withoutatrace

Um blog sobre a sétima arte.



Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

Novidades na Telona
Confira a lista dos vencedores do Oscar 2005


Fiquei até bem tarde ontem vendo o Oscar. Falando a verdade eu me diverti muito, pois adoro quando não tem nenhum grande blockbuster papão de todas as categorias. Acho bacana quando as premiações ficam divididas. Pra cumprir o protocolo, aqui vai a lista de ganhadores.

Direção de arte: O Aviador
Ator coadjuvante: Morgan Freeman, por Menina de Ouro
Animação: Os Incríveis
Maquiagem: Desventuras em Série
Figurino: O Aviador
Atriz coadjuvante: Cate Blanchett, por O Aviador
Documentário: Born into Brothels
Edição: O Aviador
Roteiro adaptado: Sideways - Entre Umas e Outras
Efeitos especiais: Homem-Aranha 2
Curta-metragem: Wasp
Fotografia: O Aviador Curta de animação: Ryan
Mixagem de som: Ray
Edição de som: Os Incríveis
Documentário em curta-metragem: Mighty Times: The Children´s March
Trilha sonora: Em Busca da Terra do Nunca
Música: Al Otro Lado del Río, de Diários de Motocicleta
Atriz: Hilary Swank, por Menina de Ouro
Filme estrangeiro: Mar Adentro
Roteiro original: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Ator: Jamie Foxx, por Ray
Diretor: Clint Eastwood, por Menina de Ouro
Filme: Menina de Ouro

Parece que o pau comeu ontem, ainda enquanto rolavam as premiações. Annete Bening já nos backstages, ao encontrar Hillary Swank, surrou a mesma e esbravejou dizendo as seguintes palavras: "Você tinha que fazer o Menina de Ouro logo esse ano!? Por que não foi O Núcleo, ou O Enigma do Colar!?" Ela completou dizendo: "até framboesa você merecia ganhar, your bitch". Em pleno Kodak Theatre as más línguas ainda juram ter ouvido de Gisele Bündchen as seguintes palavras, que teriam sido ditas a DiCaprio: "faz favor, eu viajo milhares de quilômetros de Horizontina até aqui, pra ver você fazer esse papelão? Bem menos né Leo?" Por último, Scorsese anda sumido desde ontem. Ao final das principais categorias, o diretor de O Aviador teria se matado. Com um tiro, é claro.

postado por: Tiago 1:30 PM |


Comunicação Visual

Sim, esse quadro também está de volta em 2005. E esse filme que a imagem representa é da época em que era bacana aventuras onde os "mocinhos" eram uma dupla de tiras que tinham que limpar a cidade de alguns crimes. Alguém se lembra? Pra dar uma barbada maior, é com o Sylvester Stallone.

postado por: Tiago 8:16 AM |


Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

Parece Crônica
O Apostador Rodrigo


O Rodrigo agora tá com essa mania absurda de apostar. Tudo é motivo pra jogo. Começou no ano passado num dia em que ele e o Delavechia (que por sinal, está de aniversário hoje) estavam viajando. Apostaram 200 reais pra ver quem acertava a minha idade. O meu grande amigo Dela, estúpido como tal, mostrou uma habilidade única na atividade de conhecer bem os que lhe rodeiam. Insistia que eu tinha 22 anos, quando na verdade já estava nos 23. Fatalmente o Rodrigo ganhou.
Depois foi no dia do jogo do Inter contra o Paraná. Geralmente se espera que as apostas futebolísticas envolvam torcedores de times adversários. Colorados jogam com gremistas pra ver quem ganha a partida. Ou até mesmo o título. Ou quem chega na frente na tabela. Ou na situação atual, pra ver qual deles não vai ser rebaixado. Só que ao invés disso, me vi obrigado a aceitar uma aposta que era até certo ponto, um tanto quanto controversa. A mesma funcionaria da seguinte maneira: ele me daria uma camisa de treino do Inter (daquelas belíssimas, laranjas), se eu apostasse com ele que o time da Beira-Rio levava o caneco da Copa do Brasil esse ano. Caso o Inter perca eu fico com a camiseta. Se o mesmo ganhar, eu tenho que pagar um abrigo do clube a ele. Desconfiado aceitei. Concluí que de qualquer forma, não tenho muito a perder.
O ponto culminante dessa série de jogatinas ocorreu na última semana. Se deu ao trabalho de apostar com o meu pai quem ganharia o Big Brother. E detalhe: insiste em dizer que repudia o reality show da Globo. O Rodrigo sempre se vangloriou de fazer apostas certeiras. Insiste em dizer que muitas das coisas que ele possui hoje em sua vida, bens materiais inclusive, provêm de valores obtidos as custas de otários, que teriam caído na infelicidade de jogar com ele. Só que ontem, eu mesmo pude desfrutar do sabor de uma aposta vencida contra ele. Jogou comigo que o cachorrão do Carmelito tinha milho. Eu, antigo consumidor do produto, afirmei com certeza que não. A vitória foi confirmada lá mesmo.
Sobre esse negócio de jogo, na minha opinião vale aquela velha sentença: "teima, mas não joga". Não vou negar que o Rodrigo é de fato um bom apostador, só que ultimamente ele tem se mostrado um tanto quanto juvenil nas suas tentativas. Já perdeu uma. Pequena, vamos dizer. Só que quando o Jean sair vitorioso do BBB, meu velho pai, antigo espectador do programa vai dar risada. E essa derrota, pode apostar, vai doer um pouco mais.

postado por: Tiago 8:57 AM |


Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Música na Cabeça

O Roxette é daquelas bandas que todos adoravam na infância, já quase adolesência. Até porque geralmente era trilha sonora dos bailinhos de garagem da quinta série, onde músicas como "Spending my Time", "It Must Have Been Love" e "Listen To Your Heart" faziam a festa da moçada que tava começando a descobrir o que era a festa e a pegação (não acredito que usei essa palavra). Eu, "loser" como tal, não ia a bailinhos do colégio, até mesmo porque era feio, gordo e usava óculos (e pra completar estudava em um colégio de burguês onde era um dos únicos pobres). Hoje, esse mesmo pessoal dos bailinhos, adora esculachar o Roxette e mais um punhado de bandas que fizeram sua alegria lá nos idos de 80. Eu prefiro deixar a vergonha de lado e admitir que adoro essa banda. Lembro sempre com nostalgia das minhas danças com a vassoura no meu quarto. Aliás, esses suecos empilham tantos hits que fica difícil escolher uma só pra colocar aqui. Optei por um dos maiores clássicos chamado The Look:

1-2-3-4
Walking like a man,
hitting like a hammer,
she's a juvenile scam.
Never was a quitter,
tasty like a raindrop,
she's got the look.
Heavenly bound
cause heaven's got a number
when she's spinning me around,
Kissing is a colour,
her loving is a wild dog,
she's got the look.

She's got the look.
She's got the look.
What in the world can make a brown-eyed girl turn blue.
When everything I'll ever do I'll do for you
and I go: la la la la la
she's got the look.



Saca o estáile.

Quem quiser toda a letra e mais um monte de outras, pode entrar nesse site super bacana.

postado por: Tiago 6:03 PM |


Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Resenha - Cinema
Alexandre (Alexander)


Primeiro: não é tão ruim como andam falando por aí. Segundo: é claro que também não é bom. Para assistir ao filme é recomendável conhecer o mínimo da história do rei Alexandre, dito pelos feitos de "o Grande". Uma boa dica para ler algo resumidamente é a matéria que saiu na "Super Interessante" se não me engano em dezembro ou janeiro.



O filme tem todos aqueles pontos positivos típicos de épicos. Batalhas envolventes, figurinos espetaculares e super estrelas de Hollywood. Só que uma película desse porte, não pode simplesmente se agarrar a esses elementos e achar que vai vencer o jogo. Quem conhece o mínimo da história de "Alexandre, o Grande" sabe que este em sua curta vida (viveu 33 anos dos anos 353 a 323 A.C.) percorreu mais de 35 mil quilômetros formando um vasto império que chegava a casa dos 5 milhões de metros quadrados, não perdendo uma batalha sequer. É claro que é impossível resumir uma história tão cheia de detalhes em 3 horas de fita. Só que Oliver Stone não só não consegue esse feito, como por vezes deixa a história cansativa e enfadonha. Não foi uma vez que bocejei em meio aos diálogos repetitivos e pouco claros do protagonista, que vivido por Colin Farrel, mais parecia um bebê chorão comandando exércitos. Coisa totalmente inverossímil, já que o "Alexandre" que conhecemos, apesar de ter seus momentos mais "adocicados", era o bravo rei da Macedônia. De resto, a batalha de Gaugamela está muito legal e bem feita (é uma das mais históricas, onde os Persas são arrasados). Val Kilmer se sai muito bem como o rei Felipe da Macedônia (pai de Alexandre). E Angelina Jolie foi a escolha errada para ser sua mãe. Acho que ela tem a mesma idade de Colin Farrel. Acredito que a maioria das pessoas que está assisitindo, anda tirando essa conclusão: o filme é apenas médio.

Nota: 5,5

postado por: Tiago 6:08 PM |


Domingo, Fevereiro 20, 2005

Top 5
Cinco Motivos Para Você Gostar de: Christopher Walken


Ele certamente merece o título de "rei dos coadjuvantes". Raramente como a estrela principal dos filmes em que participa, Christopher, cujo nome verdadeiro é Ronald Walken, nasceu no Queens em Nova York em 1943. Seu vasto currículo envolve (pasmem) mais de 80 filmes indo desde clássicos como "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" a bombas como o recente "Bem Vindo à Selva". Num verdadeiro show de interpretação, este ator, que na minha opinião é um dos melhores de Hollywood, se destaca pela seriedade com que encara seus papéis e também pelos tipos bizarros que representa:


Chrisopher Walken

Túmulo Com Vista: totalmente hilário nessa comédia inglesa, Christopher encarna Frank Featherbed que, como dono da funerária Wrottin-Powys, tenta imprimir um modo um tanto quanto peculiar para vencer a concorrência e conseguir clientes. Aliás, o filme fica como dica, pela graça em cima do inusitado e pelo bom elenco.
Os Queridinhos da América: como o excêntrico diretor Hall, o ator mais uma vez rouba a cena. E olha que nesse bom filme (que eu sei que a a humanindade odiou), repleto de astros como John Cusack, Billy Cristal, Julia Roberts e Catherine-Zeta Jones seu papel é pequeno. Mas não menos engraçado.
Prenda-me se For Capaz: mais uma vez como coadjuvante, ele interpreta aqui o pai de Frank William Abagnale (Leonardo diCaprio), o ladrão que entrou pra história com seus feitos. Num papel um pouco mais sério, mas não menos competente, ele acabou sendo indicado ao Oscar. Perdeu para Chris Cooper do estranho "Adaptação".
Mulheres Perfeitas: não foi uma vez que Christopher fez o favor de salvar filmes medíocres, dando uma pitada de inteligência. Nessa fraca película de Frank Oz, ele é Mike, que com um cabelo tão absurdo quanto em "Túmulo com Vista" rende risadas só de olhar pra ele. E sobre o filme, ele é tão palha, que no trailer eles já conseguem a proeza de entregar o grande segredo dele.
Batman, o Retorno: esse filme é na minha opinião disparado o melhor do homem-morcego. E olha que o primeiro contava com Jack Nicholson no papel do Curinga. Nesse, Christopher vive o magnata Max Shereck, que se une ao Pingüim (Danny Devitto), para tentar aniquilar o companheiro do menino-prodígio. Clássico.

Se você também é fã do cara, ou quer citar algum outro filme, ou mesmo fazer comentários a respeito, fique a vontade. Os comments estão aí pra isso.

postado por: Tiago 8:35 PM |


Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

Tem Framboesa no Unishopping

Finalmente abriu nos cinemas aqui do Unishopping o tão falado épico Alexandre de Oliver Stone. O que pouca gente sabe é que, apesar do elenco estrelado, composto entre outros por Colin Farrel, Val Kilmer, Anthony Hopkins e Angelina Jolie a película está concorrendo em várias categorias ao "Framboesa de Ouro 2005" que contempla os piores do ano. É uma espécie de Oscar as avessas. Veja quem mais concorre na categoria de pior filme:

Alexandre(Alexander)
Mulher-Gato (Catwoman)
Bebês Geniais 2 (Superbabies: Baby Genuises 2)
Sobrevivendo ao Natal (Surviving Christmas)
As Branquelas (White Chicks)


Alexandre: de grande, só as despesas.

Desses todos o único que vi foi o "Mulher Gato", que por sinal, foi uma das poucas notas "0" em resenha do último ano. O filme é tão medíocre que aos 15 minutos tu já tá com vontade de sair do cinema. Não me esqueço do dia que vi: quando acabou deu pra escutar a platéia suspirando aliviada. Sobre o "As Branquelas", vale relembrar um fato: uma vez que fomos a POA no cinema, nosso grande amigo "Édson Horst" insistia para que víssemos a comédia dos policiais negros que se vestiam de socialites branquelas para resolverem um crime. Crime teria sido ver um troço desses. Na época escolhemos "O Âncora". Uma das boas surpresas em termos de "comédia escracho" do ano passado.

postado por: Tiago 6:13 PM |


Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

Resenha - Cinema
Meu Tio Matou Um Kra


Que atire a primeira pedra quem não gosta do trabalho de Jorge Furtado. Eu arrisco dizer que se você é bem informado, adulto, inteligente e acima de tudo gaúcho é possível que este se torne um de seus diretores de cinema favoritos. Seja por clássicos do porte de "Ilha das Flores" que todo mundo aprendeu a ver na escola ou por películas belíssimas como "Houve Uma Vez Dois Verões" e "O Homem que Copiava", é que Furtado a cada filme gera expectativa em seu público. E agora, com Meu Tio matou um Kra, mais uma vez ele não decepciona.



Como uma espécie de Tarantino dos pampas (e eu já faço esse comentário, pedindo perdão por um possível exagero), Furtado mescla milhares de elementos, achando espaço para cada um desses nos diversos fragmentos da trama. A comédia, o drama, os elementos POP. Está tudo lá. E quando você pensa que pode cansar, ou que um filme pode repetir outro. Negativo. O espectador entra na onda e só descobre o óbvio, que estava ali pulando na sua cabeça, junto com os protagonistas. O filme inicia-se veloz. Duca (Darlan Cunha) está em casa, brincando no computador, quando seu tio Éder (Lázaro Ramos) aparece revelando que matou um cara. A partir daí, Furtado só faz mostrar a quem assite, como os meninos e meninas de hoje, são muitas vezes mais espertos, mais bem informados e mais antenados que os adultos. É um filme sobre a globalização. Sobre a convivência de negros e brancos em um mundo de violência e mentiras. Mas com diversas sacadas bacanas. Fica difícil até explicar. E outra: nunca vi alguém recriar tão bem uma festa de "moçada" como nesse filme. Os estereótipos estão todos lá, expostos de uma forma muito inteligente. Tomara que abra por aqui. Eu tive a felicidade de vê-lo em Santa Cruz.

Nota: 8

postado por: Tiago 6:15 PM |


Simples. De Coração.

É de madrugada
Sozinho
Quando mais penso em você
De como não terei mais
As sextas-feiras preenchidas
Pela beleza de seu extasiante sorriso
De como não existirão mais
Nos sábados a tarde
A plenitude de teu mais lindo azul no olhar
De como sentirei falta
Da tua conversa gostosa
Das tuas doces palavras
E de teu toque suave
Para um coração ainda tão cheio de vontade
Essas memórias são como ferida
Dói saber que faltou "isso aqui"
Para que funcionássemos
Para que nossa troca fosse constante
E para que nosso amor fosse eterno
Como costumávamos dizer
Quisera eu que a Marisa Monte
Não existisse
E talvez fosse um pouco menor essa sensação de vazio.

postado por: Tiago 8:47 AM |


Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

Você sabia??

Que pesquisadores da Universidade de Kingston em Londres observaram através de estudos que camas bagunçadas são mais saudáveis que camas arrumadas?



Com base em modelos de computador, eles concluíram que a bagunça acaba por deixar a cama mais seca, o que geraria um ambiente totalmente hostil e desfavorável para o desenvolvimento de ácaros, aqueles pequenos aracnídeos que podem causar alergia. Se essa informação chega aos ouvidos da molecada, vai ter muita mãe quebrando a cabeça pra convencer os "pimpolhos" a arrumar a sua.

Quero aproveitar aqui e agradecer ao Carlos Ranzi lá do Turma de Lajeado pelos elogios destinados a esse humilde bloguinho lá no seu Livro de Visitas. Fiquei super feliz com isso!

postado por: Tiago 5:45 PM |


Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Novidades na Telona
Cena de ET é a mais tocante do cinema




Uma cena do final do filme ET, o Extraterrestre, de 1982, foi escolhida a mais tocante da história do cinema em uma votação organizada por um canal de TV britânico. Cerca de 700 mil pessoas participaram da enquete do Channel 4, em que eles escolheram os momentos mais emocionantes da TV, dos esportes e do cinema. A cena que ficou em primeiro é a em que ET se despede de Elliott para voltar a sua nave espacial. Ela superou momentos do filme À Espera de um Milagre, de 1999, e de Titanic, de 1997, que ficaram respectivamente em segundo e terceiro lugar na lista dos mais tocantes. O clássico de Frank Kapra A Felicidade Não se Compra (1946) ficou em quarto lugar e, em quinto, Ghost - Do Outro Lado da Vida (1990). Bambi (1942) é o único filme de animação a figurar entre os dez filmes com cenas mais tocantes, enquanto E o Vento Levou (1939), que ficou em 14º, é o mais antigo na relação dos 20 primeiros. Confira a lista:

1. ET, o Extraterrestre
2. À Espera de um Milagre
3. Titanic
4. A Felicidade Não se Compra
5. Ghost - Do Outro Lado da Vida
6. Bambi
7. Um Sonho de Liberdade
8. O Campeão
9. Campo dos Sonhos
10. Meu Primeiro Amor
11. Forrest Gump - O Contador de Histórias
12. Amigas para Sempre
13. Blackadder
14. E O Vento Levou
15. Uma Grande Aventura
16. Laços de Ternura
17. Conta Comigo
18. Desencanto
19. A Escolha de Sofia
20. Sociedade dos Poetas Mortos


Não entendi como puderam deixar de fora os momentos apoteóticos do sempre triste e lindo "Dançando no Escuro". Mas lista é lista, nunca pode ser unânime. O que vocês acham? Houve algum outro esquecimento? Outra: os leitores mais assíduos daqui do blog (como se houvessem muitos), andaram reclamando que um blog sobre a sétima arte, não poderia jamais deixar de fora uma matéria sobre os "nominees" ao Oscar. Como eu imagino que a maioria já está careca de saber quem são os indicados, fica aqui o link com a relação completa, pra você curtir o espetáculo numa boa.

postado por: Tiago 5:51 PM |


Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

Resenha - Cinema
O Grito (The Grudge)


Eu custo a entender quais são os critérios utilizados pela pessoa que tem como "trabalho" escolher os filmes que irão entrar em cartaz aqui no Unishopping em Lajeado. Para o pessoal que não foi ainda ver O Grito no cinema, evitem. E pensar que em POA (e até em outras cidades) a temporada está ótima e estão em cartaz grande parte dos filmes que concorrem ao Oscar esse ano.



Mas se ainda assim quiserem ver algum filme aqui em Lajeado, escolham "Os Incríveis", que inexplicavelmente reabriu em cartaz na outra sala. Mesmo com o som terrível da dublagem do nosso Shopping, o desenho da Pixar ainda é mais bacana. Mas eu tenho que falar do "O Grito" né? Você curte um susto barato? Daqueles que surgem em pequenas escalas de tempo em seqüências intermináveis e por vezes até funcionam (claro, até o momento de encher o saco)? Você gosta de filmes cujo enredo já foi mais batido que prego em marcenaria? Você gosta de filmes em que a protagonista é uma atriz bonitinha de Hollywood e que está ali só para encher os olhos (e talvez as mãos) dos tarados de plantão (mesmo que ela não cace vampiros)? Em caso de resposta afirmativa para todas essas perguntas, seu lugar é aqui. Provavelmente você vai se divertir a beça e de quebra ainda vai poder ficar por uns dois dias sem dormir. E certamente você ouviu falar quando do seu lançamento, coisas do tipo: "pior que 'O Chamado'". Ele é pior sim. Em todos os sentidos.

Nota: 2

postado por: Tiago 7:34 PM |


Do Dicionário Delavechia
Etapa: Pássaros


Ontem a tarde ainda escutei o Rafinha falando que já virou fã do quadro. E a constatação é que só tem graça, pra quem conhece o nosso grande amigo "Estúpido", já que assim é possível imaginar o mesmo falando. A língua, tida como uma alternativa para o inglês ultrapassado do velho mundo, ganha novos adeptos a cada dia que passa. Na aula de hoje, vamos aprender um pouco sobre os pássaros:

Quero Quero: Wanti Wanti
Coruja: Gaivot of the Night
Corvo: Color Gran Father
Gavião: Gi Air Plane
João de Barro: John of the Rock


Possíveis modificações no linguajar, bem como alterações de escrita são totalmente favoráveis e só vem a otimizar o uso dessa linguagem que tem tudo para se tornar universal. Para um melhor entendimento, vale dizer que uma consoante isolada, ganha leitura através de seu nome literal. Ufa! Acho que tosqueira tem limite!

postado por: Tiago 7:15 PM |


O Retorno (Com Direito a Piada Infame)

Bom pessoal, vocês já puderam notar que estou de volta com esse querido bloguinho. Tive a oportunidade de mais uma vez passar alguns dias bacanas na Ferrugem em Santa Catarina. É claro que esses momentos foram muito importantes na minha vida, mas ao mesmo tempo é impossível estando no litoral "Barriga Verde" não pensar naquela antiga piadinha:

No inferno se encontram o Diabo, Bush, Bin Laden e o Maradona. O Bin Laden pede ao Diabo para fazer uma ligação. Precisa fazer contato com seus amigos Talibans. O Diabão libera o telefone. Dois minutos depois o Bin Laden volta e pede quanto custou a ligação. "1000 dólares" responde o Diabo. Posto isso, Bush se lembra que também precisa ligar para os EUA, pra ver como anda a situação e tal. Três minutos depois ele volta e o Diabo lhe diz: "são 2000 mil dólares". Chega a vez do Maradona. Ele fica duas horas e meia no telefone, quando ele volta o Diabo lhe apresenta a conta: "são 3 dólares". Indignados, Bush e Bin Laden vão tirar satisfação com o Diabo. Ao que ele explica rapidamente: "ligação local é sempre mais barata"..

Grande quantidade de Hermanos por lá. Não chega a incomodar, mas vale o brinquedo.

postado por: Tiago 9:47 AM |


Resenha - Cinema
Perto Demais (Closer)


Vocês alguma vez já assitiram a algum filme que lhes fizesse mal? Assim é o Perto Demais do diretor Mike Nicholls. Em uma noite fria em Caxias do Sul, eu e meu amigo Rodrigo, tivemos a oportunidade de ver um dos filmes mais ásperos, frios e verdadeiros sobre o real significado da palavra amor.



E é claro, todos esses adjetivos que eu direcionei ao filme de maneira alguma são para desmerecê-lo. Muito pelo contrário. Composto por diálogos brilhantes, que são capazes de mostrar dois ângulos diferentes que são a conquista e o "declínio" dentro de um relacionamento, a película estrelada por Jude Law, Clive Owen, Julia Roberts e pela lindinha da Natalie Portman certamente anda abrindo os olhos de muita gente. Ancorado por um cenário moderno e urbano, fica claro para o espectador entender as diversas metáforas presentes na obra. Assim como a vida passa com a urgência da rotina e dos acontecimentos que permeiam o dia-a-dia, os relacionamentos podem ser volúveis e efêmeros. Em uma das melhores seqüências a personagem de Julia Roberts, Anna entrega a verdade de uma traição a Larry (Owen). É muito bacana ver na interpretação de Owen, como um ser que poderia ser chamado de "cheio de si" e "autoconfiante" desaba ao ver seu casamento desandar. Nicholls ainda pretende mostrar ao público que a verdade dói e que a mentira só serve para abrandar a realidade que virá a tona de forma muito mais desgraçada mais tarde. O filme por vezes pode até ser cruel, mas em nenhum momento a honestidade é deixada de lado. E quando forem ver, prestem atenção na música que abre e encerra a trama. De um significado poucas vezes visto.

Nota: 9,5

postado por: Tiago 8:54 AM |



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