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Um blog sobre a sétima arte. Terça-feira, Novembro 30, 2004 Música na Cabeça No último fim de semana rolou um evento muito bacana aqui na Univates. Foi o segundo Festival de Bandas promovido pelo DCE em parceria com a Atlântida FM. A gente chegou por lá meio atrasado e infelizmente perdemos as quatro primeiras bandas que tocaram, entre elas a vencedora que foi a Bobby Punk. Mas depois disso, pudemos conferir algumas apresentações bem legais, como a da "Supervicky" (que eu já me declarei fã em outrora) e dos amigos da "Sem Etiqueta". Quero dar um destaque especial para as útilmas três bandas. A "Vôo Noturno" agitou a galera com uma cover muito preza de "Pro Dia Nascer Feliz" do Barão Vermelho. A outra foi a banda "LEM" que na minha opinião deveria ter ganho. Não bastasse a cover de "Stone Temple Pilots" com uma música de um dos melhores álbuns (Tiny Music...) de Scott Weilland e companhia que se chama "Big Bang Baby", a música própria (Christopher Reeve), era divertida e com boa letra. E por último os guris da "Pussylovers" (acho que esse nome vai ser barrado pelo proxy, hehe), que tocaram uma cover bem aplicada da música The Bends do Radiohead, que é uma das minhas bandas favoritas. Segue um trecho da letrinha bem viajante da trupe de Thom Yorke: Where do we go from here The words are coming out all weird Where are you now, when I need you Alone on an aeroplane Fall asleep on against the window pane My blood will thicken I need to wash myself again to hide all the dirt and pain Cos I'd be scared that there's nothing underneath But who are my real friends Have they all got the bends Am I really sinking this low My baby's got the bends, oh no We don't have any real friends, no, no, no Pra conferir toda a letra, clique aqui. Sexta-feira, Novembro 26, 2004 Parece Crônica Para Fãs de Seinfeld (e do Carmellito) Estão para sair edições em DVD do melhor seriado da televisão americana, que se chama Seinfeld. Tá bom, melhor seriado de televisão americana sobre o nada, pra ser mais específico (e antes que os ferrenhos fãs de "Friends" reajam violentamante). Pra quem não conhece (o que é uma pena), a sitcom retrata a vida de quatro pessoas de seus trinta e poucos anos, seus acontecimentos de rotina, seus amores e claro, suas esquisitices. Falando assim, não dá pra imaginar o quão engraçada pode ser a série. Mas é justamente no inusitado que reside seu sucesso. É quando você está se identificando totalmente com o que está sendo visto que a "ficha cai" e você dá risada por ver que é realmente assim que as coisas acontecem. Pra quem assiste, ou assistiu, chega a ser bacana perguntar coisas do tipo "quem nunca viveu uma situação Seinfeld"? Você que se surpreende com o nariz gigante da namorada de seu amigo, ou com as pessoas que comem chocolate com garfo e faca, ou até mesmo na petulância de seu vizinho que invade sua casa sem mais nem menos e já vai abrindo a geladeira, sabe muito bem do que estou falando. O cotidiano de Jerry, Elaine, George e Kraemer, pode até viajar pro absurdo, mas sempre deixa um pé no plausível, no palatável e por fim, as histórias desconexas, acabam se ligando como que magicamente. Acho que não adianta aqui, eu ficar explicando como funciona a série e quais seus valores. Quero falar do meu episódio favorito de Seinfeld, que foi aquele do "nazista da sopa". O cara possuía a melhor sopa de Manhattan, mas era totalmente grosseiro no atendimento. Uma atitude dentro do estabelecimento que fosse fora dos padrões impostos pelo dono e o tal "nazista" era capaz inclusive de vetar a compra da sopa por um ano, ou dois se fosse o caso. Todos respeitavam as "regras" pra não ficar sem a dita sopa. Bom, por aqui a gente acaba vivendo uma situação parecida quando vai comer cachorro-quente em um trailer aqui no centro da cidade. O ótimo lanche que é servido, não corresponde em nada com o atendimento rudimentar. Mas tudo isso passa despercebido quando o que vale é comer o melhor cachorrão do estado. E posso dizer uma coisa com tranqüilidade: se Jerry Seinfeld desse uma mordida que fosse, naquele lanche coberto de maionese, ele nunca mais na vida iria querer saber de sopa! Quinta-feira, Novembro 25, 2004 Túnel do Tempo Blogueiro Um dos quadros mais antigos do mundo dos blogues começou lá no mesa4 mesmo e se chamava Separados no Nascimento. Naquela época era comum trazer famosos que se pareciam com famosos (na foto temos um exemplo que é o "Boris Casoy" com a "Velha Surda"). Depois do without, a brincadeira se tornou mais divertida e eu e o Bocão estávamos sempre atrás de amigos que se parecessem com alguma celebridade. Foi assim por exemplo que a Remédios posou ao lado da sua "irmã gêmea "Gwyneth Palthrow" e o nosso amigo Delavechia (para os mais chegados, estúpido) apareceu a caráter ao lado de seu ídolo mor "Sílvio Santos"). Até professores como o Flávio e o Geraldo Canalli passaram pela brincadeira dos semelhantes. Tenho muita vontade de reativar o quadro. Mas infelizmente não disponho de uma câmera digital.
Pérola da Semana O cineasta espanhol Pedro Almodóvar que está com filme novo na praça, chamado "A Má Educação", que provavelmente não passará pelas salas daqui de Lajeado, teve um momento de sinceridade única ao dar a seguinte declaração.
Sou muito agradecido a todos os atores com quem já trabalhei. Sou um ditador em meus filmes e sei que é muito difícil trabalhar comigo. Nota pessoal: resolvi postar essa frase boba dele, só porque achei bacana a caricatura. Havia uma do Clodovil bem mais polêmica. Mas mala por mala, o Almodóvar é mais estáile. Quarta-feira, Novembro 24, 2004 Novidades na Telona Kevin Bacon aparece na lista de favoritos ao Oscar Aos poucos as indicações ao Oscar começam a tomar forma, com as sessões especiais, mostradas para a academia. Kevin Bacon que acabou sobrando ano passado no filme "Sobre Meninos e Lobos", depois das atuações brilhantes de Sean Penn e Tim Robbins, neste ano reverte o quadro e têm chances. Veja o que diz a matéria completa: Outro nome aparece na concorrida lista dos atores que podem ser indicados a um Oscar na próxima edição do prêmio. Desta vez o favorito em apostas de Hollywood é Kevin Bacon, por sua performance no filme The Woodsman. Na fita, ele faz o papel de um pedófilo que acaba de sair da prisão e tenta reconstruir sua vida. O filme de Nancy Kassell não tem nenhuma cena de molestação sexual de uma criança. A crítica já começou a elogiar o filme e o trabalho de Bacon, considerado o melhor de sua carreira. Outros nomes citados para uma eventul indicação ao Oscar são Jamie Foxx (Ray), Johnny Depp (Finding Neverland), Leonardo DiCaprio (The Aviator), Don Cheadle (Hotel Rwanda) e Gael Garcia Bernal (A Má Educação e Diários da Motocicleta).
Velharia Cult Já faz um bom tempo que eu estava querendo falar das bandas dos anos 80. Poderia me ater a qualquer uma, que certamente o sentimento de nostalgia iria atingir em cheio os corações da galera. Mas como realmente eu não sei escolher uma só em meio a tantas, preferi fazer diferente, promovendo inclusive uma brincadeira com vocês visitantes. Assim como os anos 80, foram campeões em produzir e catapultar bandas para o estrelato, empilhando milhares de hits nas rádios (como era o caso de "A-ha", "Duran Duran" e "Erasure", isso só pra citar três), essa mesma década, também fez surgir um pilha de bandas "one hit wonder". Esse termo em inglês, serve para identificar os grupos (ou cantores) que tiveram um sucesso único e nada mais. Não quero aqui dizer, que fenômenos estrondosos de vendagens sejam importantes e significativos em termos de QUALIDADE. Muito pelo contrário, vide a situação das nossas rádios atualmente. Mas vale lembrar quais foram as bandas que apareceram, tiveram seus 15 minutos (Andy Warhol agradece) e caíram no ostracismo para nunca mais voltar. E para isto, peço a ajuda de vocês! Vamos tentar lembrar o máximo de bandas que passaram pelo "terror" do estouro e esquecimento logo em seguida! Vale anos 90 também (e tem muuitas). Pode ser nacional que também está valendo. Vou citar 5 aqui, só pra vocês terem uma ideía. 1) When in Rome - The Promise 2) Spandau Ballet - True 3) Blind Melon - No Rain (aquele do clipe da abelhinha, lembram?) 4) Crash Test Dummies - MMM MMM MMM MMM (melhor refrão de todos os tempos) 5) Bolshoi - Sunday Morning
Spandau Ballet figura na lista. Terça-feira, Novembro 23, 2004 Fotolog Moçada, custei a acreditar quando recebi a foto. Após me recuperar do choque me dei conta: esse "estúpido" aí agora tá só com o bigode. Não podia dar outra, acabou sendo preso pela "policía" em plena aduana mexicana. A noção, ele deixou em casa.
Pra quem ainda não conhce, este é o grande amigo Rodrigão. Segundo ele, se o inter for campeão da sul-americana, esse troço fica até o ano que vem na cara. Agora mais do que nunca, fica a torcida pelo nosso colorado. Segunda-feira, Novembro 22, 2004 Você Sabia?? Que a Academia de Música Contemporânea da Inglaterra, capitaneada pelo crítico musical Iam Edwards, escolheu a música "Ob-la-di, Ob-la-da" dos Beatles como a pior canção de todos os tempos?
Segundo Edwards, "tanto o rock, como a moda ficam datados com o passar dos tempos". A Academia acabou considferando que a historinha da música protagonizada pelo casal Molly e Desmond Jones é "anacrônica" e "pouco criativa". Não dá para negar que em se tratando dos "besouros" essa certamente é uma de suas menos criativas canções (concorrendo inclusive na categoria "refrão mais chato"). A nossa sorte é que os ingleses nessas horas, costumam olhar somente para o próprio umbigo. Bastaria um dia aqui no nosso Brasil, para que esse voto mudasse rapidinho de dono, vide a presença de "Armandinhos" e "Jota Quests". Isso sem falar em outras, de estilos mais enfadonhos ainda. Domingo, Novembro 21, 2004 Resenha - DVD Starsky & Hutch - Justiça em Dobro (Starsky & Hutch) Apenas um filme foi assistido nesse final de semana. Fui até a locadora na sexta de noite, afim de retirar uma comédia, para começar bem o fim de semana. Além de quase optar pelo drama "Moça com Brinco de Pérola" (aguarde resenha em breve), tive em mãos também o "Todo Mundo Quase Morto", elogiadíssima sátira aos filmes de zumbis. Por fim, acabei escolhendo a película baseada na antiga série de TV, Starsky & Hutch - Justiça em Dobro
Essa série que vocês certamente nunca viram é da época dos meus pais. E foi justamente com eles que eu fui ver o filme. Desconfiados até não poder mais, a má impressão só começou a diminuir quando a dupla protagonista Ben Stiller e Owen Wilson entrou em ação. Com uma boa química, já comprovada em "Os Excêntricos Tennenbauns", eles conseguiram dar o tom de comédia (que era objetivo nesse filme), necessário para que o mesmo não caísse no velho estilo chavão dos filmes de "parceiros policiais", já realizada a exaustão em películas como "Máquina Mortífera". O mote é algo já esperado: Starsky (Stiller), o disciplinado e Hutch (Wilson), o mais rebelde, devem solucionar um grande crime que envolve o tráfico de cocaína. Para tal, eles devem obter pistas que levem ao grande criminoso Reese Feldman (Vince Vaughn), além de acertar suas diferenças pessoais. Com certeza você em momento algum você dará longas gargalhadas, mas o figurino (estilo 70's), somado com algumas atuações muito bacanas como a de Snoopy Doggy Dog (pasmem), fazendo o papel do informante Hughy Bear e Will Ferrel (o mesmo de "O Âncora"), como um estranho preso que já valem a atenção. Nos extras, erros de gravação (que é uma parte muito bacana), além de um making off, pra lá de diferente. Nota: 7 Sexta-feira, Novembro 19, 2004 Resenha - Cinema O Enviado (Godsend) Dois minutos de filme: um susto surpresa. Cinco minutos de filme: mais um susto surpresa. Dez minutos de filme: um terceiro susto surpresa. Infelizmente um bom filme de suspense não pode somente se apegar a fórmula fácil daqueles sustinhos inesperados e repetí-la a exaustão, pois isso cansa até o espectador mais medroso. Mas esse é só o primeiro problema do fraco O Enviado.
Apesar da temática ultra-moderna que tem sua base na ciência genética e nos novos sistemas de clonagem, é impossível não se irritar sentado na cadeira do cinema. Primeiro porque o filme mostra muitas evoluções de tempo. Os anos passam de forma urgente e a película mostra isso em alguns poucos minutos. O desconforto não pára por aí. O garoto Cameron Bright, que interpreta o menino Adam, até tem o olhar assustado de um Haley Joel Osment, só que nesse filme ele não vê "gente morta". Ao contrário: é ele que morre aos oito anos para desespero de seus pais Jessie e Paul (Rebecca Romijn-Stamos e Cameron Bright). Entristecidos e com dificuldade de aceitar eles são pegos de surpresa pelo médico especialista em fertilidade humana Richard (Robert de Niro, o único ponto positivo do filme), que está ansioso para testar um novo método de clonagem que poderia trazer de volta o pequeno Adam. Clichê até não poder mais o relutante Paul aceita a bizarrice após assistir filmes antigos de seu pequeno e risonho filho. Tudo corre bem, até que "Adam 2" atinja os oito anos. Depois disso., eu não vou dizer o que acontece, não porque vai estragar a curiosidade do filme, e sim porque vocês vão dar risada do roteiro medíocre escrito por Nick Hamm. Nota: 3 Novidades na Telona Hollywood Escolhe as Melhores Frases de Todos os Tempos Fonte: Terra I'll Be Back. Are You Talking to Me? Show Me the Money! Hollywood vai eleger em breve as melhores frases do cinema em todos os tempos. Em mais uma de suas listas, o American Film Institute resolveu eleger os principais bordões das telas, como as falas acima, que ficaram famosas nas vozes de Arnold Schwarzenegger, Robert De Niro e Cuba Goodin¿ Jr. A lista dos 100 melhores diálogos do cinema vai sair de uma pré-seleção de 400 frases. Entre os concorrentes, estão as frases de O Exterminador do Futuro, Taxi Driver e Jerry Maguire. Outros indicados são Here's looking at you, kid (Casablanca), com Humphrey Bogart; Why don't you come up and see me? (Uma Loira Para Três), com Mae West; e Frankly, my dear, I don't give a damn (E o Vento Levou), com Clark Gable. De produções mais recentes, há clássicos como Houston, we have a problem (Apollo 13), de Tom Hanks; May the Force be with you (Guerra nas Estrelas), falada por vários personagens; e You can't handle the truth! (Uma Questão de Honra), com Jack Nicholson.
Gollum: my precious está no páreo. Você se lembra de alguma frase clássica do cinema que poderia figurar na lista? Quinta-feira, Novembro 18, 2004 Top 5 Melhores Filmes na Categoria Comédia/Romance/Aventura Como saber escolher os melhores filmes que assisti nesse ano de 2004 é uma tarefa quase de proporções Hercúleas, optei por separar os mesmos em duas pequenas categorias. A primeira, que é a que aqui se encontra, engloba os filmes de comédia, de romance e aventura. A segunda, que estará aqui no blog em breve, trará os favoritos dentro do suspense e do drama. O ano foi especial em termos de sétima arte. Vi muita coisa. Estive a par das atualidades. Pude ver um pouco dos velhos também. E todos eles podem ou não se encontrar aqui. Não é uma lista de melhores do ano de 2004. É uma relação dos mais bacanas que vi nesse ano. Portanto não estranhem se houver a presença de filmes de 2003, 2002, ou mesmo 2001, já que muitas vezes, as fitas demoram mesmo pra chegar por aqui. Vejam se vocês concordam em alguma coisa. Depois, é claro, façam as suas. Vamos discutir cinema! 1) O Fabuloso Destino de Amelie Poulain: Se houvesse uma categoria única para definir o melhor filme do ano, este já estaria eleito. Doce até não poder mais, a película retrata com amor, açúcar, humor e inteligência, as ações inerentes ao ser humano. Mas principalmente: é um filme sobre o altruísmo e amor ao próximo. Coisa rara em tempos onde a grosseria impera em todos os campos da arte. 2) Oito Mulheres: Os franceses encabeçam com louvor essa primeira parte da lista. Também não é para menos: com um humor refinadíssimo e com atrizes super charmosas (destaque para Catherine Deneuve), o filme faz uma sátira aos antigos policiais. Ah, e a trilha sonora, vale sozinha a locação! 3) O Âncora: Esse eu assiti na semana passada e posso dizer: já estou louco para ver de novo. A comédia é muito mais escrachada e ainda assim com sacadas espertas e diálogos inteligentes. Destaque para a parte em que Tim Robbins e Ben Stiller fazem uma participação especial. Chorei de rir. Vale torcer para que chegue no cinema daqui. 4) Kill Bill Vol. 2: Não tinha como deixar de fora essa obra brilhante do diretor Quentin Tarantino. Não conhecia o trabalho dele (o que quase me rendeu uma crucificação), mas quando vi, logo entendi: o negócio é satirizar todos os elementos da cultura POP. E nesse segundo volume vale destacar as aparições bizarras do mestre Pai Mei. Uma verdadeira aula de como divertir com estilo. 5) Simplesmente Amor: Ao menos uma comédia romântica tinha que aparecer por aqui. Quando este filme estava lá em casa, nem sabia se iria assití-lo. Mas quando a primeira cena começou, com aquele roqueiro decadente cantarolando a música do "Wet Wet Wet", "Love is All Around", resolvi encarar. E é óbvio, não me decepcionei com o entrelaçamento super interessante de histórias.
Oito Mulheres: Você não da nada pelo título? Tente ver. Tive que deixar de fora inúmeros filmes bacanas como "Peixe Grande", "Escola do Rock" e "Piratas do Caribe". Mas com listas é assim mesmo. Se eu for pensar qual vai ou qual não vai, não decido nunca. Pode ser que amanhã mude, mas a idéia de hoje é essa. Quarta-feira, Novembro 17, 2004 Resenha - DVD História Real (Straight Story) Fim de semana repleto de filmes. Indo desde o clássico "O Silêncio dos Inocentes" de Jonathan Demme (que por sinal era a resposta do quiz de ontem) até o estranho e fantasioso "NorthFork" de Michael Polish. Em meio a isso, um filme agradável, com belíssima trilha sonora e paisagens idem.
Aliás, História Real é de fato uma história real. Porém a tradução em português, por exagerar na fidelidade, acabou escondendo o seu verdadeiro significado (alías, o que não é nenhuma novidade). O filme narra a incrível viagem de Alvin Straight (interpretado aqui por Richard Farnsworth, que inclusive recebeu uma merecida indicação para o Oscar nesse ano), que saiu de Laurens (Iowa) para Mr. Zion (Wisconsin). Os mais de 500 quilômetros foram percorridos a bordo de um cortador de gramas John Deere (para quem for a Expovale, logo na entrada tem um estande da mesma). É sabido que uma máquina dessas não faz mais de 10 quilômetros por hora. Mas a viagem de Alvin, tinha um signicado muito mais profundo do que viajar por viajar. Seu irmão Lyle Straight (Harry Dean Stanton) acabara de sofrer um ataque cardíaco no outro estado. E por causa de uma briga, ele e Lyle não se falavam já faziam dez anos. Em meio a redentora viagem, David Lynch (diretor), emprega seu toque pessoal aos estranhos encontros de Alvin. Ah, e o papel de Sissy Spacek é brilhante. Nota: 7 Terça-feira, Novembro 16, 2004 Comunicação Visual Nesse último fim de semana assisti a vários filmes. Um deles é um clássico do cinema. A foto abaixo remete ao título do filme em inglês. Vocês seriam capazes de descobrir assim, sem pista alguma?
Sexta-feira, Novembro 12, 2004 Música na Cabeça Infelizmente eu não pude ir no show da Chrissie Hynde, que tocou ontem em Porto Alegre e no fim das contas eu queria muito ter ido. Deixo um trecho de uma música do Pretenders que eu adoro, em homenagem a uma pessoa muito especial. Chama-se I´ll Stand by You.
Oh, Why you look so sad? Tears are in your eyes Come on and come to me now Don't be ashamed to cry Let me see you through Cause I've seen the dark side too. When the night falls on you You don't know what to do Nothing you confess could make me love you less I'll stand by you I'll stand by you Won't let nobody hurt you I'll stand by you Resenha - Cinema O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy (The Anchorman - The Legend of Ron Burgundy) Após assistir a maravilhosa comédia O Âncora, posso dizer uma coisa sem medo: não me lembro qual foi a última vez que ri tanto assistindo um filme. O humor pode ser besteirol, pode ser de piadas óbvias, até porque Will Ferrel (que faz o personagem central Ron) e Adam Mckay (o diretor), são famosos pelas escretes do "Saturday Night Live", mas acaba provocando o riso fácil, que é o que busca quem assite um filme cômico.
A sátira já começa na cena de abertura: no melhor estilo "Fargo", aparece na tela a informação de que "o filme é baseado em fatos reais". A dúvida é esclarecida mais tarde, quando a mensagem "apenas personagens, lugares e situações foram alterados" aparece. Graça. Combinando um texto muito bom, com seqüências de imagens engraçadíssimas, o time que compõe o filme sabe o que faz e garante a diversão. Ron Burgundy(Ferrel), é o âncora de uma televisão na década de 70. Apesar de não ter noção alguma de jornalismo, já que ele lê tudo que aparece no teleprompter, ele se torna líder de audiência no horário das seis da tarde. Com o surgimento de Veronica Corningstone (Christina Applegate), ele acaba tendo que, muito a contra gosto, dividir com uma mulher a posição de âncora do telejornal (o que na época, era inaceitável). Totalmente perturbado, Ron se apaixona por Verônica e tenta de todas as formas convidá-la para sair (seus estranhos colegas de trabalho também tentam, mas com métodos bizarros, que é de rolar de rir). Sua vida muda quando um acidente de carro, com direito a aparição relêmpago (mas muito boa) de Jack Black, acaba fazendo com que ele se atrase para o noticiário. Veronica acaba comandando sozinha o programa e logo conquista a todos. Acabado, Ron tem que aprender a conviver com a paixão e o ódio que se misturam. Sei que a história até parece séria, mas toda ela é permeada por um humor de muito bom gosto. Existe uma parte em que o Ben Stiller, o Tim Robbins e o Vince Vaughn fazem uma participação especial e eu juro: chorei de rir. Assistam e depois a gente conversa! Nota: 9 Quinta-feira, Novembro 11, 2004 Velharia Cult Existem filmes que você assite quando criança, não entende nada e ainda assim acha muito legal. Depois você fica com vontade ver de novo e de novo, até que você o compreenda e ele entre definitivamente na sua lista de favoritos. Cada vez que eu resolvo escrever sobre um filme na velharia é uma tragédia. Só a sessão da tarde sozinha, permitiria fazer por várias semanas seguidas um relatório de antigüidades clássicas. E vocês bem sabem, que filmes como "De Volta Para o Futuro" e "Curtindo a Vida Adoidado" (isso só pra citar dois), já passaram por aqui. Agora é a vez do clássico Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit), filme de Robert Zemeckis, lançado em 1988.
Na história, que é pioneira na cojunção desenho animado/filme numa coisa só, Roger, o famoso coelho, está sendo acusado de um crime no mundo real. Com depressão, ele contrata um advogado (interpretado por Bob Hoskins). Só que ao invés de simplesmente ajudá-lo, o detetive acaba se apaixonando pela esposa do coelho (a curvilínea Jéssica, pra quem não se lembra). E é aí que a confusão se estabelece. Uma deliciosa comédia que ganhou três "oscars" (montagem, efeitos especiais e efeitos sonoros) e que possibilitou a Roger, se transformar em um dos personagens mais conhecidos da Disney devido aos mais de 154 milhões de bilheteria arrecadados. Foram realizadas ainda, mais três continuações em desenho animado (que, eu não lembro de ter assistido). Só que até hoje, nenhuma delas teve o estrondoso sucesso da estréia.
Quarta-feira, Novembro 10, 2004 Novidades na Telona Globo de Ouro Esnoba "Fahrenheit" e "A Paixão" Vai aí uma notícia, pra não deixar isso aqui em branco.. A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, que todo ano entrega o Globo de Ouro, deixou de fora da categoria de melhor filme as produções mais polêmicas do ano. São elas o documentário Fahrenheit 11 de setembro, de Michael Moore, e o filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson. No caso da obra de Moore, o motivo é que a associação não conta com uma categoria para julgar documentários de longa metragem. Já A Paixão de Cristo foi excluído por ser falado em latim e aramaico, não em inglês, o que elimina sua presença na categoria de melhor filme.
Filme de Mel Gibson: fora das principais categorias. O Globo de Ouro acontece no dia 16 de janeiro. E logo mais, deve estar saindo a lista completa de indicados. Segunda-feira, Novembro 08, 2004 Resenha - DVD Como se Fosse a Primeira Vez (50 First Dates) Fosse pelos filmes assistidos no final de semana o mesmo estaria perdido. Sorte que em Porto Alegre há muito mais a se fazer. E que fim de semana bem gostoso (como é bom esse ar poluído da capital), com uma temperatura outonal (por mais primavera que fosse), pudemos (eu e a Nise) visitar a feira do livro, o Santander (onde rolava uma exposição de fotos do Cartier-Bresson), o gasômetro no fim do dia e.. ah, o filme? Uma comédia romântica, com alguma graça, bastante exagero e óbvio Drew Barrymore e Adam Sandler.
Sandler é Henry Roth um conquistador barato que adora casos amorosos a curto prazo e tem verdadeira ojeriza a relacionamentos mais sérios. Trabalhando como biólogo marinho no Hawai, a prática até que se torna natural, levando em conta o pouco tempo que as turistas permanecem no local. Só que em um certo dia ele conhece Lucy Whitmore (Barrymore) num café e se apaixona no melhor estilo amor a primeira vista. O único detalhe que ele desconhece é que ela sofre de perda de memória a curto prazo, ou seja, no dia seguinte Lucy não mais reconhece Henry (tudo isso fruto de um acidente automobilístico). Não bastasse o trabalho diário para reconquistar a garota, Henry ainda tem que se defrontar com o pai e o irmão superprotetores dela. Algo relativamente compreensível, levando-se em conta sua situação. Comentei isso enquanto assistíamos: quem viu o ótimo filme "O Feitiço do Tempo" com "Bill Murray" e "Andie McDowell", certamente encontrará alguma semelhança com esse Como se Fosse a Primeira Vez. A película já perde assim de cara um pouco de seu crédito. Ainda assim, é possível rir um pouco. Afinal de contas, quem vomita nesse filme não é um humano, e sim uma simpática morsa de quem Henry cuida. Nota: 5 Túnel do Tempo Blogueiro Há um ano atrás aproximadamente aparecia pela primeira vez o quadro "Parece Crônica", também lá no mesa4. O título foi criado como uma espécie de ironia, já que a última coisa que texto parecia de fato era uma crônica. Totalmente pobre no conteúdo, mas diferente do que vinha sendo escrito por lá, a tentativa de inserção de textos pessoais, acabou resultando em surpreendentes comentários positivos dos amigos. Hoje, apesar da tentativa de caprichar, isso não mais acontece, hehe. Vejam o tipo de tosqueira que era escrita na época. Clichê até a alma. Parece crônica... Ontem aconteceu algo engraçado. Saí da sala de aula(aliás, a aula de comunicação visual estava o porre dos porres) e encontrei o Delavechia no corredor. Afoito ele disse: - Tiago, me ajuda aqui, preciso dos 7 pecados capitais, pra aula de semiótica.. Me dispus a ajudar, mas estava me deslocando ao banheiro. Delavechia empunhando papel e caneta na mão para anotar, me acompanhou até o mesmo. Comecei a listar, já no banheiro e de forma bem devagar, para que ele anotasse. - Preguiça, inveja, luxúria, gula, vaidade, avareza.. E me dei conta então que faltava um. Talvez o mais fácil deles. Mas com listas é sempre assim. Sempre dá aquele branco. Iniciamos uma discussão no banheiro. - Qual será?? -- perguntava Delavechia. - Não sei!!! Calma!!! -- respondia eu. Até que saiu uma voz de um dos banheiros onde alguém evacoava. - Vocês poderiam calar essa p**** de boca, pra que eu pudesse c**** em paz ô c******!!! Foi então que concluímos juntos: - Ira.. Resenha - Cinema Os Esquecidos (The Forgotten) Os filmes de suspense desse ano tem apresentado um grande problema: o arremate geralmente tem deixado a desejar (não queria ter que usar o "A Vila" como exemplo, mas é inevitável). Os Esquecidos, começa muito bem, tem um mote interessante, tem uma atriz (Juliane Moore) famosa pelos seus papéis dramáticos, mas tem a perda de pique que já se tornou comum. E isso é péssimo, pois é justamente o destrinchar das histórias que tem levado a finais decepcionantes.
A primeira metade do filme é sensacional. Telly (Moore) é uma mãe atormentada pela perda de seu pequeno filho de 8 anos Sam (Christopher Kovaleski), que acabou falecendo em um trágico acidente de avião mais ou menos um ano antes. Totalmente abalada, ela não consegue retomar a vida, apesar dos esforços de seu psicólogo Dr. Munce (Gary Sinise) e de seu marido Jim (Anthony Edwards). Lá pelas tantas, ocorre um choque ainda maior: ambos passam a dizer a Telly que seu filho nunca existiu e que ela sofre de uma rara doença onde as pessoas criam universos e vidas paralelas em suas mentes. Aos poucos, fotos e vídeos de Sam começam a desaparecer. Seu desespero só começa a diminuir quando ela entra em contato com Ash Corell (Dominic West) um ex-jogador de hoquei que é seu vizinho (porque eu não vou falar pra reservar a "surpresa"). A partir daí começa uma grande reviravolta e o filme passa por diversas mudanças de estilo. O diretor Joseph Ruben até que é bom em criar cenários sombrios, propícios para o filme e em bolar sustos inteligentes no espectador (minha namorada que o diga). Mas infelizmente o principal ela não soube criar: um final inteligente e plausível. Nota: 4 Sexta-feira, Novembro 05, 2004 Música na Cabeça É uma tarefa quase impossível escolher a melhor música dos mineiros do Skank para colocar aqui no blog. Ontem escutei mais uma vez o álbum "Calango" que eu ainda não tenho, mas pretendo comprar logo. Em meio a tantos clássicos que esse álbum contém como "Pacato Cidadão", "Jackie Tequila" e "Te Ver", existe uma música chamada A Cerca que pra mim é a melhor da banda em todos os tempos. Numa espécie de embolada, a banda de Samuel Rosa combina rimas simples, com um ritmo rock-nordeste maravilhoso. Me desculpem o exagero, mas colocarei toda a letra aqui. E quem se lembra, poderá cantar e se divertir junto: Fazendo cerca na Fazenda do Rosário Resto de toco velho mandado pelo vigário Meu camarada, eu moro aqui do lado O terreno que tu cerca já tá cercado Não entendi a assertiva do compadre Se é lei chama o doutor Se é milagre chama o padre É muito simples, tu veja ali na frente Tá vendo o laranjal, minha cerca passa rente Que dia quente, tem feito muito calor Daqui há pouco, meu vizinho vê um disco voador Se visse até pedia para descer Quem sabe se um marciano Consegue te esclarecer Ô meu compadre, cê tá vendo assombração Cê num e advogado, cê num é tabelião Nem por isso eu deixei de fazer o justo Se o sujeito enxerga torto O direito dá um susto Tu cerca a terra, tu cerca até o mundo Então cerca tua filha, toda noite aqui no fundo Pois te conto um segredo Cê não conta pra ninguém Andam vendo tua mulher Com o dono do armazém Maledicência, eu já tó acostumado Até dizem que o senhor é incapacitado Eu tomo chuva, tomo ar puro de manhã Minha saúde é de ferro, pergunte pra sua irmã Nunca se está a salvo da falação alheia Eis que um tipo parvo vem falar na minha oreia Martelo prego, torniquete com serrote Acerca de homem cego, quem tem vista dá o mote Terequitem, ô pra cá você não vem Terequitem, que eu conserto a ti também (Te prego um prego também). Resenha - Cinema Show de Vizinha (The Girl Next Door) Sexta-feira passada estava de bobeira no shopping (na verdade estava comprando o presente de aniversário da minha namo) e como não poderia deixar de ser resolvi ir ao cinema. Como ainda não havia assistido "A Identidade Bourne", tive que deixar de lado "A Supremacia Bourne", que é a continuação da aventura e que rolava na segunda sala. O jeito foi conferir a comédia Show de Vizinha.
Antes que comecem a me detonar: eu já sabia que tinham dito por aí que o filme lembrava os antigos "A Vingança dos Nerds"(1984), ou o não tão velho assim "American Pie"(1999). E querem saber? Foi justamente por isso que fui assistir. Depois de uma semana inteira de trabalho, de aula (e o professor Fabio Steyer quase mata a galera com seus absurdos trabalhos) estava afim mesmo era de algumas risadas descompromissadas. Aonde eu não precisasse me esforçar muito pra entender quem é o que, ou qual personagem faz o que na trama. Nada de filme denso, cabeça demais ou dramático. Eu simplesmente queria que meu fim de semana começasse bem e fui me divertir um pouquinho. E consegui. Não rolei de rir, mas também não fui bombardeado com o humor fácil e escatológico de filmes como "Todo Mundo em Pânico". A história parte de um dos maiores clichês nesse sentido: Matthew (Emile Hirsch) um CDF do colegial passa a ser voyeur da sua lindíssima vizinha Danielle (Elisha Cuthbert). Após algumas reviravoltas (e o grande problema do filme é o excesso delas) eles começam a "ficar". Alguns dias se passam e um outro amigo CDF de Matthew, fã de filmes pornô descobre que Danielle, era (pois agora não é mais) na verdade atriz de filmes eróticos. E é aí que o problema se estabelece: como conciliar sua paixão fervorosa pela garota, mas tendo em mente esse absurdo passado dela? É aquela velha história de comédia teen: você sabe muito bem o que irá encontrar lá. Ah, e a trilha é boa, com direito a Queen e The Who. Nota: 5 Quarta-feira, Novembro 03, 2004 Resenha - DVD Matadores de Velhinha (The Ladykillers) É claro que nem sempre os cultuadíssimos irmãoes Ethan e Joel Coen acertam a mão. É óbvio que nem sempre sairão de suas mãos películas sensacionais como "E aí Meu Irmão Cadê Você?" e "Fargo", mas uma coisa é inegável. As suas comédias charmosas, recheadas de referências literárias, musicais entre tantas outras, acabam prendendo qualquer um do início ao fim.
Os críticos disseram que esta refilmagem (sim, é uma refilmagem) não está nem de perto, tão interessante quanto a primeira edição (que se não me engano é de 1955). Como eu não vi o filme original, não tenho como fazer um comparativo. É claro que deve-se levar sempre em conta que crítico de cinema adora endeusar filmes do passado em detrimento aos atuais. Não tenho como saber se eles tem razão. Só posso dizer que Tom Hanks está mais uma vez sensacional com o seu personagem principal Higginson. Cheio de trejeitos, usando prótese dentária, cavanhaque e um topetão, mais um palavreado que remete ao passado mais longínquo é ele quem chega a casa da suposta "velhinha" Sra. Munson (Irma P. Hall, também com uma personagem interessante), atrás de um anúncio de aluguel de um quarto. Na verdade Higginson quer mesmo é o porão da casa. Mentindo para a velhinha que precisa do cômodo de baixo para ensaios de música renascentista, a personagem de Hanks, arrasta uma série de comparsas para a casa da mesma com o intuito de cavar um túnel e assaltar o cofre de um cassino que fica na mesma altura. As confusões começam quando a "simpática senhora" começa a se dar conta do que se passa. Apesar do excesso de clichês, os fatos bisonhos (especialmente na apoteose do filme), garantem ao espectador algumas risadas. Não é nenhum escracho. A história é sempre contida. Nota: 6 10000 Visitas Bom dia a todos! Demorei pra voltar a postar por aqui, mas vocês entendem né galera? Com esse feriadão todo que passou (e eu curti muuuuuuuuuito o mesmo), acabei não encontrando tempo pra escrever qualquer coisa. Quero começar essa semana (e é ótimo começar esta já na quarta), comemorando as 10000 visitas aqui do blog. E quero agradecer a todos vocês por me ajudarem a tornar esse blog aqui possível, com opiniões, recados, críticas e discussões. São esses elementos que me movem a voltar a escrever todos os dias. Obrigado mesmo! E continua..
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