withoutatrace

Um blog sobre a sétima arte.



Quinta-feira, Outubro 28, 2004

Parece Crônica
O Caso Serginho


Certamente seria melhor se eu tivesse chegado em casa ontem, tivesse comido alguma coisa como sempre faço (nem que fosse o tradicional Nissin Miojo com sardinha) e tivesse logo a seguir ido dormir. Mas não. Quarta-feira vocês bem sabem que é o dia do futebol na televisão e eis que eu resolvo me "abolotar" no sofá para assistir a tragédia. Não estou nem falando do resultado bisonho do jogo do Inter ontem, que conseguiu após algumas rodadas de franca evolução (com direito a grandiosa vitória no Gre-Nal), perder vergonhosamente para o lanterna Guarani de Campinas do decadente atacante Viola. Até porque essa derrota teve um "quê" de festa, pois dessa forma nossos amigos da Azenha afundaram ainda mais e agora amargam a última colocação da tabela.
O fato foi que ontem, um jogador do São Caetano (time do ABC), o Serginho, morreu em campo vítima de uma parada cardio-respiratória. O problema não é nem a morte em si, afinal de contas, milhares de pessoas morrem todos os dias, a toda a hora e até mesmo nesse minuto, enquanto você lê esse texto. O amargo da situação foi a forma como aconteceu. Quando todos os holofotes apontavam para o campo de futebol. O Brasil inteiro assitia a partida. Isso é cruel. Assitir de camarote a chegada sem nenhuma parcimônia da morte, ao mesmo tempo que ocorre no Brasil um verdadeiro espetáculo que é o futebol.
Todos estão acostumados a ver os horrores da guerra na televisão e suas absurdas mortes. Todos já sabem que no trânsito, milhares de pessoas morrem por ano (até o jogador colorado Maickel Librellato padeceu dessa forma em 2002). Todos conhecem os efeitos fulminantes de algumas doenças tipo o vírus HIV ou o câncer que tratam de levar mais alguns humanos por ano ao seu mais trágico destino. Isso tudo já é "habitue". O que ninguém espera é flagrar mortes como essa, de um jovem (30 anos), que tem toda a assistência médica que um clube pode oferecer. Toda a tecnologia hospitalar a sua volta. Esse é o grande pecado. E é justamente isso que faz com que as pessoas se compadeçam, afinal de contas, quem não joga uma "peladinha" com os amigos no fim de semana.
Já havia acontecido esse ano mesmo com o húngaro Miklos Feher e no ano passado com o camaronês Foe. Não tem como prever. Fatos como esse, acabam promovendo imagens bonitas como o "círculo de oração" realizado pelos jogadores do São Paulo e do prórpio São Caetano, ou os aplausos da torcida de Criciúma em um jogo paralelo. Até a lua deu seu espetáculo com o eclipse total. Uma espécie de luto da natureza para um acontecimento praticamente intragável.

postado por: Tiago 9:25 AM |


Charge

Pra não dizerem depois que eu só tô avacalhando o Grêmio. Vou mudar o topo do blog: "Um blog sobre o futebol".

postado por: Tiago 8:13 AM |


Quarta-feira, Outubro 27, 2004

News on the Movies

Esses tempos eu estava conversando com a minha mãe (uma inveterada cinéfila), sobre quais eram seus filmes favoritos na categoria comédia romântica. Sei muito bem que o estilo preferido dela é suspense/policial. Mas como uma pessoa que já havia assitido milhares de filmes na vida, achei que ela poderia me dar uma boa dica. Ela falou em "O Diário de Bridget Jones". Nunca vi, mas perco o ânimo só de pensar que é um filme com a Reneé Zellweger (cá entre nós, ela estava péssima no "Cold Mountain"). Enquanto isso, Hollywood já planeja uma nova edição da película. Mas com Kate Winslet no lugar de Zellweger.

Winslet é favorita para ser nova Bridget Jones



Kate Winslet é a favorita para ser a nova Bridget Jones, caso Renée Zellweger desista de interpretar a personagem em um terceiro filme da série. A atriz de Titanic foi a mais votada em uma pesquisa do website skymovies.com, com 41% dos votos.
Zellweger já disse que não tem vontade de passar novamente pelo regime de engorda para interpretar a personagem. Para fazer Bridget Jones: No Limite da Razão, ela teve de engordar cerca de 15 quilos. Nos próximos meses, Zellweger disse que pretende "beber café com os amigos" e ficar longe de Hollywood. Kate Winslet ficou famosa uma vez ao dizer que não emagreceria por pressão de Hollywood.


Esse filme é bom mesmo? Parece que a Reneé Zellweger teve que engordar 15 quilos para interpretar a personagem. Pra mim, ela sempre foi uma bola.

postado por: Tiago 8:05 AM |


Terça-feira, Outubro 26, 2004

Túnel do Tempo Blogueiro

Há um ano atrás, mais precisamente no dia 27 de Outubro de 2003, eu estava postando essa charge do Sinovaldo que vocês vêem abaixo lá no blog mesa4 (quem quiser visitá-lo, ele ainda existe, resistindo ao tempo). Falando em tempo, interessante notar que as charges também são capazes de resistir ao tempo e permanecerem atualizadas com o passar dos anos. Vejamos o exemplo do Grêmio: a um ano atrás, penava na lanterna. Este ano, antes que algum gremista faça a devida defesa eu bem sei que o mesmo não se encontra no último lugar. O Guarani de Campinas é quem amarga tal posição, com o mesmo número de pontos do time da Azenha (35). Agora vamos aguardar até o fim de semana, para que esta "peça" se torne novamente vigente. E mais: esse ano o Grêmio cai. O que é uma pena para o futebol gaúcho (ahahahahahhahahaha).

postado por: Tiago 10:54 AM |


Resenha - Cinema
Kill Bill Vol. 2(Kill Bill Vol. 2)


O nosso cinema aqui de Lajeado surpreende a cada semana. Apesar de todos os louvores e adulações que o "KIll Bill Vol. 1" teve na mídia em geral, ele simplesmente passou despercebido pelas salas daqui. Só que o segundo filme da série entrou em cartaz semana passada. Estava ansioso pra ver e ontem, com cinema vazio a preço super barato (e tem gente que reclama do mesmo ainda), fui, acompanhado (é claro) da minha namo.



Sobre Kill Bill Vol. 2 dá pra se dizer o seguinte num primeiro momento: saem as dezenas de corpos mutilados e litros de sangue "fake" e entram os diálogos e a introspecção. E é claro, que neste quesito, o nerd Tarantino não deixa a desejar. Aliás, de cara ele já nos apresenta o mesmo clima retrô do primeiro volume: A Noiva (Uma Thurman), vai dirigindo um carro em um cenário em preto e branco, bem ao estilo dos antigos filmes da década de 50 e 60 (o cenário fica parado e o carro se mexe), raciocinando sobre seus próximos passos dentro da película. Se faz necessário eliminar mais três inimigos, entre eles Bill (David Carradine). Os personagens de Michael Madsen e Daryl Hannah são os primeiros. Budd (Madsen), quando é encontrado pela Noiva, reserva uma surpresinha para ela (e para o público também). E é justamente após essa parte, que ocorre a seqüência mais hilária (e "volta ao passado") do filme: o treinamento da Noiva com o mestre Pai Mei (Gordon Liu). Isso explica muito de suas técnicas do primeiro filme e de suas escapadas impossíveis da morte no segundo. Na verdade o grosso da história continua lá: referências aos quadrinhos (Super Homem), mortes bisonhas (apesar do pouco sangue) e técnicas bacanas de filmagem (tipo as aproximações de câmera no rosto de Pai Mei) e em meio a isso tudo a busca por vingança da doce personagem central. Não fiquem muito pasmos se ao final encontrarem em "KIll Bill Vol. 2" uma história de amor.

Nota: 8

postado por: Tiago 8:52 AM |


Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Música na Cabeça

Desde que eu assisti ao filme "Alguém Tem que Ceder", com o sempre bom Jack Nicholson e também com a Diane Keaton é que a música do Pretenders chamada Don't Get Me Wrong não sai da minha cabeça. Aliás, é interessante notar como as músicas dos 80 são um prato cheio para as atuais comédias românticas. No (excelente) "Encontros e Desencontros" por exemplo, há uma parte que rola um karaokê e o personagem do Bill Murray canta "More Than This" do "Roxy Music"(que mais tarde viria a sofrer uma medonha regravação do "10000 Maniacs"). Uma outra lembrança é sobre o filme "Simplesmente Amor". Não bastasse a película em si ser maravilhosa, a mesma é permeada por uma versão da música do "Wet Wet Wet" chamada "Love is All Around"(no filme ela passa a ser "Christmas is All Around"). Voltando a música da banda de Chryssie Hynde, pra quem não se lembra, fazia parte da trilha sonora da novela "O Outro". Volta e meia eu cato a velha bolacha que tem lá em casa(com a Malu Mader na capa), pra escutar esta e outras como "Coming Around Again" da "Carly Simon" e "Don´t Dream is Over" do "Crowded House" que ganhou uma versão do "Sixpence None the Richer" e tocou nas rádios daqui a exaustão. Vai aí um trechinho de "Don't Get..."

Don't get me wrong if I'm looking kind of dazzled
I see neon lights whenever you walk by
Don't get me wrong if you say hello and I take a ride
Upon a sea where the mystic moon s playing havoc with the tide

Don't get me wrong
Don't get me wrong if I'm acting so distracted
I'm thinking about the fireworks that go off when you smile
Don't get me wrong if I split like light refracted
I'm only off to wander across a moonlit mile


Pra quem curte a letra e quer a mesma completinha, basta clicar aqui.

postado por: Tiago 9:38 AM |


Quinta-feira, Outubro 21, 2004

Top 5

Continuamos com as nossas listinhas sempre relacionadas a sétima arte. Aliás, fim de ano é um prato cheio para elas. Em meio a tantas possibilidades de relatar os melhores e piores que vi no ano, me ocorreu uma lista bem interessante. Em meio a tantas películas assistidas, volta e meia acontece de você se identificar com um determinado personagem de forma isolada pela sua atuação fundamental no contexto da história. E é essa empatia por algumas dessas figuras que me inspirou a fazer a relação dos personagens mais bacanas dentro de todos os filmes que assisti em 2004. Não importa sua característica: dramático, sério, engraçado. É certamente uma lista com bons atores em papéis interessantes. Dêem uma olhada:

1) Jack Sparrow: Não tem pra ninguém. O capitão malucão interpretado por Johnny Depp em "Piratas do Caribe" leva disparado o título de "cool do ano". Acabou até ofuscando o Orlando Bloom, que acabava de sair da vitoriosa trilogia de "O Senhor dos Anéis".
2) Claude: O filme "Quero Ficar com Polly" é um saco sim que eu sei. Nem a presença de Jennifer Anniston ajuda. Agora, excluindo essa parte, quase chorei de rir com o francês personagem de Hank Azaria. Pra quem o conhecia apenas como dublador de vozes nos Simpsons, certamente se surpreendeu com o tino pra comédia. E com a versatilidade.
3) Grace: O filme "Dogville" tem aproximadamente três horas. E ainda assim ele passa voando. Muito pelo papel maravilhoso de Nicole Kidman, que não estava sozinha, acompanhada do excelente ator inglês Paul Bettany. Ambos deram uma aula de atuação no filme-crítica a sociedade americana do "dogmático" Lars Von Trier.
4) A Noiva: Muito me criticaram por eu nunca ter visto um filme do Tarantino. Desculpa galera, talvez tenha sido falta de curiosidade ou de oportunidade mesmo. Ainda assim, aprendi a "beber" na cartilha do cara ao ver "KIll Bill" e descobri no personagem de Uma Thurman uma divindade quase religiosa. A divertida chacota a violência não seria a mesma sem Uma.
5) Amelie Poulain: Não teria como deixar de fora a personagem de Audrey Tattou no filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain". Aliás, o filme todo é tão "cool" e com personagens idem que ele sozinho merecia uma categoria. Algo do tipo "os 5 personagens mais bacanas dentro de O Fabuloso Destino..". Mas como não é possível, fica a Amelie como representante.


Não tem pra ninguém: Sparrow é o cara!

Nossa, não pensei que fosse ser tão difícil escolher nomes pra essa categoria. Arrisco dizer que foi a mais difícil até agora. Pra vocês terem uma idéia, tive que deixar de forma personagens interessantes como a Selma(Björk) do lindíssimo "Dançando no Escuro", Maggie Gikeson(Cate Blanchett) de "Desaparecidas" e ainda Dewey Finn(Jack Black) em "Escola do Rock". Até o filme "A Vila", com toda a sua despretensão encontrava no personagem Noah(Adrien Brody) um retardado perfeito na sua representação. Difícil. E só tende a piorar.

postado por: Tiago 11:12 AM |


Quarta-feira, Outubro 20, 2004

Velharia Cult

Lembrar da época do Xou da Xuxa certamente gerará polêmica. Nem sei explicar direito o porquê, mas sinto que sim. Ainda assim, cresci assistindo ao programa da Rainha dos Baixinhos, que aparecia em uma nave espacial escabrosa, usando roupas mais bizarras ainda. E tudo aquilo era lindo. Nossa como eu era fã dela. E tenho certeza que alta galera vai recordar com nostagia dessa fase. O período que mais lembro é quando estava na primeira série. Até a terceira série, nessa época, eu estudava de tarde. Desse modo, podia assistir tudo: desde as clássicas paquitas(foi lá que começou a Letícia "Babalu Jacobina" Spiller, só pra dar o exemplo), passando pelos seus ajudantes de palco(acho que era essa a função deles), Praga e Dengue(aliás, aonde andarão tais figuras), passando pelos maravilhosos desenhos época, que iam de He-Man e Caverna do Dragão a Smurfs.



Mas uma das melhores partes, eram as músicas entoadas pela loira. E é inegável que ela sabia fazer(sei lá com a ajuda de quem), letrinhas que encantavam qualquer criança. Vejam se vocês se lembram de alguma:

Vou te mostrar que é de chocolate
De chocolate o amor é feito
De chocolate
Choco, choco, chocolate
Bate o meu coração..
(É de Chocolate)

Quem quer pão quem quer pão quem quer pão
Que tá quentinho tá quentinho tá quentinho
Tão gostosinho gostosinho gostosinho
Quero mais um mais um..
(Quem Quer Pão?)

A de amor
B de baixinho
C de coração
D de docinho
E de escola
F de feijão
G de gente
H de humano
I de igualdade
J juventude
L liberdade
M molecagem..
(Abecedário da Xuxa)

Alô galera nós vamos curtir agora a maior festa do ano,
É festa do estica e puxa...
E não é que é a festa da Xuxa...é da xu...
E todos dançam, o pega, estica e puxa...
E viva a festa da Xuxa
(Festa do Estica e Puxa)

Existiam ainda inúmeras outras legais, mas infelizmente não dá pra colocar tudo aqui. Convido vocês a me lembrarem outros detalhes dessa época. Hoje a Xuxa é um saco sim, todos sabemos disso. Mas a sua melhor fase não tem como apagar da mente.

postado por: Tiago 8:47 AM |


Terça-feira, Outubro 19, 2004

News on the Movies

Temos uma boa e uma má notícia:

O cineasta dinamarquês Lars von Trier, que está rodando a seqüência do filme Dogville, sucesso em 2003 com a estrela australiana Nicole Kidman como protagonista, disse que a parte final de sua trilogia sobre os Estados Unidos ainda levará anos até ser lançada no cinema.
"Estou em processo de montagem de Manderlay nos estúdios Zentropa e tudo está correndo bem. Mas levará alguns anos até que filmemos a parte final da trilogia porque enquanto isso preciso levantar algum dinheiro", disse Von Trier à AFP.



Nicole Kidman em cena de Dogville

Para ler a notícia completa, clique aqui.

postado por: Tiago 11:28 AM |


Poeta do Comum
Ode a Felicidade


Fecho os olhos e parece que posso sentir o cheiro do sabonete de erva doce que as suas suaves mãos exalam quando tocam de leve o meu rosto.
Num lindo passeio de pensamentos lembro de seus belos olhos azuis que me fitavam com segurança quando encostei minha face bem pertinho da sua.
Olha só, tem música do Smiths rolando na vitrola! Mas se você quiser podemos ouvir Beatles, ou Tori Amos. É ótimo compartilhar canções de bom gosto e cantarolar alto, balançando a cabeça.
A risada gostosa em uma tarde quente.
O filme de suspense em uma noite fria.
O companheirismo que eu procurei por uma vida inteira e que faz com que meu coração se inunde de felicidade.
Fica mais um pouquinho.
Não vá ainda.
Temos muito que viver juntos e a espera sem você quase me mata de saudade.

postado por: Tiago 8:33 AM |


Domingo, Outubro 17, 2004

Comunicação Visual

A grande novidade de domingo a noite foi que meu "grande" amigo Rafinha me explicou(através do ICQ) como diminuir e aumentar imagens. Sendo assim capturei na web essa muito bacana que trás de volta um dos quadros mais antigos aqui do blog. Alguém adivinha que filme essa figura representa?



Essa película é de um diretor cultuadíssimo por aqui e para descobri-la é necessário pensar um pouco "ao pé da letra".

postado por: Tiago 10:38 PM |


Parece Crônica
Bush, Moore e Duas Torres Fumegantes


Na última sexta-feira eu e minha namorada fomos ao cinema assistir ao documentário "Fahrenheit 11 de Setembro" de Michael Moore. Ela até já tinha visto o filme, mas quis me acompanhar pra compreender melhor a infinita quantidade de informações que o diretor empilha sobre o nariz(e os olhos) de cada espectador. Com uma temática diferente, apesar de umas semelhanças lá e cá com o seu premiadíssimo documentário antecessor "Tiros em Columbine", Moore trás a tona toda a verdade do governo George W. Bush, desde a sua grosseira vitória em uma decisão da Suprema Corte, desfilando pelos fatos de seu desastroso mandato até os dias de hoje.
Com pitadas de bom humor, apesar da seriedade da temática, Moore tenta fazer compreender o mal estar universal que Bush causa ao desrespeitar as liberdades civis com seu governo incompetente. E mais, relata com precisão de imagens a cultura do medo, inserida na cabeça de seu "povinho", onde se torna necessário defender-se a toda custa, pois o cruel inimigo(hipotético) pode atacar a qualquer momento.
E é muito triste notar que as pessoas dos Estados Unidos estão muito próximas de reeleger tal "criatura" para um novo mandato. De forma quase caricata, Moore no filme, mostra quais foram as reações de Bush, imediatamente após os atentados as torres gêmeas do World Trade Center. Praticamente em estado catatônico, ficou paralisado por vários minutos seguidos, constrangedoramente sem ação. Em pesquisas realizadas ao redor do mundo, chega a ser piada(tão piada quanto a existência do presidente americano), a "lavada" que Kerry daria em Bush. Só para se ter um exemplo, na França 72% das pessoas votariam no democrata e apenas 13% no republicano.
Só que os americanos parecem ver em Bush uma espécie de "irmão mais velho". Aquele que justamente estará sempre lá para lhes defender. Contra tudo e contra todos. E é por isso que nas camadas superiores Bush ganha com folga. Os brancos também preferem Bush, assim como as mulheres e vocês bem podem ficar pasmos agora. É o sentimento de proteção que o republicano denota em seus variados discursos. Só dentro das camadas mais humildes é que Bush perde feio. Pois é lá que ocorre o maior desgosto. É lá que os que não tem condições para se sustentar se obrigam(ou muitas vezes são obrigados, como o filme mostra) a ir a guerra como última forma de inserção no aglutinado mundo do capitalismo.
Talvez falte só um pouco de firmeza a John Kerry nesse mês que antecede as eleições. E para os americanos um pouco mais de percepção. Percepção para notar todo o mal que George W. Bush é capaz de promover com sua execrável existência.

postado por: Tiago 9:29 PM |


Sexta-feira, Outubro 15, 2004

Resenha - Cinema
O Terminal(The Terminal)


Quem tem a intenção de ver o filme O Terminal, o mais novo rebento de "Steven Spielberg" pare de ler essa resenha imediatamente. Estou com a nítida impressão que pra fazer com que vocês compreendam o que se passa nesse filme, estou entregando demais o jogo..



Aliás, acho que demorou um pouco pra cair a ficha de que a película era mesmo pra ser uma comédia. O desenrolar da história de Viktor Navorski que acaba de desembarcar nos EUA, vindo de um fictício país chamado Krakhozia, inicialmente trás um drama ao espectador. Viktor se vê preso no terminal que acabara de desembarcar pois seu país acaba de ser tomado pela violência política e no aeroporto JFK(que é onde se desenrola a trama), o Departamento de Estado acaba se negando a reconhecer o novo governo. De quebra, todos os vôos para o suposto país também estão cancelados. A partir de então, Viktor preso na sala de trânsito internacional deve reaprender a viver e esperar(e põe esperar nisso) até que a guerra em seu país acabe e a situação possa ser regularizada. É uma história que possivelmente repete a mesma fórmula do filme "Náufrago" também com Hanks. A grande semelhança se dá de início, onde Viktor, incapaz de compreender a língua inglesa fica isolado e incomunicável em meio ao pandemônio do aeroporto(em Náufrago ele está isolado em uma ilha). A grande diferença(e o ponto positivo da película), se dá quando as interações entre Viktor e os funcionários do local se iniciam. E é justamente nessa parte que a graça começa. O que tinha tudo para se tornar um dramalhão sobre a burocracia, acaba se tornando uma gostosa comédia onde duas horas passam em um piscar de olhos. Ah, e ainda tem a Catherine Zeta-Jones!

Nota: 7

postado por: Tiago 9:55 AM |


News on the Movies

Essa me pegou de surpresa: vocês sabiam que a cantora islandesa Björk foi sondada para fazer o filme "As Panteras" no papel de uma das heroínas? Depois de emocionar o público(e a crítica) com o lidíssima personagem Selma no filme "Dançando no Escuro" de Lars Von Trier ela preferiu recusar a "empreitada" preferindo se dedicar a música. Aliás, ela está com disco novo na praça intitulado "Medulla". Dizem que é experimental até a alma. Novidade.

A cantora Björk foi sondada pela produção do filme As Panteras para atuar no papel de uma das heroínas, porém, recusou o convite. A cantora iria fazer um teste, mas preferiu se concentrar na música.
"Eu tive a chance de ser uma das panteras, mas recusei", contou a cantora em entrevista à rádio inglesa Xfm. "Não me vejo fazendo mais filmes, pois prefiro me concentrar na música", explicou a islandesa.




Para ler esta e outras notícias referentes ao mundo cinematográfico clique aqui.

postado por: Tiago 8:40 AM |


Quarta-feira, Outubro 13, 2004

Resenha - DVD
Identidade(Identity)


Foram várias as vezes que passei pela frente da caixinha do filme Identidade lá na locadora até tomar a decisão de retirá-lo. Apesar de a historinha ter um sabor de deja vu, a la livros da "Agatha Christie" dos mais misteriosos, a escolha acabou sendo certeira já que eu e minha namorada pudemos brincar com a previsibilidade da película.



Isso porque na história, casualmente em uma noite de chuvas torrenciais, 10 pessoas acabam tendo que ficar em um motel de beira de estrada para buscar abrigo, já que todas as ruas estão alagadas, trancadas pela água e nem sequer os telefones funcionam. Pra piorar no começo do filme Ed(John Cusack), que está transportando a decadente atriz Caroline Suzanne(Rebecca de Mornay, a mesma do bom e antigo "A Mão que Balança o Berço"), acaba acidentalmente atropelando Alice(Leila Kenzle), que viaja com seu marido George e seu filho Timmy. Ao mesmo motel também chegam a prostituta Paris(Amanda Peet), Ginny e Lou que recém se casaram e o policial metido a durão Rhodes(Ray Liotta), que carrega consigo um assassino perigoso Robert Maine(Jake Busey). Quando os corpos começam um a a um a aparecer mortos(e o grande lance é ficar tentando adivinhar quem vai morrer primeiro), logo as culpas recaem sobre Maine. Mas a reviravolta da história, com um final dificilmente palatável, acaba declinando o bom andamento do filme, que até tem bom clima, especialmente pela chuva e escuridão(a chuva cai do início ao fim da película). Um bom entretenimento. E só.

Nota: 6

postado por: Tiago 8:52 AM |


Sexta-feira, Outubro 08, 2004

Top 5

Fim de ano chegando, é hora de fazer as listas do que se viu no decorrer de 2004. E em meio a tantos filmes assistidos, sempre vale a pena falar dos piores e dos melhores, daqueles que se destacaram e daqueles que eram verdadeiras "bombas". Como ainda estamos em outubro e eu estou evitando ao máximo as "podreiras" cinematográficas pro fim do ano, vou fazer já agora a minha lista dos piores filmes que vi em 2004. A lista não se resume somente a filmes lançados no ano. Muita coisa ruim também foi vista em DVD. Aí está:

1)Mulher Gato: acho que a versão 2004 da anti-heroína felina dispensa comentários. Só quem viu tal porcaria pra saber porque esse filme figura na liderança disparada de maior gasto de dinheiro inútil do ano. E ainda conta com a Halle Berry que até Oscar já ganhou. Ah, e nesse filme (tentam) tirar a Sharon Stone do ostracismo. Melhor se ela ficasse lá.
2)Relação Perigosa: Não confundam este com o antigo "Relações Perigosas". Nesse suspense horroroso, onde a última coisa que acontece são sustos, uma duplinha de atores teen(Kip Pardue e Tara Reid, tá eu sei que vocês nunca ouviram falar), contracena em seqüências de dar sono. Se vocês puderem dormir ao invés de ver isso, o façam.
3)Divisão de Homicídios: Muitas vezes um filme com diversas histórias paralelas, acaba sendo louvado se bem conduzido. Só que nessa podreira(não dá pra chamar de filme), que conta inclusive com o figurão Harrison Ford, a quantidade de situações inúteis e desnecessárias acaba transformando um filme de ação numa chatice só.
4)Bem Vindo à Selva: Eu tô me perguntando até agora porque motivo decidi gastar meu precioso dinheiro em um treco desse. Com passagens pelo Brasil(boa parte da história é pra se passar aqui), com direito a dublagens horríveis de supostos brasileiros que mais parecem tailandeses misturados com paraguaios, é uma das maiores bombas do ano.
5)O Dia Depois do Amanhã: Não vou negar que sou fã de filmes catástrofe. Mas esse daí é muito fraco. Infelizmente não é só de efeitos especiais que sobrevive uma película. É importante que haja envolvimento com a trama e especialmente carisma dos personagens. Coisa que não há em ninguém desse filme. Assistam "O Núcleo" antes desse. É mais mirabolante, mas muito mais interessante.



O Dia Depois de Amanhã: muitos milhões para pouco filme.

Procurei restringir minha lista ao cinema(apendas "Relação Perigosa" eu assisti em DVD), para dar um destaque maior aos filmes de 2004 mesmo. Se fosse contar com o DVD, ainda poderia incluir coisas como os cruéis "Hipnose" ou "No Cair da Noite". O cinema poderia deixar junto nesse lista filmes como "Hellboy" e "A Vila". Mas como são apenas cinco posições, esses se safaram. Galera: se vocês quiserem dizer se concordam ou discordam, fiquem a vontade. Vamos falar de cinema! Escrevam vocês também sua lista de piores. Basta clicar em comments.

postado por: Tiago 9:55 AM |


Quinta-feira, Outubro 07, 2004

Resenha - DVD
Janela Secreta(Secret Window)


Eu até que estava cansado quando cheguei em casa terça de noite, depois da aula. Mas foi só começar os primeiro minutos da excelente película Janela Secreta, do diretor David Koepp para eu acordar de vez. A minha intenção era assistir alguns minutos e continuar a fita no outro dia. Mas o suspense me entreteu de tal forma que acabei indo dormir perto da 1 hora da manhã. Até os extras eu comecei a ver depois de encerrada a sessão.



Aliás, as louvações já podem começar pela escolha do elenco. Um diretor tem que fazer muito esforço para errar a mão em um filme que tenha o Johnny Depp(Piratas do Caribe) e também o excelente John Turturro(Escola do Rock). Não é o caso de Koepp. Ao entregar nas mãos de Depp, o personagem Mort Rainey, acabou acertando em cheio. Rainey é um perturbado escritor que em pleno processo de divórcio da sua esposa(Maria Bello), tenta buscar alguma inspiração em uma casa afastada. Depp, com um estilo totalmente diferente(cabelos loiros e despenteados mais um óculos gigantesco), acaba dando a carga certa a seu personagem e logo ganha a simpatia do espectador. Um certo dia surge a sua casa um outro escritor chamado John Shooter(Turturro). Com estilo caipiresco, Shooter acaba acusando Rainey de plágio. E é aí que começa a verdadeira história. Rainey passa a ser perseguido por Shooter, até que a verdade por trás do estranho acontecido seja revelada. O enredo, já sabemos não é aquilo tudo em originalidade. Mas o roteiro bem amarrado se torna um ponto forte. Se você curte o bom e velho suspense e a última coisa que viu foi o chato "A Vila", assista a esse. Talvez Shyamalan tivesse que ver também pra reaprender como se faz.

Nota: 8

postado por: Tiago 9:44 AM |


Terça-feira, Outubro 05, 2004

Pérola da Semana

Olhem só o que o esquisitão cantor(?) Marilyn Manson falou em uma entrevista a revista americana Rolling Stone recentemente. O assunto que estava sendo abordado: o uso de drogas.



Vamos colocar assim: sou o tipo de pessoa que carrega um monte de canudinhos mas jamais toma o milk-shake.

Difícil entender né? Eu explico pra vocês: ele quis dizer indiretamente(se é que dá pra chamar isso de indireta) que ele é sim traficante. Fiquem pasmos agora. Me desculpem os alternativos metidos a besta que andam babando por aí por causa do filme "Party Monster" em que ele contracena com Macaulay Culkin, mas eu odeio tanto esse cara, que até pra achar uma foto dele pra colocar aqui no blog é um saco, já que uma é mais bizarra que a outra. E mais, ele estragou uma das melhores canções dos anos 80, que se chama "Tainted Love" do "Soft Cell", numa versão palha até a alma!

postado por: Tiago 6:19 PM |


Resenha - DVD
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain(Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain)


Ontem eu estava comentando aqui na biblioteca que tinha visto um filme francês muuuuito bom. Só que é interessante notar que as pessoas continuam sendo conservadoras e acreditando que os filmes do velho continente são chatos, arrastados e "cabeça" demais. Agora não tem como não abrir um sorriso de orelha a orelha após assistir ao doce O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.



O tal destino de Amelie Poulain(Audrey Tattou, a mesma que viveu uma turca no chatíssimo "Coisas Belas e Sujas") é muito simples: fazer o bem e ajudar o máximo de pessoas a sua volta, entre vizinhos e amigos. Todos tem suas angústias, suas dificuldades e necessidas e Amelie passa a prestar atenção nelas a partir de um fato marcante na sua vida: após passar toda a sua infância sozinha, por possuir um suposto problema de coração detectado pelo seu pai(na verdade ela não tinha nada), ela cresce muito observadora e sonhadora. A película se passa na época da morte da princesa plebéia Lady Di. Quando fica sabendo do fato, Amelie se assusta e deixa cair de sua mão uma tampa de um vidro que segurava. Ao bater na parede, o azulejo se solta, revelando um compartimento secreto que contém uma caixinha com coisas velhas de um antigo morador de seu apartamento. Amelie se determina a ir atrás do dono das peças. É só o começo da sua jornada pelo bem. Alegre até a alma, o diretor Jean Pierre Jeunet, enche de cores, efeitos, colagens, sons e rotações de câmeras diferentes e o resulatdo é que o filme não perde o pique um minuto sequer. Os atores garantem brilhantes interpretações, trazendo vontades, medos e outros sentimentos verdadeiramente humanos. Eu sei que esse filme é meio velhinho(2002), mas que não viu, não perca. Foi um dos melhores que vi na vida. E se você puder olhar (bem) acompanhado, será melhor ainda. Eu infelizmente, tive que ver sozinho.

Nota: 10

postado por: Tiago 8:48 AM |


Segunda-feira, Outubro 04, 2004

News On The Movies
Morre a atriz Janet Leigh, do filme "Psicose"



Ainda esses tempos na cadeira de "História do Cinema" o professor Fábio dedicou um tempo da aula aos filmes de Hitchcock. Fiquei com vontade ver e casualmente a clássica cena do chuveiro foi exibida pra moçada. Veja um trecho da notícia:

A atriz Janet Leigh, famosa pela cena em que é esfaqueada no chuveiro em Psicose, de Alfred Hithcock, morreu aos 77 anos de idade, informou hoje, segunda-feira, sua família.
Leigh morreu ontem em sua casa em Beverly Hills após sofrer de uma inflamação nas vias circulatórias.




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postado por: Tiago 5:39 PM |


Tirinha

Finalmente terminou essa história de eleições. Ontem eu não encontrava de jeito nenhum meu título de eleitor. Estava perdido em algum canto da casa. Depois de muito estresse e um bom tempo de procura, meu pai me deu a barbada: estava junto com a dele, numa gaveta. De posse do dito documento, fui cumprir meu papel de cidadão. Cheguei lá, era o Scheer o mesário. Não precisei mostrar documento nem nada. Pedi até pra votar duas vezes. Parceria nessas horas é fundamental.

postado por: Tiago 9:35 AM |


Resenha - Cinema
Olga


Por trabalhar em uma biblioteca, acho muito interessante o efeito que causa a transformação de uma determinada obra em filme. Os livros em que foram embasados, muitas vezes empoeirados nas estantes, ganham vez na procura dos leitores que querem descobrir as diferenças entre filme e livro, para uma melhor avaliação. Foi assim com "Lavoura Arcaica", "Estação Carandiru" e agora com Olga, não é diferente. E isso só pra citar os nacionais.



E é claro, provavelmente seria muita empáfia da minha parte, querer fazer uma resenha totalmente crítica sobre um filme que se baseia em uma história verdadeira, sem conhecer de fato tal história, afinal de contas, não li o livro. Se há fidelidade ou não(e pelo que pude ler a respeito não há muita), eu não posso realmente saber. Mas isso é óbvio, não impede que eu dê pelo menos uma resumida no mote e avalie em partes os critérios técnicos do filme. Falando em técnica, o primeiro ponto positivo a ser destacado é a brilhante atuação de Camila Morgado, como a militante comunista alemã Olga Benário. Sabendo responder a todas as emoções que cada momento pedia, protagonizou com naturalidade a película. Acabou ofuscando totalmente o Caco Ciocler, que fez um Luíz Carlos Prestes meio insosso. Bom, talvez fosse pra ser assim mesmo. Belíssima também a direção de arte e a fotografia(Tiza Oliveira) que consegue recriar com maestria, em pleno calor do Rio de Janeiro cenários da ex-União Soviética, Alemanha(com direito a neve de isopor e tudo) e até mesmo Brasil de 1930. Mas há também pecados: certamente o romance entre Prestes e Olga não seria o tema principal em uma época política tão conturbada. Mas nas mãos de Jayme Monjardim, acaba sendo. E a história é claro, ganha um pouco a cara de "novela global". Outro detalhe: o linguajar certamente teria que ser à época, mais rebuscado. Mas a direção fecha os olhos pra esse detalhe e os diálogos decorrem em tons "contemporâneos". Provavelmente entre os nacionais que estavam inscritos para o Oscar esse seja o melhor(até "Pelé Eterno" estava) e é bem possível que cheguemos lá, já que a historinha tem bem a cara de Hollywood.

Nota: 7

postado por: Tiago 8:33 AM |



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