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Um blog sobre a sétima arte.



Quinta-feira, Março 31, 2005

Novidades na Telona
M. Knight Shyamalan escolhe elenco de novo filme


Fonte: Omelete

O diretor de O Sexto Sentido já escolheu o elenco de seu novo filme. Para The Lady in the Water, M. Knight Shyamalan quer trabalhar novamente com Bryce Dallas Howard, a quem dirigiu em A Vila. Ela vai interpretar a ninfeta aquática achada por um porteiro na piscina do prédio em que trabalha. Para o papel do porteiro, o diretor quer Paul Giamatti, consagrado nos últimos tempos por seu trabalho em Sideways - Entre Umas e Outras. As filmagens vão começar em agosto. Howard roda atualmente Manderlay, novo filme de Lars von Trier. Giamatti vai aparecer a seguir em The Cinderella Man, de Ron Howard (pai de Bryce), no qual contracena com Russell Crowe.



Apesar do medíocre "A Vila" (não posso NUNCA dar o braço a torcer, hehe) ter ficado bem abaixo do esperado em termos de bilheteria, a expectativa já rola desde agora (aliás, como sempre ocorre com o diretor indiano). Mas eu peço que atentem para a foto do Shyamalan. Vocês diriam que ele é diretor de cinema? E mais: um diretor brilhante como o de "O Sexto Sentido"? Tá mais pra combatente de guerra. Ou pro lixeiro que passa lá na rua de casa todos os dias.

postado por: Tiago 5:45 PM |


Produtos Inovadores

Falando sério, os produtos da Polishop são dignos de horas de gargalhadas. Ao melhor estilo "Organizações Tabajara". Qualquer dia desses rola uma "Velharia Cult" com as facas Ginsu!

postado por: Tiago 5:41 PM |


Quarta-feira, Março 30, 2005

Resenha - Cinema
Hitch - Conselheiro Amoroso (Hitch)


O início do filme Hitch - Conselheiro Amoroso é promissor. Edições rápidas de imagens, trilha sonora e texto interessantes, somadas ao inegável carisma de Will Smith são os elementos que fazem com que qualquer espectador pense estar diante de uma excelente comédia romântica. Só que passados os minutos iniciais, onde o personagem Hitch (Smith), mostra qual é o seu "negócio", a película entra num pequeno processo de lentidão.



Pra falar bem a verdade se desse pra fazer um gráfico do grau de interesse do filme, este poderia ser representado por uma série de altos e baixos. Começa bem, depois declina, daí volta pro topo, daí cai de novo e assim por diante. O primeiro detalhe que chama a atenção é que nesse filme, o personagem de Will Smith não está ali para salvar a humanidade. Quer dizer, em partes: o trabalho de Alex Hitchens é ajudar os homens tímidos e de baixa inclusão social a se aproximarem das supostas mulheres de suas vidas. Acostumado com a atividade ele é considerado um verdadeiro profissional dos relacionamentos, até que surge na sua frente um trabalho um tanto quanto complicado: ajudar o desengonçado, baixinho, gordinho e de óculos Albert Brennaman (Kevin James, conhecido como o protagonista do King of Queens), a conquistar a multimilionária e recém divorciada Allegra Cole (Amber Valetta). Não bastasse a dificuldade que tal tarefa respresenta, Hitch ainda se apaixona pela jornalista e paparazzi Sara Melas (Eva Mendes), que está sempre atrás de algum furo de reportagem. Apesar de ser uma verdadeira ode ao amor verdadeiro (ele existe?), o filme cai no exagero e no improvável, ao trazer situações muito distantes do possível para meros mortais (como na parafernália que Hitch monta afim de conquistar Sara). Se você fechar os olhos para esses pequenos defeitos, vai se divertir bastante. Mas eu ando chato e exigente ultimamente. Além do que, o final desse filme é tão meloso que irrita.

Nota: 5

postado por: Tiago 4:21 PM |


Terça-feira, Março 29, 2005

Mais Uma Enquete

É hora de acabar de uma vez por todas com essa dúvida que assola a humanidade. Qual afinal de contas é o melhor álbum do Radiohead: o "The Bends" ou o "OK Computer"?

postado por: Tiago 5:24 PM |


Resenha - Cinema
O Amigo Oculto (Hide & Seek)


"O cinema tem duas novas síndromes: filmes de terror com crianças assustadoras e diretores que sonham em ser M. Night Shyamalan. Que tal unir as duas grandes pragas da atualidade em uma só obra? O desastre pode ser conferido em O Amigo Oculto, no qual possivelmente Robert de Niro alcança o fundo do poço..."



O trecho que você leu aí em cima foi escrito pelo crítico Rodrigo Salem na Revista SET de fevereiro. Eu arrisco dizer que há ainda uma terceira praga na atualidade em se tratando de sétima arte que é a existência de críticos xaropes que adoram falar mal de qualquer filme de suspense com um grande ator que apareça pela frente. Não vou negar que o próprio Robert de Niro já pisou na bola legal tempos atrás com o filme "O Enviado". Mas nesse aqui, ele se recupera bem. E muito pela presença da tal "criança assustadora" citada por Salem. O nome dela é Dakota Fanning e no filme ela é Emily, uma criança traumatizada pela morte da mãe, que se suicida logo no início da película. Com o objetivo de mudar os ares e quem sabe reanimar a menina, seu pai (De Niro), resolve levá-la para morar numa afastada casa de campo. E é nesse ambiente sombrio de interior, que Emily começa a enxergar o seu amigo imaginário chamado Charlie. Só que o que no começo, parece uma daquelas brincadeiras típicas e até saudáveis de criança (a maioria inventa um amigo de mentirinha), logo se torna um verdadeiro pesadelo quando eventos estranhos começam a ocorrer. Não estou aqui querendo dizer que este é um dos grandes suspenses da atualidade, até porque o roteiro deixa diversos furos e por vezes força a barra. Mas a película tem boas interpretações, bom clima e bons sustos. Ingredientes típicos de um suspense no mínimo razoável.

Nota: 7

postado por: Tiago 8:24 AM |


Segunda-feira, Março 28, 2005

Televisão
As Edições do Big Brother


Quem viu o Big Brother no domingo a noite teve uma agradável surpresa. Não estou falando da vitória de Jean no seu quinto paredão (aliás, alguém poderia me responder porque o Bial insiste em chamar o Jean de Jã?) e sim da trilha sonora que em uma seqüência inteira apresentou as músicas do álbum Ok Computer do glorioso Radiohead. Eu como grande fã da banda fiquei identificando quais eram as melodias que rolavam. Como não poderia deixar de ser "No Surprises" foi a que mais ganhou destaque. Rolou quase inteira enquanto Grazi e companhia faziam e desfaziam suas malas (era esse o mote, o vaivém de quem vai ao paredão e fica).


Capa do Ok Computer

Toda a balbúrdia acaba hoje quando sai o ganhador do um milhão de reais. To torcendo pra Grazi, apesar de achar que o "Jã" vai ganhar. E sobre o assunto, vocês já sabem que sou fã do BBB. Mas eu prometo: hoje é a última vez que falo do mesmo (ao menos nessa edição).

postado por: Tiago 3:00 PM |


Resenha - DVD
Wimbledon - O Jogo do Amor (Wimbledon)


Quando estava pensando em como iria fazer pra justificar a nota dada ao filme Wimbledon - O Jogo do Amor, foi inevitável pensar que o mesmo tem o grande problema de ser previsível demais. Só que raciocinando um pouco melhor, percebi que esses desfechos "coloridos" são normais em películas da categoria.



Só que existe um grande detalhe para que uma comédia romântica se torne bacana. É possível explicar esse "detalhe" com uma equação bem simples: uma comédia romântica é interessante, se o fato de o casal central da trama ficar junto, for diretamente proporcional a dificuldade que isso representa para ambos no contexto do filme. Deu pra entender? Tem que ser difícil. Emocionante. Tem que parecer que não vai dar, mas vai. Tem que haver implicâncias. E no filme isso não ocorre. O personagem de Paul Bettany é Peter Colt, um decadente tenista que, na condição de quase veterano foi convidado pra encerrar sua participação no tênis em Wimbledon. Por ser inglês, a torcida está de seu lado, apesar de considerá-lo o azarão. Lá pelas tantas, quando ele chega no hotel, sem querer ele entra no quarto errado, onde está hospedada a grande tenista Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst). Ela está tão facinha, que vai dando logo em cima de Colt (um outro erro do roteiro). Acho que poderia ser o Michael Chang que ela faria o mesmo. Na verdade o tênis (esporte que eu curto muito) está inserido apenas como pano de fundo para mais uma historinha de amor. O final previsível não tem lágrimas, não tem angústias e não tem dificuldades. Tem apenas o pai de Lizzie, que insite que Colt apareceu para lhe atrapalhar a carreira. Não é o suficiente para tirar a película da insossidão. Apesar de as imagens dos jogos, com efeitos serem bem legais.

Nota: 4

postado por: Tiago 8:12 AM |


Quarta-feira, Março 23, 2005

Novidades na Telona
Contratado o vilão de Homem-Aranha 3


Fonte: Omelete.

Os produtores Laura Ziskin e Avi Arad acabam de divulgar uma informação quentíssima sobre Homem-Aranha 3! Thomas Haden Church, indicado ao Oscar de Melhor ator coadjuvante por seu papel em Sideways - Entre umas e outras, será o novo vilão da cinessérie, seguindo a tradição de Willem Dafoe (Duende Verde) e Alfred Molina (Dr. Octopus).
"Além da continuidade do relacionamento entre Peter Parker e M.J., os filmes do Aranha são guiados pelos grandes atores que trazem nossos vilões à vida", disse Raimi. "Thomas Haden Church será um fantástico e desafiador novo inimigo e estamos ansiosos para trabalhar com ele".
O nome do personagem, no entanto, ainda não foi revelado, apesar dos rumores não pararem na Internet. Recentemente, foi comentado que ele poderia ser o Venom ou o Homem-Lobo, mas tais boatos já foram desmentidos. Já o Aint-It-Cool-News afirma que o inimigo do teioso desta vez pode ser o Homem-Areia, mas não há qualquer certeza sobre isso também. Assim, só nos resta especular...




Desejo a todos uma ótima Páscoa, com muito chocolate.

postado por: Tiago 11:31 AM |


Comunicação Visual

Essa é bem fácil. O nome de uma música.

postado por: Tiago 8:48 AM |


Terça-feira, Março 22, 2005

Resenha - DVD
Super Size Me - A Dieta do Palhaço (Super Size Me)


O domingo a noite não está completo se não acontecer aquela parada no Tio Hélio, no Ki-kão, ou até mesmo em último caso no Tio Lauro. E muitas vezes não é só no domingo a noite. Pode ser no sábado também. Durante a semana. E ao meio-dia. No Carmelito. Se for o caso mais de um cachorro. E sempre com muuuuuuita maionese. Outra: não existe ida a Porto Alegre, seja pra jogo, pra cinema ou qualquer outro programa que não se encerre com uma bela promoção do Mc´ Donals.



E é ao verificar como o americano típico está se alimentando mal é que o documentário Super Size Me do diretor Morgan Spurlock ganha seus contornos. Ao se submeter a chamada "dieta do palhaço", Spurlock se propõe a se alimentar por um mês inteiro somente com produtos da rede Mc´ Donals. E sempre três refeições diárias. Seu objetivo, é claro, é mostrar na prática todos os malefícios que o fast food pode provocar no corpo humano. A condução do documentário é excelente (como um filme do estilo deve ser), ao trazer dados realistas e imagens bisonhas de Spurlock em seu auto-flagelo (ele engorda 11 quilos, seu fígado apodrece e seu colesterol aumenta em 10 vezes, só pra citar alguns dados). Tudo isto ainda é representado de forma muito bem humorada, com desenhos e trilha sonora bacana. O único pecado é quanto a funcionalidade: enquanto nos EUA os chamados "super size", que são os lanches favoritos dos obesos americanos (que já chegam a marca de 100 milhões) levam refrigerantes de dois litros e batatas de 500g (pasmem) na porção individual o mesmo lanche por aqui tem 1/4 do tamanho. Ou seja, a sensação de culpa até existe. Mas esta fica amenizada, quando você vê os absurdos dados do filme de Spurlock. Agora vocês me dão licença que estou indo comer minha barra de cereal.

Nota: 7

postado por: Tiago 8:37 AM |


Segunda-feira, Março 21, 2005

Miscelânea de Filmes

Hoje aqui no quadro, só filmes bons, que andei vendo em DVD recentemente. Como assisti muita coisa, sempre que aparecer esse quadro, pode ter certeza de que só vai aparecer a nata. Lá vai:

Amores Brutos: Estou babando até agora. No filme, três histórias se entrelaçam após um violento acidente de carro. Visto por vários ângulos e através da situação dos diversos personagens o diretor Alejandro Gonzales Iñarritu (o mesmo do também bom 21 Gramas), traça uma crônica do cotidiano e da capacidade do ser humano de ser egoísta que se passam em duas horas e meia que poderiam muito bem ser cinco que eu, assistiria.
Entre Quatro Paredes: Mais um de drama. Nesse a história tem cara de deja vu, mas acaba sendo muito bem contada pelo diretor Todd Field. Além da história triste do filho que se envolve com uma mulher mais velha e acaba assassinado pleo ex-marido desta, o que merece grande destaque na película são as maravilhosas interpretações. Não bastasse a presença dos sempre bons Tom Wilkinson e Sissy Spacek, ainda há a Marisa Tomei, linda e em belíssima representação.
Albergue Espanhol: Tá, pra não ficar só na choradeira, coloco junto essa bacana comédia que é uma verdadeira ode a globalização. Na Espanha, um grupo de estudantes se encontra para morarem juntos. Só há um detalhe: cada um é de uma nacionalidade diferente. A confusão,é claro se estabelece quando o dinamarquês tem que falar com o francês ou o americano tem que se acertar com o espanhol. E é dessa dificuldade que sai uma história engraçada e de novas experiências.


Gael Garcia Bernal estrela "Amores Brutos"

postado por: Tiago 11:26 AM |


Quinta-feira, Março 17, 2005

Parece Crônica
Assunto Novo: Futebol


Vocês já devem ter lido alguma coisa a respeito de algumas mudanças na regra do futebol para este ano em 2005. Já está agendada uma reunião da FIFA em Cardiff para alterar a regra do impedimento: se a modificação for aceita, o jogador só será considerado impedido se, quando for lançado estiver dentro da área do adversário. A última mudança nesse sentido foi em 1925, quando, para se estar na "banheira", dois homens na defesa, entre o jogador e a bola que está sendo lançada bastavam. Hoje, o lance acontece se ficar um só. E este geralmente é o goleiro.
Batendo papo com os amigos, a opinião se dividiu. O Diogão não concordou. Já, eu e o Rodrigo, fãs ardorosos do futebol rápido e com grande quantidade de gols, fomos imediatamente a favor da novidade, que promoveria certamente confusões absurdas nas defesas. E é óbvio, se estas não soubessem se organizar, poderia ser o caos para muitos times. Esse negócio de mudar regra, muito acontece dentro dos esportes, sempre no sentido de otimizar os mesmos. O próprio futebol já passou por várias reformulações. Me lembro bem quando a bola recuada para o goleiro, podia ser agarrada pelo mesmo com as mãos. Hoje esse tipo de jogo sonolento não existe mais e bola recuada para o arqueiro, exige chutão pra frente. No passado, o vôlei não ia até os 25 pontos cada set. Eram quinze, mas a pontuação não era corrida. Existia a enfadonha vantagem. E existiam também os jogos de 4h e meia. Pra uns emoção. Pra outros amolação. A F-1 teve inúmeras mudanças este ano. E todas para que hajam equilíbrio na disputa, tornando a mesma mais atraente para o público.
Para o futebol talvez fosse interessante abolir de uma vez o impedimento. O esporte ganharia agilidade, o tira-teima se tornaria obsoleto, a frase "a regra é clara" entraria em desuso e as mulheres não mais precisariam tentar entender tal regra.

postado por: Tiago 5:55 PM |


Música na Cabeça

Nós poderíamos ir no show do Placebo em POA no mês que vem né? O que vocês acham de fazer uma topic, ou algo do tipo? Eu não faço nem idéia da data, do preço, do dia da semana que vai cair, se vai chover ou fazer sol, se é de dia ou de tarde. A única coisa que ouvi, é que pode ser que seja no chiqueirão, o que baratearia legal o preço. E outra: mesmo lá, acho que eu iria pirar ao ouvir "hits" como "Special K", "36 Degrees", "Every You & Every Me", "Pure Morning" ou "Nancy Boy". Essa última foi a minha escolhida dos andrógenos pra letra do dia.



Alcoholic kind of mood
Lose my clothes, lose my lube
Cruising for a piece of fun
Looking out for number one
Different partner every night
So narcotic outta sight
What a gas, what a beautiful ass

And it all breaks down at the role reversal
Got the muse in my head, she's universal
Spinning me round, she's coming over me
And it all breaks down at the first rehearsal
Got the muse in my head, she's universal
Spinning me round, she's coming over me


Quem quiser muitas letras bacanas dos ingleses, clique aqui.

postado por: Tiago 11:34 AM |


Quarta-feira, Março 16, 2005

Resenha - DVD
Má Educação (La Mala Educación)


Segunda de noite, quando fui devolver alguns vídeos na locadora, pude logo em seguida retirar o novo filme de Pedro Almodóvar chamado Má Educação. Eu já tinha escutado muita coisa a respeito e já estava preparado psicologicamente para encará-lo. Ainda assim, meu irmão disse que um amigo dele havia abandonado a sessão, ainda no cinema na sua metade. E é pré requisito fundamental para assistir a essa película, despir-se de todo e qualquer preconceito.



Gostei bastante do que vi. A narrativa de Almodóvar é ágil e não deixa a peteca cair um segundo. A grande quantidade de temas polêmicos, como o uso de drogas, a pedofilia e o homossexualismo, se não bem retratados, podem soar moralistas em excesso, ou através de um outro ponto de vista até enfadonhos. Só que eu achei tão bacana que fiquei de cara pelo esquecimento da academia em relação a uma possível indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Depois entendi o porquê disso não acontecer: primeiro, a Espanha indicou para a disputa na categoria o tão falado "Mar Adentro" com Javier Bardem (ainda não vi mas tenho grande curiosidade) e segundo, nós conhecemos muito bem os conservadores da academia. Não estou aqui também querendo defender a "patifaria" em excesso, até porque uma das falhas do filme é o exagero quase alegórico nas relações entre as personagens de Féle Martinez (Enrique) e Gael Garcia Bernal (Ignacio), que ao se reencontrarem 16 anos depois de sua infância, relembram um passado dramático de experiências pedófilas em uma igreja jesuíta. Mas a conjunção polêmica de alguns dramas sabidos como reais, com algum tom de humor negro e suspense são o que resultam em duas horas que passam voando.

Nota: 8,5

postado por: Tiago 11:35 AM |


Terça-feira, Março 15, 2005

Pérola da Semana

Na semana que passou, a atriz Halle Berry, ganhadora do Oscar pelo seu papel em "A Última Ceia" (aliás, primeira atriz negra a ganhar a estatueta), deu uma de bem humorada, daquelas que leva na esportiva e foi receber o seu framboesa de ouro (sim, ela foi na premiação), pela seu papel no "belíssimo" Mulher Gato:


Quero agradecer a Warner por ter me escalado pra essa merda..

Sim, é uma merda sim, como ela mesma falou. Mas vem cá, o ator e a atriz não tem o poder de decidir qual roteiro vão levar adiante? Ou a situação em Hollywood anda tão complicada assim? É bacana ver no Framboesa que ninguém é poupado. A própria ganhadora do ano passado Charlize Theron, já havia sido indicada como atriz coadjuvante por "Doce Novembro", bem como a "Natalie Portman" por sua participação no "Star Wars: Episódio II". Assim é a gangorra das premiações.

postado por: Tiago 8:59 AM |


Resenha - Cinema
Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)


Se tem coisa que me deixa chateado em filme de drama é aquela história de forçar as lágrimas do espectador quando certamente seria mais interessante que estas surgissem ao natural, de acordo com o que está sendo visto. No filme Em Busca da Terra do Nunca, o que mais me impressionou foi isso. A emoção não é induzida ou proposital. Quando você se der por conta, a lágrima já escorreu pelo seu rosto.



E você talvez nem entenda bem o porquê disso. Eu entendi o acontecido pela beleza contextual do que se está vendo. Por vezes o que você vê na tela são minutos de belas imagens. Não bastasse isso, os atores dão um show de interpretação e de versatilidade. Começa com o Dustin Hoffmann, que interpreta o (sério) produtor de teatro Charles Frohman. No último filme que vi com Hoffmann, ele era o pateta do pai do Ben Stiller no filme "Entrando Numa Fria Maior Ainda". Já a Kate Winslet na minha opinião poderia ter concorrido com ela mesma por um Oscar na categoria de melhor atriz coajuvante (ela estava na corrida pelo confuso "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"), já que ela está perfeita como a mãe viúva dos quatro meninos que acabam cativando o escritor James Barrie, interpretado aqui por Johnny Depp. Aliás, este para mim, foi um dos personagens mais convencionais feitos por Depp. E talvez isso ocorra justamente pela esquisitice de seus outros papéis. Mas não deixa de ser mais uma vez, um ponto para a versatilidade. Quando forem, se quiserem, levem uma criança junto, filho ou sobrinho, ou liberte até mesmo aquela que tem dentro de você. Só não deixe de conferir essa bela história que nos mostra como foi que James Barrie, "inventou" o Peter Pan.

Nota: 8,5

postado por: Tiago 8:35 AM |


Quarta-feira, Março 09, 2005

Resenha - DVD
Um Crime de Paixão (The Reckoning)


Muitas vezes quando vou a locadora, acabo escolhendo determinado filme pelo ator, ou pela atriz que o protagoniza, na esperança de assim, assistir a uma boa película. E vocês que estão lendo isto, fãs de cinema como tais, também devem repetir essa experiência diversas vezes ao ano. Quem nunca escolheu um filme, porque este era o novo do Sean Penn, ou porque nele estava a Cate Blanchett, ou o Jack Nicholson. Para quem gosta da sétima arte, é de praxe fazer isto.



E o que dizer de um filme onde os protagonistas são o ótimo ator inglês Paul Bettany que contracenou com Nicole Kidman de forma exuberante no maravilhoso "Dogville" e Willem Dafoe, que em sua vasta filmografia teve papéis em filmes como "O Paciente Inglês"? Não bastasse isso, o ator com cara de mau por natureza Vincent Cassel ainda faz o vilão (só pra variar). Tudo bem, teria tudo pra dar certo, mas não dá. O Paul Bettany, até que se esforça como o padre pecador que fugindo de sua cidade encontra um grupo de atores que vive de encenar peças em pequenos vilarejos. Mas o roteiro, que tinha tudo para ser gostoso de ser digerido, entala já de saída. Lento, o filme demora até localizar o caminho certo e quando isso acontece, das duas uma: ou você já dormiu ou está para. E filme arrastado convenhamos, é dose. Os pontos positivos, não chegam a salvar o desastre: belos figurinos e fotografia garantem algum apelo no quesito "visual". Mas o cinema busca mais do que isso. Não precisa ser o entretenimento fácil e previsível dos americanos. É possível fazer algo inteligente e bacana de assitir sem que você tenha que olhar para o relógio várias vezes para ver quanto tempo ainda falta para terminar.

Nota: 3

postado por: Tiago 6:32 PM |


Terça-feira, Março 08, 2005

Novidades na Telona
Williams aceita fazer "Uma Babá Quase Perfeita 2"


Esse filme é ótimo. Não sei se merecia continuação. É esperar pra ver..

O ator Robin Williams aceitou protagonizar a continuação do filme Uma Babá Quase Perfeita, de 93, que ainda está sendo escrita por Bonnie Hurt. "Eles estão tentando escrever o filme. Bonnie Hurt está fazendo e acredito que se ela escrever diretinho, tudo bem. Você tem que encontrar uma maneira de fazer o personagem. Como ela voltará depois de tanto tempo? Você que estar apto para montar o figurino, como vai se vestir." Robin Williams explicou o sucesso do primeiro filme. "O primeiro foi muito engraçado porque o conceito era muito bom e a produção foi excelente. A grande notícia agora é que a produção será repetida e só tem a melhorar."


Cena de "Uma Babá..."

postado por: Tiago 6:18 PM |


Resenha - DVD
Com a Bola Toda (DodgeBall: a True Underdog Story)


Segunda-feira já virou o dia de assistir comédia. Ontem fui lá na Locadora Matine (aliás, quem ainda não a conhece, vale conferir, pois a "tia" que atende lá sabe muito de cinema e sempre dá as barbadas) e loquei o Com a Bola Toda. Na verdade contrariei as tradicionais dicas da proprietária, já que o que eu queria mesmo era me divertir. Filme sério fica pro fim de semana. Sobre a película, um belo produto. Só que "guess what", o final é muito previsível como de praxe em comédias americanas).



E é uma grande pena, pois em alguns instantes cheguei a acreditar que o final que eu tanto esperava (que não era tão feliz assim)fosse acontecer. A ilusão se foi embora depois que a ficha caiu e me dei conta de que estava assistindo mais uma comédia. Piada em si é difícil de fazer, mas estou começando a concordar com o meu amigo Rodrigão: bastou o Ben Stiller dar as caras que o riso é garantido. E a surpresa, como o vilão musculoso e estereotipado White Goodman, dono da famosíssima academia Globo Gym que intenciona comprar a concorrente e falida Average Joe, cujo dono, Peter Lefleur (Vince Vaughn), não tem um tostão para saldar as dívidas. Indignados, seus poucos e esquisitos "clientes" reseolvem que vão arrecadar os 50000 mil dólares necessários para a quitação da forma mais bisonha possível: se inscrevendo para um torneio de "queimada" em Las Vegas, que premia o campeão no valor que eles necessitam. Aí acontecem as cenas mais engraçadas: uma participação surpresa de Hank Azaria, como um famoso jogador do esporte, as equipes estapafúrdias que aparecem para jogar e claro a maior sátira de todas a televisão a cabo ESPN famosa pela cobertura dos esportes mais obscuros. Não esperava tanto quanto encontrei, pois a crítica o detonou. Mas observei por um outro ponto, toda essa obviedade: uma espécie de sátira ao estilo hollywodiano de fazer filmes. E pra quem esperar até o final dos créditos, há uma pequena surpresa.

Nota: 7,5

postado por: Tiago 6:13 PM |


Quarta-feira, Março 02, 2005

Velharia Cult
Mr. Bean


Por esses dias, cheguei em casa e meus pais assistiam a um episódio do Mr. Bean. Vocês se lembram dele? O Mr. Bean é um hilário personagem criado pelo inglês Rowan Atkinson, que é quem o interpreta. Com apenas 14 episódios filmados, o esquisitão personagem foi ao ar pela primeira vez aqui no Brasil em 1990, pouco tempo depois de sua criação. Ganhador inclusive dos prêmios Emmy, a pequena quantidade de episódios filmada, angariou fãs em diversas partes do mundo, sendo apresentado para mais de 200 países. Alguém se lembra do carro dele? E daquele episódio em que ele vai fazer salto ornamental, ou aquele em que ele vai na missa? Clássico. O humor simples e por vezes ingênuo de Mr. Bean, acabou rendendo a criação de um desenho em 2002 (que eu nunca vi). Quem está acostumado ao humor mudo de Rowan Sebastien Atkinson, acaba sendo pego de surpresa quando o famoso "Mr. Bean" acaba aparecendo em papéis convencionais no cinema, como é o caso de filmes como "Simplesmente Amor" e "Quatro Casamentos e um Funeral". Aonde anda o cara? Peço que me ajudem nessa..

postado por: Tiago 6:11 PM |


Terça-feira, Março 01, 2005

Túnel do Tempo Blogueiro

Parece que já faz um ano que o without existe? Não né, mas ontem foi o aniversário desse filho tão adorável. Fico super feliz de ver que esse querido blog, resiste ao tempo, mantêm seus visitantes (com alguns poucos comentaristas) e continua falando sobre cinema. Nem sempre foi assim. No começo a idéia era um pouco diferente e a cultura de um modo geral prevalecia, com a existência de alguns outros quadros. Com o tempo, os mesmos foram mudando e esse lugar ganhou outra forma. Paguei caro pela escolha, pois vi meu número de visitantes literalmente cair pela metade. Mas sei que meus amigos, continuam vindo aqui me ver, continuam gostando da sétima arte, continuam lendo o que escrevo (estando o texto bom ou ruim) e continuam fazendo com que eu tenha vontade de que isso aqui vá adiante. Obrigado a vocês todos que entram aqui (por sinal minhas visitas aumentaram nos últimos dias!!!). Para recordar um pouco o que se passava a um ano atrás em termos "blogueiros", vale dar uma olhada no quadro que eu e meu amigo Bocão criamos na época. Era o "Separados no Nascimento, versão com pessoas conhecidas". Várias caras familiares apareceram por aqui, sempre comparadas a alguém famoso. Não foi diferente comigo. As vezes penso que eu sozinho daria uns dez "Separados". E não falo isso pra me vangloriar não. Veja o exemplo do Krist Novoselic, ex-baixista do Nirvana (atual Sweet 75), o cara é horrível. Mas foi na época, a escolha feita para a comparação comigo. Há um projeto pra que esse quadro volte. Tomara que dê certo. Abraços.

postado por: Tiago 5:46 PM |


Resenha - Cinema
Entrando Numa Fria Maior Ainda (Meet the Fockers)


É muito difícil escrever sobre comédias, pois sempre dá a impressão que o texto tá saindo repetido. E a sensação de "deja vu" só aumenta quando a película que está sendo resenhada é uma continuação, já que é praxe dizer que uma seqüência é geralmente pior que sua estréia. E quem esperava outro discurso que me desculpe, mas esse Entrando Numa Fria Maior Ainda, é sim mais fraquinho que seu antecessor.



É que o blá-blá-blá acaba sendo inevitável. É claro que é engraçado piadas sobre sexo, escatologia, palavrões e etc. É claro que todos esses elementos, combinados com atuações bacanas de Ben Stiller, Robert de Niro (que se bobear na atual fase se sai melhor como comediante, já que desembestou em fazer suspenses de segunda) e mais o surpreendente (e colorido) pepel de Dustin Hoffman geram risadas. Mas não gargalhadas. Se no filme "Entrando Numa Fria", Gaylord Focker (Stiller), tinha que se esforçar para cativar o sogrão puritano e linha dura Jack (De Niro), neste, o personagem de Stiller tem que fazer um esforço quase homérico para que os pais de sua noiva (vivida pela atriz Teri Polo), literalmente se acertem (e aceitem o casamento de ambos) com seus libertários pais. E a graça entra justamente nesse choque entre famílias tão diferentes. A boa surpresa é a modorrenta cantora Barbra Streisand como a mãe de Gaylord. Ela, como terapeuta sexual de idosos, promove algumas das várias confusões entre as famílias. A comédia em si, não chega a ser um verdadeiro desastre. Ela só não apresenta nada de novo. E eu dou um doce pra quem adivinhar seu final.

Nota: 6,5

postado por: Tiago 11:24 AM |



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