withoutatrace

Um blog sobre a sétima arte.



Sexta-feira, Abril 29, 2005

Da Série os Grande MIstérios da Humanidade

Uma inquietante pergunta, baixou na mesa do café ontem no prédio 9, as 6 da tarde, quando aguardávamos a prova da professora Eliane. Qual afinal de contas é a legítima "cor de burro quando foge"?



Não se preocupem. Dia de prova tem dessas mesmo.

postado por: Tiago 11:20 AM |


Hoje a Festa é Sua, Hoje a Festa é Nossa..

Ao chegar em casa na quarta-feira a noite me surpreendi ao notar que o videogame estava instalado na sala e na opção "demo" que é aquela em que o computador faz uma demonstração do andamento do jogo. Winning Eleven sempre foi um dos favoritos da casa, só que eu não entendia o porquê do Playstation ter migrado pra sala, sendo que meu irmão, gamemaníaco assumido nem em casa está mais. Um olhar um pouco mais atento, me fez perceber que não se tratava de videogame coisa nenhuma e sim do novo sistema de câmeras que a Globo havia adotado para o jogo festivo entre Brasil e Guatemala. De fato você se sente dentro do campo. Até demais. O troço deixa você tonto. Rodopia. Faz deslocamentos de acordo com as jogadas. Confunde. E é capaz de promover se bobear, até mudanças na regra (o que acontece se a bola pegar nessa câmera?). Pra quem não viu, a mesma está instalada sobre o campo e se locomove por cabos de aço. É vantajoso pra tirar a dúvida nos lances polêmicos. Mas exige alguns ajustes para que ajude mais. E não atrapalhe. "Vamos voar com a câmera da Globo" foi a frase proferida por Galvão diversas vezes, enquanto o Brasil goleava (?) a Guatemala. Voei. Voei pra cama, pra não correr o risco de enjoar do estômago.



Na verdade essa enrolação foi só pra dizer: que bola que jogou o Fernandão hein?

postado por: Tiago 10:07 AM |


Quarta-feira, Abril 27, 2005

Música na Cabeça

Domingo eu vi o Kill Bill 2 de novo. Acho que não vou me cansar de falar dele. Não bastasse o filme que é fascinante, o DVD ainda traz extras caprichados, como um making off super completo com direito a entrevista do Tarantino e dos principais atores da série, onde os mesmos falam sobre seus papéis e de suas experiências particulares com a película. Não poderia deixar de citar a trilha sonora, que é um capítulo a parte. Das canções, a minha favorita é a Malaguena Salerosa do Chingon (se não me engano a número 14 do disco), que casualmente é a música que encerra o segundo volume. Não fazia a mínima idéia da sua letra, mas insistia em tentar cantar (mentalmente pra não pagar mico). Agora que sei, continuo sem cantar. Se bobear as letras hispânicas são mais complicadas que as em inglês.

Que bonitos ojos tienes
Debajo de esas dos cejas
Debajo de esas dos cejas
Que bonitos ojos tienes.

Ellos me quieren mirar
Pero si tu no los dejas
Pero si tu no los dejas
Ni siquiera parpadear.

Malaguena salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera.
Malaguena salerosa
Y decirte nina hermosa.

Que eres linda y hechicera,
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa.



Uma e David: tenham consigo o babador.

postado por: Tiago 6:16 PM |


Terça-feira, Abril 26, 2005

Parece Crônica
Obsessão Cinematográfica


Eu por vezes me pergunto, o que tem na cabeça o pessoal responsável pela tradução dos títulos de filmes do inglês para o português. Fico imaginando uma mesa redonda, onde aproximandamente oito senhores bem vestidos (deve ser alguém do alto escalão, pois só essa gente faz pouco e ganha muito), discutem fervorosamente qual será o melhor título em português para esse ou aquele filme e se o título vai ter algum apelo e blablabla (porque o objetivo sempre é "vender"). Na real não deve ser uma tarefa fácil. Nem todo o mundo é o Quentin Tarantino que pode fazer cocô na mão e lançar como película que a galera vai sair a cata "a moda bicho", como se fosse o último grito (velha essa) em termos de sétima arte. "A Poo in the Hand" o mais novo filme do diretor de Kill Bill! Estrelando: Uma Thurman! Brincadeira a parte, veja o exemplo: Kill Bill é o título original do filme. E se tivesse que ter uma tradução. De repente "A Noiva em Fúria"? Que tal?
Deixando um pouco de lado o mago POP, no fim de semana loquei o "Galera do Mal". Vocês alugariam um filme com esse nome? Eu resolvi arriscar, pois o título original era "Saved". Algo parecido com "Salvos" (isso porque a história tinha a ver com a salvação divina). Aí eu pergunto, o que "Galera do Mal" tem a ver com "Saved" ? Nada. O detalhe é que o pessoal anda tendo problemas para traduzir os nomes de alguns filmes. Até repetições andam rolando. "Obsessão Fatal". Quando vê já existia um filme com esse nome lá em 1960. E a palavra "obsessão" em si, já esgotou todas as possibilidades: "Louca Obsessão", "Estranha Obsessão", Perigosa Obsessão", "Obsessão da Obsessão". Ah! Quanta obsessão! Uma dica: não dêem muita bola para os títulos traduzidos, pois eles andam acabando com qualquer película. Atrás de um nome horroroso pode haver uma grande história. Tirem um tempinho. Leiam o que diz atrás de cada caixinha. Façam da locadora um garimpo. E esqueçam de momento o "Galera do Mal". Com esse nome só podia mesmo ser mesmo uma bomba.

postado por: Tiago 6:11 PM |


Segunda-feira, Abril 25, 2005

Velharia Cult
Jingles Publicitários


A cadeira do professor Flávio na quinta é realmente daquelas que da vontade de continuar na Publicidade (pra quem ainda não sabe, estou com forte tendência de mudança para o Jornalismo). Ela se chama "Processos de Criação" e adivinhem o que a gente faz nela? Cria (capaz?). Uma das partes que considero mais fascinantes no mundo da propaganda é o de desenvolvimento de jingles. Pensem bem quantas dessas musiquinhas vocês tem guardadas na cuca, sendo que já se vão vários anos sem ouví-las. Aqui estão só alguns exemplos pra ilustrar:

Danoninho: "me dá, me dá, me dá, me dá Danoninho, Danoninho dá, me dá Danoninho, Danoninho dá, cálcio e vitaminas pra gente brincar. Lipídios, glicídios, protídios, cálcio, ferro, fósforo e vitamina A, me dá mais saúde, mais inteligência, me dá Danoninho, Danoninho dá." No final ainda entrava um bebezinho (pra concluir o auge da apelação), que dizia: "da da".
Faber Castell: "numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo." Se não me engano, a música "Aquarela" do "Toquinho" foi utilizada sem nenhuma modificação para a peça. Fato raro por sinal. E quem tinha ouvido falar do Toquinho quando criança? Eu até hoje escuto essa e digo que á a música da "Faber Castell".
Shampoo da Mônica: "cantando no banheiro, debaixo do chuveiro, lavo meu cabelo e deixo corpo todo ensaboado, ensaboado com a Mônica do meu lado, do meu ladooo." Clássico!
Guaraná Antártica: "pipoca na panela, começa a arrebentar, pipoca com sal, que sede que dá, pipoca e guaraná, programa legal, só eu e você e sempre no ar que tal? Quero ver pipoca pular, pipoca com guaraná, quero ver pipoca pular, pipoca com guaraná, quero ver pipoca pular, pular, soy loco por pipoca e guaraná (e guaraná)." Essa é mais recente, mas não menos significativa.
Honda: "eu acordei e fui pra minha cama, tirei o meu pijama e depois dormi.. aí eu fui tomar café e deitei na cama, botei o meu pijama e deitei logo na cama yeah yeah, na cama com o pijama." Essa era quase inexplicável. Mostrava um gordinho com camiseta preta cantando. E acho que a maioria não lembra o produto que estava sendo anunciado (Motos Honda).



Mas a minha favorita ainda era a do Cremogema. "Cre Cremo Cremo Cremogema é a coisa mais gostosa desse mundo, eu esqueço a boneca, eu esqueço a minha bola quando tomo tomo tomo Cremogema.." e continuava ainda mais. Aliás, não sei se é todo esse sabor de nostalgia, ou o frio qua anda fazendo aqui no sul, mas de vez em quando me dá uma vontade de comer mingau.

postado por: Tiago 5:58 PM |


Mais Uma Enquete

Essa também gera polêmica em rodas de amigos. Qual é melhor: Blur, ou Oasis?


Damon Albarn e companhia

postado por: Tiago 11:01 AM |


Resenha - Cinema
O Casamento de Romeu e Julieta


Imagino que para um diretor, fazer um filme que tenha como pano de fundo o futebol não seja nada fácil. Eu mesmo, apreciador que sou do esporte não tive até agora a mínima vontade de assistir películas como "Pelé Eterno" e o "Garrincha - Estrela Solitária", o que só prova a dificuldade de conjugar os dois elementos (futebol e cinema) e ainda assim, finalizar uma obra interessante.



O Casamento de Romeu e Julieta consegue isso. Pra quem curte ir as arquibancadas, os primeiros dez minutos são de arrepiar, sendo que tudo que aparece são as rivais torcidas de Palmeiras e Corinthians se manifestando no estádio em um dia de clássico. Isso vai servir pra apresentar ao espectador de cara o mote central da trama. Julieta (Luana Piovani), está nas cadeiras cativas torcendo pelo "verdão" ao lado do pai Alfredo Baragatti (Luíz Gustavo, que eu gosto muito como comediante), que é um dos membros do conselho deliberativo do clube. Lá de cima, com binóculo, ela avista o chefe de torcida Romeu (Marco Ricca), tentando agitar os torcedores do "timão" depois de um gol sofrido. Os nomes, como você já percebeu são emprestados da clássica tragédia "Shakespeariana", que trazia o amor impossível entre as famílias rivais Montecchio e Capuleto. Só que na comédia de Mário Prata não há espaço para o drama e sim, para situações cômicas quando ocorre uma aproximação entre o "Romeu" e a "Julieta" do filme e ambos resolvem se casar. Para não decepcionar o Sr. Baragatti, o personagem de Ricca, finge ser palmeirense para não se complicar, o que rende alguns dos momentos hilários da história. Preste atenção ainda nos lances de campo que a película traz. Todos foram recriados (pasmem), com incrível realismo. Até um Paulo Nunes fictício reaparece, no suposto ano de 1999. Ano em que o Palmeiras foi a Tóquio.

Nota: 7,5

postado por: Tiago 10:34 AM |


Sábado, Abril 23, 2005

Resenha - Cinema
Menina de Ouro (Million Dollar Baby)


Acho que eu tenho que parar um pouco com o preconceito quando o assunto são "filmes indicados ao Oscar". Fico procurando defeitos aqui e ali, erros acolá e quase esqueço que estou vendo uma bonita história, feita talvez nos moldes da cartilha acadêmica, mas acima de tudo um história. Belíssima por sinal.



O filme mostra a evolução de seus principais componentes: Clint Eastwood está perfeito na direção, cuidando de cada detalhe, de cada luz, de cada efeito, sem exageros. Como ator ele ainda deixa um pouco a desejar pelo excesso no estilo sisudo do treinador Frankie Dunn, um pouco forçado (especialmente na voz esganiçada). Hillary Swank, depois de pisar na bola legal em filmes medianos como "O Enigma do Colar" e "O Núcleo" volta a boa forma (literalmente) como a fragilizada Maggie Fitzgerald, uma garçonete de vida difícil que sonha em ser boxeadora. E por último Morgan Freeman (que inerpreta Scrap, o gerente do estabelecimento de Dunn) que na minha opinião já merecia ter ganho o Oscar por vários outros filmes (cito aqui "Um Sonho de Liberdade", só pra lembrar de um). A película gira em torno dos três. E são os três que individualmente aos poucos vão apresentado suas vontades, seus sentimentos (muitos deles retraídos) e conseqüentemente seus segredos ao espectador. Eastwood de maneira alguma entrega um filme doce e palatável para quem está em frente a tela de cinema. E talvez esse seja um dos grandes valores da sua obra. O que de início parece que será um "Rocky versão feminina", logo se torna uma bem amarrada história de vida, com surpresas e reviravoltas. O entretenimento se completa com as realistas cenas em cima do ringue. Talvez o Oscar esteja em boas mãos. Talvez.

Nota: 8

postado por: Tiago 12:31 PM |


Sexta-feira, Abril 22, 2005

Música na Cabeça

Tem uma coisa que eu não consigo entender quando o assunto é preferenciais musicais do nosso povo daqui. Que fascínio que o "Coldplay" consegue trazer ao público Brazuca que o Travis não consegue. É sério. O "Travis" é bem melhor, mas quando entra na roda o assunto "pop britânico dor de cotovelo" da terra da rainha, só o que vem a mente é a banda do vocalista Chris Martin. Vocês que estão lendo isto e certamente já estão indignados admitam: o álbum "Parachutes" pode até ser bom mas vai dizer que chatices como "Yellow" e "Trouble" não irritam com aqueles refrões cansativos, riffs repetitivos e voz cansada de Martin. No disco seguinte "A Rush of Blood to the Head" até há um crescimento, mas entre os dois não há dúvida que os discaços The Man Who e The Invisible Band da banda de Fran Healy dão de dez a zero. Músicas consistentes e refrões ganchudos são só alguns motivos que fazem com que eu babe pelo Travis. Tá faltando o público daqui descobrir que existem outras boas bandas no Reino Unido e outras boas músicas além de "Clocks". E isso que estou falando só dessas duas bandas (que até certo ponto são semelhantes). Quem conhece sabe do que estou falando. Aqui vai um trecho da linda Side do "Travis".

That the grass is always greener on the other side
the neighbour's got a new car that you wanna drive
and when time is running out you wanna stay alive
we all live under the same sky
we all will live we all will die
there is no wrong
there is no right
the circle only has one side




Quem quiser mais letra do Travis, clique aqui.

postado por: Tiago 11:25 AM |


Quarta-feira, Abril 20, 2005

Novidades na Telona
Mais dois atores no elenco de "O Código da Vinci"


Fonte: Omelete.

Um dos filmes mais esperados para o ano que vêm, inspirado no famoso livro de Dan Brown, começa a ter suas definições antes das filmagens se iniciarem.

Novas adições ao elenco de O código Da Vinci foram anunciadas hoje cedo pela Sony Pictures. Dois vilões de lucrativas franquias da Marvel Comics estarão no filme baseado no best seller de Dan Brown: Ian McKellen (o Magneto de X-Men) e Alfred Molina (o Dr. Octopus de Homem-Aranha 2). McKellen viverá Sir Teabing, especialista no Santo Graal que ajuda o simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) e a criptógrafa Sophie Neveu (Audrey Tautou) em sua busca para desvendar um assassinato e encontrar a maior relíquia do cristianismo. Molina será o cuidadoso Bispo Arigarosa. Jean Reno completa o elenco como o comissário de polícia francês Bezu Fache. As gravações começarão em meados de junho e o filme será lançado mundialmente dia 19 de maio de 2006. Akiva Goldsman escreveu o roteiro.


Alfred Molina

Eu sou fã da Audrey. Apesar de pisar na bola feio com o "Coisas Belas e Sujas" (já resenhado aqui no passado), ela já esteve em filmes maravilhosos como "Bem me Quer, Mal me Quer", "Albergue Espanhol" e aquele que dispensa comentários que é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain". Queria ver "Eterno Amor" logo (que também é do Jean Pierre Jeunet), mas certamente não vai abrir no cinema daqui. Só em DVD (e filme europeu geralmente demooora). Quanto ao "O Código..", é esperar pra ver. Até lá da tempo de ler o tão falado livro.

postado por: Tiago 6:02 PM |


Terça-feira, Abril 19, 2005

Blogs of Note

Não pensei que fosse possível receber uma indicação para os dez melhores blogs da semana no site do blogger (o chamado "Blogs of Note"). Sério! Sempre achei que fossem cartas marcadas. Que rolasse grana preta por trás dos panos! Bom, brincadeiras a parte, vejam bem: eu não tenho um template inovador. Eu não tenho gifs animadíssimos na minha página. Meu sistema de comments é precário. Tudo que faço é escrever! Tá, depois de calçar as "sandálias da humildade", quero dizer que fiquei muito feliz pela indicação. Vejam eu lá, em oitavo lugar!



Para os visitantes que chagarem até aqui através do blogger, sejam bem vindos mas saibam que esse não é um blog sobre a série "Without a Trace". É um blog sobre cinema, com resenhas, novidades, enquetes e curiosidades. Além de algumas crônicas que não necessariamente tratam sobre o assunto. Bom, deixa eu ir lá, curtir o meu momento "Andy Warhol" de ser.

postado por: Tiago 6:20 PM |


Resenha - DVD
Querido Estranho


Que o cinema nacional está em franco crescimento, acho que todo o mundo já notou. Só que infelizmente, dá pra se dizer que a população em geral ainda tem um pouco de preconceito quanto as chamadas produções menores do nosso cinema.



O que eu quero dizer é que os holofotes ainda se voltam com força para as superproduções, aquelas que tem chance em premiações como Oscar, ou que rendem um incrível blábláblá e mídia a respeito (vide filmes como Olga, Cidade de Deus ou Central do Brasil). Uma das melhores películas nacionais que vi ano passado se chamava "Amarelo Manga". Intimista, simples, desconhecida mas não menos valiosa. Segunda-feira eu vi o melhor filme nacional desse ano, que se chama Querido Estranho. Na história, o personagem de Daniel Filho (brilhante) se chama Alberto e está fazendo aniversário de 64 anos. Amargurado até a alma, ele nunca fez muita questão de ser uma pessoa de agradável convivência e conseqüentemente seus atos impensados acabavam sendo o estopim de diversas guerras familiares. Apesar de o filme lembrar muito um "Sai de Baixo" filmado, com todas as brigas familiares, com toda a ironia e com todo o drama, é justamente os diálogos ácidos e as atitudes típicas da família brasileira que fazem com que ocorra uma identificação completa do público com a trama. Mesmo a prepotência de Alberto, esconde em seus olhos a tristeza de não ter sido bem sucedido como seu filho, ou pior, como o sogro de seu filho. É cinema pra rir e chorar ao mesmo tempo. É cinema de baixo orçamento. E é entretenimento. Dos bons.

Nota: 8

postado por: Tiago 11:27 AM |


Parece Crônica
O Peso da Camisa


Ontem eu estava selecionando algumas comunidades no Orkut e acabei entrando em uma dos anos 80. A imagem que identificava a comunidade em si, não era dos Smiths, da Caverna do Dragão ou do Pogobol e sim da famosa "zebrinha" da loteria esportiva do Fantástico. Alguém se lembra dela? A zebra, pra quem não sabe (ou talvez não tenha nascido nesse planeta) é um símbolo que remete imediatamente a resultados atípicos no futebol. Algo no estilo o time do Davi, derrotando o do Golias de virada no finalzinho. E na casa do time do Golias, com estádio lotado. Brincadeiras a parte, este último final de semana foi derradeiro para diversos campeonatos estaduais. Especialmente aqueles que envolvem os times que estarão na elite do "Campeonato Brasileiro", tanto da série "A", como da série "B" (sem piadas com os cachorros que até já morreram). E em muitos desses campeonatos, haviam times de menor porte, enfrentando equipes tradicionais, sendo que estas é que tinham a desvantagem na final. Vejam vocês: a exceção do Cruzeiro lá em Minas, que foi derrotado em casa, pelo Ipatinga, todas as outras grandes equipes, reverteram essa suposta desvantagem e levantaram o caneco. Por que será que isso acontece? Por causa daquilo que todos já estão carecas de saber: no final a camisa pesa. É a responsabilidade frente a um grande time. Num "clique" tudo se põe no seu lugar. O Criciúma precisava ganhar do Atlético de Ibirama (vocês já ouviram falar?) em Ibirama e a taça era sua. Conseguiu. O Fluminense precisava reverter enorme desvantagem contra o Volta Redonda. Feito (roubadinho, mas feito). E claro, o nosso Colorado precisava no mínimo segurar um empate em Campo Bom. Deu certo em um jogo inesquecível. É claro que há muito tempo a zebra foi abolida do Fantástico. Mas nem por isso, ela deixa de aparecer de vez em quando. Nos estaduais ela teve pouco espaço. Mas não esqueçam que no primeiro semestre ainda temos a Copa do Brasil. Tomara que esse ano não aconteça, para que constrangimentos do tipo "Santo André" na Libertadores não voltem a se repetir.

postado por: Tiago 8:10 AM |


Mensagem Urgente

Será que tem alguém que acredita nesse tipo de coisa?

postado por: Tiago 7:44 AM |


Sábado, Abril 16, 2005

Mais Uma Enquete

Essa é boa. Qual é o melhor filme de M. Night Shyamalan depois de "O Sexto Sentido". Será "O Corpo Fechado", "Sinais", ou "A Vila"? Dêem suas opiniões.


Sinais

postado por: Tiago 1:07 PM |


Resenha - Cinema
O Chamado 2 (The Ring Two)


A primeira tela de apresentação quando o filme O Chamado 2 estava para começar: "verifique a classificação indicativa do filme". Pra falar a verdade a sala de cinema do Unishopping parecia uma creche. Crianças de todas as idades gritavam, brincavam com seus telefones, riam. Era esse o público que estava lá para conferir a película que tinha classificação 14 anos.



Eu quando criança, entre 10 e 14 anos (faixa etária de 70% dos espectadores da sessão), jamais poderia entrar em uma sala de cinema para ver um filme de terror. Lembro de ter visto "As Aventuras de Chatran" e não "O Exorcista" quando moleque. Um casal de senhores chegou a se retirar da exibição por conta do barulho. Quer dizer: não sei bem se era pelo barulho, ou pelo filme fraco que estavam vendo. Se em "O Chamado" havia o apelo do mote inovador que envolvia uma fita de vídeo que quando assistida fazia com que a pessoa que a tivesse visto, morresse uma semana depois, neste, as televisões, os telefones e o ar misterioso são deixados de lado para que um espetáculo de efeitos visuais seja apresentado para apoiar as cenas de susto. Tudo que já não era novidade no inegavelmente bom primeiro filme, como as feições de morte grotescas, a própria fita tosca e a presença de Samara (o fantasma da menina que volta depois de ser morta pela mãe) estão de volta nessa continuação. O diretor japonês Hideo Nakata (do original Ringu 2), até que se esforça, utilizando como referências nítidas filmes como "Poltergeist" e "O Exorcista" e criando um clima obscuro ao extremo para os personagens Rachel e Aidan (Naomi Watts e David Dorfmann). Só que a auto-repetição, o excesso de situações inexplicáveis e personagens secundários superficiais, acabam fazendo com que o filme deixe a desejar. No fim nem valia a pena reclamar do barulho.

Nota: 3

postado por: Tiago 12:50 PM |


Quinta-feira, Abril 14, 2005

Top 5 (Ou Quase Biografia)
Cinco Motivos para Você Gostar de: Tom Hanks


Apesar de toda a fama que envolve a carreira desse ótimo ator que é o Tom Hanks é inegável que ele não chega a ser unanimidade junto aos apreciadores da sétima arte. Muito disso se deve, ao excesso de papéis popularescos que ele recebe em blockbusters e películas de nítido caráter comercial. Pra mim ele é o cara (ou pelo menos um deles). E arrisco dizer que ficou até difícil citar apenas cinco filmes da brilhante carreira de Tom, que já beira a casa dos 50 anos (fará 49 em julho). Versátil até a alma, o americano já fez comédia, drama, ação e até desenho, como dublador e como ator no inovador projeto "O Expresso Polar". Veja abaixo alguns dos favoritos:



1) A Espera de Um Milagre: sem dúvida uma das mais lindas películas que já assisti. O ator divide a cena com o grandalhão Michael Clarke Duncan que nsse ano, bateu o ator mirim Haley Joel Osment (O Sexto Sentido), na corrida pela estatueta do Oscar de revelação. A química entre os dois que interpretavam um carcereiro (Hanks) e um preso com poderes de cura especiais (Duncan) foi perfeita.
2) Forrest Gump - O Contador de Histórias: foi com esse filme que Hanks ganhou seu segundo e merecido Oscar. A história que vocês bem conhecem, relata a história de um menino problemático que passa pela história dos EUA, meio que sem querer. Romance de primeira.
3) Náufrago: esse filme é oito ou oitenta. Ou você ama ou você odeia. Na época do seu lançamento muita gente detonou a película, sendo que o principal detalhe quase passou despercebido: não bastasse as diversas transformações corpóreas a que Hanks se submete, ele ainda brilha ao contracenar na maior parte do tempo com uma bola (alguém se lembra do Wilson?).
4) Matadores de Velhinha: para citar a filmografia mais recente dele, pensei no "Terminal". Mas apesar de a película de Spielberg ser também muito bacana é nesse papel que Hanks solta sua veia de esquisitão, como chefe de uma quadrilha disposta a assaltar um cassino usando como QG o porão de uma velhinha. O humor refinado dos irmãoes Coen pode ser percebido em cada diálogo.
5) Um Dia a Casa Cai: O ator californiano já muito apareceu na "Sessão da Tarde" lembrada ontem ainda aqui no blog. E um dos filmes que foi esquecido nas citações é justamente o "Um Dia.." onde Hanks apenas engatinhava como o advogado que compra uma mansão na barbada e só depois percebe que a casa está caindo aos pedaços.

Óbvio que o cara já deu pisadas de bola fenomenais como no ridículo "Mensagem Para Você". Mas para uma carreira praticamente irretocável, isso acaba sendo só um detalhe.

postado por: Tiago 5:10 PM |


Comunicação Visual

Já falamos muito dessa música e dessa banda nas últimas semanas. O primeiro que acertar ganha uma sessão em DVD do filme "A Vila" com este que vos fala. Seguida de debate a respeito da película.

postado por: Tiago 11:30 AM |


Quarta-feira, Abril 13, 2005

Velharia Cult
Filmes "Sessão da Tarde"


Um importante amigo meu, tem o hábito de dizer volta e meia quando se depara com um filme de caráter leve, indicado para toda a família e por que não extremamente divertido que é um filme "Sessão da Tarde". Pra falar a verdade, quem munca usou essa expressão? A Sessão da Tarde é daqueles produtos de dar saudade da época de infância, quando a gente podia se dar ao luxo de estudar de manhã, chegar em casa de meio-dia, almoçar e se atirar no sofá de tarde pra ver a programação da TV. Não foram uma nem duas nem três vezes que o canal escolhido à tarde acabava sendo a Globo (até mesmo porque a TV aberta, disponibiliza poucas opções). Surgida em 1975, a "sessão" já chegou a ser assistida diariamente por 13 milhões de pessoas, um número bastante significativo para um horário onde predomina o uso do televisor pela "molecada". Tentei lembrar de algumas películas marcantes e citei as mesmas abaixo.

1) Curtindo a Vida Adoidado
2) Uma Babá Quase Perfeita
3) Meu Primeiro Amor
4) De Volta Para o Futuro
5) Um Morto Muito Louco
6) Os Heróis Não tem Idade
7) ET- O Extraterrestre
8) Os Deuses Devem Estar Loucos
9) A Família Buscapé
10) Goonies


Molecada dos Goonies. Clássico!

Detalhes bacanas:

- No filme "Os deuses devem estar loucos", sempre aparecia um molequinho bem pequeno, correndo pra todo o lado. Nem lembro o que ele fazia.
- Como era mesmo o nome daquele ser estranho de um olho nos "Goonies"?
- A "Família Buscapé" passou ainda nessa semana.
- Filmes como "ET" e "Meu primeiro amor" figuraram em uma lista de filmes que continha as cenas mais emocionantes de todos os tempos, nas primeiras posições. "ET", por sinal ficou em primeiro.
- Em "Os heróis não tem idade", aparecia um casal de velhos. Um tinha dois dedos, o outro três.
- Falando sério, eu poderia ver o "De volta para o futuro" todos os dias.

Essa não é uma lista de favoritos e sim de alguns que lembro de ter visto e gostado. Só que a lista envolve muuuitas outras películas. Vocês poderiam me ajudar citando as favoritas de vocês? Em breve, aqui na velharia alguns desses filmes serão apresentados de forma mais detalhada.

postado por: Tiago 5:11 PM |


Novidades na Telona
Mel Gibson quer fazer filme sobre o Papa


Fonte: Terra

Ainda o Papa. Se já não bastasse ter feito um dos filmes mais polêmicos (e cá entre nós, chatos) do ano, Mel Gibson tá afim de repetir a dose.

Após chocar o mundo com A Paixão de Cristo, Mel Gibson sonha com novo filme religioso: sobre o Papa João Paulo II, morto em 2 de abril, segundo o New York Post. O filme retrataria como funciona a fé cristã, os peregrinos e o dia-a-dia do Vaticano. Mas se depender da repercussão do filme sobre a história de Jesus Cristo, Gibson terá problemas com a igreja. Diversos grupos o condenaram a película, recheada de cenas sangrentas. Houve variados protestos, inclusive quanto ao roteiro. Na visão de alguns estudiosos da Bíblia, a história não teria sido contada de maneira fidedigna.

postado por: Tiago 11:23 AM |


Segunda-feira, Abril 11, 2005

Resenha - DVD
A Inveja Mata (Envy)


O diretor Barry Levinson conseguiu o que se imaginava praticamente impossível na comédia A Inveja Mata que assisti nesse final de semana: realizar um filme totalmente sem graça, forçado e grosseiro. Sem exageros.



Agora convenhamos, ter como protagonistas os bons comediantes Ben Stiller e Jack Black e ainda assim se prestar a criar uma porcaria dessas, aí é dose. Começa pelo mote central. Black é Nick Vandermarck, um comum industriário que vê sua vida mudar quando desenvolve um aparelho que faz o cocô de cachorro desaparecer. Ou seja, todas as vezes que os donos levassem seus mascotes para passeios pelo parque, pela praia, ou onde fosse, era só ter junto de si um vidro do spray "vacocorizador" (pasmem), que toda a sujeira despejada pelos mesmos, desapareceria no primeiro jato. O vizinho de Vandermarck é Tin Digmann (Stiller), que em um primeiro momento, acha a idéia absurda. Mas depois que ele vê a criação do melhor amigo vingar é que entra a tal inveja do título. A tragédia de Dingmann se torna maior quando fatalmente ele mata o cavalo de Vandermarck com uma flechada. Não dá para entender o porquê que Black e Stiller estão tão contidos nos seus personagens. Parecem até envergonhados de estarem fazendo tal filme. Nem o Christopher Walken na pele de um hippie esquisitão se sai bem nessa. Pra vocês terem uma idéia, uma das cenas mais engraçadas é aquela onde a população aparece revoltada questionando "where does the shit goes", já que teoricamente seria impossível o cocô sumir assim, sem mais nem menos. Eu arrisco dizer que até eu faço um roteiro melhor para esse grupo de atores. Sem ofensa, mas se uma comédia que se utiliza de velhos chavões como piadas escatológicas não fizer rir, é porque a coisa anda feia. E tem gente que reclama d"O Âncora".

Nota: 1,5

postado por: Tiago 11:26 AM |


Sábado, Abril 09, 2005

Mais Uma Enquete

Resolvi transformar esse em um quadro fixo. E a enquete da vez foi sugerida pelo meu amigo Scheer. Qual é a e melhor música dos Beatles pra você e porquê? Quero ver se alguém consegue responder sem pensar muito.

postado por: Tiago 1:06 PM |


Resenha - Cinema
Constantine (Constantine)


É lá pelos 20 minutos da projeção que a personagem de Rachel Weisz, a detetive Ângela Dodson fala para Constantine (que é o protagonista vivido por Keanu Reeves, numa canastrice digna de prêmio), que "ela não acredita no inferno". Ao que prontamente Constantine responde: "Pois deveria. Já que o inferno acredita em você".



Foi mais ou menos por aí que eu comecei a desanimar. Na verdade eu saí de casa na sexta a noite com o intuito de ver "O Chamado 2", que estava indicado no site da Arco Íris Cinemas, como a outra estréia da semana. Só que ao chegar ao shopping, me deparei com um cartaz que dizia que o rolo do filme ainda não havia chegado (aliás, tá virando moda, já que foi assim com "O Amigo Oculto", aquela vez). Pra não perder a viagem, entrei na sala 2 onde começava o Constantine. O filme, comentado nas últimas semanas a exaustão (e com louvor), me decepcionou. E não é só pelas frases clichê, como a citada no início da resenha (outra boa é fazer uma alusão aos pontos sombrios de Los Angeles, como se ali fosse o inferno de fato), mas também pelo exagero de computação gráfica e do fator "cinema espetáculo". Pra quem não sabe o personagem Constantine vem de um gibi chamado "Hellblazer", que se passa na Inglaterra, onde o protagonista inclusive é loiro. Com a idéia única de "vender seu peixe", a produtora vetou o ótimo ator inglês Paul Bettany para o papel principal, bem como tirou o cenário de ação da Inglaterra, trazendo-a para os EUA. Para os fãs ardorosos dos quadrinhos, um verdadeiro punhal. Não conheço o gibi, mas um fator como esse, na minha opinião já faz a película perder moral. Não vou negar que o mote até é interessante, envolvendo a eterna luta entre o bem e o mal (representados aqui por céu e inferno) e que algumas atuações são bem bacanas (contando inclusive com o vocalista do Bush, Gavin Rossdale, como o demônio Balthazar). Mas depois de todo o rebuliço se percebe que não é só de computador que vive a sétima arte.

Nota: 3,5

postado por: Tiago 11:57 AM |


Sexta-feira, Abril 08, 2005

Você Sabia??

Fonte: Época

Que a rede de lanches Mc Donalds vai usar o rap para promover seu lanche mais famoso, o Big Mac, nos Estados Unidos?



Vai funcionar assim: a cadeia de fast-food vai pagar aos rappers até 5 dólares, cerca de 14 reais, a cada vez que tocar em uma rádio americana uma música que leve o nome do sanduíche. A campanha, segundo informações visa atingir o público de 18 a 34 anos e já causa revolta em grupos que combatem a obesidade.

Agora é aguardar pra ver se vai haver adesão dos "Ja Rules" da vida de lá. Mas uma coisa deve ser dita: é bom um Mc Donalds. Que venham as críticas.

postado por: Tiago 11:16 AM |


Miscelânea de Filmes
Lançamentos em DVD


Essa foi uma das semanas menos cinematográficas do blog. Então para não deixar na mão as pessoas que vem aqui me visitar, em busca de informações sobre a sétima arte, deixo aqui hoje, três diquinhas bem legais de lançamentos em DVD. É para aquelas horas em que bater a dúvida sobre qual filme retirar.

Refém de Uma Vida (The Clearing): "suspensão" dos bons, com o sempre vilão Willem Dafoe, mais o Robert Redford. É sobre um seqüestro. Mas não é só isso. Todo o significado da vida dos americanos atualmente, se esconde por trás de diálogos modernos e interessantes.
O Âncora (The Anchorman): essa película talvez reserve algumas das cenas mais engraçadas que vi no ano passado. O filme teve resenha na época que passou no cinema (com direito a nota "9"). O "âncora" do filme é Will Ferrel. Mas o mesmo conta com fantásticas participações especiais.
Antes do Pôr do Sol (Before Sunset): quem não entender o propósito desse filme, certamente vai odiá-lo. Contando apenas com diálogos (alguns dos mais sensacionais de todos os tempos em se tratando de romance), Ethan Hawke e Julie Delpy, realizam um filme sensível e sincero.


Cena de Antes do Pôr so Sol.

Pra quem preferir, está abrindo no cinema os filmes Constantine, com Keanu Reeves e o suspense O Chamado 2. Contuinuação do filme meia-boca com Naomi Watts. Aguardem resenhas!

postado por: Tiago 11:10 AM |


Quinta-feira, Abril 07, 2005

Música na Cabeça

A história do Chico Buarque de Hollanda é fantástica. Se não me engano, é a quarta vez que coloco uma letra de música dele aqui no blog (contando o mesa4 junto). E com certeza não será a última. Estava ouvindo a canção Meu Caro Amigo (que por sinal é uma de minhas favoritas) num de meus discos em casa e resolvi tentar pesquisar alguma coisa a respeito de sua criação. Mas como sou péssimo em buscas, achei pouca coisa. Todos nós sabemos que o Chico tinha problemas com a censura. E assim como com cinema, antes de alguma música sua ser "liberada" para entrar nas rádios, ela devia passar pela severa avaliação dos censores, que muitas vezes eram legítimos "zés-ninguém" do assunto. Aquelas que eles acreditavam conter meterial subversivo eram imediatamente vetadas. Outras eram liberadas com a substituição de algumas palavras por outras. O Chico, quando não esteve exilado na Itália, ainda aqui no Brasil, para que pudesse continuar criando chegou a se utilizar de pesudônimos. O mais famoso era Julinho da Adelaide. Segundo relatos do próprio, foi na década de 70, o período de mais repressão. E foi aí que a música "Meu Caro Amigo" foi criada. Uma sátira nítida a um Brasil pobre, que patinava e onde as pessoas, sem poder de voz, só faziam de viver com aquilo que lhes era possível alcançar. Ela também era uma brincadeira de Chico, como se fosse uma espécie de carta a seus amigos, que exilados, tinham poucas informações da nossa pátria. Gênio! Como sempre faço com as letras dele, essa também vai na íntegra.



Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus


Essa acaba sendo uma pequena homenagem a Nina, que no sábado a noite deu muitas risadas comigo, com o Dela, com a Cami e com a Leta lá no café. A gente chegou a pedir pro cantor o "Vai Passar". Ele não sabia. Pra suprir a necessidade de ouvir a música, nós mesmos a cantamos. Acho que foi depois disso que o café começou a esvaziar né?

postado por: Tiago 11:18 AM |


Quarta-feira, Abril 06, 2005

Pérola da Semana

Vocês podem ficar surpresos, mas eu gosto da Sheila Mello. Sempre que estou em casa nos domingos a noite fazendo nada, dou uma espiada no programa "Gente que Brilha", com o Sílvio Santos, onde ela é jurada. Sei que a falta de TV a cabo, tem promovido essas bizarrices nas minha preferências televisivas, mas entre o Fantástico e o "Patrão", ainda fico com o Mr. Abravanel, até porque os demais jurados em conjunção com o Sílvio promovem algumas cenas hilárias.



Enquanto eu estava no Municipal fazendo balé clássico, que todo mundo chama de arte, vivia numa casa de dois cômodos, sem uma nota no bolso. Fui sambar de shortinho e conquistei tudo o que tenho hoje, inclusive a fama.

O que a Sheila falou, mostra só mais uma das tantas realidades já conhecidas por nós. Eu sei que esse papinho é literalmente "chover no molhado", mas é bacana quando uma pessoa que vive desse mundo se dá conta disso. Tudo bem, não é certo "se vender" (cuidem o sentido dessa frase). Mas as vezes pode ser a alternativa para não viver na miséria pelo resto da vida.

postado por: Tiago 11:06 AM |


Terça-feira, Abril 05, 2005

Resenha - DVD
Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate)


Eu tava super curioso pra ver esse filme. Já tinha lido muita coisa a respeito. Sabia que era uma refilmagem. Sabia que o diretor era o Jonathan Demme (de "O Silêncio dos Inocentes") e sabia que a película era repleta de atuações magistrais de atores de peso como Meryl Streep, Denzel Washington e Jon Voight. E o melhor de tudo: não me decepcionei com nada do que "eu já sabia".



Sabe aqueles filmes que você olha e tem vontade de sugar cada detalhe com calma? Se for preciso voltar a fita, volta, se for preciso reler algum diálogo, relê, se for necessário observar algum pequeno detalhe perdido no quadro anterior, recua? É assim que acontece com esse Sob o Domínio do Mal. Na verdade tenho dado muita sorte com os filmes que estou alugando. São raros os casos em que dá vontade de parar tudo e entregar sem ver até o fim. E mais: é justamente os assuntos super modernos que estão dando todo o respaldo a esses filmes. Na trama, Washington é o major Ben Marco que desde que voltou da Guerra do Golfo, sofre com pesadelos e ilusões desse passado negro. Muitos médicos dizem a ele que ele estaria com a "síndrome do pós-guerra", doença que atacaria participantes de batalhas, deixando estes com seqüelas gravíssimas na mente (lelé, para os leigos). Só que Marco tem certeza que seus pesadelos, escondem uma outra realidade, onde estaria também envolvido o então candidato a presidência Raymond Shaw (Liev Schreiber) que teria salvo seus soldados e ganho uma medalha de honra pela coragem na época. Qual é o segredo que se esconde por trás dessa candidatura aparentemente forjada é o que Marco deve descobrir. Bem como, até aonde vai a participação da empresa Manchurian Global nisso. Proximidades com a vida real, (não) serão mera coincidência.

Nota: 7,5

postado por: Tiago 5:51 PM |


Segunda-feira, Abril 04, 2005

Parece Crônica
Vida de Adolescente


Ontem passei o dia inteiro ouvindo piadas e risadas da minha cara. E detalhe: literalmente da minha cara. Tudo por conta de uma pequena erupção cutânea que desabrochou na minha linda face de anjo. Mas eu digo pra você que com certeza não é uma espinha qualquer. O troço deformou meu rosto. Muito interna. Um calombo de proporções hiperbólicas. Sério! Tudo começou no início da tarde de domingo. Eu e a mãe olhando filme na sala, daqui a pouco ela vira pra mim e diz: "filho porque você não engole o que você está comendo?". Eu já com um certo temor disse que não estava com nada na boca e ela completou dizendo: "e então porque você está com a bochecha inchada?". Fui ver no espelho e praticamente me deparei com o Quico (aquele do Chaves, que tem "bochechas de buldogue velho"). Recuperado do desmaio (sim, é fato), insisti que não iria trabalhar ontem. Imaginem vocês: óculos, com o cabelo desgrenhado (o gel acabou) e pra completar com as bochechas que mais lembravam o Robert Redford em seus piores momentos. As gurias da manhã me satirizaram. O Vandro de tarde pediu um pedaço do bolo que eu estava comendo, sendo que não havia nada na minha boca. Os mais velhos temeram pelas doenças, alguns diziam que podia ser caxumba, ou sinusite. Eles não entendiam que tudo isso era efeito do Coelhinho da Páscoa e de uma semana inteira de guloseimas achocolatadas. Como disse uma amiga minha, eu não tenho quase espinhas, mas quando elas aparecem são dignas de vencer torneios específicos da categoria. E se alguém mais vier pra cima de mim com alguma brincadeira eu já digo com antecipação: "calem-se, calem-se, calem-se que vocês me deixam looooooooucos".

postado por: Tiago 5:45 PM |


Resenha - Cinema
Sideways - Entre Umas e Outras (Sideways)


Assistir aos filmes que foram indicados ao Oscar para mim (e acho que para a maioria) nem sempre é das tarefas mais agradáveis. Primeiro porque já é sabido que nessa premiação não são nominadas de fato as melhores produções e sim as maiores superproduções. Aquelas de gastos exorbitantes e de bilheterias astronômicas.



Vejamos o exemplo do ano passado. A desastrosa premiação colocou indicados lado a lado os insossos (e não sei dizer qual é mais) "Mestre dos Mares" e "Cold Mountain". "Seabiscuit" dá pra se dizer que se salva por um detalhezinho ou outro (talvez a presença do sempre ótimo William H. Macy). Além disso, "O Senhor dos Anéis" que movimentou não sei quantos trilhões de dólares. Pra não dizer que o ano de 2004 foi um completo desastre havia "Sobre Meninos e Lobos", uma película simples, bonita mas não genial de Clint Eastwood. Sideways - Entre Umas e Outras é estrelado por Paul Giamatti. Eu sei que vocês nunca ouviram falar do ator, mas desde o ano passado virei fã dele, quando assisti ao filme "O Anti-Herói Americano", que pra mim foi um dos injustiçados no Oscar de 2004 (isso só pra citar um). O "Sideways.." é aquela película de proporções humildes, mas que vai diretamente ao coração. É sobre dois homens. Um deles prestes a se casar (Thomas Haden Church), que fazem uma viagem de despedida de solteiro, através das vinícolas do sul da Califórnia. Muito mais do que isso eu não posso falar. Apenas prestem atenção em cada detalhe. Em cada metáfora. Para a mediocridade que anda rondando a academia, dá pra se dizer que este, foi uma das grandes surpresas. Não ganhou nada, como era de se esperar. Mas, vale a pena.

Nota: 7,5

postado por: Tiago 11:04 AM |



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