primeira apresentação se deu no final da décade de 60, início da de 70, como um quadro do programa "Chico City". Em 1982, o humorístico, depois de um tempo afastado, voltou ao ar como parte do "Chico Anysio Show". Em 1990, estreou aos sábados sendo que no mesmo ano, passou a ser diário. Depois, já em 1993, voltou a ser no sábado em certa época chegou a ser nos domingos(1995), as últimas incursões da Escolinha se derma dentro do "Zorra Total"(1999) e depois no início de 2001, com vários personagens novos.
Pra quem não lembra, o Professor Raimundo era vivido por Chico Anysio. Era ele o condutor dos personagens, chamando um por um para fazer alguma pergunta(que, é claro, sempre acabava virando piada). Apesar de lembrar muito bem dos personagens recentes, tipo o "Seu Fininho"(André Matos) ou da "Dona Talia"(Cláudia Rodrigues), aquela que "beijava muuuuuito", é dos antigos personagens que mais sou saudoso(Dona Cacilda, Galeão Cumbica, Magro do Bonfa), afinal de contas, remetem a minha infância, aqueles fins de tarde, quando estava no primeiro grau. Certamente você lembra de alguns também. Veja no quadro abaixo. ![]() ![]()
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Você Sabia?? Quem uma empresa alemã chamada K2 já desenvolveu sapatos que acompanham o crescimento das crianças? Chamados gantilmente de "Max, o Verme" eles se expandem(como um acordeão) ao toque de um simples botão. O calçado tem a capacidade de dobrar de tamanho! Não bastasse isso, seu solado é firme e seu interior é muito confortável. "Do ponto de vista ortopédico é ótimo", diz Bernd Kabelka, médico.
Essa é uma notícia que certamente deve agradar as mães de plantão, afinal de contas, não deve ser nada fácil ter que trocar os sapatos da molecada de tempos em tempos. O próximo passo serão as roupas. E aí que vai curtir são os adultos. Com roupas expnasivas, poderão usar os mesmos trajes para sempre. Desde a esbelta juventude, até velhice quase que geralmente acompanhada do sedentarismo e da obesidade. Música na Cabeça Como vocês bem sabem, neste último fim de semana assisti ao encantador filme "Dançando no Escuro", que conta com a cantora islandesa Björk no papel principal. Não bastasse a genial interpretação da imigrante Tcheca Selma, que lhe rendeu inclusive a "Palma de Ouro" em Cannes(na minha opinião, uma premiação muito mais estaile que o Oscar), ela ainda passou mais de dois anos de trabalhos compondo as canções para o filme. Essas músicas(que você vê conforme a película se desenrola) acabaram reunidas em um CD chamado SelmaSongs. Depois que acabei o filme, tive que matar a saudade da voz angelical e agrassiva, límpida e suja ao mesmo tempo de Björk. Sim, pra quem não sabe tenho uma preciosa coletânea dela lá em casa(aquela da caixinha de papel). A minha maior decepção quanto a essa coletânea é a ausência da música It´s Oh So Quiet, que apesar de não ser sua composição(foi escrita por Hans Lang e interpretada por Betty Hutton nos anos 40), em suas mãos recebeu uma bela regravação. Vale ler a letra que(pasmem), fala do.. amor. E o clipe é muito bacana também. It's oh so quiet It's oh so still You're all alone And so peaceful until.... You fall in love Zing boom The sky up above Is caving in Wow bam You've never been so nuts about a guy You wanna laugh you wanna cry You cross your heart and hope to die
Para ver toda a letra(e eu peço pra que, quem entende o mínimo de inglês dê uma espiada), clique aqui. Segunda-feira, Agosto 09, 2004 Parece Crônica Um Parco Conhecimento Político Estava em algum dos banheiros do prédio 11 da Univates esses dias e fui surpreendido pela descontraída conversa de alguns alunos que dividiam o dito recinto comigo. Discutiam fervorosamente política. Sim é tempo de eleições e enquanto realizavam seus procedimentos fisiológicos, profetizavam talvez o futuro de seus municípios. "O PDT está forte lá em Roca Sales hein?" gritava José para o João. Chegavam a debochar entre si. Aquele cujo candidato não demonstrava prosperidade sofria apupos e piadinhas dos demais. Fiquei um tanto constrangido ao me dar conta da minha total falta de conhecimento na área. Sim, me crucifiquem agora se quiserem, mas se há campo que eu não destino meu tempo é para a política(gem). Até religião discutiria com mais afinco se fosse o caso. Mas na política estou fora. Não vou negar que a ausência de conhecimento em tal campo, pode trazer embaraçosas situações. Mas não faço lá muita questão de saber quem vai ganhar e porque. Ou qual é o vereador ou prefeito mais bem preparado. Errado da minha parte possivelmente, mas como me falta o interesse prefiro a passividade do que os prováveis "achismos" daqueles que não tem opiniões bem embasadas. Diga-se de passagem, acredito que existam muitos candidatos a vereador, senador e até mesmo prefeito, que sejam muito adequados e aplicados no seu intento. Mas certamente a grande maioria é como eu: conhece muito pouco de política. Eles até entram em militâncias, prometem melhorias, sorriem pra câmeras e demostram argumentos(alguns ao menos), mas infelizmente na prática, falta objetividade(vide alguns presidentes que existem por aí). Com os casos de candidatos a vereador é ainda mais bizarro. Muitos que entram na "pré-seleção", mal sabem ler ou escrever, mas estão prontos a "construir uma cidade e até um Estado melhores". Não estou aqui querendo criticar pessoas e campos que nem conheço, não me interpretem mal. Eu apenas não sei nada de política. Parecido com alguns seres que andam por aí querendo se candidatar. Então eu peço a vocês: prestem atenção na hora de votar. E esse pedido é tão clichê quanto a chuva de "santinhos" nas cidades em época de eleições. Resenha - DVD 8 Mulheres(8 Femmes) Totalmente inspirada pelo filme "Swimming Pool" do diretor francês, Françoise Ozon, minha mãe meio que "sem querer querendo" retirou um filme anterior do mesmo diretor. Em 8 Mulheres de 2002, ele não chega a ser genial como no recente filme que se passa a beira da piscina. Mas diverte bastante seu público com um suspense cheio de nuances misturado com comédia musical.
O mote é uma nítida sátira aos teatros policiais e de suspense dos anos 50 e 60. Em uma casa de campo isolada vive Marcel, o único homem, rodeado por 8 mulheres. São elas: sua esposa Gaby(a sempre interessante Catherine Deneuve, que curiosamente também está no Dançando no Escuro, outro filme que vi no finde), mais suas duas filhas Suzon e Catherine, além da perturbada cunhada Augustine, mais a governanta Madame Chanel e a nova camareira a lindíssima Louise e claro não poderia faltar a sogrona Mamy. Logo no começo Marcel é brutalmente assassinado com um punhal nas costas. Além disso, misteriosamente o telefone é cortado, o único carro não dá mais a partida, o portão está trancado e a neve se acumula no lado de fora. Lá pelas tantas ainda aparece a irmã do morto, Pierrette. Todas concluem que certamente a assassina está entre elas. A história é deliciosamente conduzida. Em meio a seriedade dos elementos de suspense, cenas de humor refinadíssimas se intercalam(como no momento que Mamy simplesmente se levanta da cadeira de rodas que a sustentava, ou na parte em que Gaby da uma garrafada na cabeça da própria mãe e a tranca no armário depois de uma discussão). Vale dar uma atenção para as músicas que são antigas gravações francesas e que acabam ligando uma cena a outra(em estilo musical) que são muito bacanas. Uma saudação a Ozon! Nota: 7 Domingo, Agosto 08, 2004 Comunicação Visual Pra abrir a semana, mais um quiz. Esse parece difícil, pois faz uma jogada das palavras, com o inglês, mas a imagem segue representando um filme. Qual seria esta película??
Resenha - DVD Dançando no Escuro(Dancer in The Dark) Na última quinta-feira o nosso professor da cadeira de "História do Cinema", passou três trabalhos muito bacanas. Um deles, consistia em formar grupos de no máximo 6 pessoas e escolher entre vários diretores(de uma lista de 25), um deles, para falar a respeito, trazendo todo o trabalho do cara, filmografia, movimentos q participa, estilo, biografia. Enfim, algo bem completo. Enquanto a moçada se acotovelava pra conseguir os diretores mais "pop" tipo Scorcese, Coppola ou Tarantino eu e o Cris decidíamos sem nenhum estresse que faríamos sobre o Lars Von Trier. Então não se assustem se as resenhas de DVD, não trouxerem mais só lançamentos. A videografia do cara, vai passar por aqui. O Dogville, quem visita há mais tempo sabe que já foi resenhado aqui. Hoje, falo do lindo filme Dançando no Escuro.
No filme, estrelado pela cantora islandense(que eu adoro por sinal) Björk, a mesma vive Selma, uma imigrante Checa que vai literalmente tentar a sorte nos EUA na década de 60. Ela trabalha incessantemente em uma fábrica afim de conseguir dinheiro para uma operação de seu filho Gene que sofre de um grave problema no olho que vai deteriorando a visão até a cegueira. A doença por sinal é hereditária e Selma está quase cega. Não bastasse a degradante vida, Selma tem que conviver com a falta de escrúpulos de algumas pessoas que estão a sua volta, mais chefias que abusam dela entre outras mazelas. Em meio a tudo, Selma alimenta a fantasia para esquecer da sua pesada vida. Fã dos antigos musicais, acaba misturando realidade com sonho em cada cena, numa espécie de "falso musical". O musical acaba acontecendo na cabeça da personagem, mas longe de sua realidade. Von Trier é um gênio e eu me apaixono cada vez mais pelo seu trabalho. Com seu jogo de luzes e câmera tremida pouco habituais, fez Cannes chorar. E eu também. E ele fez a escolha certa com Björk. Diz a história que se ela recusasse o papel(e ela não queria fazer por não se sentir apta), Von Trier engavetaria o filme. Bom que ela aceitou. Björk pode fazer o que quiser, agredir jornalista, cantar coisas esquisitas ou até se vestir bizarramente para a cerimônia do Oscar. Mas é inegável como ela conseguiu com sua angelical voz colocar a carga emotiva certa a sua sofrida Selma. Nota: 8 Sexta-feira, Agosto 06, 2004 Where is Delavechia Como este quadro tem rendido a mim e ao Bocão, rios e mais rios de dinheiro, estamos podendo cada vez mais patrocinar viagens interessantes para o "estúpido". Infelizmente, algumas vezes, perdemos o contato com ele e tudo que ele faz é mandar fotografias para nós, através de seu pequeno notebook que ele utiliza vocês sabem bem para "atualizar os seus e-mails". Só que as vezes, nós temos a impressão que ele está mentindo pra nós. Na última foto que recebemos, diz ele que está perdido em algum lugar do Oriente Médio, encontrando finalmente a sua "paz de espírito". Só que eu não o vejo na fotografia. Vocês vêem alguma coisa??
Quero aproveitar e mandar um grande abraço ao meu amigo Delavechia que encara sempre com todo o bom humor possível as nossas brincadeiras por aqui. O meu outro abraço vai pro Bocão, que sempre tira algum tempo pra mandar a imagem! Valeu moçada. Resenha - DVD Hipnose(Doctor Sleep) Admitam, vocês estavam com saudades das resenhas né? Bom, durante a semana já é um pouco mais complicado assistir filmes e quando isso acontece, tenho que ver o mesmo em "pedaços". Algo do tipo meia hora agora, mais meia hora no fim do dia, mais meia hora no outro dia, até completar o filme inteiro. E devo admitir que se é pra olhar podreiras como esse filme chamado Hipnose de 2002 é melhor olhar dividido mesmo. Inteiro em uma "tacada" é capaz do cara vomitar.
No filme, Michael Strother(Goran Visnjic, aquele do Plantão Médico) é um hipnoterapista que vive refugiado na Inglaterra com sua família, após uma traumática experiência quando morava nos Estados Unidos. Casualmente ele é convocado pela Scotland Yard através de uma de suas agentes, Janet Losey(Shirley Henderson) para utilizar suas técnicas em uma criança traumatizada que fugiu do cativeiro de um estranho macumbeiro usuário de rituais de magia negra. Inicia-se assim uma caçada atrás do tal sujeito. Infelizmente, o grande pecado desse filme(saibam que se trata de um suspense) é não conseguir deixar o espectador tenso em momento algum. São raros os momentos de apreensão e olha que não faltam esforços dos atores que tentam dar o máximo de seu "emocional". Só que chego a dizer que o filme cai no ridículo em alguns momentos, tamanha a quantidade de fórmulas de "sustos fáceis" adotada pelo seu diretor Nick Willing. Aquelas em flashbacks, ou sonhos ou coisas desse tipo. Acho que vocês sabem do que estou falando. Nota: 1 Não percam ainda hoje Where's Delavechia(temos que vender nosso pequeno peixe hehehe). Quarta-feira, Agosto 04, 2004 Velharia Cult Entre os momentos nostálgicos aqui do blog, provavelmente aqueles que mais me agradam são os que se referem a música. Não é a primeira vez que cito os antigos discos de vinil, poucos é verdade, mas valiosos que tenho lá em casa, herança de uma fagulha de bom gosto dos meus pais. Em meio a preciosidades de Beatles, The Mamas & The Papas e Talking Heads, há também algumas "bolachas" nacionais. E uma delas é o disco ao vivo do cantor Cazuza entitulado O Tempo Não Pára.
O cantor talvez fosse um bom exemplo da tal "necrofilia da arte" que paira por aí. Ainda mais com o lançamento da sua história em cinema(que por sinal ainda não chegou por aqui). Mas certamente não é o caso. E se fosse, deve-se dizer que nada mais justa a tal homenagem. Ele que era filho do produtor fonográfico Joaõ Araújo, obviamente cresceu ouvindo música. Nos anos 70, foi morar na Inglaterra e quando voltou pra cá, já nos 80, trouxe junto influências de Led Zeppelim e Janis Joplin. Através do cantor Léo Jaime, se tornou vocalista do Barão Vermelho e graças a suas belas letras, levou rapidamente a banda ao topo das paradas. Ouvir Cazuza pra mim, dá uma sensação de completa nostalgia. Lembro de escutar "Ideologia", "Brasil", "Exagerado" entre tantas outras na antiga vitrola, há uns 15 anos atrás. Naquela época ela era nova. Mas tanto faz, hoje ou ontem, quando ouço músicas como "Faz Parte do Meu Show", meus olhos entumecem. Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão Faz parte do meu show Faz parte do meu show, meu amor Confundo as tuas coxas com as de outras moças Te mostro toda a dor Te faço um filho Te dou outra vida pra te mostrar quem sou Vago na lua deserta das pedras do Arpuador Digo 'alô' ao inimigo Encontro um abrigo no peito do meu traidor Faz parte do meu show Faz parte do meu show, meu amor Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou Vivo num 'clip' sem nexo Terror, retrocesso meio bossa nova e 'rock'n roll' Faz parte do meu show Faz parte do meu show, meu amor Meu amor, meu amor, meu amor...
Terça-feira, Agosto 03, 2004 Pérola da Semana Segue por aqui, o procedimento de ressurreição de antigos quadros. A frase da semana(em meio a tantas), foi da cantora Sandy, que faz a dupla mais palha que conheço com seu irmão Júnior.
Quando eu era novinha achava que quem fumava maconha era vilão, mas depois a gente percebe que existem pessoas que usam drogas e são legais Linda constatação. Agora, observem a mágica descoberta da nossa amiga Sandy: pessoas que escutam Sandy & Junior, também podem ser legais. Você Sabia?? Que uma rede de lojas para animais canadense chamada Pet Valu, lançou um biscoito para cães em formato de carteiro? O porta voz local dos correios, respondeu de forma nada cordial a "homenagem" pouco convencional feita pela shop: "Não vemos nenhuma graça nisso, só no primeiro semestre 160 carteiros foram atacados", disse ele. A Pet Valu, preocupada com as ameaças de processos judiciais, acabou retirando o produto das prateleiras. Em seu lugar, foi desenvolvido um em forma de gato.
Alguém já recebeu em casa, algum folder(aqui de Lajeado e região mesmo) que tem um cão feroz na capa, com um suposto pedaço azul do uniforme de um carteiro? Eu já: é uma campanha dos nossos correios contra esse tipo de situação. Pelo visto não é de hoje que o melhor amigo do homem é o inimigo número dos "mailmans". Comunicação Visual Como não poderia deixar de ser, em um blog tão voltado para o cinema, como é este aqui, também há um quiz, dedicado a sétima arte. A moçada já está acostumada com a brincadeira. Mas pra quem tá chegando agora, eu explico: a imagem abaixo, representa um (antigo) filme. Alguém se lembra dele?
Acho que não precisa dica.. quem acertar leva o prêmio(!). Obrigado Cris, pela colaboração no quadro. Resenha - DVD Swimming Pool - À Beira da Piscina(Swimming Pool) Quando terminei de assistir ao fantástico filme Swimming Pool - A Beira da Piscina no finzinho do domingo a noite, fiquei de cara! Fui dormir, pensando qual era o verdadeiro significado da instigante história. Bom, o detalhe é o seguinte: odeio assistir um filme sem compreender ou (tentar) a melhor interpretação para todos os aspectos. Mas quando a ficha cai (e não se surpreendam se isso só acontecer no dia seguinte), chega a arrepiar!
O filme do francês François Ozon, conta a história de uma escritora de uma série de livros de suspense(de muito sucesso) vivida por Charlotte Rampling, que está em uma completa crise criativa provinda do estresse. Seu editor, no intuito de lhe auxiliar, lhe convida a viajar até sua casa na França, um pequeno refúgio, que talvez pudesse lhe trazer de volta as inspirações para um próximo livro. Só que, o que era tranqüilidade, logo se transforma em inquietação quando a escritora é surpreendida pela visita da filha do editor, uma garota extremamente sexy, diferente e até mesmo selvagem, que vem a casa para passar férias. O choque entre duas pessoas tão diferentes, acaba por alterar profundamente os rumos da história. E no livro da escritora. Esse é daqueles filmes cheios de suspense e que reservam surpresas até o último minuto. E eu adoro filmes assim. Filmes onde as situações não são entregues de "mão beijada" e o espectador tem que raciocinar. São várias as interpretações. Peço que assistam: depois a gente faz uma mesa redonda. Nota: 9 Segunda-feira, Agosto 02, 2004 Música na Cabeça Ainda estou com o filme "Simplesmente Amor" na cabeça. Tudo bem que eu estou atrasadíssimo nos comentários sobre ele, pois lembro-me bem que ele passou aqui nos cinemas de Lajeado. E eu por uma bobeira deixei de vê-lo. Quer dizer, não foi bem bobeira. Estava passando na outra sessão o ótimo "O Último Samurai" e em certo dia, eu já o havia visto. Mas resolvi sair de casa no dia que eu ia ver o "Simplesmente Amor", só pra fazer parceria com o Rodrigão pra ver novamente o dos samurais. Não foi nenhum desperdício, afinal de contas assistir em DVD, também é muito valioso. Por exemplo, eu se gosto muito de uma cena, recuo-a várias vezes se for necessário para vê-la de novo. E já no comecinho do "Simplesmente.." tem uma cena hilária e muito bacana do ator Bill Nighly cantando uma bizarra versão de Natal para a música Love is All Around do Wet Wet Wet. aqui vai um trechinho da original, pra moçada cantar junto. É ótima! I feel it in my fingers I feel it in my toes The love that's all around me And so the feeling grows It's written on the wind It's everywhere I go So if you really love me Come on and let it show You know I love you, I always will My mind's made up by the way that I feel There's no beginning, there'll be no end 'Cause on my love you can depend Resenha - DVD O Núcleo - Missão ao Centro da Terra(The Core) Acho que eu já mencionei isso quando falei do medíocre filme "O Dia Depois do Amanhã" aqui no blog: a humanidade só pode ter um afã por destruir a si mesma, especialmente as construções históricas ou pontos turísticos. E os filmes-catástrofe, são uma forma razoavelmente interessante de os diretores colocarem isso na telinha para o público. E enquanto não se esgotam as possibilidades de maremotos, terremotos, ataques alienígenas, meteoros ou eras glaciais, nós aqui vamos escrevendo.
E até que este O Núcleo - MIssão ao Centro da Terra não é de todo o mal: após alguns estranhos acontecimentos na superfície, onde pássaros perdem seu rumo e batem contra os prédios na Trafalgar Square de Londres e 32 humanos portadores de marca-passo morrem em Boston, o cientista Josh Keyes(Aaron Eckardt) é chamado para tentar apresentar uma explicação para esses fatos. Após uma breve averiguação, ele constata que o campo eletromagnético da terra está se desfazendo, pois as rochas fundidas que cercam o seu núcleo, pararam de girar. A solução? Viajar até o centro da terra e detonar lá um bomba atômica que "reanimaria" o nosso planeta. A tarefa se torna mais simples quando Braz(Delroy Lindo), um cientista renegado netra em ação: ele está desenvolvendo uma máquina poderosíssima, capaz de atravessar rochas e suportar uma temperatura de até 9000º celsus! Completam a expedição Serge(Tcheky Kayro), Iverson(Bruce Greenwood), Beck(Hillary Swank) e Zimsky(Stanley Tucci). Apesar de pouco plausível, ao que se propõe(filme de ação), é um ótimo entretenimento, com todas as falhas e exageros possíveis. Nota: 6 Domingo, Agosto 01, 2004 Resenha - DVD Escola de Rock(School of Rock) Pra começar: um filme que trata sobre o rock'n roll tem que fazer muito esforço para ser um fracasso. E se o mesmo ainda conta com a direção de Richard Linklater e com o ator Jack Black(vocalista da banda Tenacious D), mais ensandecido do que nunca, esse esforço teria que ser dobrado.
Digo isso porque por mais repetitivo que possa ser o enredo do filme, só as brilhantes referências musicais, mais a fibra do personagem de Black(Dewey), já valem a locação. A história é aquela: Jack Black é Dewey Finn, integrante de uma banda chamada No Vacancy. Lá pelas tantas, ele é demitido do grupo e com falta de grana, sofre pressão de seu colega de apartamento Ned(Mike White), que o ameaça de despejo, se não pagar sua parte no aluguel. Desesperado, Dewey resolve se passar pelo seu colega de quarto(o próprio Ned, que é professor) em uma escola como professor substituto. E é aí que começa a patifaria. No começo ao invés de dar aulas, Dewey manda os alunos para longos intervalos(de 5 horas). Mas em um belo dia, descobre casualmente que seus alunos são ótimos instrumentistas(nas aulas de música clássica). O professor resolve então "catequizar" as crianças, ensinado-as desde a história do rock, bem como a prática de instrumentos ou a criação de letras. Tudo isso de forma insanamente bem humorada. E é aí também que começam a surgir os problemas. Como esconder da conservadora escola, o "trabalho" que Dewey vem fazendo? E dos pais? Assistam e descubram, não só um belo filme, mas uma aula de perseverança e claro, rock! Nota: 7
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