|
withoutatrace
|
![]() |
Sétima arte e entretenimento. Tiago, Lajeado-RS. Terça-feira, Agosto 30, 2005 Velharia Cult Tetris Posso dizer sem medo de errar que o Tetris é mais popular que o Pac Man, o Sonic e o Super Mário juntos. Qualquer ser humano normal, que foi habitante do planeta terra nos últimos 20 anos, já esteve diante do brinquedo, que tinha como objetivo agrupar (e eliminar) da melhor maneira possível os tijolos que caíam verticalmente de forma ininterrupta. Criado por Alexey Pajtnov em 1984, o jogo, inspirado nas crianças que tinham dificuldades com matemática (frações e geometria), acabou vendendo impressionantes 50 milhões de cópias, sendo escolhido pela Nintendo em 1988 como o game já incluso na compra de um Game Boy.
Tetris Como não poderia deixar de ser, quando eu era criança, tinha um minigame daqueles que vinham com 999 jogos (diferentes entre si na real só haviam uns 10. Os outros não passavam de variantes do próprio Tetris). O caso é que cada um dos piás da vizinhança queria deter a maior pontuação no dito jogo. Eram dias e noites de jogatina quase sem fim. O pequeno aparelho era disputado a tapa se fosse o caso. Cada um querendo superar o recorde do outro. Em um certo dia, pra surpresa de todos, atingi a insuperável marca de 900.000 pontos aproximados. Imbatível! Horas e horas aplicado na conquista, que me renderia o respeito e a idolatria de todos os 15 moleques moradores do bairro Moinhos. Fui dormir como um rei. Lá pelas três da manhã, foi que ouvi um berro vindo da casa de Pedrinho, o vizinho mais próximo. Consegui, consegui!!, gritava ele freneticamente. Na mesma noite meus números foram quebrados. 942.000 pontos. Pedrinho. O esguio vizinho da casa amarela tinha me batido já na primeira noite. Hoje lembro com carinho daquela época, da infância ingênua, do vício saudável.. e de Marcelo, que apanhou feito um condenado em plena madrugada. Coisa de criança, sabe? Mais Uma Enquete Se os portais da internet podem relatar as atividades do Katrina num bizarro minuto a minuto e a Veja pode cansar a paciência de seus leitores com 15 exemplares seguidos sobre o mensalão, eu o humilde blogueiro que vos fala, também posso realizar mais uma de minhas Segredos de Família. Drama com Christopher Walken e Michael Caine. O Vôo da Fênix. Aventura com Dennis Quaid e Giovani Ribisi. A Voz do Coração. Drama francês. O Mundo de Leland. Drama com Don Cheadle e Kevin Spacey. Guerreiros Búffalo. Comédia de humor negro com Joaquin Phoenix e Ed Harris.
Segredos de Família Caso nenhum deles desperte seu interesse, corra agora pra internet. O Katrina acaba de pedir uma cerveja em algum bar da Louisiana. O dia de atividades foi muito intenso (piada bem besta). Segunda-feira, Agosto 29, 2005 Resenha - Cinema A Ilha (The Island) De Michael Bay. Com Ewan McGragor, Scarlett Johansson e Steve Buscemi. Ação/Ficção Científica, 127 min. Sem querer ter má vontade com o novo filme de Michael Bay mas já tendo, devo dizer que A Ilha é muito irregular. O diretor mais detestado de Hollywood (pra quem não se lembra, ele é o responsável por bombas como Armageddon e Pearl Harbor), até consegue alguns poucos momentos de inspiração, especialmente no início. Talvez só no início..
Ilha, que ilha? Tô aqui pela grana! Como eu ia dizendo, é no começo que o espectador é apresentado a um filme super charmoso. Num futuro próximo (aliás, surpreendentemente próximo, dado o grau de avanço tecnológico que a película nos apresenta), existem empresas capazes de clonar seres humanos nos mínimos detalhes e que servirão como meras peças de reposição de órgãos para suas matrizes, quando essas padecerem de algum mal. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) e Jordan Two Delta (Scarlett Johansson, abusando de ser linda) são duas dessas cópias. Acontece que esses clones não sabem de seu tragico final. Trabalhando dia após dia em pesquisas científicas, dentro da própria empresa que os fabricou, eles esperam ansiosamente o sorteio de viagens para a tal ilha do título, onde estariam a salvo para repovoar o planeta que, contaminado, teria se tornado um lugar inabitável. Só que é justamente quando Lincoln descobre o segredo por trás da ilha que o filme perde o pique, se tornando uma ação cansativa, com perseguições sem fim, explosões e efeitos especiais exagerados. Nem a moderna discussão científica sobre a genética humana e as clonagens é bem aproveitada, já que, maniqueísta, a trama não permite que o espectador pense a respeito, tentando incutir a idéia da clonagem como algo negativo para a humanidade. A (desnecessária) cena de amor entre Jordan e Lincoln é só um exemplo de que Michael Bay ainda cede as fórmulas fáceis do cinema de massa. Apesar da presença brilhante de Steve Buscemi, ainda não foi dessa vez. Nota: 5,5 Sábado, Agosto 27, 2005 Top 5 Piores Versões Nacionais de Músicas Estrangeiras Essa frase chega a ser quase redundante. Versão nacional para qualquer música estrangeira, provoca calafrios. Pode até ser que Negro Amor, para muitos tenha ficado bonita, mas não tem como comparar com a original e belíssima It's All Over Now, Baby Blue do Bob Dylan. Cada artista (?) brasileiro que comete esse sacrilégio, numa demonstração completa de ausência criativa, deveria ser jogado num quartinho escuro, escutando Barbie Girl o dia inteiro. Mas não na versão do Aqua e sim na da Kelly Key. E não é só isso. O que não dá pra entender é a predileção que as bandas e cantores brazucas têm por músicas que já são ruins na versão original. Nessas horas, só sendo surdo. 1) Triste Mas eu Não me Queixo - O Surto (Californication - Red Hot Chili Peppers): não preciso falar muito. Prestem atenção na transformação que o refrão sofreu, na mão dos nordestinos. Ponto Alto: já lasquei a boca, na queda de patinete, semana passada bateram no meu chevette. Poesia pura! 2) Em Cada Sonho - Sandy & Junior (My Heart Will Go On - Celine Dion): acho que nem a própria Celine Dion seria capaz de agüentar uma versão dessa música. Ponto Alto: Em cada sonho que eu sonhar (ugh!) a distância existe persiste o desejo de trazer de volta no mar. O ugh! foi por minha conta. 3) No Fundo do Coração - Sandy & Junior (Truly, Madly, Deeply - Savage Garden): não estranhem a presença de mais de uma versão da duplinha. Podia ter até mais, de acordo com o que eles andaram fazendo por aí. Ponto Alto: quero fazer da tua vida poesia e canção. Desde que não seja essa canção.. 4) Estou Apaixonado - João Paulo e Daniel (Estoy Enamorado - Donato e Stefano): o pobre do João Paulo até morto já está. Agora se Deus o perdoou da atrocidade, aí é outros quinhentos. Ponto Alto: e no acorde doce da guitarra. Não sei porque, mas as palavras acorde doce e guitarra não combinam. 5) Então é Natal - Simone (Happy Christmas - John Lennon): eu nunca odiei tanto o natal como na época em que saiu essa música. Já não bastava saber que o papai noel não existe? Lennon se fosse vivo, se mataria. De desgosto. Ponto Alto: então é natal, e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez. Jura?
Os campeões em massacrar.. ..aquilo que já é ruim! Essa é só uma pequena amostra do que os nossos artistas são capazes de fazer. Acho que se fosse pra listar tudo de horrível que já saiu por aí nesse sentido, essa lista não teria fim. Ah, só pra que vocês saibam, a versão de Festa no apê não entra porque o Lat(r)ino é ors concours (sei lá eu como se escreve isso). E você, se lembra de alguma versão de doer? Quinta-feira, Agosto 25, 2005 Comunicação Visual Abaixo vocês vêem uma imagem que representa o nome de uma banda. Aliás, de uma excelente banda diga-se de passagem. Quem adivinhar que grupo é esse, leva pra casa um
[discurso redentor mode on] Mas o que fiz não foi por mal. Não poderia permitir jamais que um amigo meu, prejudicasse as vista assistindo novamente esta merda! [discurso redentor mode off] Resenha - DVD/Vídeo Amaldiçoados (Cursed) Wes Craven é um dos responsáveis pela retomada do estilo terrorzinho teen descerebrado que tomou conta dos anos 90. Diretor da clássica (?) série Pânico, ele agora reaparece, cinco anos depois do fracassado terceiro capítulo do já citado filme, com uma história urbana sobre... lobisomens (ugh!).
Eu juro! Juro que ainda mato meu agente! Tem vezes que eu custo a entender a atriz Christina Ricci. Acho que ela deve ter a carreira mais irregular que eu já vi no cinema. Em meio a filmes bacanas como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Monster - Desejo Assassino (onde na minha opinião, ela rouba a cena), protagonizou bobagens como o voyeur pra lá de esquisitão O Encontro e agora esse Amaldiçoados. Bom, sobre o filme: sabe aquelas historinhas de lobisomem que a vó contava? É a mesma coisa, só que na versão 2005, ela ganha a roupagem do horror urbano. Três jovens são brutalmente atacados por uma estranha criatura que anda perdida por Los Angeles. Para se livar da maldição, que faz com que eles ganhem a forma de um lobisomem nas noites de lua cheia, eles deverão descobrir quem é aquele que lhes atacou e após isso matá-lo. A película comete uma infinidade de pecados. Vocês querem a relação deles por ordem alfabética? Primeiro: o cenário é muito mal escolhido. Um filme de lobisomem não combina com a cidade grande. Na roça, com um bando de caipiras apavorados, ficaria bem melhor. Segundo: a trilha sonora de doer, te faz ter vontade de sair do cinema logo aos dois minutos. Ninguém agüenta muito tempo de nü metal. Terceiro: os efeitos especiais que poderiam ser o ponto alto parecem feitos no paint de tão toscos. Quarto: Joshua Jackson no elenco. Acho que chega né? Pra quem não sabe, o Wes Craven, diretor dessa bobajada é também o criador de um ícone POP chamado Freddy Krueger. Se Freddy ainda fosse serial killer, acho que mataria seu criador. Só de raiva. Nota: 1 Quarta-feira, Agosto 24, 2005 And the Winner is...! Não pensei que fosse possível se tornar um dos What's Up, sem prestar os tão falados favores sexuais ao Bloggerman. Já tava quase entregando os pontos, quando pra minha surpresa, ao voltar de uma pescaria (na verdade era uma reunião aqui da empresa, mas o que eu pesqueeeei, vocês não tem idéia) me deparei com um número de visitantes incomum para uma quarta de tarde.
Como não poderia deixar de ser, estou muito orgulhoso e feliz com a indicação e quero agradacer ao Blogger e a todos vocês visitantes (especialmente os que já estavam aqui antes), que me fazem ter vontade de escrever isso aqui todos os dias. Pra quem está chegando até aqui através do site, seja bem vindo! Esse é um blog que tem como assunto principal a sétima arte (cinema, para os leigos) e o entretenimento e que traz além de (muitas) resenhas, algumas curiosidades, novidades, enquetes, crônicas, entre outros. Fiquem a vontade. Terça-feira, Agosto 23, 2005 Parece Crônica Carne de Músculo É normal que a sopa não esteja entre os pratos favoritos de um ser humano. O hábito de comer água quente, para muitos, parece inconcebível. Acontece que pra minha família não existe inverno sem sopa. E não existe sopa sem carne de músculo. Pode ser de capeletti, de verduras ou de feijão. Sopa é bom sim, e com músculo. Não importa o quanto ele levará pra ser cozido. O resultado compensa. Pouca gente sabe que, apesar de ser uma carne barata, dura e coberta de nervos, o músculo, se bem preparado, pode sim virar algo comestível. Ele se torna completamente macio depois de algumas horas de cozimento. E não é só isso. Fica muito saboroso. Não é por acaso que os mais habilidosos cursos de gastronomia já são capazes de ensinar seus alunos a vender pescoço por picanha. O segredo está em saber fazer. Qualquer carne pode ser gostosa. Vai muito da mão de quem a prepara. Surpreso? Pois não fique. As carnes tidas como de segunda por aqui (aqui, leia-se no sul), em alguns lugares do país são vendidas como carne nobre. Lá, já perceberam que aquilo que parece pouco palatável, pode estar na mesa das famílias mais ricas, nos jantares mais chiques, ou nos pratos de porcelana, lado a lado com o caviar. O músculo tem potencial a ser descoberto. E acho que a maioria o desconhece. Leonardo da Vinci talvez nunca tenha comido carne de músculo. E talvez nunca tenha tomado sopa. Mas era um talento nato. Assim como Einstein. Eles simplesmente nasceram para a genialidade. Eu adoro sopa e aparentemente não tenho nenhum talento nato. Mas será que seria eu capaz de desempenhar qualquer atividade habilidosamente? Se eu fizesse um curso de pintura, me tornaria um bom pintor? Ou jogaria futebol como os craques se treinasse (sem piadas a respeito, por favor)? Um fotógrafo já nasce com o olho apurado? Ou aprende? Cientistas desenvolvem suas experiências porque em seu DNA já estava escrito que possuiriam esse dom? Ou horas e horas de estudos, de teorias e de livros é que permitem isso? O talento pode ser moldado? Ou pra tocar piano é necessário já ter a habilidade natural? É difícil saber. Nem todo mundo nasce Leonardo da Vinci. Nem todo mundo nasce picanha. A maioria das pessoas nasce músculo. E esse músculo, talvez precise de alguns dias, alguns meses, alguns anos pra se transformar. Depende de cada um. Segunda-feira, Agosto 22, 2005 CineBaú - Clássicos da Sétima Arte Os Brutos Também Amam (Shane) E então, estavam com saudade desse quadro? Eu sei que não, mas ainda assim eu gosto de escrevê-lo. Simpatizo com ele. Tenho visto excelentes películas antigas e não posso deixar de contar a vocês. Arrisco dizer o seguinte: confiem sempre na dica do baú. Ela sempre terá mais valor do que qualquer resenha atual de cinema ou DVD, por tudo aquilo que ela representa no contexto histórico do cinema.
O menino Joey e Shane: amizade sincera. Os Brutos Também Amam, conta a história de Shane (Alan Ladd), um forasteiro solitário que passa a ser idolatrado pelo filho de um casal de rancheiros que vive sob a ameaça de ter suas terras retiradas por um fazendeiro barra pesada da região. Esse faroeste foge um pouco à regra dos filmes do estilo, onde atira-se primeiro e pergunta-se depois. Aqui, os diálogos inteligentes e recheados de segundas intenções preparam o terreno para um desfecho incrivelmente emocionante. O espectador mais atento, notará claramente de onde surgem as inspirações de Clint Eastwood para filmes como Os Imperdoáveis. Curiosidade: entre 1939 e 1967 a categoria de fotografia foi dividida em fotografia em preto e branco e fotografia em cores. O filme, de 1953 ganhou prêmio de melhor fotografia em cores, apesar da construção de imagens noturnas pra lá de claras (como se houvessem umas cinco luas cheias). Sábado, Agosto 20, 2005 Resenha - DVD/Vídeo Kinsey - Vamos Falar de Sexo? (Kinsey - Let's Talk About Sex) Se nos dias de hoje, em que a liberdade sexual ocorre praticamente sem censuras, com a disseminação do assunto em toda a parte (especialmente na TV e na internet), ainda existem dúvidas sobre tal, o que dizer então dos sisudos anos 40, época em que viveu o doutor Kinsey, protagonista dessa cinebiografia?
É que eu estava na piscina, sabe? É claro que as dúvidas do pessoal da época eram ainda maiores. Kinsey (Liam Neeson) era filho do conservador Alfred (o sempre engraçado, mesmo quando desempenha papéis mais sérios, John Lithgow de 3rd Rock From the Sun). Este queria que seu filho seguisse alguma carreira promissora, que lhe rendesse um futuro seguro. Só que Kinsey, tinha outros planos: começou a estudar biologia, dando especial ênfase a vida das vespas. É lógico que o assunto nada interessante, acabou tornando o pesquisador um homem um tanto quanto solitário. Até o dia em que uma de suas alunas, Clara (Laura Linney, uma de minhas atrizes favoritas), resolve tentar uma aproximação. O fascínio mútuo por vespas, faz com que a identificação entre professor e aluna seja imediata resultando em um apaixonado casamento. Só que na noite de núpcias é que aparecem os primeiros problemas: virgens e com dificuldades no sexo, a experiência quase se torna traumática para o casal. E é a partir de então que Kinsey, resolve realizar um verdadeiro tratado a respeito do assunto. Pesquisando o comportamento sexual de outras pessoas e suas práticas, o doutor sexo como viria a ser chamado, descobre que o assunto tem uma amplitude muito maior do que àquela apresentada pelos livros da época, repletos de censuras e barreiras, se tornando um verdadeiro marco. O resultado é um filme bacana, que alterna momentos cômicos (como não poderia deixar de ser) com sérios, ao mostrar os dramas pessoais de Kinsey. Se você tem uma família conservadora, prefira assistir sozinho. Nota: 7,5 Quinta-feira, Agosto 18, 2005 Que Astro de Hollywood Você Gostaria de Ser? Tá, apesar de escrever todo o santo dia (e talvez até por isso), eu também tenho meus momentos de eu não faço idéia do que postar, então vai qualquer bobagem mesmo. E foi por isso que eu pensei esse quadrinho.
Brad Pitt: vida invejável. Eu gostaria de ser o Brad Pitt. Chega a ser quase desnecessário explicar os motivos. Pra começar, Quarta-feira, Agosto 17, 2005 Resenha - DVD/Vídeo Como Fazer um Filme de Amor Aqui está a resenha que venceu a última enquete. Pena que o ganhador seja um filme de doer! Como fazer um Filme de Amor é a estréia de José Roberto Torero na direção. Uma direção frouxa só pra constar, já que algumas cenas parecem realizadas no modo ao Deus dará, tamanho pandemônio visual.
É pro Fantástico? Dá a impressão que você está diante de uma das antigas esquetes de programas como Os Trapalhões ou de novelas de humor de segunda linha, tamanha a falta de criatividade nas piadas. Pra vocês terem uma idéia, em uma das cenas, o personagem de Cássio Gabus Mendes, Alan, acaba sendo acusado mentirosamente de assassinar sua ex-mulher estrangulada. Na cena seguinte ele já está fazendo trocadilhos infames sobre o assunto (piadas como quero de sufocar de paixão), com a personagem de Denise Fraga, a Laura, que, na condição de futura namorada de Alan, acaba fugindo assustada. O filme tem alguns poucos sopros de inspiração e estes acabam se resumindo aos clichês cinematográficos em filmes de amor (e esse é o motivo do título da película). Só que ao invés de seguir a risca a brincadeira, fazendo uma dura crítica ao modelo hollywoodiano de fazer filme, a direção opta por deixar esses momentos em um plano segundo, dando mais destaque a trama, que por ser uma chacota romantinesca contêm todos os elementos das histórias desse tipo (amores impossíveis, vilões "implacáveis" e finais felizes). Comparações com Team America são quase inevitáveis, com a diferença que o americano é deliciosamente sarcástico e divertido e ainda é feito com marionetes! Aqui temos atores reais e apesar do elenco bacaninha, que conta ainda com uma Marisa Orth e um André Abujamra (Karnak), muito aplicados nos papéis maldosos, acaba faltando uma boa quantidade de tempero a história. Ainda assim, se você quiser rir no estilo novelinha, esqueça esse e retire Querido Estranho, também nacional. Esse sim um programão! Nota: 3 Terça-feira, Agosto 16, 2005 Parece Crônica Das Frases que se Tornam Obsoletas Sexta ao meio-dia, prenúncio do final de semana. Almoço agitado entre amigos em um pequeno restaurante da universidade. Entre uma folha de alface e uma batata-frita mastigada, fotos, bate-papo sobre banalidades e uma frase de efeito, de difícil compreensão bastou pra que surgisse à mesa, o chavão número um nos momentos de completa vagareza intelectual: Demora pra cair a ficha hein? Essa espécie de metáfora clichezística é adequadamente empregada nos momentos em que uma oração (e não estamos aqui falando de pai nossos ou ave marias) dirigida a um ouvinte qualquer, encontra nesse mesmo uma dificuldade única de compreensão e localização, tornando-se por fim e com muuuuita demora, clara (o que promove então o comentário). A ficha propriamente dita, costuma cair quando a sua mente tão lotada de informações se livra de pensamentos esparsos que possam estar barrando a sua busca e localiza em espaço e tempo aquilo que está sendo recordado, falado, pronunciado, ou qualquer outro tipo de ado. Pra entender melhor, basta buscar na memória o personagem de Rogério Cardoso na finada Escolinha do Professor Raimundo. O tal Rolando Lero podia até demorar, mas no final ele sempre dizia, depois de a ficha ter caído: captei! Captei a vossa mensagem sábio guru! (óbvio que no caso dele, ele não tinha captado é merda nenhuma, mas o exemplo serviu). Enfim, vocês já devem ter compreendido a intenção desse texto: somos a última geração a usar literalmente, a ficha. As próximas não a conhecerão. E dependendo de nossas atitudes, poderão colocar a perder essa belíssima expressão do mundo moderno que nada mais é que do que uma tradução para a lentidão no raciocínio. Não façamos com que o caráter arcaico de uma ficha de orelhão, provoque também a exclusão dessa sentença tão bem empregada. Saibamos carregar conosco essa linda herança cultural, já que o cartão de orelhão, prático como não poderia deixar de ser, não demora para cair e muito menos é vagaroso. Uma vez inserido no aparelho basta discar. É isso, ou as pessoas se obrigarão a pensar muito mais rápido. O que num mundo como o nosso, um mundo de orelhões a cartão, é tarefa quase impossível. Velharia Cult (Será?) Piadas de Pontinho Em termos de piadas antigas não existe nada mais velho e sem graça do que as infames piadas de pontinho. Pode ser na sala de aula, na festa de família ou na cervejada com os amigos, sempre vai ter um mané metido a engraçadinho que vai largar: O que é um pontinho vermelho no topo do castelo? Pimenta do reino. Aí já vai ser tarde. Todo mundo sabe uma. Todo mundo acha que a sua é a mais engraçada e todo mundo ri, ou porque tá bêbado ou porque não quer perder o amigo. Com o advento da tecnologia e da velocidade nas informações, as piadas, não só as de pontinho, acabaram por padecer de um grave problema: o da completa falta de reciclagem. O novo hoje, amanhã já é passado. A piadinha tosca de português que eu li agora, encaminhada por um daqueles amigos que realmente não deve ter nada pra fazer, eu já tinha lido a pouco mais de um ano atrás. E se já daquela vez eu não tinha achado graça, hoje eu acho menos ainda. Já se foi o tempo da piada pronta. Esse modelo já nasce morto e não é diferente com as que motivam a velharia não tão cult de hoje. Nesse momento você, leitor esperto, deve estar se perguntando: porquê então as piadas de pontinho estão na 'velharia' se o objetivo é criticá-las?
Afinal de contas: qual a graça?? Por dois motivos: primeiro porque quando elas surgiram, até que eram engraçadas, o que invariavelmente provoca em torno delas essa aura cult e segundo porque quando aparece alguém com uma gracinha desse tipo, que seja realmente inovadora, pode valer a pena. Ah, apareceu um terceiro motivo: entre ouvir alguma história de fandangos suicida ou escutar a minha amiga Malva (não contem pra ninguém, mas ela é péssima piadista) relatando a triste história dos tomates que resolveram atravessar a rua ainda fico com a primeira. Pra encerrar o post, vai uma das melhores(?) na minha opinião: O que são 100 pontinhos vermelhos piscando? Uma centopéia de 'Ortopé Light' o tênis da luzinha. Segunda-feira, Agosto 15, 2005 Mais Uma Enquete Gostaria mais uma vez que vocês me ajudassem a fazer o blog. Andei assistindo muitos filmes em DVD e pra não cometer a bola fora de fazer resenha de uma película que não interesse a ninguém, solicito a opinião dos visitantes. Qual dos seguintes você gostaria de ver no quadro Resenha DVD/Vídeo? Desde que Otar Partiu: filme francês. Huckabees - A Vida é uma Comédia: comédia com Jude Law, Dustin Hoffman e Naomi Watts. Espanglês: comédia com Adam Sandler. Hora de Partir: estréia na direção de Zach Braff. Com Natalie Portman. Como Fazer um Filme de Amor: nacional. Com Denise Fraga, Cássio Gabus Mendes e Marisa Orth.
Huckabees. Peço desculpa ao amigo Mike que fez uma sugestão de enquete que tinha sido prometida aqui. Mas como a poeira da discussão baixou um pouco, ela acabou engavetada. Sexta-feira, Agosto 12, 2005 Música na Cabeça Essa não é a primeira e certamente não será a última vez que citarei o Travis aqui no blog. Vocês que me conhecem bem, já estão carecas de saber que eu sou um grande fã da banda de Fran Healy. Sabendo disso, o meu querido irmão, o Pi, que está na Nova Zelândia trabalhando, me fez uma supresa bem bacana: mandou via sedex um DVD dos escoceses, ao vivo no Alexandria Stadium. E de lá para cá, como não poderia deixar de ser, só o que tenho feito é ver o tal DVD. Meus outros discos devem estar até se sentindo meio excluídos, mas é que não consigo resistir ao chegar em casa e ver as versões ao vivo de verdadeiros bálsamos como Writing to Reach You, Re-Offender, Side e Driftwood entre tantas outras maravilhosas canções. Chego a temer inclusive pelo blog, já que na semana passada retirei alguns DVD's de filmes que acabaram sendo devolvidos sem ter sido vistos! Pra completar ele ainda me mandou o CD Pinkerton do Weezer (que pra mim é o melhor). Bom esse negócio de irmão à distância. Brincadeiras a parte, tenho saudades sim do piá e não vou emprestar nada do que ganhei! Não adianta nem insistir. Quem quiser ir lá em casa ver tá convidado. Mas de lá eles não saem!
Travis: simpatia ao vivo. Never see you coming around They know they got their heads screwed on I'm standing in the middle of town I know I might never come home Just standing where I am with all the people passing by me The sound of all these passers-by mixed in with the bus and motor-car I must be sure these are the signs Cos I've been here a million times before Just tell me when it's coming around, coming around I think I see you coming to town, hunting you down Bringing you round O trecho acima é de Coming Around, uma das que mais gosto. O curioso é que essa música não saiu em nenhum dos álbuns da banda, mas funciona como um lado B de luxo. É uma das mais pedidas em seus shows. Para ver essa letra na íntegra (e muitas outras nesse ótimo site), clique aqui. Quinta-feira, Agosto 11, 2005 Resenha - Cinema Quarteto Fantástico (Fantastic Four) O Quarteto Fantástico até que é bem legalzinho. É o tipo da coisa: eu fui pro cinema esperando nada e até que encontrei um produto bastante assistível. O único contato que tive com o quarteto na vida foi através de antigos gibis que meu pai tinha, entitulados Heróis da TV. Alguém se lembra disso? Nem eu lembro. Mas encerrada a sessão, me deu uma vontade de vasculhar aquelas velhas caixas perdidas em algum canto lá de casa..
Os quatro, prontos para agir! Como na maioria dos filmes baseados em quadrinhos, o primeiro momento se destina a apresentar os personagens, mostrando ao espectador como foi que eles adquiriram suas habilidades especiais. Na verdade esse quarteto é um grupo de cientistas que tem uma missão: viajar para o espaço para estudar uma nuvem cósmica que permitirá significativos avanços nos estudos referentes ao DNA humano. Só que um erro nos cálculos faz com que eles sejam atingidos em cheio por essa nuvem, acarretando uma alteração nos seus próprios DNA's. A partir de então o Sr. Fantástico (Ioan Gruffud), o Coisa (Michael Chiklis, muito bem), a Mulher Invisível (Jéssica Alba, sempre maravilhosa) e o Tocha Humana (Chris Evans, o metido a engraçadinho) entram em ação. E é aí que acontecem os momentos mais bacanas da película, que envolvem a descoberta dos poderes de cada um e como eles farão para lidar com os mesmos, com a opinião pública e com o assédio da imprensa. A trama não deixa de ter os clichês típicos de filmes do estilo, especialmente os que envolvem relacionamentos (de todos os tipos) e talvez nesses momentos ela perca um pouco do fôlego, já que algumas vezes a ação (que é o que importa) acaba ficando em segundo plano. Mas o resultado geral ainda é satisfatório. Nada sensacional como Sin City. Mas longe da chatice de Batman Begins. Nota: 6,5 Quarta-feira, Agosto 10, 2005 Novidades na Telona Filme sobre Maradona começará a ser rodado em outubro Fonte: Terra. Tenho quase certeza de que será muito mais interessante que o filme do Pelé. A trajetória do craque (ou será crack?) argentino é no mínimo mais movimentada. O diretor italiano Marco Risi começará a gravar em outubro seu filme sobre o ex-jogador argentino Diego Maradona, que aparecerá no final da gravação, disse o cineasta. Em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal romano La Repubblica, Marco Risi, filho do também cineasta italiano Dino Risi, assinalou que a filmagem, que a princípio deveria começar em junho, será realizada a partir de 3 de outubro. Trata-se de uma co-produção com Espanha e Argentina que, segundo Risi, "não terá uma estrutura clássica, será uma série de incursões nas diferentes fases de sua vida, extratos muito fortes com inserções dos momentos futebolísticos mais gloriosos."
O ex boleiro ..agora na condição de bola. A fusão futebol/cinema na minha opinião nem sempre resulta em algo interessante. Os dois funcionam muito bem na sua individualidade, mas juntos, parecem não combinar. Ainda assim vale aguardar a película sobre Dieguito, só pra ver de que maneira a vida dele será retratada. Para ler mais a respeito, clique aqui. Terça-feira, Agosto 09, 2005 Você Sabia?? Curiosidades Sobre a Sétima Arte Mais algumas curiosidades pra vocês. - Que o diretor Brian de Palma, apesar de dispor de certo prestígio entre os fãs de cinema já foi indicado cinco vezes na categoria de Pior Diretor nos prêmios Framboesa? Os contemplados foram: Scarface, A Fogueira das Vaidades, Missão Marte, além dos ótimos (pode acreditar) Dublê de Corpo e Vestida para Matar, este último um de meus favoritos. - Que Meryl Streep e Jack Nicholson são os campeões em indicações para o Oscar? Streep já foi nominada 13 vezes, enquanto Nicholson (merecidamente) já teve seu nome na lista 12 vezes. - Que o único diretor brasileiro a ser indicado ao Oscar foi Hector Babenco em 1984 por O Beijo da Mulher Aranha? Apesar de ter nascido argentino (tava bom demais..), ele obteve nacionalidade brasileira em 1977. A curiosidade é válida, pois essa semana estréia Água Negra, filme dirigido por Walter Salles, que tem - Que atores como Nicholas Cage, Christopher Walken. Robin Williams, Dustin Hoffmann e (pasmem) Marylin Manson estiveram cotados para interpretar Willy Wonka na refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolate? Boato ou não, ia ser no mínimo bizarro ver o canto(?) atuando. Ainda mais num filme de peso como esse.
Marylin Manson: Willy Wonka meiguinho. Comunicação Visual A brincadeira de adivinhar aqui do blog, permanece nos mesmos moldes daquela realizada anteriormente. Deve-se descobrir qual a banda que a imagem representa. Essa aqui não precisa nem de dica. A imagem diz tudo! Quem acertar leva o brinde surpresa do without.
Segunda-feira, Agosto 08, 2005 Resenha - DVD/Vídeo Trauma (Trauma) O filme Trauma é o legítimo caso de trailer melhor que o filme. Sinceramente, eu não tinha lá muita vontade de assistir uma película com esse nome, por mais que a mesma fosse estrelada pelo bom ator inglês Colin Firth (o mesmo de filmes bacanas como O Diário de Bridget Jones e Moça com Brinco de Pérola). Acontece que o trailer é muito bom! Ele só apresenta um pequeno problema: te leva a um filme que não existe.
Não fala nada pra ninguém.. ..mas esse filme é tão fraquinho.. Ben (Colin Firth) é o protagonista que acaba de sair de um pequeno coma, após sofrer um grave acidente automobilístico. No carro, junto com ele, estava a sua mulher Elisa (Naomie Harris) que infelizmente (para ele) não sobreviveu aos graves ferimentos. Com dificuldade de superar o trauma (zaloom, eis que surge o motivo do título), Ben passa a ter estranhas visões de Elisa de antes e depois do acidente. Seu cérebro ficará ainda mais confuso depois do surgimento de Charlotte (Mena Suvari), uma esquisita vizinha que o levará até uma sessão espírita, onde ele descobrirá enfim que Elisa, que ele tinha como morta, na verdade está viva. Tudo isso eu vi no trailer! E tudo isso me fez acreditar que eu teria uma boa surpresa em termos de suspense, assim como tive com Jogos Mortais também desse ano. Doce ilusão. A direção nervosa e cheia de firulas pirotécnicas de Marc Evans só serve para tentar despistar os vários furos do roteiro e as diversas situações sem pé nem cabeça que a película apresenta (especialmente do meio pro fim, onde aquilo que tinha a chance de ser pelo menos bom acaba sendo de doer). Se você está cansado daqueles filmes que jogam a culpa dos vilões na dupla personalidade, na esquizofrenia ou na loucura deixe de lado essa fita. Ou a experiência pode ser traumática. Nota: 3,5 Sábado, Agosto 06, 2005 Parece Crônica Dúvidas de uma Noite de Sábado Madrugada de sábado. Cinco amigos estão reunidos na sala do apartamento pequeno de um deles. Como bons losers já comeram seu cachorrão na única bodega que fica aberta no horário, já compraram sua Coca-Cola e agora sentados, descansam, enquanto batem papo, fumam e decidem aos poucos qual dos CD's vai pro som. Num sofá mais ao lado, perto da mesa, estão esparramados aproximadamente sessenta álbuns de todos os tipos imagináveis dentro da música alternativa. - Nossa, tu tem o Loveless do My Bloody Valentine - comenta Régis, nitidamente animado. - Muito sujo - vem a resposta imediata. Era Rudinei, trazendo os copos e o cinzeiro da cozinha. - Chico Buarque - se empolga Reinaldo, após soltar uma baforada na cara de Rudimar. A resposta vem em uníssono. - Ah, não combina com a madrugada. É nesse momento que Ricardo, o mais silencioso entre os cinco, após um gole do refrigerante, calmamente diz: - Vamos de Flaming Lips mesmo. - Tá se é pra ouvir este, então escutemos Mercury Rev. Era visível a indecisão daqueles cinco. As horas iam passando, a madrugada quase terminando e o som, um pequeno micro-system, ainda permanecia sem nenhum disco. Tudo que se ouvia era o burburinho da discussão: - Têm Wannadies, Rudinei? Rudinei era o dono da casa, que com um meneio horizontal de cabeça, acenou a inexistência de algum álbum dos suecos. - Pôxa Régis, com tantas opções e você ainda solicita um que não tem. As opções realmente eram várias. Entre originais e cópias era possível achar desde os mais tradicionais de REM e Nirvana até bandas mais experimentais como Air, Massive Atack e Björk. Só que nada parecia ser unanimidade. Todos tinham vontade de ouvir algum som, só que as opções, apesar de muitas, na maioria dos casos não agradavam a todos. Se para um tava valendo o The Killers, para o outro, mais saudosista o Sonic Youth é que cairia bem. Até que do meio da pilha quase escondido surgiu àquele que não mais provocaria discórdias. O Kid A rodou bonito até o amanhecer e os cinco finalmente se acalmaram. É nessas horas de dúvida que o POP, funciona melhor. Agrada a todos, sem exceção. Quinta-feira, Agosto 04, 2005 Top 5 Shows que eu Gostaria de Ver Pra quem mora em uma pequena cidade do interior (como é o caso da minha querida Lajeado), ter a chance de assistir a um grande show é algo deveras raro. Como não poderia deixar de ser, os maiores espetáculos musicais acontecem nos grandes centros, muito longe dos olhos incautos dos moradores dos vilarejos, que acabam tendo que se contentar com exibições ocasionais de artistas(?) na maioria das vezes toscos (não preciso voltar a dizer que a Radiohead: sou um grande fã da banda. E não perderia por nada nesse mundo ver o Thom Yorke se contorcendo que nem uma minhoca com dor de barriga. Pra quem não viu ainda, nem em DVD, ele canta assim. Chico Buarque: acho que se eu visse ele cantando Vai Passar no meio do show eu me matava. Se bem que eu queria ver Meu Caro Amigo também. E O Meu Guri. Bom, eu me mato no fim do show. Beatles: você me dirá agora que REM: ver um show da banda liderada por Michael Stipe deve ser uma faca de dois gumes. É tanto hit que se ficar faltando alguma coisa, eu sou capaz de me decepcionar. Apesar de provavelmente já ter babado o suficiente. Tori Amos: se eu tivesse que escolher entre ver ela ou o U2, ainda escolho ela. Aposto que ela toca piano bem melhor que o Bono Vox. E ainda canta as relações como ninguém, com sua linda e angustiada voz.
REM: estranhos é elogio. Parece uma lista fácil de fazer, mas não é. Tive mais uma vez que deixar muitas de minhas bandas preferidas de fora. Mas o que posso dizer é que por esses cinco, faria um esforço maior do que o normal pra poder estar lá, na frente do palco gritando suas músicas. Quarta-feira, Agosto 03, 2005 Resenha - Cinema Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City) Assistir ao Sin City me fez lembrar, guardadas as proporções, de um de meus games favoritos do Mega Drive, o antigo console da Sega. Se chamava Comix Zone. Era um jogo que tinha andamento idêntico ao de uma história em quadrinhos. Com direito a páginas sendo viradas e diálogos em balões. Diversão pura. Igual ao filme, que só não tem os balões. De resto, é como se estivéssemos diante de uma gigantesco gibi em preto e branco.
Marv: Frankenstein é coisa do passado. Não tem como não soar repetitivo quando o assunto é a película de Frank Miller e Robert Rodriguez. Começa pela personalidade dos diretores: co-direção não é um negócio permitido na burocrática Hollywood. Não foi problema para Miller e Rodriguez que juntos, finalizaram o projeto. De quebra, só pra avacalhar de vez convidaram ainda um diretorzinho pouco conhecido de vocês: um tal de Não sei o quê Tarantino, que realiza apenas uma única seqüência na produção toda e que, me perdoem o exagero, mas sozinha quase já vale o ingresso. Isso que ainda não começamos a falar do elenco estreladíssimo. Parece até a premiação do Oscar. As interpretações permitem que atores de gosto duvidoso como Mickey Rourke e o próprio Bruce Willis mostrem que também sabem fazer cinema de forma equilibrada e emocional. Eles são o fio condutor de duas das três histórias (a última é protagonizada pelo sempre bom Clive Owen), que se passam na cidade do pecado. Uma cidade com personagens diferentes e sentimentos parecidos. Em vinte linhas não conseguirei descrever a experiêcia que é ver o Elijah Wood se despedindo da pecha de eterno Frodo. Não conseguirei descrever nada na verdade. Assistam e depois a gente conversa. E que venha o 2. Eu falei em Oscar antes? Nota: 9 Terça-feira, Agosto 02, 2005 Gritos e Sussurros Sinceramente, eu não consigo entender como o apresentador Luciano Huck cata tanta mulher! Com aquele narizinho meigo e aquele tamanho de pintor de rodapé já namorou gente como a (sumida) Patrícia de Sabrit, a senhora dedinhos Eliana e a Ivetona Sangalo, entre muitas outras. O segredo segundo o cara é ser gentil e educado com as mulheres. A tática dele, inovadora diria eu, só deixou de lado um pequeno detalhe: gentil, educado e com uma conta gooooorda. Aposto que se ele fosse o Rogério Ceni não pegava nada. Veja o que a Angélica, atual namorada do cara, disse essa semana, sobre o assédio:
O Luciano é tranqüilo. O problema é a mulherada que está abusada. Não respeita nem homem casado. Bom, passado o momento recalcado mode on, destaco que o quadro pérola da semana mudou de nome. Já era hora. Mais Uma Enquete Eu acho maravilhoso quando o pessoal se solta e fala de suas experiências com a sétima arte por aqui. E é justamente por isso que eu tenho feito tanto esse tipo de enquete. Pra que vocês amigos visitantes (tá, foi um pouco marqueteiro, admito) possam se sentir a vontade pra falar de cinema (que é o negócio aqui do blogue). Seguindo a mesma linha da última enquete hoje eu pergunto: quais os melhores filmes pra vocês?
Carlito's Way: de Palma em ótima forma. Impossível responder? Admito que sim. As minhas preferências mesmo, estão em constante mudança. Não é atoa que os vistantes mais antigos, provavelmente já viram algo parecido aqui no without. Aqui vão cinco que eu adoro, sem pensar muito: 1) Assassinos por Natureza 2) O Pagamento Final 3) O Fabuloso Destino de Amelie Poulain 4) Cubo 5) O Iluminado Bem eclética e claro, não definitiva. Daqui a um ano a gente faz de novo. Vamos ver quanto já vai ter mudado. Segunda-feira, Agosto 01, 2005 CineBaú - Clássicos da Sétima Arte Alien, o Oitavo passageiro (Alien) Muito antes das invasões alienígenas pasteurizadas pela computação gráfica de filmes como Independence Day ou mais recentemente Guerra dos Mundos, o diretor (quase) estreante Ridley Scott em seu segundo filme, presenteou o mundo com um dos maiores clássicos do suspense e da ficção científica de todos os tempos.
Ave maria, cheia de graça.. Muita gente ao ver Alien, o Oitavo Passageiro nos dias de hoje, ainda se impressiona pelo realismo e pela densidade da obra. Na película de 1979, uma nave espacial com sete tripulantes (e não é necessário ser nenhum gênio pra imaginar quem se torna o o oitavo passageiro do título), que estão retornado a terra, recebe sinais vindos de um planeta inóspito. Movidos pela curiosidade, eles resolvem investigar o local de onde provêm os sinais e um dos cientistas acaba sendo atacado por uma estranha criatura, que gruda em seu corpo. Para tentar salvá-lo, eles o carregam de volta a nave, sem saber que estão carregando um embrião alienígena junto. É tensão do início ao fim! Curiosidade: dava a impressão que Ridley Scott não estava nada afim de dar o papel de Ripley para a atriz Sigourney Weaver. Inicialmente, a personagem seria um homem. Definida a condição da tenente como uma mulher, o papel foi oferecido primeiro a Verônica Cartwright. Só após o não dela, é que Sigourney ganhou a chance de representá-la. E hoje em dia, não é possível citar a série sem imediatamente ligá-la a atriz. Resenha - Cinema A Casa de Cera (House of Wax) O filme A Casa de Cera é uma refilmagem. No seu original (que eu não pude ver porque não existe por aqui) de 1953, dois sócios de um museu de cera brigam e um deles coloca fogo no mesmo (com o colega e tudo dentro), só para receber US$ 25 mil do seguro. Após resgatar o dinheiro, o incendiário acaba morto por uma figura disforme. É seu colega, que vivo e transtornado, agora mata as pessoas, transformando-as em bonecos de cera.
A casa: literalmente de cera. Sabe como é a versão 2005 da película? Seis jovens saem de madrugada para a final do campeonato universitário de futebol americano. Cansados (?), eles resolvem acampar no lugar mais isolado possível da floresta (novidade). Resultado: um de seus carros acaba danificado. Sem alternativa, o casal Wade (Jared Padalecki, que mais parece o Diego, aquele ex-jogador do Santos) e Carly (Elisha Cuthbert, a do seriado 24 Horas) pega carona com uma estranha figura até a cidade mais próxima chamada Ambrose, que tem como ponto turístico, a tal casa de cera. A casa esconde um mistério que os dois meio que sem querer vão acabar descobrindo. Resultado: vai morrer um por um, até sobrarem os dois mais famosos do elenco (tá achando o quê?). A sessão de clichês que envolve estupidez adolescente, sustos fáceis, fugas incríveis e mortes espetaculares (com destaque pra da personagem de Paris Hilton, a mais criativa entre elas), só terminará após quase duas horas de exibição, com final besta que indica uma possível continuação (se depender da arrecadação, thanks god, no). E entendam como quiserem, mas a idéia geral, até que não é ruim, só que ela é tão mal trabalhada e pouco inovadora, que até os fãs da série Pânico são capazes de se irritar. Nota: 2
|
![]() |