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Sétima arte e entretenimento. Tiago, Lajeado-RS. Quinta-feira, Junho 30, 2005 Comunicação Visual A imagem que vocês estão vendo abaixo, representa um filme muito antigo e muito bom e muito clássico e muito Cinema em Casa, apesar de que dava na Sessão da Tarde também. Quem adivinhar ganha inteiramente di grátis desse blog um aluguel em DVD/vídeo do filme
Ah, e se você souber, não responda logo que é pra não estragar a brincadeira. Resenha - Cinema Guerra dos Mundos (War of the Worlds) É inevitável o preconceito contra filmes-catástrofe, afinal de contas Hollywood já produziu tanta bomba no segmento (O Dia Depois do Amanhã e Armageddon, só pra citar dois) que o primeiro pensamento, quando a gente se depara com um filme como esse é lá vem mais um filme em que a terra é arrasada e no final os americanos salvam todo mundo.
Pois saibam que eu até gosto do estilo. E é necessário saber separar esse tipo de ação dos demais filmes, pois lá, como eu já citei no primeiro parágrafo, você já sabe exatamente o que vai acontecer. E quem escolhe se vai ver ou não é você. Acontece que o Guerra dos Mundos tem vários elementos que tornam a avaliação positiva. O primeiro é Steven Spielberg. Com uma direção extremamente segura, ele apresenta ao seu espectador o que de melhor se pode oferecer em termos de efeitos especiais (quase não dá pra perceber o que é computadorizado) e em roteiro bem conduzido. O segundo é Dakota Fanning. A atriz mirim rouba a cena mais uma vez (alguém se lembra do Robert de Niro em O Amigo Oculto?) e contracena grandiosamente ao lado de figurões como Tom Cruise e Tim Robbins. E a terceira e melhor delas é a roteiro interessante que é baseado no livro de H. G. Wells. Nele, a terra é invadida brutalmente sem maiores explicações por seres extra-terrestres. Muito avançados no tempo, é praticamente impossível abatê-los e o nosso planetinha parece realmente estar fadado a extinção. Acontece que um final bobo e intragável quase estraga tudo. Ainda assim o pipocão é entretenimento de primeira linha. Com os exageros de sempre, as bandeiras americanas e tudo o mais. Não adianta reclamar. Nota: 7,5 Quarta-feira, Junho 29, 2005 Parece Crônica Mania de Chiclete O meio do ano é bacana na Univates. Ainda mais nesse período de férias escolares em que a biblioteca se torna um lugar completamente vazio. No último andar somente eu, alguns periódicos e dicionários, as traças que vão devorando vagarosamente o que encontram pela frente e um colega de trabalho, que aproveita o clima de abandono do local para estudar para uma prova de exame em alguma dessas engenharias que eu não sei bem qual. O silêncio só é interrompido pelos meus bruscos movimentos na hora de retirar um chiclete do bolso. Descascado o doce, lancei o mesmo na boca e segui o que estava fazendo. Só que agora, não estávamos mais em silêncio. Vocês sabem como é o Bubaloo, né? É a melhor goma de mascar pra fazer bola, deixando as outras no chinelo. Pode colocar cinco Trident, ou seis Plets na boca, que nenhum vai ter a desenvoltura que um único Bubaloo permite a quem o está mascando e tem como objetivo maior fazer bolas. Não é necessário ser nenhum profissional da área. Sei de gente que não sabe fazer bolas com chicletes. Eu recomendo o Bubaloo pra quem quiser aprender. Se você colocar dois ou três então, não precisa nem assoprar, só de mascar já vai sair alguma coisa da sua boca. Ok, enquanto eu me empolgava com o meu campeonato a parte, tentando fazer com que uma fosse maior que a outra, buscando combinar da melhor forma os quesitos tamanho máximo atingido, por pico sonoro durante explosão, meu colega começava a se irritar. E não era nem pelos insistentes plocs que a minha atividade dispensava. Também. Mas mais pelos afoitos ruídos de mastigação. No afã de realinhar de forma perfeita a goma dentro de minha boca, deixando-a lado a lado com a língua e preparando-a para a próxima bola, mastigava de uma forma escancaradamente grosseira. Meu colega não quis saber e já indignado com a situação desferiu: - Porra Tiago, isso é uma biblioteca ô caraleo! Não vê que estou tentando estudar!? Apesar das motivações absurdas de meu colega, lhe ofereci um de uva, para acalmar os ânimos. Continuávamos agora em sinfonia. Os estouros ecoavam fortes através das estantes da biblioteca. O estudo ficou pra mais tarde. O trabalho também. E o campeonato, provavelmente o único da história, terminou 12 a 8 pra ele, quando a chefe chegou. Terça-feira, Junho 28, 2005 Você Sabia?? Que os ataques incontroláveis de riso, sem que haja motivo para isso, podem ser sintoma de um distúrbio cerebral?
É o que afirma um estudo publicado na revista britância New Scientist. A perda do controle sobre o riso em situações inadequadas é chamada medicamente de risada patológica ou incontinência emocional. Segundo os cientistas a doença é causada por uma disfunção neurológica: a pessoa gargalha sem estímulos da emoção ou fatos reais. Pra começar eu não vou nem conseguir dormir, tamanha a relevância da pesquisa. E mais: com essa descoberta, cai por terra aquele velho ditado que diz que rir é o melhor remédio. O certo agora é ao rir, tome o melhor remédio. Outra: aquela música dos forrozeiros do Fala Mansa também vai se tornar obsoleta, já que o fato de rir a toa por mais que a vida esteja boa, pode ser confundido com doença. Aqui no setor deve ter uma menina com esse problema, já que ela ri de tudo: nosso salário vai baixar, hehe; o inter perdeu, hihi; minha mãe morreu (pausa) heh (é mais curtinho, mas acontece); tô com câncer, uahuahuhauha. Falando sério agora (até pra evitar confusão), não curto muito quem ri demais. Não passa confiança, hehe. Fonte: Istoé Resenha - Cinema Batman Begins (Batman Begins) Acho que a principal função de Batman Begins, o mais novo filme do cavaleiro das trevas é apagar completamente a imagem do seu desastrado antecessor, o Batman & Robin do diretor Joel Schumacher, lançado em 1997, dando a ele uma nova cara, excluindo o estilo alegórico e trazendo de volta o tão aclamado clima soturno que envolve as melhores aventuras do homem-morcego.
George Clooney, que havia vestido a capa (e todo o resto) naquele filme, chegou a dizer que havia matado a franquia, depois da recepção nada calorosa do público e das críticas absurdas que renderam inclusive inúmeras e constrangedoras indicações para o Prêmio Framboesa (aquela espécie de Oscar as avessas) da temporada. Para passar a borracha e partir litearalmente do início, foi chamado o diretor Christopher Nolan (do bacana Amnésia), para comandar o elenco. E que elenco! Além de Christian Bale na pele de Bruce Batman Wayne, temos Michael Caine como o mordomo Alfred, além de Liam Neeson, Morgan Freeman, Gary Oldman, Tom Wilkinson, Ken Watanabe, Rutger Hauer e a insossa Katie Holmes. Só que infelizmente o elenco sozinho, não pode ganhar o jogo. Apesar de as cenas da vida de Bruce serem determinantes para a compreensão da história como unidade, elas ocorrem de forma demasiadamente fastidiosa, cansando o espectador. Você quase esquece que está vendo um filme do Batman e fica parecendo que o que está passando na tela, é um filme de ação qualquer, só que sem ação. Os clichês do gênero também estão lá, bem como as frases de efeito, que marcam o estilo. Óbvio que quando o morcegão entra em cena a coisa esquenta e a película mostra a que veio. Mas para muitos pode ser um pouco tarde, deixando aquele gostinho de que poderia ter sido um pouquinho melhor. Nota: 6 Segunda-feira, Junho 27, 2005 Do Dicionário Delavechia Times de Futebol Tem vezes em que dá a louca e dá uma vontade de recordar os quadros que já foram sucesso (ótima essa) aqui no blog no passado. Essa lembrança é proposital , já que fazem pouco mais de dois meses que o nosso querido amigo Estúpido não está mais entre nós. Não se assustem, que ele não morreu (essa é pros desconhecidos que visitam o blog). Ele apenas voltou pra sua cidade natal que se chama sei lá o que do cedro city (alguém pode me ajudar?) em uma faixa de terra que divide o Paraná do Rio Grande do Sul. Ele adorava discursar, mas gaguejava. Imitar, até que dava e também falar inglês, só que enrolava. Várias vezes ele me apoiou com as suas técnicas totalmente inovadoras de expressão na liguagem do Tio Sam. Veja: Ponte Preta = Black Piti Botafogo = Goin the Fire Juventude = A News People Cruzeiro = Money/Across the Sea Paraná = To Go There Palmeiras = Strand Trees Guarani = Indian People Caxias = Box [Melodrama Barato: Mode On]: Não existem palavras pra expressar a falta que o bom amigo Thiago Delavechia faz entre nós. Essa foi uma maneira simples de homenageá-lo e de dizer que mesmo a distância, ele será sempre lembrado. [Melodrama Barato: Mode Off] Sábado, Junho 25, 2005 Resenha - DVD Team America: Detonando o Mundo (Team America: World Police) Vou dar uma diquinha pra vocês: sempre que vocês virem os nomes de Trey Parker e Matt Stone em qualquer produto de entretenimento, pode confiar que certamente é coisa boa. Pra quem não sabe, os caras são os criadores do cultuadíssimo cartoon South Park. Ah, eles também criaram o Team America: Detonando o Mundo, que é simplesmente o melhor filme que eu vi em 2005.
A película é uma grande sátira aos filmes de ação, aos atores de Hollywood e a sua suposta arrogância, ao governo Bush e a eles mesmos, os americanos, enquanto povo que só consegue enxergar o próprio umbigo. O mote do filme é muito próximo do que a gente vê em bobagens como Armageddon, ou Independence Day, ou seja: os americanos devem correr contra o tempo para salvar o mundo. Só que aqui, quem o está ameaçando é o terrível ditador Kim Jong Il. Parker e Stone não fazem cerimônia alguma para satirizar atores como Ben Affleck, o diretor Michael Bay e filmes como Pearl Harbor que é homenageado na hilária canção Pearl Harbor sucks, and i miss you. O detalhe mais valioso da história: toda a produção foi feita com marionetes. E vocês não podem acreditar em tudo que os bonecos são capazes de fazer. Lutam, andam de carro e moto, atiram com armas, saltam de paraquedas, choram e até.. vomitam. Muita coisa soaria tosca e até mesmo apelativa em filmes de ação que são encarados com seriedade por seus produtores e diretores. Mas aqui o excesso é proposital. E com as marionetes, nítida metáfora a todo tipo de manipulação, tudo fica mais engraçado. Aliás, muito engraçado! Eu falaria mais, mas é necessário assistir para compreender. Devo estar devolvendo o DVD as seis e meia da tarde ali na Calypso. Nota: 10 Sexta-feira, Junho 24, 2005 Parece Crônica Rabanete em Conserva Tentem desenhar essa cena em suas mentes: eu esses dias no cinema (só pra variar), o filme rolando, sala levemente lotada. No meu lado direito, um desconhecido qualquer. Do outro lado, a menina que me acompanhava na sessão. De repente, se instala nos arredores aquele cheiro de ovo em conserva da melhor qualidade. Eu no meio um tanto surpreso, tentando adivinhar quem era o responsável por encerrar a guerra-fria, desferindo a bomba atômica. O fato é: naquele dia, alguém se cagou e eu não sei quem foi. Peidar é natural e não condeno ninguém pela prática. O que vale ressaltar aqui, é que ele realmente promove momentos constrangedores. Você está naquele cantinho todo seu do laboratório de informática, digitando seu trabalho e também processando a feijoada maravilhosa que você comeu no almoço. De repente entra a maior gostosa da sala de aula e rá, ela vem sentar no seu lado, afinal de contas ela o conhece. Aliás, nesse exato momento, dá pra se dizer que ela lhe conhece até demais, afinal de contas ela já está sabendo que além da feijoada no almoço, você comeu repolho cozido. E que o efeito é devastador. Um importante amigo meu me surpreendeu esses dias, ao revelar que adorava cheirar do próprio peido. E que o gás por ele liberado, ganhava inclusive, contornos de perfume, tamanho o prazer depertado pelo olfato. Pasmo, eu só fui entender quando fatalmente e lógico sem querer, tive que inalar um de seus flatos: o orgulho era medido pela potência odorífera de tal. Falando em amigos, é interessante notar, que, apesar de todo o constrangimento promovido pelo silencioso elemento (e reza a lenda que quanto mais discreto, mais letal), ele também se consitui como um vetor ou catalisador de grandes laços de amizade e mais do que isso, de intimidade. Você só vai fazer seu cu assobiar, ou na frente de seus amigos, velhos parceiros de guerra e de festas (todos homens é claro), ou na frente da sua namorada que você já namora a anos. Por via das dúvidas eu não saí mais com a menina do cinema. Quinta-feira, Junho 23, 2005 Novidades na Telona Frase mais famosa do cinema é de Clark Gable Fonte: Terra. My name is bond, James Bond; i am your worst nightmare; hasta la vista baby; i see dead people; may the force be with you. Certamente você já escutou alguma dessas frases acima. Se bobear já ouviu todas. O que acontece é que muitas frases se tornam inesquecíveis e acabam ficando para sempre no coração dos aficcionados por cinema (ou até dos que não são). Recentemente o American Film Institute divulgou uma lista com as 100 melhores falas da história de Hollywood. Clark Gable disse a frase mais famosa do cinema de todos os tempos. Na nova lista do American Film Institute (AFI) com as melhores falas da história de Hollywood, a primeira posição foi a frase dita por Rhett Butler para Scarlett O'Hara (Vivian Leigh) em E o Vento Levou...: "Frankly, my dear, I don't give a damn" ("Francamente, minha querida, não estou nem aí"). A lista foi anunciada anteontem à noite em um programa especial de duas horas de duração na emissora de TV americana CBS.
Clark Gable Para ver mais detalhes da notícia, clique aqui. Tem uma frase que eu gosto muito que é do filme O Pagamento Final de Brian de Palma, onde um dos mafiosos, adversário do personagem de Al Pacino diz: remember me? Benny Blanco from the Bronx? Clááássico! E pra você? Qual é a frase que mais lhe marcou? Quarta-feira, Junho 22, 2005 Resenha - DVD Aprisionados (House of 9) Imaginem uma casa completamente lacrada, sem portas e nem janelas, para onde nove completos desconhecidos são enviados para disputar um reality show pra lá de macabro? Essa é a idéia central do filme B Aprisionados, que eu assisti ontem de noite.
Quando começam a acordar aos poucos, após terem sido aparentemente dopados e raptados, os participantes já estão presos na casa e uma voz do além, como se fosse a do Pedro Bial, só que sem as piadinhas infames e a graciosidade do Big Brother, lhes diz que somente aquele que sair vivo de dentro da tal casa ganhará o prêmio de cinco milhões de dólares. É uma pena eu ter que falar que um filme com um mote tão original, seja tão deficiente. E não é nem por ser de segunda linha que estou falando isso. Cubo tá aí pra comprovar que o estilo tem seu valor. Vamos aos problemas. Primeiro: os personagens são rasos demais. Não há um aprofundamento e o diálogo entre eles ao entrar na casa se desenrola de forma desordenada e exagerada. Segundo: os estereótipos. O mais velho é o padre (Dennis Hopper, o único conhecido do elenco), o negão (no melhor sentido) é o rapper, o policial é o branquelo com o rosto quadrado, o estilista é gay, a mais gostosa é puta e por aí vai. Terceiro: violência exagerada. As pessoas mal entraram na casa e já estão brigando entre si sem nunca terem se visto antes. Um tanto quanto improvável, por maior que fosse a tensão. Óbvio que nessa rosa não existem somente espinhos: além da idéia totalmente inovadora, o final surpreendentemente bom, te faz pensar um pouco sobre a ganância, a individualidade e sobre os limites do ser humano. As metáforas são meio mal trabalhadas, mas ainda assim você pensará sobre elas. Nota: 5,5 Terça-feira, Junho 21, 2005 Pérola da Semana Em uma das noites da semana passada, cheguei em casa da aula de e não tinha nada pra comer. Nada mesmo! Nem cacetinho velho. Só o que tinha era um resto de lasanha que havia sobrado do almoço. O que para muitos poderia ser um verdadeiro manjar dos deuses, para mim se configurava na categoria de gororoba. Não é frescura não. Lasanha até é meu prato favorito, mas requentada não desce nem na marra. O troço fica horrível! A massa fica molenga, o molho branco fica estranho e se for pra comer fria, é pior ainda. Toda essa introdução ridícula é pra falar da frase da semana.
Eu até poderia bolar alguma resposta esperta, mas a verdade é que eu não sei aonde foram parar as idéias originais. O responsável por tal comentário foi Andrew Douglas que está dirigindo a refilmagem de Horror em Amityville. Aliás, refilmar parece estar sendo a palavra de ordem em Hollywood, especialmente quando o assunto é terror. Além da película já citada, A Casa de Cera e O Massacre da Serra Elétrica completam o pacote das novidades com gosto de deja vú da temporada. Acho que ainda prefiro a lasanha da minha querida mãe. Segunda-feira, Junho 20, 2005 Parece Crônica Cheiro de Naftalina Coisa boa é poder voltar a usar os casacões, com esse friozinho gostoso chegando. Eu sou um grande fã do inverno. De ontem pra hoje a temperatura caiu drasticamente e lá se foram as roupas pesadas, fedendo a naftalina, pras ruas, depois de seu longo período de ostracismo. Melhor ainda, é o fato de encontrar dinheiro que você considerava perdido, dentro dos bolsos dos mesmos casacos. Acho que todo mundo tem uma história assim. Bah, encontrei 20 pila no bolso desse sobretudo que eu usei só uma vez ano passado pra ir no Bar do Joe, relata um amigo com empolgação. Eu infelizmente nunca tinha tido o prazer de reencontrar alguma grana que eu imaginava perdida nos confins do meu guarda-roupa, até que ano passado me deu o estalo: como não havia nenhuma possibilidade iminente de a moeda mudar, resolvi esconder propositalmente dentro de um gigantesco casacão verde que eu tenho (digno de esquimós da Antártida), uma nota de 50 reais, só pra poder sentir o prazer de reencontrá-la no ano seguinte. Era uma espécie de pegadinha comigo mesmo. Não tinha estresse, pois inconscientemente eu sabia que esse dinheiro estava lá (caso a situação apertasse). Além disso, eu queria afinal de contas saber qual era a sensação de enfiar as mãos no bolso, com o objetivo ingênuo de se aquecer e se deparar com..dinheiro! Infelizmente a minha idéia foi por água abaixo. Ao colocar a mão no bolso, completamente ciente do que iria encontrar, me deparei com ele vazio! Eu tinha certeza que tinha colocado uma oncinha lá, mas lá ela não estava mais. Onde teria ido parar? Raramente alguém mexe nas minhas roupas, ainda mais com tais objetivos. Quando eu já ia saindo do quarto, pronto pra reclamar com a minha mãe que invariavelmente virou a principal suspeita, foi que ela me disse: - Que bom que eu mandei as roupas pesadas pra lavanderia na semana passada, pra tirar esse cheiro de armário. Já pensou se o frio chega antes e temos que usá-las desse jeito? Minha mãe e seu preciosismo. Em tempos de crise, não dá nem pra confiar no japonês da lavanderia. Soubesse disso e eu preferiria o cheiro de naftalina. Sábado, Junho 18, 2005 Resenha - DVD Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (Sky Captain and the World of Tomorrow) O filme Capitão Sky e o Mundo de Amanhã é bem chatinho. E olha que o elenco conta com os atuais queridinhos de Hollywood Jude Law e Angelina Jolie. Além de Gwyneth Palthrow. Só que nem eles, com todo o esforço do mundo, conseguiriam dar alguma vida a um filme que esbanja em efeitos visuais e computação, mas falta em empatia.
E não adianta, não há efeito especial no mundo que recupere uma película da insossidão total. Bom, vou tentar contar pra vocês as partes em que não dormi. Deixa ver.. começa com a repórter Polly Perkins (Gwyneth Palthrow), que descobre que os principais cientistas do mundo (na década de 30 ou 40) estão desaparecendo. Depois, para ajudar a resolver o mistério, ela pede ajuda ao capitão Joseph Sullivan (Jude Law), que é o tal capitão sky do título. Logo eles descobrem que quem está por trás de tudo é o Doutor Totenkopf (Laurence Olivier) e resolvem ir atrás dele. Talvez o mais interessante da película seja o fato de Laurence Olivier já estar morto desde 1989. O diretor estreante Kerry Conran, utilizou imagens de arquivo dele, para que ele pudesse representar o vilão da história. Há ainda uma indefinição quanto ao estilo do filme: você nunca vai saber se você está assistindo uma comédia, uma aventura ou um drama. O filme tinha tudo para ser engraçado, já que nota-se que há uma esforçada tentativa de se fazer uma sátira aos filmes e as séries da época, especialmente com a aparição de robôs gigantes atacando a cidade logo no início. Mas não. Você não ri, não chora e não fica tenso. E cinema desse tipo tem como único e exclusivo objetivo, entreter. Só que essa história, que tem gosto de requentada, fica longe disso. Nota: 4 Quinta-feira, Junho 16, 2005 Velharia Cult Atari 2600 Não existe quem não tenha tido pelo menos uma experiência com esse videogame. Especialmente o pessoal com mais de 20 anos. Se não for o seu caso, pode parar de ler por aqui. Vai fazer outra coisa. Vai levar sua vó no médico, dar comida pro cachorro, ou até jogar Playstation de repente. Sei lá! Mas pare, pois você (infelizmente) não faz parte do maravilhoso mundo Atari/CCE de entretenimento. Quando eu ganhei o console, devia ter uns 5 anos de idade. Nunca vou me esquecer. Os jogos que vinham junto eram o Pac-Man (conhecido aqui pela sacana alcunha de Come-Come), Mr. Postman, e King Kong. Gráficos completamente toscos, somados a uma qualidade musical que se resumia a alguns plóins, plim, tuim, nãnãnãnã e toda a sorte de onomatopéias possíveis e inimagináveis, foram os elementos que fizeram minha diversão por anos a fio.
O controle (joystick) merece seu destaque, afinal de contas (quem jogou sabe disso), não foi uma só vez que eu na empolgação absurda do Enduro, saí com o manche (aquele trequinho comprido que tem ali em cima), na mão, pois o mesmo, quem diria, havia fatalmente soltado do corpo do joystick.
River Raid Em meio a quantidade absurda de jogos, que o console possuía, vale a pena, recordar de alguns: Hero: era um dos únicos (senão o único) jogo de plataforma com final do videogame. Explodindo bombas e atirando em estranhas borboletas, o tal hero tinha que chegar no final de cada level com tempo de sobra para salvar o hostage. Era o meu favorito disparado. River Raid: era o famoso jogo do aviãozinho. Você comandava uma nave que tinha que destruir além de pequenos (e chatos) helicópteros, navios de guerra, jatinhos e pontes que apareciam pelo caminho. Além disso, tinha que coletar o fuel que lentamente ia se esgotando. Frost Bite: foi o responsável pela primeira velharia cult da história. Era aquele em que você comandava um boneco que tinha que saltar através de uma trilha de gelo, a fim de construir uma casinha (que rendia o level up), para somar pontos e ganhar vidas, bastava comer os peixes verdes. Enduro: horas e horas na frente da TV tentando passar da terceira fase (e não tinha jeito). Após enfrentar neve, chuva, noite e milhares de carrinhos no confronto direto, só restava chorar quando o tempo esgotava e você tinha que engolir no seco o game over. Pitfall: era aquele famoso jogo do carinha que atravessava pântanos cobertos de jacarés, andava em cipós, fugia da areia movediça e coletava itens interessantes. O game de plataforma, certamente um dos mais divertidos, só tinha um porém: após 20 minutos de jogo, o game over aparecia sem perdão, mesmo se você ainda tivesse vidas.
Pitfall Joysticks quebrados, calos nos dedos e madrugadas de pura diversão. Quem pôde ter esse prazer sabe bem do que estou falando. Até a próxima velharia. Comunicação Visual O blog está completando 20000 visitas e quem ganha o prêmio é você (sacaram o estilinho Casas Bahia de anunciar?)! Responda qual a música que a imagem abaixo representa e ganhe inteiramente grátis.. (rufar de tambores).. uma sessão do filme A Vila!
Dica: a velha loira do tchan, é linda deixa ela entrar.. Quarta-feira, Junho 15, 2005 Resenha - Cinema A Outra Face da Raiva (The Upside of Anger) O filme A Outra Face da Raiva começa com um enterro. A primeira cena, mostra alguém sendo velado e a tristeza pelo evento em si. A seguir, a história recua em três anos e começa a se desenrolar. Talvez o mais legal da película seja tentar adivinhar, afinal de contas, quem vai estar no final, sendo sepultado.
Apesar dos eventos trágicos mostrados no início, o filme está longe de ser um drama. Na mistureba de diversos estilos, o que predomina ainda é a comédia. Terry Wolfmeyer (Joan Allen), é uma mulher comum que após o desaparecimento inexplicável de seu marido de casa, passa a beber compulsivamente para controlar sua raiva de tudo e todos. Não bastasse ter que tolerar o abandono, ela ainda tem que agüentar o vizinho metido a charmosão Denny (Kevin Costner), um ex-jogador de beisebol, hoje comentarista esportivo (e de assuntos gerais também) em uma rádio. Terry vive com as quatro filhas e aí reside um dos pontos positivos da película: e não é nem pelo fato delas serem todas umas fofinhas (no bom sentido) que eu estou falando isso e sim porque o diretor Mike Binder deixa totalmente de lado o estereótipo adolescentezinha-afetada-e-mimadinha, para construir quatro personagens interessantes e encantadoras, cada uma com suas características. É claro que nem por isso, elas deixarão de irritar Terry (o título tem que estar ali por algum motivo), com algumas de suas atitudes típicas da idade. Entre elas estão as atrizes Evan Rachel Wood (do ótimo e injustiçado Desaparecidas) e Keri Russel, da série Felicity. No elenco de apoio, o próprio Mike Binder, no papel de Shep, garante algumas das seqüências mais hilárias da trama. Esqueça o título esdrúxulo e a aparência descartável. É gostoso de ver e por isso, já vale. Nota: 7,5 Terça-feira, Junho 14, 2005 Top 5 Trilha Sonora Suicida Tá pensando em se matar? Nós aqui do without lhe ajudamos com a escolha da trilha sonora certa, para a realização de tal atividade. Não há necessariamente uma ordem. Você pode escolher da que menos lhe angustia, até a mais agoniante para finalizar a sua vida parca com estilo. Ouça agora! Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje! With os Without You - U2: pra começar uma bem famosinha, que é pra você já ir entrando naquele clima de eu vou pra banha daqui a pouco e não vou ter que ouvir esse tipo de grude nunca mais. Ideal para aqueles que querem encerrar sua existência por motivos passionais. Putting the Damage On - Tori Amos: como eu já falei por aqui, a cantora é a azarona do mundo POP. Não bastasse ter sido estuprada uma vez, ainda teve que que fazer um aborto. Ao invés de se matar ela criou algumas das canções mais tristes de todos os tempos e que estão distribuídas entre seus marvilhosos álbuns. Let Down - Radiohead: se você cansar desse negócio de ficar escolhendo (e trocando) discos (sim, eu sou da época do CD) antes de morrer e achar que isso é uma grande perda de tempo, escute o OK Computer que é o terceiro álbum dos ingleses. Beleza nas interpretações, misturado com a tristeza, darão o tom certo. Heart Shaped Box - Nirvana: o grunge é famoso pelo seu caráter depressivo. E a história de Kurt Cobain contribui ainda mais para esse tipo de percepção. Se você estiver com uma doença terminal, com depressão crônica ou mesmo câncer, essa é a melhor canção para reduzir o sofrimento. There's a Light That Never Goes Out - The Smiths: se escutar a banda de Morrissey não for o suficiente, você pode comprar também um DVD, com os videoclipes mais antigos dos caras. A equação é simples: letras deprimentes + topete ridículo do vocalista = paletó de madeira.
Morrissey: preciso dizer algo? Não se assustem que de maneira alguma eu estou pensando em me suicidar (adoro a vidinha). E mesmo que quisesse, eu não ia precisar, pois se o pessoal que me deu o DVD do Smiths de aniversário ler isso aqui, estou morto e enterrado! Segunda-feira, Junho 13, 2005 Música na Cabeça Esses tempos estava conversando com o Rafinha sobre o Aerosmith. Depois do filme Be Cool - O Outro Nome do Jogo, a música Cryin' da já citada banda ficou por semanas seguidas na minha cabeça. Existem alguns fatos no mínimo curiosos sobre a banda de Steven Tyler (que faz uma estilosa participação na película protagonizada por John Travolta): vocês já viram algum fã ardoroso de Aerosmith? Existem aqueles que ouviram falar ou fazem idéia de sua existência, mas ninguém conhece a discografia completa dos caras. Em compensação, vocês já notaram como todo o mundo tem um álbum deles? E que estes sempre são o Big Ones, o Get a Grip ou o Nine Lives do irritante hit Hole in my Soul? Curioso é que a banda já passa dos 30 anos de vida (seu primeiro e homônimo disco saiu em 73), mas só ficou mesmo conhecida depois dos clipes-feitos-sob-medida-para-os-onanistas-nerds-de-plantão do início da década passada (Crazy, Amazing e Cryin', que tem um trecho aqui). There was a time When I was so brokenhearted Love wasn't much of a friend of mine The tables have turned, yeah 'Cause me and them ways have parted That kind of love was the killin' kind, so listen All I want is someone I can't resist I know all I need to know by the way that I got kissed I was cryin' when I met you Now I'm tryin to forget you Your love is sweet misery I was cryin' just to get you Now I'm dyin' 'cause I let you Do what you do-down on me, yeah
Steven Tyler no estaile de sempre. É aquela velha história: com todos esses anos de estrada, a banda está mais pra Beatles do que pra Oasis. Se é que vocês me entendem.. Você Sabia?? Que já está disponível um (bisonho) serviço da internet que envia e-mails e ligações para o centro da Via Láctea?
ET's: crise de identidade afeta eles mesmos. Ao ser enviada, a mensagem é transformada em sinais de rádio e transmitida por uma antena parabólica voltada para o ceú. O preço para realizar tal intento é de US$ 4 o minuto. Algo próximo de dez reais. Se na época do filme ET - O Extraterrestre fosse assim, ele não precisaria ficar com aquela ladainha de ET, telefone, minha casa. Bastava dar uma ligada e deu. Se alguém tiver afim do chat intergaláctico o site é www.talktoaliens.com (sugestivo né?). Fonte: Super Interessante Sábado, Junho 11, 2005 Resenha - Cinema O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchheker's Guide to the Galaxy) O filme O Guia do Mochileiro das Galáxias é um verdadeiro brainstorm super divertido desenvolvido com base em informação, bom humor e inteligência. Certamente essa é a resenha mais difícil que eu já fiz. To aqui sentado na frente do computador e não sei nem por onde começar a explicar o filme que assisti.
Pra quem não sabe, a película é baseada no livro homônimo do escritor Douglas Adams. Eu, como não li o livro, não posso dizer qual é afinal de contas o melhor e se a adaptação do roteiro, foi feita de forma fiel ou de acordo com as preferências (e possíveis ajustes) da indústria. Já estávamos atrasados para a sessão na sala 1 do GNC Bourbon de POA, mas ainda tivemos tempo de assistir a explosão do planeta terra, que ocorre nos cinco minutos iniciais da película. Essa explosão acontece, pois é necessária ali a construção de uma via hiperespacial e o pessoal da demolição, vindo do planeta Vogon, não perde tempo em atingir o seu intento. Apenas dois tripulantes da nave terra, se salvam. São eles, Arthur Dent (Martin Freeman) e Ford Prefect (Mos Def), que não é um terráqueo e sim um alienígena que está na terra, para estudar os hábitos terrenos e ajudar no desenvolvimento do guia. A partir disso, os dois viajarão pelo infinito, e passarão pelos mais diversos planetas, na companhia do presidente das galáxias Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell, roubando a cena) e da terráquea Trillian (Anna Chancellor). Para muitos a história poderia se resumir numa bem humorada crítica social, sobre os sistemas de governo, sobre a burocracia e sobre as mais antigas questões filosóficas. Isso até acontece, mas nunca de forma enfadonha ou fastidiosa. As sacadas são inteligentes, o elenco de apoio é brilhante (entre eles, um robô maníaco-depressivo) e o filme, super-ágil e informativo, quase ganha uma cara de documentário de luxo em alguns momentos. Já está entre os melhores do ano. Nota: 8,5 Sexta-feira, Junho 10, 2005 Novidades na Telona Confirmado o filme dos Simpsons Fonte: Omelete Grande notícia! Vocês já ouviram falar duns tar de Simpsãos? Há alguns dias, Nancy Cartwright, dubladora de Bart Simpson, disse à Radio 1 da BBC que já havia feito uma leitura do roteiro do filme dos Simpsons. A notícia foi oficializada por representantes da Fox. Os produtores do desenho sempre insinuaram que o longa-metragem da família surgiria quando a série se esgotasse. Mas como as temporadas se sucedem com audiências sempre altas - o contrato atual vale para mais duas temporadas, até a décima-nona - o criador Matt Groening e os produtores James L. Brooks e Al Jean decidiram repensar a decisão. Assim explicou a porta-voz da distribuidora, Antonia Coffman, ao E! Online da última quarta.
"Eles estão começando o roteiro, mas não há título, data de produção ou de lançamento certos", disse. "Sempre quisemos que o programa terminasse antes, mas ele está resistindo. Agora eles selecionaram uma equipe para trabalhar simultaneamente [no filme e na série]", finalizou, dizendo também que detalhes importantes não foram decididos, por exemplo quem animará o filme, se a Film Roman que cuida da série ou outra companhia. Quinta-feira, Junho 09, 2005 Resenha - Cinema Refém (Hostage) As vezes eu me empolgo e esqueço que esse é um blog sobre a sétima arte. Tô aí falando um monte de bobagem sobre o Latino e o futebol canarinho, quando na verdade devia estar é tratando de cinema. Já andavam me dizendo por aí que o certo era trocar a frase do topo da página. Ainda não é o caso. Pra comprovar isso, fui olhar o Refém essa semana.
Quando falei para um importante amigo meu, que eu tinha ido assistir a essa película ele deu risada da minha cara. Fala sério, tu foi ver esse filmezinho com o Bruce Willis?, perguntou ele em tom satírico e completou: eu não consigo lembrar de UM bom filme com esse ator, disparou o mesmo, já caindo na gargalhada. Não passou dez segundos e foi ele quem se deu conta da grande bobagem que havia dito: a vasta e excelente filmografia do muitas vezes subjugado ator, que envolve bons filmes como O Sexto Sentido, Pulp Fiction, Duro de Matar, A Morte lhe Cai Bem e Corpo Fechado (sim, eu sei que vocês odeiam, mas eu adoro), fala por si. E isso só para citar alguns. É claro que Bruce também protagonizou bombas como Armageddon. Mas quem nunca pisou na bola? Ta certo, ele não é nenhum Sean Penn mas também está longe de ser um Stallone, além do que, ele será um dos protagonistas do Sin City, a adaptação dos quadrinhos mais esperada do ano. Ah, eu tenho que falar do filme. Um recado especial para aquele pessoal que gosta de filmes de ação. Pra vocês que babaram com películas como Velocidade Máxima e O Exterminador do Futuro II. Assistam e tenham entretenimento de alta qualidade do início ao fim. Não esqueçam da pipoca gigantesca. Para os chatos intelectualóides, que não sabem separar os diversos estilos e apreciá-los em sua individualidade, tá chegando um novo filme iraniano em seguida. Por hora, era isso. Nota: 7 Quarta-feira, Junho 08, 2005 Pérola da Semana Vamos deixar o assunto pipoqueiros futebol clube de lado por hoje. Como a gente tem que malhar alguém e fazer isso com o pobre do Parreira (e sua competente escalação) após a vergonhosa derrota para os hermanos seria muito lugar comum, escolhi (amos) o Latino que é um cara que nunca apareceu por aqui, mas que agora, em um gesto praticamente redentor, admite os erros do passado e faz uma avaliação atual de sua carreira:
Como eu era brega e cafona! Ainda bem que isso é passado. Aliás, ele é tão cafona, que ele utiliza a palavra cafona, que é mais brega impossível. Pra quem não se lembra (será que isso acontece?) ele é o cara do today is party, there in my ap, you can showin 'up is gonna roll a ass lelê, música que está rodando atualmente nas piores rádios da região. Clichê por clichê é sempre melhor bater no cachorro que já ta morto. Terça-feira, Junho 07, 2005 Parece Crônica Hermanos Por Demás Eu sinceramente não estou entendendo toda essa diplomacia por parte dos argentinos (e não só deles, nossa também), nessa semana que antecede o jogo de amanhã a noite pelas eliminatórias da Copa. O técnico Parreira inclusive, chegou a tratar o grande clássico como um amistoso de luxo, o que por sinal foi uma das maiores bobagens que eu já ouvi nos últimos tempos. A palavra amistoso não existe no dicionário de Brasil e Argentina, especialmente quando o embate se dá entre eles. É bem sabido que a rivalidade rola solta não só no futebol, como em qualquer esporte. Até em corrida do saco, se bobear. Sobre esse clima amigável de antes do jogo, fui pego de surpresa pelas matérias veiculadas nos jornais de Buenos Aires. Algumas que me deixaram inclusive perplexo: onde estão as piadas, o racismo e as chacotas de publicações hermanas, como o jornal Olé? Onde está o clima de guerra, que antecede este que é um dos maiores clássicos do futebol mundial? Onde normalmente se leria: los macaquitos, se lê coisas do tipo el dream team. Será o efeito Desábato-Grafite? Os orgulhosos hermanos, também fazem questão de ressaltar a nossa equipe como grande favorita a vitória, deixando totalmente de lado a auto-confiança, que muitas vezes para eles significava inclusive uma possível goleada. Esse respeito em excesso também já está me irritando. O jogo vale a liderança pôxa! Quero guerra! E tenho certeza que você espectador também. O auge dessa babação mútua aconteceu segunda a noite, quando Maradona foi pessoalmente visitar a concentração brazuca. Muito mais magro, tirou fotos, conversou, sorriu muito e elogiou o futebol de Ronaldinho Gaúcho. Ele só baixou a cabeça entristecido quando um dos repórteres perguntou sobre a prisão de Edinho, filho de Pelé por porte de drogas: - Porqui atchas que no estoy mais a ussar? Perdi mi mejor furnecedor en Bracil! - desabafou ele. Foi só aí, que comecei a compreender.. I am Not Ferris Beuller, But i Deserve a Day Off Estou escrevendo só para avisar que hoje é meu dia de folga, ok? Ou seja, se você não quiser (não estou obrigando ninguém), não se faz necessário você voltar aqui hoje (eu volto a dizer, não que eu não queira), pois tudo que você vai encontrar é a cara do Mathew Broderick.
Pra quem não se lembra, ele é o protagonista do filme Curtindo a Vida Adoidado, clássico sessãodatardinesco (que por sinal já passou pelo quadro velharia cult), onde ele abandona a sua rotina de estudante para sair pela cidade curtindo a vida. Resumindo: ele mata aula. Eu não vou matar trabalho. Talvez eu mate a aula, que é de noite. Aliás, essa não seria nenhuma novidade. Só o que estou dizendo a você, amigo visitante (essa foi maravilhosa), é que hoje não haverá posts. Não há criatividade, não há textos, não há nada. Só há a preguiça. Amanhã voltaremos com a nossa programação normal. Segunda-feira, Junho 06, 2005 Resenha - Cinema Cruzada (Kingdom of Heaven) Se o filme Cruzada tem um ponto positivo, este reside no fato de tanto muçulmanos, como cristãos serem tratados da mesma forma, não deixando claro, o ponto de vista religioso do criador (permitindo inclusive a reflexão do espectador) e mais do que isso, não tratando os muçulmanos, como os vilões da história (o que seria uma tendência já que a película foi desenvolvida no ocidente).
Tá, mas nesse momento você poderia dizer: como assim, se lá pelas tantas o imperador Saladino (no filme o ator Ghassan Massoud), após uma seqüência intermivável de guerras, acaba retomando Jerusalém das mãos dos Cristãos? Isso até acontece, mas porque o passado, que é deixado totalmente de lado na película, não relata o que todo mundo já sabe: a Terra Santa que inicialmente era terra de muçulmanos, foi tomada a força pelos cristãos no século onze, pois estes temiam o crescimento desenfreado dos muçulmanos no Oriente Médio. A história de Ridley Scott, que é confusa até não poder mais (e esse é o maior ponto negativo), da mais atenção aos problemas políticos internos de Jerusalém, como na incessante busca pelo poder de Guy de Lusignian (Marton Csokas) onde teoricamente a maioria dos povos estaria convivendo pacificamente do que as históricas batalhas entre os povos cristãos e muçulmanos. De fato, recriar uma história tão longa, não é tarefa fácil pra ninguém (as cruzadas duraram mais de 200 anos) mas era necessário deixar o espectador desavisado um pouco mais a par do que andava se passando. No mais, batalhas grandiosas, figurinos legais, romancezinho desnecessário (Orlando Bloom e Eva Green na pele do ferreiro Balian e da princessa Sybilla respectivamente) e um salvador da pátria (Bloom). Nada de novo em se tratando de épicos. Só a sonolência de alguns diálogos intermináveis. Nota: 5,5 Sexta-feira, Junho 03, 2005 Resenha - DVD Whisky (Whisky) Após surpreendente vitória, aqui está a resenha mais pedida da semana entre as opções da enquete, que é o filme uruguaio Whisky. O Uruguai produz por ano, aproximadamente três filmes. É muito pouco. Mas ainda assim, o pequeno país, alcança o respeito da comunidade cinematográfica com uma película de narrativa simples, mas extremamente profunda.
O filme apoia-se em quatro aspectos fundamentais: a solidão, a acomodação, a rotina e a dificuldade do ser humano em comunicar-se. Jacobo (André Pazos) é o irmão mais velho, que desde a morte de sua mãe só vê motivação de viver, na sua pequena fábrica de meias, onde trabalha também a sua funcionária (e espécie de fiel escudeira) Marta (Mirella Pascual). Sobre a atriz vale a pena fazer um breve comentário: a sua interpretação de uma industriária torpe na fabriqueta de meias é tão verdadeira e convincente que em momento algum do filme você vai sentir que está olhando para uma atriz e não para uma operária, tamanho realismo de suas atitudes, que envolvem sobretudo uma rotina oca. Aliás, gostei tanto dela que pra mim indicação ao Oscar era pouco. Mas voltando a trama, lá pelas tantas Jacobo recebe a informação de que seu irmão mais novo e mais bem sucedido Herman (Jorge Bolani) está para lhe visitar, sendo que já se vão 20 anos que os dois não se vêem. A partir de então, Jacobo propõe a Marta que, durante a estadia de Herman, ela finja ser sua esposa. O espectador que inicialmente não entende a atitude de Jacobo, só a vai compreender mais tarde, quando os três vão passar a conviver juntos. É um belo ensaio sobre o isolamento em um mundo tão grande e que permite nas entrelinhas de seu roteiro, as mais diversas interpretações. Nota: 8 Quinta-feira, Junho 02, 2005 Velharia Cult Brincadeira de Criança Não, não é aquela música do supercult grupo Molejão e sim uma breve recordação das brincadeiras de criança. Mas aquelas de rua mesmo, sabem? Quem nunca brincou de pega-pega, esconde-esconde (com direito ao ferrôlho), cola-cola, entre tantas outras, pode se matar e nascer de novo, que provavelmente sua vida não deve fazer nenhum sentido. Nas diversas vizinhanças que morei (sim, pra quem não sabe sou praticamente um nômade, atravessando boa parte dos bairros lajeadenses), acompanhado sempre de um punhado de amigos, aprendi a magia dessas atividades ao mesmo tempo lúdicas, de desenvolvimento e de total divertimento. Não bastasse as já citadas brincadeiras que envolviam perspicácia, somada a velocidade (no caso do pega, onde por sinal eu era o mais descoordenado), haviam também aquelas mais elaboradas, que prescindiam de bola, ou de outros equipamentos. Por exemplo, pra jogar alerta e queimada (caçador) a bola de vôlei quebrava o galho. Só que não era só isso: uma de minhas brincadeiras favoritas da infância era o jogo de taco (tacobol). Todo o muleque que se preze lembra como funcionava. Eram duas duplas onde o objetivo era derrubar a casinha do adversário e somar mais pontos com as rebatidas. A figura mostra o conjunto que era vendido nas lojas infanto-juvenis. Lá na rua, a gente jogava com os tacos feitos pelo pai do meu vizinho que era marceneiro e as casinhas, como não poderia deixar de ser, eram garrafas pet dois litros, com um pouquinho de areia dentro (pra fazer peso).
É claro que o jogo não funcionava em silêncio. Envolvia maravilhosas pérolas do tipo: - Reta - Não dou reta - Licença pra um - Licença pra dois (em alguns casos, licença pra dois e entrega os tacos) - Pra trás (era como dar de rosca no futebol) - Dois pra trás (na terceira entregava os tacos) - No ar (era o lance mais incrível, onde era necessário habilidade ímpar) E a útilma e mais bacana de todas que era dita em caso de uma bela rebatida: - Chupa que a cana é doce! Com variações para - Vai buscar ô vagabundo! Pela enésima vez aqui na velharia sou obrigado a soltar a frase: ô saudade.. Novidades na Telona Spielberg é eleito o melhor diretor por ingleses Fonte: Terra Steven Spielberg foi eleito o melhor diretor da história pelos leitores da revista Empire. Dez mil pessoas responderam à pesquisa da publicação. O segundo lugar ficou para o mestre do suspense, Alfred Hichcock (Psicose), que deixou Martin Scorsese com o terceiro lugar. O polêmico Stanley Kubrick, criador do clássico Laranja Mecânica, ocupa a quarta posição na lista. Ocupa o quinto lugar um dos principais diretores do momento: Ridley Scott, que brilhou com os épicos Gladiador e Cruzada, ainda no cinema. A lista dos dez primeiros é completada por Akira Kurosawa, Peter Jackson, Quentin Tarantino, Orson Welles e Woody Allen. Confira a lista dos 20 primeiros: 1. Steven Spielberg 2. Alfred Hitchcock 3. Martin Scorsese 4. Stanley Kubrick 5. Ridley Scott 6. Akira Kurosawa 7. Peter Jackson 8. Quentin Tarantino 9. Orson Welles 10. Woody Allen 11. Clint Eastwood 12. David Lean 13. Irmãos Coen 14. James Cameron 15. Francis Ford Coppola 16. Oliver Stone 17. Sergio Leone 18. John Ford 19. Billy Wilder 20. Sam Peckinpah
Spielberg Aonde estão Walter Salles e Lars Von Trier??
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