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Um blog sobre a sétima arte. Quinta-feira, Setembro 30, 2004 Resenha - DVD O Tempo de Cada Um(Personal Velocity: Three Portraits) Falar sobre esses filmes premiadíssimos em festivais como o alternativo Sundance é sempre difícil. Por serem filmes, exageradamente "cabeça", é capaz de você perder sua própria ao tentar avaliar da melhor maneira possível uma película diferente das demais, mas também complexa demais. O Tempo de Cada Um, apesar de ter ganho prêmio do júri no já citado festival, infelizmente peca na minha opinião por querer juntar num filme tão curto(85 minutos) três diferentes histórias. Ao final, da a sensação de que faltou algo.
A avaliação é tão complicada que mesmo sites especializados sobre cinema se perdem ao não ter a percepção exata das características que envolvem o filme. Alguns o tratam como comédia. Uma espécie de bem-humorada crítica do estilo de vida americano, apoiado na vida de três distintas mulheres. Outros o tratam como drama, aliás, o que parece mais coerente, já que os momentos cômicos na verdade são raros. Essas três mulheres, apesar das vidas tão diferentes, estão ligadas por um fato: um acidente automobilístico que é destrinchado na última(e na minha opinião melhor) das três histórias. É nessa história que uma garota descobre estar grávida. Apesar da surpresa do fato, no caminho de volta pra casa, resolve dar carona a um menino que acabara de apanhar. Ela meio que descobre seu instinto de mãe ao ajudá-lo. São histórias simples, mas muito bem narradas. Além disso, o estilo de filmagem surpreende com técnicas como imagens congeladas e flashbacks. As ótimas atuações das protagonistas, as desconhecidas Kyra Sedgwick, Parker Posey e Fairuza Balk também valorizam o que está sendo visto. É bom, mas poderia ser melhor. E seria melhor se eu pudesse justamente ver mais de cada uma dessas histórias. Nota: 6 Parece Crônica Tempo e Placar Muito raro o assunto esporte aparecer aqui no blog. Geralmente os posts tem alguma ligação com a sétima arte, ou o entretenimento geral. Mas tenho que contar uma coisa pra vocês: estava no Beira-Rio ontem de noite quando o Inter ganhou aquele jogo impossível contra o Santos de Robinho. E o grande detalhe de eu estar dividindo isso com vocês nem é o orgulho em si de ver o colorado ganhar do líder da competição, derrubando uma invencibilidade de alguns jogos do time de Wanderley Luxemburgo. Estou contando isso pra vocês porque aqui no setor que trabalho, na biblioteca, sou o único homem, rodeado por uma penca de xaropentas garotas(tomara que elas leiam isso, hehe). E o que isso importa? Importa que não tem nenhum homem por perto pra mim falar detalhe por detalhe do jogo. Não posso contar pra esse suposto "colega" que o Clemer pegou um pênalti logo no começo, depois de caminhar quase até a linha da pequena área(e o juiz não mandou voltar pois já tinha deixado de dar um pênalti pro Inter). Não posso contar pra ninguém por aqui, que o Inter até saiu perdendo depois de uma jogada genial do Robinho e virou de lado com placar adverso. Não posso falar pra ninguém nesse lugar que fui meio "profeta" ao prever ao Rodrigão o que aconteceria no segundo tempo(no caso a virada em menos de 20 minutos). Enfim, não pude dividir com ninguém por aqui o prazer de ver 20 mil pessoas comemorando um gol do Fernandão em que a bola rolou por duas horas em cima da linha até resolver entrar. Não posso relatar nada disso por aqui, pois no meu enfadonho setor de trabalho só tem mulheres. E a única colorada nem sabia que o Inter tinha ganho(se bobear nem sabia que o mesmo tinha jogado). Muitos podem pensar que trabalhar rodeado de mulheres seja o paraíso. Negativo. Era necessário ter mais um galo aqui nesse galinheiro. E de preferência gremista, pois daí certamente o relato do jogo de ontem, seria ainda mais gostoso. Terça-feira, Setembro 28, 2004 Música na Cabeça Quem me conhece a mais tempo sabe do meu fanatismo por Beatles. Até um post exaltando o significado dos discos de vinil(e a minha minúscula coleção deles) eu já fiz. Só que, apesar da beleza do som, aparelhos desse tipo, dia após dia só parecem se aproximar mais do ostracismo. Agulhas velhas, chiadeiras e outros problemas fazem com que as antigas bolachas percam de vez seu espaço. E esse triste destino estava trilhado a mim também. Fã de Beatles, por possuir apenas discos de vinil dos ingleses, penava para escutar algum resquício de som lá na velha vitrola(e põe velha nisso) de meu pai. Nesse contexto é que aparece a minha querida namorada Vanise. Vejam bem: ela me emprestou um CD da banda de John Lennon. Sim, aquela coletânea que vocês certamente já ouviram falar, entitulada "Number One"! E o resultado? Voltei a me deliciar com as canções que embalaram minha infância. Tá, não sou tão velho assim, mas é que quando eu era pequeno, escutava uma fitinha K7 do pai que continha uma pilha de hits. Aliás, são tantas musiquinhas bacanas que eu não saberia nem qual colocar direito aqui. Delícia para quem quer aprender inglês(e também se encantar com a magia dos "quatro de Liverpool"). Das 27 músicas escolhi Penny Lane, que é uma das minhas favoritas. Quem conhece, canta junto. In Penny Lane there is a barber showing photographs Of every head he's had the pleasure to know. And all the people that come and go Stop and say hello. On the corner is a banker with a motorcar, The little children laugh at him behind his back. And the banker never wears a mack In the pouring rain, very strange. Penny Lane is in my ears and in my eyes. There beneath the blue suburban skies I sit, and meanwhile back Se por acaso alguém quiser curtir toda a letra, clique aqui. Comunicação Visual Quando vocês cansarem desse quadro vocês me avisam tá? Que daí vou pensar se posso fazer algo a respeito. O da semana passada foi um porre e pra me redimir, tem essa imagem bem facilzinha. A velha brincadeira consiste em dizer que filme, a figura metaforicamente está representando. Alguém consegue? Segunda-feira, Setembro 27, 2004 News On The Movies Mais novidades do cinema. Essa por sinal, é cruel: os produtores de (pasmem) Exterminador do Futuro IV querem Arnold Schwarzenegger no filme. Não bastasse a podreira que o terceiro filme foi, está por vir um quarto. E isso acontecerá, certamente pelas bilheterias recordes de Exterminador do Futuro II e III(somando quase 1 bilhão em todo o mundo). Vocês bem sabem que o "Schwarza" é agora governador da Califórnia. Se ele poderá aceitar ou não tal papel, é esperar pra ver. A grande dúvida dos produtores diz respeito a se Schwarzenegger poderá afastar-se de seu trabalho de governador do Estado da Califórnia por tempo suficiente para voltar mais uma vez no papel do ciborgue virtualmente indestrutível do futuro. O ator e político austríaco recebeu um salário recorde de US$ 30 milhões para reprisar o papel-título de Exterminador 3. "Estamos conversando com Arnold e seu pessoal", disse Higgins. "Obviamente ele tem um cargo que terá que levar em conta. Mas estamos conversando com ele." Uma fonte próxima à produção reconheceu que é pouco provável que Schwarzenegger possa estrelar Exterminador 4, mas disse que os produtores esperam que ele possa representar "um papel menor".
Leia mais aqui. Na minha opinião, a série poderia ter mesmo se encerrado no ótimo segundo filme. Velharia Cult Ultimamente, devido as minhas inúmeras "tarefas" ando deixando meio de lado os games. Mas esse fato, é claro, não impede que muitos deles estejam guardados carinhosamente na minha memória. Quando criança, tive a felicidade de ter um "Mega Drive". Em meio a tantos jogos bacanas que o console dispunha, existiam alguns que se sobressaiam. E fatalmente são esses que volta e meia aparecem aqui na "velharia". Sempre que escrevo de algo que curtia bastante, gosto de pedir ajuda pro pessoal, pra me dizer o que esqueci a respeito do "material" que está sendo lembrado. Do jogo Kid Chameleon, vocês já ouviram falar?
Se não ouviram foi uma pena. Me lembro como se fosse hoje: filas e filas pra conseguir alugar um dos jogos mais bacanas no estilo plataforma que já joguei até hoje. Como o próprio título já dizia, o game era estrelado por um garoto que literalmente era "camaleônico". Conforme o protagonista realizava suas andanças, era capaz de encontrar em meio a milhares de itens(que tornavam o game divertido e para a época, original), capacetes que geravam poderes especiais ao menino. Lembro de alguns tipo o "Iron Knight"(aquele que aparecia na primeira fase), que permitia que ele escalasse paredes, o "Berzeker", que possuia chifres para destroçar paredes, o "Maniaxe", que arremessava machados e era um dos mais bacanas(usava uma máscara no melhor estilo Jason), o "Cyclone", que trazia a maravilha de voar(e era um de meus favoritos) e o "Juggernaut", que inseria o garoto dentro de um tanque de guerra. Não bastasse a jogabilidade fácil(e viciante), o game continha milhaaaaares de "warp zones" e estágios secretos.
O mote do game era simples: um garoto acaba sendo preso por uma máquina de fliperama e agora tem que se salvar da situação. O único porém: longuíssimo, era impossível terminar o jogo sem somar no mínimo seis horas na frente do televisor. À época, não existia sistemas de "save point". Hoje, os emuladores permitem essa ação, mas perdem naturalmente a jogabilidade no teclado. Resenha - Cinema Colateral(Collateral) Quando estávamos indo ao cinema, a expectativa sobre Colateral era a de que fossemos ver um filmão. Muito falatório, publicidade, dinheiro investido, mas pouca novidade. O novo filme do diretor Michael Mann, pode até ter seu valor, dentro daquilo que se propõe, mas fica anos luz atrás de outras produções. Outras produções que contam com o próprio Tom Cruise, que vem sendo elogiadíssimo por sua atuação.
Só que na minha opinião, a atuação do ex-marido da Nicole Kidman, de cara já se apresenta como um problema. Se não me falha a memória, é a primeira vez que o ator está como vilão de um filme. Até aí tudo bem, já que versatilidade é de grande valor em se tratando da sétima arte. Só que Tom Cruise exagera: ele, nasceu pra ser mocinho. Deixar o cabelo e barba grisalhos, mudar o tom de voz e fazer pose de durão, não serviu para apagar a imagem de bom moço de outros filmes. Parecia haver falta de congruência. Mas é claro, vocês bem sabem que este não é motivo pra deixar de ver um filme. Sobre o filme, a trama, até começa bem: Cruise é Vincent, que no início do filme, recebe uma tarefa num aeroporto. Paralelo a isso o taxista Max(Jamie Foxx) está levando sua primeira passageira da noite(ele faz o turno da madrugada, dizendo que este é um trabalho temporário) chamada Annie(Jada Pinkett Smith). Quando os dois se despedem, Vincent se torna o próximo passageiro. Numa conversa típica "passageiro-taxista", Vincent acaba "comprando" os serviços de Max por toda a noite a um preço de 700 dólares. Só que na primeira parada, Max se surpreende ao descobrir que Vincent é na verdade um pistoleiro de aluguel(o primeiro morto, vai parar dentro do porta-malas do táxi). Como uma espécie de refém, Max passa a guiar Vincent madrugada adentro, tendo que superar medos e desconfianças, próprias da situação. A película até tem boas seqüências de ação, mas em momento algum chega a empolgar. Nota: 4 Sexta-feira, Setembro 24, 2004 Where's Delavechia O quadro sumiu por uma semana, mas hoje está de volta em dia novo, após remanejamento dos quadros em reunião com a direção do blog(hehehe). E me parece estar bem difícil. Nosso querido amigo "estúpido" continua dando suas bandas por aí e volta e meia envia-nos algumas fotos com o "povo". Só que tem vezes que eu desconfio que ele está nos enganando e não está na foto. Vocês poderiam me ajudar a dizer onde o "diabo" se encontra??
Quinta-feira, Setembro 23, 2004 Resenha - DVD Monster - Desejo Assassino(Monster) Como venho sendo criticado pelo excesso de filmes ruins que supostamente eu tenho olhado, to tentando caprichar um pouquinho mais e trazer resenhas de filmes interessantes. Mas é aquilo que eu sempre digo: a exceção do filme "Mulher Gato", o que é bom para mim, pode ser ruim para um terceiro. E com a película Monster - Desejo Assassino, a situação não é diferente: o espectador mais desavisado(e conservador) pode receber com repulsa a história real da assassina "Aileen Wuornos".
Já aquele espectador que está propenso a buscar entender todo o universo cruel da "primeira serial killer americana"(a história por sinal é baseada em fatos reais), poderá se deleitar e se angustiar é claro, do início ao fim. A históra não é aquela convencional, a que todos estão habituados, com início meio e fim e que no final todos vivem felizes para sempre. O filme é triste, bruto e faz pensar sobre a sociedade, os hábitos humanos e as atitudes que levam ao limite do desespero. Tudo isso ganha de cara respaldo pelo esforço único das protagonistas Charlize Theron e Cristina Ricci(que vive a lésbica Selby, com quem Aileen se envolve). Aliás, a Charlize, imagino que vocês já devam saber disso é um caso a parte nesse filme. Linda, se submeteu a engordar 16 quilos, colocar dentes postiços(e grotescos) e salpicar a pele com todo a sorte de manchas, apenas para dar veracidade e realismo a personagem. Utilizando-se dos trejeitos da assassina(e pra quem ver o filme em DVD, pode assistir essa parte no making off), acabou ganhando o merecidíssimo Oscar pela interpretação. A película não tem nenhuma intenção de mostrar quando, ou porque as coisas acontecem: elas apenas acontecem. E é justamente esse detalhe, que torna o filme deliciosamente sombrio. Nota: 9 Comunicação Visual Apesar da boa presença de novos quadros, os velhinhos não foram esquecidos. Esse aqui vocês já conhecem bem. Basta dizer que filme a imagem representa e concorrer a belíssimos prêmios secretos do without. Boa sorte a todos(hehe)! Agradeço mais uma vez o Rafinha pela colaboração no quadro. Quarta-feira, Setembro 22, 2004 Top 5 Semana passada a tarefa foi árdua pelo excesso de bons atores. Mas essa semana, quando estou querendo escolher minhas 5 atrizes favoritas, também estou em um grande dilema. O fato de conhecer pouco do cinema do passado, acaba restringindo minhas opções. A lista está bacana, mas não está isenta de erros grosseiros. 1)Nicole Kidman: apesar de cometer bizarrices do tipo "Cold Mountain", foi sua lindíssima participação no filme "Dogville" que acabou me conquistando. Além da vasta filmografia recente, participou dos velhinhos "Batman Forever"(como Chase Meridian) e "Terror a Bordo". 2)Catherine Deneuve: muito ouvi falar da veterana atriz Francesa. Mas foi só esse ano que meus olhos se encheram quando vi sua participação no belíssimo "Dançando no Escuro" de 2000. Além disso faz uma papel hilário na maravilhosa comédia "8 Mulheres", que passarei o ano recomendando. 3)Cate Blanchett: na minha sincera opinião, ela tem fortes chances no Oscar do próximo ano pelo seu difícil papel no suspense(muito bom por sinal) "Desaparecidas". Mas também encheu de brilho o filme "O Senhor dos Anéis" como uma das misteriosas Elfas. 4)Julia Roberts: Ela pode até não passar de uma canastrona para alguns. Mas não adianta, além de muito bonita, participou de uma penca de filmes legais. Com certeza você já ouviu falar de "Uma Linda Mulher", "Confissões de Uma Mente Perigosa", "Onze Homens e Um Segredo" e "O Sorriso de Monalisa"? Isso só pra citar alguns. 5)Laura Linney: Apesar de ser coadjuvante na maioria dos filmes que aparece, na minha opinião acaba na maioria das vezes roubando a cena. Passei a gostar dela depois que vi sua participação em filmes com "A Vida de David Gale", "Sobre Meninos e Lobos" e na comédia romântica "Simplesmente Amor".
Nicole Kidman Num primeiro momento eu achei que não teria opções de escolha para as atrizes, mas tive que deixar de fora algumas que gosto bastante tipo a "Helen Hunt" e a "Gwyneth Palthrow". Até a "Björk" poderia figurar na minha lista pelo seu único e lindo papel no filme "Dançando no Escuro". Sou fã dela, não adianta. Mas peço a vocês que me ajudem com essa lista também. Sinto que está faltando alguém. Qual é o Filme Mais Assustador Que Você já Viu? Não sei se foi porque eu assisti quando era pequeno(algo em torno de 8 anos), mas o filme que mais me apavorou até hoje, foi o primeiro da série Poltergeist - O Fenômeno de Steven Spielberg e Tobe Hopper. A película tem quase a minha idade(é de 1892), mas me arrepio só de lembrar de algumas cenas.
O mote é simplíssimo, mas muito bem elaborado. Na casa de uma simples família americana, coisas estranhas começam a acontecer: o filho do meio quase é enforcado por um palhaço de brinquedo e depois acaba sendo engolido por uma árvore. A mãe, cai em um buraco cheio de cadáveres. O ápice se dá quando a caçula acaba sendo "abduzida" pela TV. A explicação pra toda a bizarrice? A casa havia sido construída sobre um antigo cemitério indígena cujo empreiteiro havia apenas retirado os túmulos. Contando assim, pode parecer convencional, mas convido todos vocês a assistirem o filme que me tirou do quarto de tão assustado que fiquei. Depois desse, foram dias sem dormir. Assisti também o "2" e o "3", mas nunca o impacto foi tanto como com esse. Além do que, fatos estranhos a parte, reza a lenda e eu não consegui achar a verdade, a atriz que interpretava a caçula(Heather O'Rourke), teria morrido durante as filmagens do último episódio. Brrrrrr! Vai saber? Terça-feira, Setembro 21, 2004 News On The Movies Aos poucos as academias começam os processos de indicação de seus supostos "melhores filmes" para uma possível chance na disputa do Oscar. É, a 77th premiação está por vir e o Brasil já anuncia seu indicado na busca da vaga. Olga, filme de estréia do diretor Jayme Monjardim, foi anunciado nesta terça-feira como o longa-metragem nacional que será indicado à Academia de Hollywood para concorrer a uma das cinco vagas que disputarão ao Oscar 2005 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. O filme disputou a vaga com oito filmes nacionais: Benjamim, Cazuza, o Tempo Não Pára, De Passagem, Garrincha - Estrela Solitária, Narradores de Javé, O Outro Lado da Rua, Pelé Eterno e Redentor. A seleção foi feita por uma comissão formada por profissionais da área cinematográfica. No ano passado, Carandiru, de Hector Babenco, foi o escolhido para representar o Brasil e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, concorreu a cinco categorias indicado pela própria Academia de Hollywood.
Leia mais sobre a novidade aqui. Resenha - DVD Kill Bill: Vol. 1(Kill Bill) Eu já tinha ouvido falar muito do Kill Bill, Volume 1. Especialmente através de meus grandes amigos Bocão e Rodrigão, fãs incondicionais do trabalho de Quentin Tarantino. Para mim, tudo era novidade enquanto assistia a película, pois nunca havia visto(podem ficar pasmos, se quiserem) qualquer filme do diretor. Conforme compreendia o que se passava na tela, ia descortinando uma idéia fixa: as hipérboles POP de Tarantino são diversão pura!
E digo isso, pois o que de início parece ser um filme de ação, logo se transforma em uma chacota da violência. Uma Thurman interpreta a Noiva, personagem central do filme. Ela é uma assassina profissional que, traída pelos seus antigos companheiros, busca vingança a qualquer custo. Jogando com o passado e o presente, o diretor volta no tempo(4 anos) para mostrar como o fato aconteceu: a noiva a beira do altar, grávida, é espancada supostamente até a morte. Só que, milagrosamente ela sobrevive e agora está atrás dos traidores. Seu alvo principal é Bill(David Carradine). Só que antes ela ainda pretende "eliminar" O-Ren-Ishii(Lucy Liu), Vernita Green(Vivica A. Fox), Budd(Michael Madsen) e Elle Driver(Darryl Hannah). O que torna o filme incansável e cômico também são as milhares de referências POP, que vão desde Bruce Lee(e issto se torna nítido nas batalhas), Besouro Verde e Charlie Brown. Não bastasse isso, Tarantino brinca a toda a hora com as imagens, indo desde o anime(na parte em que a vida da personagem de Lucy Liu é mostrada, numa seqüência hilária, por sinal), passando por apagar de luzes, slow motion e até preto e branco. As batalhas são lindas, chegando a ser poéticas(destaque para a belíssima batalha final desse primeiro filme). O caricato atinge seu ápice mesmo é com o mar de sangue que jorra a cada mutilação, membro decepado, ou cabeça cortada. Eu tô só aprendendo a "ler a cartilha" de Tarantino. Mas do pouco que vi, pude entender o alvoroço dos milhares de fãs, a cada novo filme do diretor. Nota: 8 Sexta-feira, Setembro 17, 2004 Você Sabia?? Que segundo pesquisas realizadas por Jeng-Yi Tzeng da Universidade Nacional de Tsing Hua no Taiwan, o que irrita mesmo os usuários de computadores não são as suas constantes falhas, mas sim a falta de educação deles? Existe um provérbio chinês que diz que "ninguém maltrata uma pessoa educada", levando em conta tal dito, Tzeng convidou 269 estudantes para um pequeno teste.
O teste se consistia em um jogo em que os participantes deveriam completar provérbios com algumas dicas. Enquanto uma das máquinas terminava de forma amistosa, algo do tipo "desculpe, as dicas não foram úteis a você, tente novamente", o outro encerrava de forma ríspida: "as respostas não estão corretas". Quem recebeu respostas educadas, se sentiu mais a vontade para jogar e 60% disseram que isto tornou o game mais agradável. Os que receberam respostas ríspidas trataram com dureza o programa. Se isso for levado em conta, daqui pra frente quando der pane na máquina ao invés do tradicional "esse programa executou uma operação ilegal e será fechado", teremos: "mil desculpas querido usuário, mas esse traste desse programa executou uma operação ilegal e infelizmente terá que ser fechado". Quinta-feira, Setembro 16, 2004 Parece Crônica O Altruísmo e o Concurso da Univates Ontem de tarde chegou a ser engraçado de ver. Nem bem a Jesu tinha terminado de afixar em algum dos murais do prédio 9 a gloriosa lista dos classificados para a segunda fase do concurso da Univates e as pessoas já se acotovelavam a sua volta, querendo saber seu desempenho, ou o do irmão(ã), ou namorado(a). Em meio a tantas decepções, afinal de contas foram mais ou menos 900 eliminados na concorrida disputa, acabei flagrando uma bela cena: uma de minhas colegas de trabalho, quando soube do alvoroço lá no dito prédio, pediu licença e vôou para lá com a intenção de ver a sua classificação e de quebra a de seu namorado. Voltou chorando. Mas estava rindo ao mesmo tempo. Me abraçou felicíssima. Com os olhos cheios de lágrimas me disse que seu namorado havia passado. Ela não tinha, mas ele tinha. Ao menos um dos dois estava na próxima fase. Fiquei totalmente pasmo, pois cenas de altruísmo como essa em um mundo tão competitivo parecem se tornar cada vez mais raras. Vejam o meu exemplo: fiquei muito feliz ao perceber que o Pi também tinha passado. Mas, talvez exagero de minha parte ele não tenha feito mais que sua obrigação. Depois que vi suas reações que me dei conta do grande feito que meu irmão tinha realizado e fiquei também muito feliz. Tanto que liguei pra minha querida mãe pra dar a notícia. Agora prestem atenção como são válidos esses momentos em que o egoísmo é esquecido e a gentileza impera. Em um jogo de futebol por exemplo, o "fair play" de uma devolução de bola para o adversário quando se faz necessário, não é esquecido mais. Os espectadores até aplaudem o belo lance. Quando políticos se tratam de forma cordial, especialmente políticos adversários de campanha ou com diferentes ideais(pensem talvez nas relações exteriores), também é algo marcante. Ou até mesmo no trânsito, quando um carro executa o simples movimento de parar para que um pedestre atravesse, nem que seja na faixa de segurança. O motorista receberá de volta um sorriso, um aceno. Até lembrei do post do Michel lá no blog dele, onde ele perguntou o que a moçada faria se ganhasse os milhões da mega-sena. Não tem um ser vivo que deixaria de ajudar o próximo. Meu pai ontem por exemplo, bradou de fúria! Disse que se ganhasse a loteria acumuladíssima, daria alguns milhões para o Grêmio! Constatei com certa tristeza que altruísmo é inerente ao homem. De alguma forma ele é.. Quarta-feira, Setembro 15, 2004 Pérola da Semana Pra quem ainda não sabe, essa semana figura em cartaz aqui no cinema de Lajeado ao lado de "A Vila", o filme do Padre Marcelo Rossi chamado "Irmãos de Fé". Aliás, empolgado com a exibição do mesmo, ele revelou:
Na época em que eu tinha namorada, ia muito ao cinema. Mas ela queria ficar namorando e eu queria mesmo assistir os filmes. É possível que o padre, não tenha conhecido ainda a infinidade de filmes ruins presentes no mercado. Aqueles que não se faz necessário dar muito bola! Top 5 Ontem em um bate-papo muito bacana sobre cinema(só pra variar um pouquinho) com os meus amigos Rafa(Capellati) e Diogão(Boti), resolvi reativar um quadro que há muito tempo andava esquecido. E com a discussão rolando, começamos a falar dos atores e quais seriam os favoritos de cada um. O Rafa citou que eu me lembre os respeitáveis Morgan Freeman e Brad Pitt, já o Diogo, lembro bem que falou do Denzel Washington como exemplo. Resolvi (arriscar) e colocar por aqui os meus cinco favoritos. Tarefa árdua por sinal, mas lá vai: 1) Sean Penn. Os dois também citaram ele em suas preferências. Sou fã do cara. Sua participação em filmes como "21 Gramas" e "Sobre Meninos e Lobos" são só um exemplo de como o cara é bom(isso citando os recentes). 2) Tom Hanks. Acho que esse aí a maioria curte(especialmente a academia que já lhe premiou várias vezes). Sua vasta filmografia inclui os ótimos "Forrest Gump", "Náufrago" e o belíssimo "A Espera de um Milagre". 3) Jim Carrey. Podem falar o que quiser mas eu não escondo: sou fã do cara. E pra mim ele é um verdadeiro injustiçado pela academia. Especialmente na época do filme "O Show de Truman" que está entre meus favoritos. 4) Benício del Toro. Não conheço muito dos trabalhos dele, mas o que vi me agradou muito. Com a cara de bandidão hispânico, ele acabou criando seqüências bacanas em filmes médios como "Caçado" e "A Promessa" por exemplo. 5) Johnny Depp. Geralmente seus papéis bizarros são o grande lance de seus filmes. Dá pra citar aqui os velhos "Edward Mãos de Tesoura" e "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça". Ah, e ainda tem o "Piratas do Caribe" onde ele fez o pirata "diferentão" Jack Sparrow.
Sean Penn É impossível citar aqui todos os meus favoritos. Outros como Kevin Spacey e Adrien Brody tiveram que ficar de fora da minha lista. Mas peço a vocês que me ajudem! Me digam os seus favoritos, me passem suas listas. Terça-feira, Setembro 14, 2004 Comunicação Visual Essa é em homenagem a nossa cadeira de quinta(História do Cinema). Mas quem não faz ela, também está convidado a participar da brincadeira. Que (clássico) filme, essa imagem representa?
Segunda-feira, Setembro 13, 2004 Resenha - DVD O Enigma do Colar(The Affair Of The Necklace) Se um professor de português de uma hora pra outra resolvesse que iria ministrar matemática, seria mais ou menos como o resultado do filme O Enigma do Colar. A película volta no tempo, lá pros idos da "Revolução Francesa", mas acaba colocando em detrimento tudo que está nos livros de história para contar a "vida" de um colar, que segundo o diretor "Charles Shyer", teria papel determinante na história de Maria Antonieta.
É inegável que o figurino do filme de 2001 é belíssimo. Que algumas interpretações são ótimas, especialmente a do Cardeal de Rohan(Jonathan Pryce). Mas são nítidos também os problemas. O que de começo parece uma trama bem amarrada, acaba caindo no confuso(não foi uma vez que tive que colocar em "rewind" pra entender o que havia se passado). E o mote exagera no irreal: Jeanne(Hillary Swank, péssima por sinal) é uma jovem órfã, que perdeu pai e mãe que eram contra o regime. Anos depois, sua intenção é resgatar o título dos Valois e conseguir de volta o que lhe foi confiscado. Para tanto, ela tenta inúmeras vezes contato com a rainha, que recusa-se a recebê-la. O "jogo" começa a virar quando ela conhece Retaux de Villete(Simon Baker). Influentíssimo junto a corte, ele ensina a ela as melhores maneiras de se aproximar dos altos escalões, iniciando assim um pequeno jogo de intrigas envolvendo a compra de um colar por Maria Antonieta e o Cardeal, que intermediaria as negociações. O grande pecado é querer fazer acreditar que esse mínimo fato, tenha tido papel preponderante na queda da monarquia francesa. É muita empáfia pra pouca história. Apesar de todo o charme, infelizmente ele não é suficiente para torná-lo um filme digno de elogios. Mas é aquilo, você pode não perder tempo olhando, especialmente se você crer no que está vendo. Faça a tentativa. Nota: 5 News On The Movies Quadrinho novo aqui no without, que trará sempre alguma novidade do mundo do cinema. Já rolou uma das mais charmosas premiações da sétima arte que é o "Leão de Ouro" de Veneza. E o grande ganhador foi um filme de "MIke Leigh" chamado Vera Drake. Vejam o mote, que já me deixou deveras curioso(adoro drama): Vera Drake, do diretor inglês Mike Leigh, foi o grande vencedor da 61ª edição do Festival de Veneza, recedendo o Leão de Ouro. O filme conta a história de uma inglesa dos anos 50, mãe e esposa exemplar, solidária e prestativa, que durante anos se dedica a praticar abortos em famílias pobres até ser detida e processada, momento em que todo seu mundo, e o da família, desaba.
Resenha - Cinema A Vila(The Village) Foi muito engraçado quando terminou a (lotada) sessão de sábado a noite para o filme A Vila, do faladíssimo diretor M. Night Shyamalan. Quando dos primeiros créditos se ouviu um sonoro "aaaaaaaaaah" dos espectadores presentes. Nitidamente esse "ah", denotava a decepção gerada por aquilo que acabava de ser visto. Muito aquém da expectativa criada, infelizmente o afã de Shyamalan de enganar o público nas suas tramas, mais a excessiva publicidade criada, para um filme pra lá de fraco, foram só os primeiros fatores a desapontar.
E não foi só isso. Estava escrito lá: era pra ser um filme de suspense. Lá pelas tantas você percebe que está quase diante de (pasmem) uma tragédia grega! Aliás, esse pode ser justamente o ponto positivo de Shyamalan: a versatilidade. Observem: com "O Sexto Sentido", ele realizou um belíssimo suspense. Com "Sinais" ele partiu pra comédia(me desculpem aqueles que curtiram a história dos ET's, mas eu ri mais do que me assustei). Agora ele partiu pro drama com nuances de romantismo. Brincadeiras a parte, o esgotamento do diretor se torna mais reprovável na sua repetição ridícula de formas. Assim como em "O Sexto Sentido", novamente o vermelho é a cor perigosa. É justamente essa cor que torna marcante tudo que se refere a floresta e aos espíritos que envolvem a vila. Existe uma espécie de acordo entre os moradores da vila e as criaturas que a rodeiam, chamadas aqui de "aquelas de quem não falamos". Enquanto os humanos não invadem os limites da floresta, os estranhos seres não podem assombrar a pequena comunidade. Mote bom, mas que acaba perdendo o gás durante a película. Um dos poucos pontos positivos, além das imagens, que acabam criando o clima certo para o desenrolar das cenas, são algumas das atuações. Destaque para Adrien Brody(O Pianista), no papel do retardado "Noah Percy". E pra quem curte os figurões eles estão todos lá: William Hurt, Sigourney Weaver e Joaquim Phoenix que mais uma vez está no insosso papel principal. Resumindo, as pessoas estavam certas: "A Vila" é chatíssimo! Nota: 2 Sexta-feira, Setembro 10, 2004 Where's Delavechia Bah, quase passamos em branco hoje, depois de tanto tempo atualizando diariamente. Mas taí, aos 48 do segundo tempo, o querido quadro está no ar. Dessa vez parece que está fácil, até eu já achei! Vocês conseguem saber onde está o estúpido?
Quinta-feira, Setembro 09, 2004 Resenha - DVD A Promessa(The Pledge) É possível que Sean Penn esteja atingindo a sua maturidade como diretor nesse seu terceiro longa metragem chamado A Promessa. O filme é meio velhinho(de 2001), mas como ainda constava como "lançamento" lá na Calypso(agora sim que vão ficar achando que estou sendo patrocinado hehe) e eu já havia passado pela caixinha vááárias vezes resolvi encarar.
O primeiro grande ponto positivo do filme é a presença de Jack Nicholson. Aliás, ele é um ator tão completo, que ele transforma qualquer imagem em marcante, seja na comédia, no drama ou no caso desse, o suspense. Não bastasse a presença do grande Jack, o bom ator Benício Del Toro, acaba quase roubando a cena, numa ponta sinistra e muito bem feita como o índio Toby Jay Wadenah. O ponto de partida do filme é justamente esse: Wadenah está sendo acusado de estuprar e assassinar cruelmente uma menininha de 7 anos. O crime acaba sendo confessado meio que "na marra" por um dos policiais da delegacia de Nevada(onde ocorre o fato), interpretado por Aaron Eckardt. Em meio a tudo isso, Jerry Black(o personagem de NIcholson) está para se aposentar. Só que por não acreditar que o crime tenha sido mesmo realizado por Wadenah, Black faz uma promessa a mãe da vítima: a de encontrar o verdadeiro assassino. Apesar do início promissor, o filme acaba por vezes se repetindo, ao reafirmar aquilo que todos já sabem(tonando assim também desnecessárias as duas horas). Além disso, a forma como se encaixam as seqüências, totalmente retilíneas e por vezes previsíveis também acabam "aporrinhando" um pouco. Mas ainda assim, a película não é "perda de tempo", com um final surpreendente(me arrepiei só de lembrar), Penn acaba premiando seus espectadores, desviando de clichês que acabam sendo até esperados. Ponto pra ele, que além de bom ator, mostra certa competência como diretor também. Nota: 6 Música na Cabeça Ganhei um presente muuuuuuuuuito legal!! Um CD do Smiths, mais precisamente o "best II". E agora é aquela velha história, não sai da vitrola lá de casa. Ontem de meio dia mesmo, cheguei pra almoçar, me atirei na cama e fiquei escutando o angustiado(e bonito) vocal de Morrissey. Aliás, acho que descobri uma curiosidade totalmente sem querer. Peço até pro pessoal me ajudar, pra mim não ficar falando bobagem por aqui, mas na música "Heaven Knoes I´m Miserable Now", tem uma parte no fim do refrão que ele diz "..to people who don´t care if i LIVE OR DIE". Atentem para o "live or die": ele me fez lembrar a primeira música do "Pato Fu" que fez sucesso. Não sei se vocês lembram, mas ela se chamava "Rotomusic de Liquidificapum" em meio as estrofes, que se revezavam entre o inglês e o português, a banda de Fernanda Takai entoava um "live or die" nos mesmos moldes. No mesmo tom de voz(meio em falsete). Como a banda mineira sofre nítidas influências do pós punk dos 80(o disco favorito da vocalista é o "Head On The Door" do "The Cure"), achei que talvez houvesse alguma conexão, uma espécie de homenagem nessa cópia vocal, por assim dizer. Se alguém quiser me dizer algo a respeito, eu agradeço. Por fim, deixo aqui um trechinho de The Boy With The Thorn In His Side, que abre o álbum e é uma de minhas favoritas: The boy with the thorn in his side behind the hatred there lies a murderous desire for love how can they look into my eyes and still they dont believe me how can they hear me say those words and still they dont believe me and if they don't believe me now will they ever believe me? and if they don't believe me now will they ever believe me? O link para quem quiser curtir toda a letra(e até mesmo outras da banda) está no completíssimo site lyricscafe. E agradeço mais uma vez o presente. Adorei! Segunda-feira, Setembro 06, 2004 Resenha - DVD Em Nome de Deus(The Magdalene Sisters) Não foi só de podreira que sobreviveu meu cinéfilo fim de semana(pasmem, foram quatro filmes assistidos). O belíssimo "filme denúncia" Em Nome de Deus do diretor Peter Mullan, encheu os olhos, trazendo uma cruel realidade de até pouco tempo atrás lá pos idos da Irlanda: a existência das lavanderias comandadas por freiras.
O filme quando apresentado no Festival de Veneza, acabou ganhando o prestigiado prêmio "Leão de Ouro". Mas acabou também causando a fúria dos católicos mais fervorosos, que disseram que o retrato do diretor, acabou sendo exagerado e longe da realidade. Isso por conta do roteiro, que conta a história de três garotas que são enviadas para um rígido convento por conta de suas imorais atitudes. Essas "atitudes" são mostradas logo no início da película, causando choque nos mais desavisados espectadores. Não que os fatos em si sejam chocantes. O que surpreende é o conservadorismo, que se descortina na cara de quem está assistindo, o que leva a diversos questionamentos sociais e religiosos. Já no tal convento, as meninas(chamadas de irmãs Magdalenes) são submetidas a todo o tipo de torturas, trabalhos pesados e comportamento ultra disciplinado, como forma de "ganhar o perdão pelos seus pecados". O filme pode até cometer alguns exageros nos seus demostrativos, mas, baseado em fatos reais, contados por sobreviventes dessas lavanderias, acaba tocando até o mais duro dos corações. Uma bela dica de filme e também um belo aprendizado sobre nossa recente história. Nota: 7 Comunicação Visual Acho que descobriram que esse é um blog essencialmente de cinema. Toda vez que estou para abrir o without, abre um Pop Up com o trailer do filme "A Vila", novo do mesmo diretor de "O Sexto Sentido". Bom, inquietações a parte, me digam, que filme essa imagem representa? Ah, tá bem facinha.. Resenha - Cinema Mulher Gato(Cat Woman) Como a minha fiel parceira de filmes horrorrosos de cinema não estava aí no fim de semana, recrutei o meu pequeno grande amigo Rafinha para tal empreitada. Ao menos ele não vai me deixar falar mal do filme sozinho. A película não tinha seus quinze minutos ainda e eu já tava perturbado, querendo saber quando pelo amor de Deus a tortura iria terminar.
Eu não sei nem por onde começar a apontar os problemas do filme. Os movimentos de câmera, que de início parecem promissores, logo cansam, se repetem e chegam a deixar tonto qualquer um. Saí com dor de cabeça da sessão. A trilha sonora(se é que dá pra chamar assim), é uma outra peça a parte. De doer até os cabelos de tão trash. E mais dor de cabeça. A história em si chega a ser uma afronta aos fãs do Batman, o homem morcego. Totalmente excluído do filme, o seu esquecimento obriga os "roteiristas" a criarem uma bizarrice para a existência da Mulher Gato. Numa mistura mutagênica, mística, egípcia, esta seria uma dádiva fornceida a poucas mulheres do mundo e que agora pertenceria a Patience Phillips(o personagem da Halle Berry), que após ser morta pelo pessoal da corporação em que trabalha, por descobrir um terrível segredo da linha de cosméticos, ressucita, já como a gata em si. Sério candidato a pior filme que vi no ano, chego a me perguntar o que faz com que uma atriz como a Halle Berry, que até Oscar já ganhou(A Última Ceia), aceite tal papel. A decadente Sharon Stone(como a canastrona vilã Laurel) até se entende. Ah, e falando nas mulheres, não pense que a Halle Berry, vestida na roupa de preto fica a maior gostosa de todos os tempos. Ledo engano. Além de não conseguir nem caminhar dentro da tal peça, a maioria das partes é computação gráfica. E se bobear, o dublê dela, de fato é um homem, como andaram falando por aí. Evite essa porcaria. Se quiser encarar, leve as framboesas junto. Para o lanche. Nota: 0 Sexta-feira, Setembro 03, 2004 Enchendo Lingüiça Vocês viram essa? Parece quer o padre irlandês Cornelius Horan, aquele que causou todo o pandemônio durante a maratona está arrependido do que fez e está inclusive querendo vir ao Brasil para se retratar pessoalmente junto ao corredor Vanderley Cordeiro de Lima. "Sei que muita gente no Brasil quer me dar uma surra", disse ele, em entrevista aos órgãos de imprensa. Caso ele pudesse vir ao Brasil ele traria junto com ele um vaso de Waterford(uma espécie de cristal de grande valor típico da Irlanda). Pra quem não se lembra, o mesmo demente já provocou caos parecido em uma corrida de fórmula 1 no ano passado. Só há uma pequena diferença: na F-1, com bagunça ou sem, sempre vai dar o "alemão".
Acho que a maior sorte desse parde é que o corredor que vinha na frente era Brasileiro. Se fosse por acaso um americano, as tropas de Bush já teriam aterrisado no país irlandês e arrasado com o mesmo. Queira ou não, no fim das contas, Vanderley ganhou mais publicidade do que se tivesse ganho a prova. O seu bronze foi estampado em vários jornais na capa(em grandes fotos), enquanto a conquista do ouro no vôlei, encontrava-se apenas em pequenas notas de canto de folha(vide capa do "Caderno de Esportes" da Zero-Hora na semana passada). Where is Delavechia Bom dia moçada. Depois da ausência do quadro por uma semana, o mesmo volta em grande estilo e na minha opinião, bem difícil. Alguém consegue achar o estúpido aí no meio?
Evitem clicar nos comments, pois a essa altura a Remédios já deve ter acertado. Agradeço ao Bocão que mandou o material já pela manhã dessa vez! Quinta-feira, Setembro 02, 2004 Música na Cabeça Quem visita o blog desde seu início, talvez lembre que o que motivou o nome da página, foi uma música da banda Soul Asylum. A música é claro se chamava "without a trace" e diferentemente do que muita gente pensa a escolha foi uma homenagem a canção da banda americana e não uma lembrança do seriado que passa na Fox(se não me engano). Sou fã dessas bandas de "brancos mauricinhos" americanos. Falem o que quiserem, mas na minha vitrola rola direto "Counting Crows", "Matchbox 20" e até mesmo "Hootie & The Blowfish", que por sinal eu estou precisando ouvir denovo pra recordar. E a letra da semana é mais uma vez do "Soul Asylum", cuja alcunha(que fique claro, não é em tom pejorativo) também cai como uma luva. Taí um trechinho do hit Runaway Train: Call you up in the middle of the night Like a firefly without a light You were there like a blowtorch burning I was a key that could use a little turning So tired that I couldn't even sleep So many secrets I couldn't keep I promised myself I wouldn't weep One more promise I couldn't keep It seems no one can help me now, I'm in too deep; there's no way out This time I have really led myself astray Runaway train, never going back Wrong way on a one-way track Seems like I should be getting somewhere Somehow I'm neither here nor there Quarta-feira, Setembro 01, 2004 Velharia Cult Já faz um tempinho eu escrevi aqui nesse quadro(ainda na época de mesa4) do Chaves. Citei todos os personagens, situações, bordões entre outros elementos que compunham uma das séries mais bacanas de todos os tempos. Só que daquela vez, acabei deixando totalmente de lado o grande Chapolim Colorado. Esse esquecimento foi meio que proposital, já que, justiça seja feita a presença do herói mais trapalhão da face da terra, aqui, é muito bem vinda.
A lembrança veio recentemente em uma das aulas de "História do Cinema" com o Fábio. E não foi nem porque ele mostrou os cômicos filmes de 1916 do Charles Chaplin(A Rua da Paz, O Balneário, entre outros) que contêm o "grosso" do que existe em termos de comédia hoje em dia, nos próprios personages de "Roberto Gomez Bolaños", ou no programa dos "Trapalhões" e sim por um filme do expressionismo alemão chamado Fausto, da obra de Goethe. Pra quem não se lembra, essa é aquela clássica história em que dr. Fausto vende a alma ao diabo. Numa paródia maravilhosa(e inesquecível), os produtores do seriado "Chapolim", recriaram a situação, acrescentando o "chirrim chirrium" do diabo. Alguém se lembra disso? Era uma varinha mágica que permitia que as coisas aparecessem ou desaparecessem de acordo com a palavra que era dita. Para que alguma coisa aparecesse, bastava dizer "chirrim", para a mesma sumir, "chirrium".
Eu sei que pra lembrar de escretes de formas individuais como o citado acima, tem que ser muito fã( e eu era), mas tenho certeza que existem mais pessoas por aí que já se "dobraram" de rir com os bandidões(Tripa Seca, Rasga Bucho só pra citar alguns), ou com as indefectíveis pastilhas encolhedoras(aquelas que tornavam o herói pequeno). Isso sem contar as entradas grotescas depois de algum pedido do tipo: "Oh, e agora quem poderá me defender?". Pode parecer exagero meu, mas sinto muita saudade daquela época em que eu podia almoçar e logo depois me atirar no sofá pra curtir as aventuras do mais "astuto" dos heróis. Tirinha Vocês sabiam que o criador das tirinhas do Níquel Náusea, o Fernando Gonsalez é formado em veterinária? É por isso que as aparições de animais são constantes em seus desenhos..
Diga-se de passagem, são as minhas favoritas. Para se deleitar com uma infinidade de tirinhas engraçadas, clique aqui.
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