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Sétima arte e entretenimento. Tiago, Lajeado-RS. Sexta-feira, Julho 29, 2005 Parece Crônica O Radialista Sem Nome Vocês já notaram como alguns nomes próprios, conseguem ter o poder de ser mais do que um nome, se tornando uma extensão da personalidade e até das atividades de uma pessoa? Veja o exemplo de ontem, lá na sala de aula. Na primeira noite da cadeira de História Crítica da Notícia, o professor, em um momento de descontração com a turma (na verdade ele fez todo mundo se apresentar, mesmo sabendo que a maioria já se conhecia a pelo menos uns dezoito semestres) fazendo a chamada, disse: - Poxa, o cara já tem até nome de radialista. Vamos chamar agora, Mauro Borba! Pra surpresa de todos ele respondeu: - Mas eu sou radialista! Numa turma de aproximadamente quarenta e cinco alunos, apenas dois eram radialistas. E um deles era Mauro Borba. Por quê? Porque o seu nome combina com a profissão. No inconsciente de Mauro Borba, desde pequeno ele já sabia que se tornaria radialista e que essa sua atitude facilitaria a vida de seus colegas de trabalho e também de seus ouvintes, que estariam melhor localizados. Mauro Borba aquele que já nasceu radialista, não é um caso isolado. Existem inúmeros outros que permitem ilustrar melhor essa situação: Jarbas = motorista de limusine. Alfredo = mordomo. Joãozinho = o pentelho da sala de aula. Galvão Bueno = narrador gritão de futebol. Dercy Gonçalves = velha que fala palavrão e ainda acha bonito. Belo = traficante. Lula = representante do povo, com um dedo a menos e que finge como ninguém saber de política. Existe ainda uma última, entre as diversas definições que se pode obter e que não pode ser esquecida: Tiago Bald: escritor de quinta categoria, que sequer tem um nome sonoro para trabalhar no rádio e ainda assim insiste em cursar jornalismo. Quinta-feira, Julho 28, 2005 Resenha - DVD/Vídeo O Operário (The Machinist) O filme O Operário é um verdadeiro poço de surpresas positivas (e curiosas). O ator Christian Bale por exemplo: para viver o industriário protagonista Trevor Reznik, ele teve que se submeter a um regime a base de sardinhas e maçãs que o fez emagrecer 28 quilos, deixando-o com aspecto de modelo da Victoria's Secret.
Espelho, espelho meu.. ..existe alguém mais magro do que eu? Um parênteses: alguém aí já foi ver o Batman, que está em cartaz aqui em Lajeado essa semana? Pois preste atenção no rapaz que vive o homem-morcego. Ele é o mesmo ator, só que agora bombado para o papel do cavaleiro das trevas que foi feito (pasme) depois desse filme. Metamorfoses a parte, a película não se resume somente ao aspecto terrível de Trevor. A aparência estranha serve para dar mais realismo a um personagem que está a mais de um ano sem dormir, vítima de uma insônia crônica. A magreza é conseqüência óbvia da falta de sono e do cansaço que progressivamente estariam debilitando o personagem. Dramático? Isso é só o começo. Lá pelas tantas, na fábrica onde trabalha, ele acaba protagonizando um acidente que faz com que um colega perca um braço. A partir de então, ele começa a achar que seus colegas de trabalho estão armando alguma para prejudicá-lo, tentando também forçar sua demissão. O que é ficção e o que é realidade na cabeça perturbada de Trevor é o que ele (e o espectador) vão descobrindo com o desenrolar da história. O clima de tensão é perfeito, ajudado por um trabalho de imagem que dá o tônica certa para demostrar o quão acinzentada é a vida desse operário. É uma ótima pedida não só para quem curte um suspense inteligente e instigante, mas também para aqueles que apreciam filmes que contenham alguma moral. Não perca. Nota: 8,5 Quarta-feira, Julho 27, 2005 Velharia Cult Essas Coisas de Chocolate Hoje de manhã um amigo meu fez um comentário muito engraçado. Disse que ele e um grupo de amigos tinham feito um minuto de silêncio pelo desaparecimento do Chocolate Surpresa. Na hora me bateu uma dúvida: o Chocolate Surpresa terá mesmo desaparecido, ou fomos nós crianças, que agora já adultos, não mais usamos comê-lo. Existindo ainda ou não, o prudutu da Nestlé, foi com certeza um marco da nossa geração. Surgido em 1983, ele trazia uma proposta inovadora: incentivar a criançada a descobrir os animais existentes na fauna brasileira. Para isso, o chocolate retangular, além de trazer uma figura em alto relevo, continha uma caprichada figurinha (se é que dá pra chamar assim, já que aquilo era praticamente uma cartolina), contendo uma imagem de algum bicho com diveeeersas especificações técnicas no verso. Classe A! Me lembro como se fosse hoje, que as vezes eu e o Pi estávamos jogando bola no fim do dia e o pai, voltando de viagem nos fazia (com o perdão do trocadilho infame), uma surpresa. Tempos bons aqueles, que infelizmente não voltam nunca mais (parodiando Thaíde e DJ Hum).
Aproveitando o ensejo (adoro usar essa palavra), quero comentar também sobre os chocolates que mudam de nome. Nunca entendi muito bem porque isso acontece, se é jogada de marketing, ou termologia moderna, mas são inúmeros os casos. O mais clássico é o do Lollo que virou Milkybar, depois teve o Kri (aposto que desse vocês nem se lembram), que virou Crunch e por último o Krot que virou Shot (esse tá no top 5 preferências de cacau). Eu na verdade nunca gostei das mudanças. O Lollo piorou muito depois que virou Milkybar. Acho que na verdade não gosto do bonequinho da embalagem. A vaquinha era muito mais simpática.
Todo esse papo sobre chocolate me fez lembrar daquela clássica música do Trem da Alegria! Vou te mostrar que é de chocolate De chocolate o amor é feito De chocolate Choco, choco, chocolate Bate o meu coração E vai tudo pro mesmo saco da velharia. Ê beleza! Terça-feira, Julho 26, 2005 Resenha - DVD/Vídeo Kung Fu Futebol Clube (Shaolin Soccer) Vocês por acaso já receberam por e-mail um vídeo, que mostrava um bando de japinha batendo uma pelada e fazendo um monte de malabarismos com a pelota que fazia com que eles mais se parecessem com o Globe Troters do mundo da bola, do que com um time de futebol de verdade?
É um pássaro? É um avião? Caso a sua resposta seja afirmativa, você provavelmente estava diante de uma das cenas de Kung Fu Futebol Clube, filme de Honk Kong que está saindo (injustamente) direto em vídeo aqui no Brasil, com um atraso de quatro anos. Primeira coisa que você tem que fazer pra poder encarar a película: esqueça o nome esdrúxulo que a edição nacional ganhou. Já escrevi até uma crônica sobre o assunto por aqui e mais uma vez se eu fosse levar em conta o título, eu nem cogitaria retirá-lo. Estamos diante de uma excelente (e mais do que isso, inovadora) comédia. Na trama, Sing (Stephen Chow, que é também o diretor), é um praticante de kung fu que possui um poderoso chute. Ele acaba meio que sem querer sendo decoberto por um decadente treinador de futebol, que tem a idéia de colocar um bando de esquisitos praticantes da arte marcial (incluindo Sing), pra pedalar em campo, ao melhor estilo Robinho e tentar ganhar o campeonato local contra o time do mal (criativo, né?). O resultado é uma mistureba de voadoras, chutes, agressões, saltos espetaculares, efeitos especiais e... gols! O filme pode até irritar os aficcionados por futebol, pela sua total falta de lógica nos lances, especialmente nas partes onde a marcação não aparece, a falta não tem e o impedimento.. o que é isso? Só que é justamente nesse momento que você já vai estar soltando boas gargalhadas. De repente esse fosse o caminho para o Grêmio se salvar da segundona: o estilo kung fu! Nota: 7 Segunda-feira, Julho 25, 2005 Novidades na Telona Últimos dias de Kurt Cobain inspiram Gus Van Sant Fonte: Terra O novo filme do diretor Gus Van Sant pode ser inspirado em Kurt Cobain e dedicado a ele, mas quem for ao cinema esperando encontrar uma visão sensacionalista do suicídio do roqueiro do Nirvana não o encontrará em Last Days. O filme estreou em Nova York e Los Angeles na sexta-feira e traz Michael Pitt, de Os Sonhadores, no papel de um músico que, em sua enorme casa de campo, tenta se esconder de sua carreira, sua família, seus colegas de banda e de seus fãs que agem como parasitas.
Quem conhece a obra do diretor sabe que ele geralmente parte de um evento real, transformando-o em filme. Só que nas suas películas não se buscam respostas pras perguntas e não se tenta encontrar culpados pelo que se vê. Simplesmente são apresentados os fatos e somente eles, sem julgamentos, ou qualquer posição a respeito. A cãmera passeia do início ao fim e era isso. Com o incômodo Elefante ele já tinha feito assim. E pelo visto, com esse, não será diferente. É aguardar. Leia mais, aqui. CineBaú - Clássicos da Sétima Arte Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest) Como vocês puderam notar, esse é um quadro novo aqui do blog. Nele, recordarei sempre algum clássico do passado. É como se fosse uma velharia cult voltada exclusivamente para filmes. O quadro velharia não está cancelado, portanto não se desesperem (engraçado eu, né?). Na real, eu resolvi criá-lo por dois motivos: primeiro porque eu tenho visto muuuuita coisa velha (e boa). Segundo, porque meu pai pediu. Ele não visita o blog. Não sabe a quem se destina o mesmo, mas acredita que valorizando os clássicos, triplicarei meu número de visitantes. Sim, vocês já sabem que o Seu Ênio é uma piada.
Nem precisa legenda pra essa foto, né? Muito antes de películas bacanas como O Mundo de Andy o diretor Milos Forman, já impressionava o mundo com o seu trabalho. Um Estranho no Ninho, ganhador das cinco principais categorias do Oscar, é do ano de 1975 e conta a história de Randle McMurphy (Jack Nicholson), um condenado que se finge de louco para ir para o manicômio. Lá, ele faz amizade com os outros birutas, tentando fazer com que eles ajam de forma independente. Uma crítica bacana a rigidez de normas e as burocracias em geral. Além de Jack Nicholson, é interessante ver atores como Danny Devitto e Christopher Lloyd bem mais novos em papéis valiosíssimos. Curiosidade: reza a lenda que dois meses antes do início das filmagens, o ator Jack Nicholson, teria se internado de fato em uma clínica psiquiátrica, como se fosse um paciente de verdade, para se preparar para a realização da personagem. Se não falei isso ainda aqui, digo agora: sou fã desse cara! Sábado, Julho 23, 2005 Música na Cabeça Qual desses dois artistas (vamos nos esforçar pra tentar incluí-los no mesmo grupo) é mais apelativo: a banda Bidê ou Balde ou a cantora (?) Kelly Key? Certamente vocês estão a par da notícia que correu o Brasil sobre a acusação que a banda gaúcha vem sofrendo de incitar a pedofilia e a violência contra a mulher por causa da letra da música E Por Que Não?, que está no primeiro (e excelente) álbum da banda chamado Se Sexo é o Que Importa, só o Rock é Sobre o Amor. Eu citei a Kelly Key, porque curiosamente, ela estava fazendo show aqui na região, no mesmo fim de semana da banda de Carlinhos Carneiro e companhia. Sim, a Kelly Key, a responsável por verdadeiras odes a depravação (e por favor não me tenham como conservador), pode cantar suas pérolas sem censuras, enquanto o Bidê.., que é daquelas bandas que mantêm viva a chama do rock gaúcho, acaba sofrendo com uma atitude provinciana e ditatorial. De repente a letra até tenha algum apelo no sentido da acusação propriamente dita, só que sendo assim, todo o material artístico que se embase nesse tema, seja no cinema, nas artes plásticas, na literatura e óbvio na música, teria que ser recolhido pelo seu conteúdo subversivo. Achei uma grande bobagem e uma tamanha injustiça. Ainda mais em épocas em que a liberdade de opinião está sim, sendo mais respeitada. Senão os funqueiros e a propria Kelly Key, nem existiriam.
Bidê ou Balde. Eu estou amando a minha menina e como eu adoro suas pernas fininhas eu estou cantando pra minha menina pra ver se eu convenço ela entrar na minha [Refrão] E por que não? teu sangue não é igual ao meu teu nome não fui eu quem deu te conheço desde que nasceu E por que não? A música é excelente e a letra permite milhares de interpretações. Não está escrito em lugar algum que se trata de um pai e de uma filha. E ainda assim, se fosse? Certamente o problema da violência contra as crianças ou mulheres não vai ser solucionado com uma atitude mesquinha como essa. Sexta-feira, Julho 22, 2005 Comunicação Visual O quadro Comunicação Visual sempre se constituiu numa trívia para adivinhar qual era o nome do filme ou da música que a imagem representava, lembram? Agora mudou um pouco. A brincadeira continua rendendo incríveis prêmios para seus alegres ganhadores, só que agora, é necessário adivinhar qual o nome da banda que a imagem representa. Alguém consegue?
Quem adivinhar essa bagaça ganha um aluguel grátis de qualquer filme do M. Night Shyamalan que tenha a Sigourney Weaver no elenco! Resenha - DVD/Vídeo O Lenhador (The Woodsman) Walter (Kevin Bacon), é um pedófilo que acaba de cumprir 12 anos de prisão e que está livre para tentar se reintegrar a sociedade. De volta a sua cidade natal, ele arruma emprego em uma madeireira, onde conhece Vickie (Kyra Sedgwick, esposa de Bacon na vida real), que logo se torna sua namorada e mais do que isso, sua única amiga.
Posso brincar com você? Filmes com temas polêmicos são difíceis de serem analisados, pois quase sempre acabam caindo no maniqueísmo (sempre quis usar essa palavra) ao não apresentar apenas os fatos, incutindo de antemão na cabeça do espectador alguma idéia moral, já pre-concebida. No surpreendentemente bom O Lenhador, a diretora estreante Nicole Kassell, vai mais adiante, explorando as atitudes de seu protagonista, sem julgamentos sobre o tema. Ela até os apresenta, deixando claro o que ele fez, mas também dando espaço para o nítido esforço que ele faz para lutar contra o seu passado, tentando se tornar uma pessoa normal. Walter está praticamente sozinho na sua jornada. Além de Vickie, ele conta com a boa vontade de seu cunhado Carlos (Benjamin Bratt) e de seu psicólogo. No trabalho ninguém sabe de seu passado, mas quando ele vem a tona, das mãos de Mary-Kay (a cantora Eve) é que fica nítido o pensamento (e até mesmo a compreensível indignação) das pessoas para um crime tido como imperdoável na nossa sociedade. Vale destacar o trabalho de Kevin Bacon, provavelmente o melhor de sua carreira. Numa atuação sem firulas, ele apresenta, mesmo silenciosamente toda uma mistura de sentimentos que vão desde a vergonha pelo passado, passando pelo medo de uma recaída. Boa surpresa escondida no meio de um punhado de blockbusters na locadora. Nota: 8 Quinta-feira, Julho 21, 2005 Você Sabia?? Curiosidades Sobre Cinema Agora o quadro Você Sabia?? também passa a ser completamente voltado para o cinema e para o entretenimento. - Que atores consagrados como Jack Nicholson e o já falecido Marlon Brando, já foram indicados para o Frambeosa de Ouro de piores do ano? - Que o diretor Peter Jackson da trilogia O Senhor dos Anéis (e agora tambem da refilmagem de King Kong) é também o responsável pelo ultra-trash Fome Animal (citado inclusive no post anterior entre os piores)? - Quem vem aí o Rambo IV? - Que no filme Ray o ator Jamie Foxx teve que usar olhos protéticos que lhe deixavam realmente cego, enquanto interpretava o cantor Ray Charles durante as filmagens e que isso acontecia por cerca de 14 horas por dia?
Peter Jackson. Acredito que amanhã, eu já deva ter voltado as minhas atividades normais! Terça-feira, Julho 19, 2005 Mais uma Enquete Em meio a tantos filmes lançados no ano, não dá pra negar que a grande predominância é de tosquêiras. Acho que todo mundo já seguiu alguma vez a dica infalível do Tio Zé e acabou na desgraça de pegar um filme ruim. Acontece. Pode ser As Panteras Detonando ou Mulher-Gato, Waterworld ou A Vila. O que importa é levantar a cabeça e partir pro próximo. Aqui, eu pergunto: qual o pior filme que você já viu na vida?
Armageddon: o amor é lindo né? O suspense e o terror geralmente são os campeões, bombasticamente falando. Mas todos os estilos podem ser contemplados. Resenha - DVD/Vídeo Eterno Amor (Un Long Dimanche de Fiançailles) Jean Pierre Jeunet, o diretor de Eterno Amor é também o responsável pelo maravilhoso O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. Se no seu antecessor, o diretor optava por uma simplicidade agridoce que cativava já nos primeiros dez minutos, aqui ele escolhe uma trama um pouco mais amarrada, abarrotada de sub-roteiros, que torna o produto final infelizmente, um tanto confuso.
Amelie Poulain em modo complicado. A grande maioria das pessoas, aprecia esse aspecto da obra de Jean Pierre. Ele raramente escolhe destrichar os protagonistas e somente eles. Todos os personagens secundários ganham vida em suas mãos. Todos eles parecem significar alguma coisa dentro da história, o que permite a mesma, uma riqueza infinita. Só que isso por vezes, pode desviar a atenção do espectador tão acostumado as obras retilíneas confeccionadas por Hollywood. Cansa pensar. Cansa prestar atenção em tudo, de modo que não dê nem pra piscar ou respirar. Talvez esse exagerado rebusco sirva mais para encobrir a trama didaticamente simples. Nela, Mathilde (Audrey Tautou, mais uma vez), custa a acreditar que seu noivo Maneth (Gaspard Ulliel) tenha morrido após a primeira guerra e aguarda ansiosamente por notícias. Apesar de Maneth e outros soldados serem dados como mortos pelo exército francês, Mathilde resolve dar uma de Sherlock Holmes indo a cata da verdade. Os clichês morrem aí, abrindo espaço para que Jean Pierre apresente novamente seus personagens pitorescos, seus sonhos que parecem se misturar com a realidade e o seu tratamento de fotografia notável. Só que tudo isso quase passa desapercebido quando você se vê perdidinho na história. De maneira alguma era necessário repetir O Fabuloso Destino.... Só que também não era preciso complicar tanto. Em time que está ganhando não se mexe. E o diretor infelizmente mexeu. Demais. Nota: 6,5 Segunda-feira, Julho 18, 2005 Top 5 Dor de Ouvido Cinematográfica O som pode ser empregado de diversas formas no cinema, se configurando como parte importante de uma trama e até mesmo dando outra cara a mesma, de acordo com seu uso. Nunca me esqueço da experiência que o Steyerzinho (apelido carinhoso dado pela querida Malvada ao professor da cadeira de cinema do semestre passado) fez com a nossa turma. Experimentamos assitir a cena do chuveiro do filme Psicose sem o clássico barulhinho (não encontrei nenhuma onomatopéia possível para representá-lo) e depois com. Sem a trilha, o fator suspense cai pela metade, o que permite constatar a relevância de um som bem utilizado. Acontece que nem sempre as escolhas são acertadas. Peguemos o exemplo das canções originais. Existem algumas de doer. Veja as piores: My Heart Will Go On - Celine Dion (Titanic): a filha de uma vizinha minha tocava essa música no órgão. Vocês tinham que ver que coisa mais amada quando ela se apresentava na festa de São João do colégio. I Don't Want to Miss a Thing - Aerosmith (Armageddon): pra quem já foi responsável por petardos como Dream On e Walk This Way, ter que estar tocando musiquinha romântica em filme catástrofe de segunda é dose. The End is the Beggining and the Beggining is the End - Smashing Pumpkins (Batman & Robin): a banda de Billy Corgan é ótima e talvez a música não seja assim tão ruim. Mas como o filme é uma bosta vai tudo pro mesmo saco. I Will Always Love You - Whitney Houston (O Guarda-Costas): assim que possível incluam essa cantora, a Celine Dion e a Sinead 'O Connor no próximo progrma espacial de exploração do planeta marte. Com passagem só de ida. Have You Ever Really Loved a Woman - Brian Adams (Don Juan de Marco): não olhei o filme. Não sei como é nem o que se passa. Só que eu acho o Brian Adams muito irritante. Por isso incluí ele aqui.
Boquinha fechada por favor. Sei que não devemos comparar as canções originais (que foi o caso aqui citado), com os efeitos sonoros ou com a trilha incidental que foi o que comentei no início do post com o exemplo do professor. São apenas exemplos antagônicos de como o som pode ser bem ou mal empregado em um filme. Sábado, Julho 16, 2005 Parece Crônica Lendas Urbanas Quinta-feira de manhã, abrindo as janelas da biblioteca para mais uma jornada de trabalho (no período de férias, estamos organizando as revistas e periódicos), um calorzinho inexplicável para o mês de julho, um vento forte anunciando chuva e uma das minhas colegas discorre em tom quase profético: - Aiaiaiaiai, vento norte é um problema. Vai dar colono se suicidando por aí no interior. Reza a lenda que o vento norte, teria uma força de atuação psicológica tal, que já teria ele sido o responsável por diversos suicídios nas regiões provincianas do estado. E o ato não seria executado em formatos variados. Nunca seria com um tiro na cabeça, ou pulando do vigésimo andar de um prédio ou ainda chupando manga e tomando leite em seguida. O método útilizado seria sempre o enforcamento. O porquê dessa preferência pelas cordas? Uma incógnita. Falando em leite com manga, este é o primeiro caso de lenda urbana que caiu por terra recentemente. Culpa de uma fábrica de iogurte que desenvolveu um modelo no sabor da dita fruta. Por anos a fio nossos ancestrais nos alertaram para o perigo fatal que a mistura representava. Hoje até eu faço batida de manga em casa. É uma delícia e até hoje, ao menos, eu não morri. Nunca poderemos saber ao certo se as pessoas se matam nas regiões ribeirinhas por culpa do vento norte, afinal de contas não existem dados oficiais que comprovem tal fenômeno. Ao menos eu nunca vi uma manchete com a chamada dois agricultores se enforcaram no último final de semana. Especialistas afirmam que o culpado é mesmo o vento norte. Suicídio, essa forma desesperada de acabar com a própria vida sempre aconteceu, com vento ou sem em qualquer estação do ano, no interior ou na cidade. Talvez a vida é que esteja uma merda, o fumo tenha morrido, o gado definhado ou é a depressão mesmo, proveniente de uma vida indigna nos cafundós. O fato é que as lendas urbanas estão aí, sobrevivem a várias gerações, mas deixam dúvidas quanto as suas origens e suas formas de disseminação. Será que eu algum dia encontrarei a loira do banheiro, ou o palhaço da kombi? Enquanto isso não acontece eu apenas as questiono. E só. Quinta-feira, Julho 14, 2005 Resenha - DVD/Vídeo Ray (Ray) Quando assistimos a uma cinebiografia de um cantor, muitas vezes os seus roteiristas e diretores, no afã de apresentarem os eventos dramáticos que marcaram a vida do biografado, acabam esquecendo a essência do produto que é mostrar como se desenvolveu a vida artística e qual a relevância do homenageado nesse ínterim.
Jamie Foxx. Ou será Ray Charles? Em Ray, cinebiografia do cantor cego Ray Charles, por mais que eu tivesse temeroso a esse respeito, isso não acontece. A sua infância pobre ao lado mãe (brilhantemente interpretada pela atriz Sharon Warren), a morte de seu irmão, a doença que o levou a cegueira e os problemas relacionados ao preconceito e o uso de drogas, até estão lá, mas sempre funcionando como um complemento do foco principal que é mostrar toda a relevância criativa do cantor que soube misturar estilos como ninguém, se tornando um verdadeiro marco na história da música e porque não do rock n roll. Todos os eventos do final de década de 40, até os do início da década de 60, são retratados cronologicamente, com fragmentos da sua infância apresentados em flashback. Apesar da dramaticidade de alguns momentos a película é muito bem humorada, mostrando detalhes da criação de alguns clássicos (a mais bacana se refere ao surgimento de Hit the Road Jack, onde ele está brigando com a sua amante e num clique a música já saiu de sua cabeça), sua relação com outros famosos da época, tipo o Quincy Jones, sua facilidade em se relacionar com as gravadoras (destaque para a Atlantic Records), além de todo o papel social desempenhado por ele na luta contra o preconceito racial. Não tem como não gostar de um filme inteligente e inventivo que nem o próprio biografado. Além do que, Jamie Foxx está tão idêntico ao original que quase não dá pra saber quem é quem. Não é atoa que ganhou o Oscar pelo papel. Se você não é grande fã, certamente vai virar. Eu já virei. Nota: 8 Quarta-feira, Julho 13, 2005 Resenha - Cinema Sr. e Sra. Smith (Mr. & Mrs. Smith) John (Brad Pitt) e Jane Smith (Angelina Jolie) vivem um casal de assassinos profissionais, totalmente entediados com seu casamento e que desconhecem a vida um do outro. Num certo dia, ambos, atuando por agências diferentes são contratados para a mesma missão. A partir de então, um descobre a verdade sobre o outro e zaloom o relacionamento ganha emoção de novo.
E então, abraçou a idéia? Gostou da trama? Isso pode ser bom? Não, não pode. Esse filme é nitidamente comercial, apelativamente POP e visa única e exclusivamente encher os cofres de produtores ansiosos pelo imediatismo daquilo que em seguida vai ser esquecido. É o dinheiro que está valendo. Se vai agradar ou não, não interessa. O que vale é a exposição extrema, a curiosidade a respeito da vida alheia (aqui, sendo ancorado num possível relacionamento entre Pitt e Jolie) e a publicidade, que invariavelmente se torna o recheio do bolo todo. De lixo descartável a televisão já tem o suficiente. Se for assim, eu não me desloco até o cinema. Fico em casa e vejo qualquer bobagem na TV aberta, onde eu possa me entreter um pouco e está bom. Ou retiro um filme do Stallone, que se bobear no quesito ação supera o tiroteio quase patético entre os dois protagonistas, ao se descobrirem adversários de mercado. Eu só posso explicar a surpreendentemente boa presença de público em plena terça-feira no cinema do shopping pela necessidade que as pessoas tem em ver o belo que foi moldado pela nossa cultura (e não dá pra negar que a Angelina está incrivelmente sexy na película). E me desculpem os amigos que saíram elogiando o filme, mas mesmo os aspectos mais mundanos, como a salvação do casamento dos protagonistas é apresentada de forma distorcida e longe da realidade. Um filme de ação (ou será comédia?) é muito mais do que isso. Nota: 3 Terça-feira, Julho 12, 2005 Pérola da Semana Bem feito! Pra quem a tanto tempo tirava sarro das pessoas ao vivo, para todo o Brasil ver, na tosqueira televisiva Eu Vi na TV, o apresentador João Kléber teve recentemente uma dura lição do destino, ao descobrir que sua mulher (agora ex) Wanya Barros, o traía, justamente com um dos atores do quadro Teste de Fidelidade. E o mais engraçado é que não foi necessário ele nem participar do tal teste. Bastou chegar em casa das férias e dar de cara com a mulher em trajes pequenos. Foi assim que ele descobriu que vinha sendo corneado.
Minha mulher me traiu com um ator do Teste de Fidelidade Essa com certeza é uma das maiores ironias do ano. E eu tô achando a maior graça. O João Kléber é o negócio mais apelativo que eu já vi na TV (com o perdão do trocadilho). Deixa a Márcia e o Ratinho comendo poeira no quesito. Segunda-feira, Julho 11, 2005 Mais Uma Enquete O último filme que vi foi os Bons Companheiros de Martin Scorsese. Boas atuações para um filme de médio pra bom. Não espetacular. Já vi películas bem mais interessantes sobre a máfia. É baseado em fatos reais e traz Joe Pesci num papel antológico. Essa enquete não tem nenhum outro objetivo a não ser saber de vocês,
Goodfellas Foi por isso que falei do meu. Fiquem a vontade pra falar dos seus. É só um gostoso bate-papo sobre cinema. Nada mais. Resenha - DVD/Vídeo Herói (Hero) Coisa bem triste é ver filme com o meu pai, o Seu Ênio. Tudo bem, admito, ele tem ótimo conhecimento sobre a sétima arte, tem senso crítico apurado, mas ainda assim, com anos de estrada a mais do que eu em cinema, ele resolve ser teimoso que nem um alemão.
No meio da sessão do filme Herói ele fez a mesma coisa: olha lá, o cara tá voando, isso não existe!, bradou ele indignado. Quando ele viu o Kill Bill ele desistiu na metade da película. Ah, essa tal noiva aí, tá sozinha matando todo mundo disse ele, completamente descrente, com um ceticismo ímpar. Pro seu Ênio tudo tem que ser possível, plausível. Ele é adepto do tenho que ver pra crer. Nada de vôos absurdos, ou de balés sobre a água. Toda a cultura da China ancestral para ele cai por terra. Não existe. Eu também não sei se existe, mas o fato é que para assistir a um lindíssimo filme como esse, você tem que abrir seu coração para a beleza das cenas, por mais absurdas que elas possam parecer. Filmes como Herói ou mesmo O Clã das Adagas Voadoras (outra das minhas tetéias do ano), buscam apoio direto na imagem. E na imagem enquanto poesia. Na imagem que sozinha, vira um personagem, que sozinha ganha significado e que sozinha transforma um filme de temática provavelmente simples, em algo mais complexo. Prestem atenção no jogo de cores para cada momento que é mostrado. A predominância de determinada tonalidade sobre outra. Tudo tem motivo. Nada está ali por acaso e um mínimo de sensibilidade fará com que vocês notem isso também. Meu pai vai ficar indignado quando souber do seu nome na resenha. Já tô até vendo a defesa: não é isso. Só não gosto de filme com fria. Seu Ênio tem dessas. Nota: 8,5 Sábado, Julho 09, 2005 Novidades na Telona Musica da Legião Urbana vai virar filme Fonte: Terra Faroeste Caboclo, lendária música da Legião Urbana, vai virar filme, informou a coluna Gente Boa, do jornal O Globo. A Copacabana Filmes comprou os direitos de filmar um roteiro baseado na música de Renato Russo que narra a história do personagem João de Santo Cristo. O diretor René Sampaio ainda está escolhendo os atores. As filmagens começam no final de 2006.
Fotin bem véi. Vocês se lembram de alguma música que tenha virado filme? A idéia é interessante, pois o formato diferente da música de Renato Russo permite esse tipo de leitura. Agora é só aguardar. Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu.. Sexta-feira, Julho 08, 2005 Novidades na Disqueteira Tô com um sorriso de orelha a orelha.
Não é todo o dia que tu encontra alguma barbada na Multisom aqui de Lajeado. Só que na minha última incursão pela lojinha, encontrei o Green Album do Weezer e o The Singles : 1992-2003 do No Doubt por 14 pilinha cada. Meu som que já não agüentava mais as músicas do Prolonging the Magic do Cake voltou a sorrir. E eu até tirei o pó dele. Oh, come on and kick me Oh, come on and kick me Come on and kick me You've got your problems I've got my ass wide You've got your big G's I've got my hash pipe Quinta-feira, Julho 07, 2005 Breve Estudo Sobre as Frutas Tá na época de abacate. Eu particularmente adoro abacate. Não é a melhor fruta (até mesmo porque sem o açúcar e o limãozinho ela se desvaloriza), mas está muito bem posicionada em quarto lugar no ranking das melhores. A favorita indiscutivelmente é manga (aliás, os promotores de vendas seriam um pouquinho mais espertos se colocassem próxima a prateleira da fruta nos mercados, displays com fio-dental, não acham?). Depois vem o kiwi, que ultrapassou a jabuticaba que até ano passado era a segunda entre as minhas preferidas. A jabuticaba ainda está no pódio, só que agora em terceiro lugar. Se fosse pra fazer no estilo Nick Hornby eu diria que a goiaba é quem completa a lista das cinco primeiras. Com bicho e tudo. Se fosse pra fazer a lista então, ela ficaria assim: 1) Manga 2) Kiwi 3) Jabuticaba 4) Abacate 5) Goiaba
Nesse momento, vocês estão se perguntando o que isso tem a ver com filmes ou entretenimento né? Nada. Acontece que eu ia escrever uma crônica sobre os dois abacateiros que tem lá na frente de casa. Só que recentemente caiu um abacate na cabeça da minha vizinha. Como uma atitude de respeito, não falarei de abacates aqui no blog. Resenha - DVD Jogos Mortais (Saw) O Jogos Mortais já ganhou um espaço entre os bons filmes que vi no ano. Vocês que costumam freqüentar as locadoras, já devem ter visto o cartaz dele. É um que tem pedaços de perna e braço ensangüentados em um fundo branco. Assustador? Sim. E esse é o bom.
Jigsaw é um serial killer que prende pessoas e promove jogos em que o vencedor (?) ganha o direito de continuar vivo. A trama gira em torno de dois homens que acordam acorrentados em um banheiro sujo e estão impossibilitados de sair. Passado o susto inicial eles recebem as instruções: o primeiro, Adam (Leigh Wannel) deve lutar pela sua vida independente do que aconteça e o segundo, Dr. Lawrence (Cary Elwes), deve se desvencilhar das correntes que o mantem preso e matar Adam, antes das seis da tarde (há um relógio afixado na parede mostrando as horas), caso contrário ele morre também. Angustiados, os dois começam a procurar entender o porquê de estarem ali, enquanto o filme apresenta alguns flashbacks explicativos para que o espectador compreenda melhor as motivações do psicopata. Paralelo a isso o detetive David Trapp (Danny Glover), começa a promover uma busca quase obsessiva pelo assassino, após ouvir o relato da única sobrevivente dos tais jogos. A película é bacana porque surpreende, assusta, quando você acha que é uma coisa é outra, pelo final inteligente e até mesmo pelo aparentemente deslocado caráter humanitário do assassino, apesar da sua violentíssima forma de atuação. O único porém fica por conta do estilo de filmagem desnecessariamente veloz do diretor novato James Wan. Ainda assim, se você gosta de suspense esqueça bobagens como Reencarnação, Vozes do Além e O Grito, que estão entre os lançamentos do ano e pegue um suspense de verdade. Nota: 8 Terça-feira, Julho 05, 2005 Velharia Cult Canções do Seriado Chaves Se fosse pra fazer uma velharia sobre o seriado Chaves, eu teria que dividi-la em várias semanas pra poder falar de forma completa de cada personagem, de seus trejeitos, de seus bordões, de suas características principais, bem como eu teria que destinar alguma atenção a vila e todos os seus aspectos, o barril, o fato de o Chaves viver no 8, os churros, o professor Girafáles, a bruxa dos 71, o restaurante da Dona Florinda, a gentalha, os tabefes, os 14 meses de aluguel atrasado, a escola, o Jaiminho o carteiro, o sanduíche de presunto, o Hector Bonilla, a bola quadrada, o corpo do benito e ufa!; pra falar de tudo isso, somente uma velharia não seria suficiente. Isso que deixei de fora dessa introdução (que já virou quase o post em si), o Chapolim Colorado e sua marreta biônica, suas pastilhas de polegarina (ou nanicolina de acordo com a preferência), a buzina paralisadora, a astúcia, a nobreza, o Tripa Seca e o Rasga Bucho, o chirrim chirrium do diabo, a camponesa de nobre coração que vai todos os dias recolher lenha e tudo que envolve esse mundo maravilhoso criado por Roberto Gomez Bolanõs e que faz com que, assim como eu milhares de pessoas ainda se divirtam no fim do dia, já com o chimarrão feito, em casa, acomodados no sofazão com as famosas historinhas bem gostosas de se ver é claro, no SBT.
Isso, isso, isso, isso. Só quem é fã mesmo pra ser capaz de reconhecer e cantar cada uma das músicas do programa, desde a famosa abertura com o aí vem o Chaves, Chaves, Chaves, todos atentos olhando pra TV.., até as outras que se passavam dentro dos episódios. Existem algumas inesquecíveis. É impossível você não se lembrar de pelo menos uma! A Brincar ...Coisas grandes Pequeninas Bicicletas Bailarinas Tudo serve quando é hora de brincar! A brincar... A brincar... Brincaremos, brincaremos sem parar A brincar... A brincar... Brincaremos, brincaremos sem parar A brincar... A brincar... Brincaremos, brincaremos sem parar Quando me Dizes Quando me dizes em segredo que me queres E teu olhar de amor repousa em quem te diz Eu sei que nada se compara nesse mundo E que somente ao teu lado eu sou feliz Quando te digo em segredo que te quero E que eu morro de amor sem te encontrar Isso é verdade pois é tudo que eu desejo Porque sem ti sei que feliz não posso estar Tua presença me encanta A tua voz e o teu calor É tão doce esse teu olhar E envolvente é o teu amor.. Que Bonita a Sua Roupa Que bonita a sua roupa Que roupinha muito louca Nela é tudo remendado Não vale nenhum centavo Mas agrada a quem olhar. Eu sou o famoso Chaves, Todos dizem que minha roupa é remendada. E faço tremer as bases Com as minhas peraltices preparadas... Se Você é Jovem Ainda Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda Amanhã velho será, velho será, velho será A menos que o coração, que o coração suspeite Da juventude, que nunca morrerá! Existem jovens de oitenta e tantos anos E também velhos de apenas vinte e seis Porque velhice não significa nada E a juventude volta sempre outra vez!.. Maravilhoso né? Anda rolando por aí uma polêmica sobre a continuação da veiculação do programa e uma possível compra das temporadas pela Rede Globo. Se saísse da grade seria um verdadeiro pecado. Vamos torcer para que fique, caso contrário, a gente apela pros DVD's que já estão disponíveis! Isso, isso, isso, isso! Música na Cabeça No último fim de semana assisti a um filme B do Brian de Palma chamado Dublê de Corpo. O filme é de 1984 e não dá pra saber se ele tem esse estilão tosco de propósito ou se era a época mesmo que indicava para o formato. Quando se está assistindo, quase não dá pra acreditar que estamos diante de uma película do mesmo diretor dos premiados clássicos mafiosos O Pagamento Final e Os Intocáveis. Versatilidade a parte, a história mostra justamente um ator de filmes B (Craig Wasson) que sofre de claustrofobia e enfrenta problemas para interpretar um vampiro em um filme grosseiro de terror. Lá pelas tantas o ator tira uma folga, indo passar uns dias na casa de um conhecido, onde começa a vigiar a sua vizinha no melhor estilo voyeur. Aí, literalmente esquenta. Mas o que interessa aqui, não é resenhar o filme. Na metade dele, a banda Frankie Goes to Hollywood dona do one-hit wonder Relax! dá o ar da graça, cantando Oh oh Wee-ell-Now! Relax don't do it When you want to go to it Relax don't do it When you want to come Relax don't do it When you want to come When you want to come Relax don't do it When you want to to go to it Relax don't do it When you want to come Relax don't do it When you want to suck it to it Relax don't do it When you want to come
Frankie says Relax! A versatilidade dos diretores renderia um post a parte. Esses dias, dando uma pesquisada em Peter Jackson, o dono da trilogia O Senhor dos Anéis (e agora do remake de King Kong também), percebi também que ele foi o diretor do chulo Fome Animal, lembram? Mogica muito nos mostrou em suas tardes a película. Segunda-feira, Julho 04, 2005 Essa Maravilha Chamada Orkut Hoje em dia tudo vira comunidade do Orkut. Festas, pessoas, cidades, tudo serve. Eu tenho uma tartaruga chamada Maria ou já caguei na mão e comi. Lá estão os fóruns a respeito em comunidades que dificilmente agregam alguma coisa. Semanalmente eu recebo uma boa quantidade de convites para participação das mesmas. Muitas eu descarto. A última que recebi foi essa: Eu amo o OpenOffice.
A descrição é: Essa Comunidade e para todos os que não suportam o Word e Excel (Micro$oft Office). E viva o software Livre! Nada contra os editores de texto, o software livre, ou àqueles que tiram seu precioso tempo para encaminhar convites para comunidades do Orkut. A única coisa que peço é que a pessoa tenha o discernimento de definir bem o seu público-alvo (putz, eu admito, ando fazendo muitas cadeiras de marketing), na hora de dar um send nos tais convites. Pôxa, eu to cagando e andando se o openoffice é de fato o melhor, ou o mais eficiente, ou o mais barato, ou isso ou aquilo. Desde que eu possa redigir meus textos, tá valendo! Posso até magoar o coração do openoffice agora, mas eu definitivamente não o amo. Sábado, Julho 02, 2005 Top 5 Criatividade nos Bares da Cidade Acho que todo mundo sonha em algum dia ter uma banda. Ou tocar e cantar em qualquer lugar que seja. Músico é que nem jogador de futebol. Todo mundo quer ser um pouquinho, em alguma fase da vida. Os poucos que não se arriscam no espinhoso território dos sons, são aqueles que ainda guardam algo da boa e velha noção. Pergunto: porque diabos, em (quase) toda a festa Lajeadense que se preze, nós os pobres mortais que temos como único e exclusivo objetivo se divertir, temos que escutar cantores de segunda linha sentados em banquinhos estrategicamente posicionados ao lado do bar, tocando SEMPRE as mesmas músicas? As favoritas da cartilha aprenda a tocar violão e irrite todo mundo são: Se - Djavan: dá vontade se matar a cada vez que o refrãozinho romântico/intelectualóide/pervertido entra em cena. Pode ser o Secão de Porto Alegre, ou o Joca sei lá eu de onde. Todo mundo vai ter essa no repertório. Como diria o meu amigo Marcos: música de desquitado. Vamos Fugir - Skank: na verdade eu nem sei mais quem é o responsável por criar essa canção. Samuel Rosa e cia. foram os últimos a despejarem uma versão do negócio. Melhor que não tivessem feito. Geralmente aparece lá pelo meio da festa, quando já tá todo mundo se pegando. Morena Tropicana - Alceu Valença: toda o cantor de MPB (forcei essa, eu sei), tem o seu momento eu também sei ser engraçado de ser. Ainda bem que o Cia Bar fecha no inverno. Assim ao menos somos poupados das versões das bandas de reggae de segunda, aqui da região. Eu te Devoro - Djavan: se o Djavan ganhasse dinheiro por cada música sua que é tocada aqui nos bares da cidade, hoje ele estaria milionário, em algum lugar paradisíaco, ou europeu, longe de tudo e todos e longe também da praga que ele disseminou. Se uma é ruim, duas é demais. Não Sei - TNT: pode ser cantor, banda, dupla sertajeja, grupo de pagode, ou axé, o sua vizinha, o Charles Master, o seu cachorro, enfim, todo o mundo toca essa música! Parece até que as pessoas já nasceram sabendo ela. É que nem Fácil do Jota Quest. Difícil. De engolir.
Desculpe por ter nascido. Se você está como eu, cansado dessa repetição, esqueça lugares como Café Virtual e bares com música ao vivo. O Anarquia é uma boa escolha. Lá ao menos você encontrará novidade. E não será a música do Giberto Gil. Post inspirado no blog Gotham City e adaptado pra nossa querida cidade natal.
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