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Sétima arte e entretenimento. Tiago, Lajeado-RS.



Quinta-feira, Setembro 29, 2005

Parece Crônica
Trotes Telefônicos


Tem um amigo meu que adorava pregar peças nos outros. A sacanagem favorita dele sempre foi o trote telefônico. Mas não aquele trote bobo de quem te liga e pergunta se você trabalha com roupa e em caso de resposta negativa cai na gargalhada dizendo: então você trabalha pelado! Esse modelo, além de não ser nada criativo, não engana mais ninguém. As ligações desse meu amigo, elaboradíssimas diga-se de passagem, por vezes envolviam informações confidenciais ou segredos de variados tipos sobre suas vítimas, o que só conferia uma maior veracidade à tramóia.

Como não poderia deixar de ser, certa feita fui eu o enganado. Eu tinha acabado de passar pelo difícil desafio da auto escola. Já tinha rodado uma vez e apesar de não ter feito nenhuma aula extra pra encarar a prova pela segunda vez, acabei me dando bem no teste. Até perdi algum ponto e tudo mais, mas no final Deus me iluminou (o velho papinho de atribuir qualquer graça alcançada à Ele) e deu tudo certo. Pois bem: uma semana depois me liga o cara do centro de formação me avisando que, por um erro do cadastro, meus dados não estavam computados e eu teria que fazer a prova de novo. Quase pirei. É óbvio que vocês já perceberam que se tratava desse meu amigo (da onça), que se aproveitou da minha euforia pra quase me matar do coração. E o mais incrível era a disfarçatez da voz (ninguém notava) e a naturalidade com que ele nos ludibriava (saiba que antes de mim, mais três caíram na brincadeira).

Falando em trapaça, me lembrei agora do escândalo da máfia do apito que abalou o mundo do futebol essa semana. Vocês certamente ouviram falar do esquema que envolvia árbitros comprados para arrumar resultados de jogos em favor de apostadores clandestinos. O pior nem foi o fato de eles terem sido liberados (momentaneamente) ontem à noite. Triste é saber que os jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho poderão ser realizados novamente, independente de qualquer influência no resultado. Ruim para o torcedor. Péssimo para os clubes. Quando fui enganado por esse meu amigo, é lógico que não precisei refazer a prova. Seria literalmente pagar pelo erro dos outros, o que definitivamente e em qualquer caso, não é certo.

postado por: Tiago 3:55 PM |


Notícia Bombástica

Pasmem, mas já se vai mais de uma semana que eu não vejo filmes. E olha que os finais de semana significam pelo menos três películas assistidas. Será que cinefilia passa? Estarei eu enjoando da sétima arte?

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Chego a temer inclusive pelo futuro deste blogue.

postado por: Tiago 9:52 AM |


Terça-feira, Setembro 27, 2005

Parece Crônica
Assobiar e Chupar Manga


Nunca entendi porque a Carola, uma amiga minha não gostava de receber visitas enquanto estava escutando Los Hermanos. Odiava inclusive. Apesar de muito me convidar para a sua casa, esse convite sempre vinha com a ressalva:

-..só me liga antes. Pode ser que eu esteja ouvindo Los Hermanos. Aí, já viu né?

Eu realmente custei a entender o verdadeiro motivo desse porém. Ela certamente não sentiria o mínimo constrangimento se eu lá aparecesse de surpresa e desse de cara com ela de máscara verde de alface e aloe vera na cara. É anti-rugas - diria ela. Muito menos se preocuparia em atender a campainha de pijaminha azul, ainda remelenta, de pantufa velha e com a cara mais inchada do que o Quico chupando bala. Incômodo algum. Agora, o fato de eu a surpreender escutando a banda de Marcelo Camelo invariavelmente resultaria em mal estar. Não foram uma nem duas vezes que fui expulso de sua casa sem entender o porquê da aparente frescura. Foi quando resolvi pegar emprestado o último CD da banda.

Para entender o álbum dos barbudos é necessário prestar atenção. O disco que pode soar chatíssimo a primeira audição, evolui a cada repetição. Nossos ouvidos tão treinados para a mesmice e para a ausência criativa de bandas como CPM 22 e Jota Quest, entre tantas outras apresentadas pelas nossas rádios (e mídia em geral), podem custar a se acostumar com todos os elementos presentes nesse discaço. E é por isso que o IV (mais conhecido como quatro, para os leigos) é tão saboroso. Tão sempre fresquinho. Tão sempre novo, como uma paixão que não cai na rotina.

Existem pessoas incapazes de dirigir e falar ao mesmo tempo. De caminhar e respirar. De jogar bola e driblar. De assobiar e chupar manga. De estudar e ouvir música. E de escutar Los Hermanos e dar a devida atenção aos amigos. Não que as companhias sejam indesejáveis. De modo algum. Mas a distração pode impedir o deleite. Aliás, quando quiserem me visitar, só me liguem antes, por via das dúvidas..

postado por: Tiago 4:14 PM |


Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Resenha - DVD/Vídeo
Maria Cheia de Graça (Maria Llena eres de Gracia)


De Joshua Marston. Com Catalina Sandino Moreno e Yenny Paola Vega. Drama, 100 minutos.

Casualmente hoje, quando resolvi falar do filme Maria Cheia de Graça, entrei em uma discussão sobre o desemprego com um colega de trabalho. Ele defendia a idéia de que só não trabalha o preguiçoso e que emprego sempre têm. Já eu, falei de um mercado visivelmente saturado, citando exemplos de amigos formados, sem campo para desempenhar sua atividade.

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Obaaaaaa! Hora do lanche!!!

O assunto bom poderia render horas e horas de debates que ainda assim não se chegaria a nenhuma conclusão. Até porque esse meu colega, como bom alemão cabeça dura não daria nunca o braço a torcer. Acho que ele não daria nem um dedo pra torcer (é brincadeira, viu?). Nesse momento você já deve estar se perguntando (novidade): o que uma discussão besta como essa tem a ver com o ótimo filme do diretor estreante Joshua Marston? Explico: na co-produção americano/colombiana, Maria (Catalina Sandino Moreno, excelente) é uma humilde industriária que trabalha em uma fábrica de flores, amarrando buquês de rosas e retirando seus espinhos. Assim que descobre que está grávida, ela tem um bate boca com o chefe e acaba sendo demitida. Sem alternativa, e cheia de pepinos à resolver, ela acaba entrando em um esquema de transporte de drogas da Colômbia (seu país) para os EUA. Só que essa droga é levada dentro do estômago, envolvendo uma série de riscos. A película é muito interessante, porque apesar de dramática, em momento algum ela se torna exagerada, ou força a emoção de seu espectador. Os eventos são mostrados parte a parte com ótima montagem, diga-se de passagem. O assunto polêmico, que se mal conduzido pode ser um completo desastre, aqui ganha força no roteiro bem elaborado e num trabalho que mostra até onde o ser humano é capaz de ir, quando passa necessidade. Gostei mesmo.

Nota: 8,5

postado por: Tiago 5:31 PM |


Sábado, Setembro 24, 2005

Você Sabia??
Curiosidades Sobre a Sétima Arte


Mais um quadro pra encher lingüiça de curiosidades pra você ficar por dentro de tudo que se passa no mundo cinema. Por dentro sabe? É sempre bom estar por dentro.. (dêem um desconto, é segunda-feira).

1) Que o livro Onze Minutos de Paulo Coelho vai virar filme? O livro, que conta a história de Maria uma prostituta brasileira que viaja pela Europa, já vendeu 5,5 milhões de cópias desde que foi lançado em 2003. Ainda não há previsão para o início das filmagens.

2) Que o filme 2 Filhos de Francisco (a tão falada película sobre os xaropes a vida de Zezé di Camargo e Luciano) é o pré-candidato ao Oscar pelo Brasil? O filme, que já foi visto por mais de 2,5 milhões de pessoas no Brasil (eu não vi), superou os bons Quase Dois Irmãos e O Jogo Subterrâneo, entre outros.

3) Que o elogiadíssimo O Jardineiro Fiel, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, já superou a arrecadação de Cidade de Deus nos Estados Unidos? O filme, estrelado por Ralph Fiennes (gosto muito desse ator), que chegou ao top ten da última semana, já faturou mais de 25 milhões.

4) Que são apenas 4 as categorias que existem desde o primeiro ano de premiação do Oscar? São elas filme, diretor, ator e atriz. Entre as extintas categorias figuram: diretor de comédia, efeitos técnicos, qualidade artística de produção (acho que esse poderia existir até hoje), diretor assistente e diretor de dança (?).

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Fernando Meirelles. Moral em
Hollywood e arrecadação.

Depois disso tudo, vou ali ouvir É o Amor e já volto..

postado por: Tiago 12:36 PM |


Sexta-feira, Setembro 23, 2005

Acima de Qualquer Suspeita

O nome do quadro continua sendo uma barreira pra mim. Metódico (leia-se chato) como sou, estou pensando em cancelá-lo, só pelo fato de não ter conseguido dar um nome decente ao mesmo. Mas vamos lá pra mais um escolhido.

Voyage: o grande Sulzbach poderia muito bem ser chamado de David Bowie da blogosfera, pela quantidade de blogs, fotologs e afins que ele já criou e desfez em um curto espaço de tempo. Independente da quantidade de páginas criadas, vale destacar que a qualidade dos seus escritos nunca mudou. Pra vocês terem uma idéia, sempre que eu entro na internet, o blog dele é o primeiro que eu acesso (até antes do que o meu). O alemão escreve afu (não estranhem a presença desse termo em programas dominicais de gosto duvidoso, num futuro próximo). E não ignorem os textos longos. Geralmente esses reservam as maiores pérolas. Boa leitura.

postado por: Tiago 5:44 PM |


Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Resenha - Cinema
A Sogra (Monster in Law)


De Robert Luketic. Com Jane Fonda, Jennifer Lopez e Michael Vartan. Comédia (tô tentando descobrir aonde) romântica, 95 minutos.

Definitivamente a palavra criatividade não anda existindo no dicionário de boa parte dos produtores, diretores e roteiristas de Hollywood. Acho que deve ser a décima vez (juro que não é exagero) no ano que eu assisto à historinha de um casal que tem dificuldades de relacionamento por causa do pai, da mãe, da vó ou até do cachorro de um deles.

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Esse filme é chato demais pra nós duas..

Primeiro foi a desnecessária continuação de Entrando Numa Fria. Ainda assim, por mais requentada que a película pudesse ser, a presença hilária de Dustin Hoffmann e Barbra Streisand, acabou por dar um ar de frescor a história. Isso sem citar o sempre engraçado Ben Stiller e suas desventuras na tentativa de se aproximar do sogrão linha dura interpretado por Robert de Niro. Depois veio o horrendo A Família da Noiva que só serviu pra dar um empreguinho pro Ashton Kutcher no intervalo entre uma e outra temporada do That's 70 Show. E agora veio esse A Sogra, que é pior que qualquer outro. Como todos os filmes do segmento, mostra como o casal (aqui representados por Jennifer Lopez e Michael Vartan) se conhece. Como o mesmo enfrenta suas dificuldades, impostas aqui pela tal sogra (Jane Fonda, ressucitada depois de 15 anos sem fazer cinema), como ocorre o discurso redentor do final e como todos vivem felizes para sempre da forma mais eu não sou um ser humano de verdade possível. Ah, e não pense que apesar da previsibilidade você dará bolas de gargalhadas com gags divertidíssimas e com piadas modernas e inteligentes, pois isso definitivamente não acontecerá. Sorrisos mesmo, só aqueles bem amarelos, de quando a gente toma muito café. Aliás, café que talvez seja útil e evite poltronas de cinema babadas pelo sono profundo dos espectadores.

Nota: 2,5

postado por: Tiago 5:07 PM |


Top 5
Games Inesquecíveis


Os meus fins de semana em casa têm sido um verdadeiro desastre. Sem computador (que meu irmão vendeu pra viajar), não posso ficar baixando milhares de músicas de bandinhas novas que imitam o Radiohead fase The Bends, muito menos posso varar a madrugada em chats pornô, ou em papos cabeça com blogueiros nerds amigos de qualquer canto do país. Pra piorar, sem Cable Televison, não posso me distrair olhando o South Park ou qualquer um dos seriadinhos bestas da Sony que só duram uma temporada. E convenhamos que ficar a madrugada de sábado ouvindo Los Hermanos no quarto, nem sempre é a melhor saída. Talvez fosse a melhor saída pra quem quer se matar, o que definitivamente não é o meu caso. Então quando não saio, me resta jogar videogame. O problema é que já estou enjoando do Winning Eleven IV (Playstation). Se ao menos por uma noite eu pudesse recordar os jogos mais marcantes de minha vida (nesse momento levo a mão ao queixo, enquanto abre uma imagem em flashback)..

1) Hero (Atari): o jogo do mocinho que mandava tudo pelos ares no modo bomba, não só foi o mais marcante, como também foi o primeiro no estilo plataforma que eu vi na vida. Era motivo de briga na vizinhança pelo joystick. Difícil e ainda assim ótimo.

2) Sonic the Hedgehog (Mega Drive): hoje eu me irrito só de pensar no jogo. Enjoei. Mas quando tive o 16 bits, o porco-espinho mais famoso entre os gamemaníacos era garantia diária de horas e horas de diversão, depois de voltar da aula.

Street Fighter II (Super Nintendo): Ryu, Ken, Dhalsin, Guile, Zangief, Chun Li, Blanka, E-Honda, M. Bison, Balrog, Sagat e Vega. Frente a esse timaço, preciso dizer mais alguma coisa? Saudade dos campeonatos da Game Boy Vídeolocadora.

Rock'n Roll Racing (Super Nintendo): nunca tive um Snes. Ainda assim são dois os jogos dele na lista. A únião perfeita de música, corrida, gráficos legais e entretenimento está no jogo dos carrinhos que podiam ser incrementados de fase em fase.

Silent Hill (PlayStation): apesar de jogos como Resident Evil serem muito mais famosos no segmento fuja dos zumbis e decifre os enigmas, foi esse o que mais me marcou. Inteligente e inesquecível.

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Rock n' Roll.. quem não jogou?
(admitam, essa rima foi genial)

Essa foi uma das listas mais difíceis que já fiz na vida (jura? Que novidade?). Sou um gamemaníaco confesso e ter que deixar de fora preciosidades como Kid Chameleon (Mega Drive) e Frosty Bite (Atari) não foi fácil. Ainda assim, vale ressaltar que uma lista, por mais boba que ela seja (como essa por exemplo) nem sempre é definitiva.

postado por: Tiago 10:45 AM |


Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Comunicação Visual

E está no ar o quadro que mais dá prêmios na internet brasileira (já que o Sílvio Santos não tem blog). Depois de uma conturbada CPI (ver post do dia 25 de agosto), ficou decidido que eu não precisaria pagar nenhuma das locações que eu estava devendo referente às edições anteriores (os ganhadores que me desculpem, mas esse negócio de justiça no Brasil é o máximo!).

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Chega de papo-furado. Aquele que acertar qual o nome da banda que essa imagem representa, ganha uma sessão em DVD de A Vila inteiramente grátis, acompanhado da minha amiga Pati Barbie de brinde (ela te distrai enquanto você agüenta essa bomba).

postado por: Tiago 5:09 PM |


Segunda-feira, Setembro 19, 2005

Resenha - Cinema
A Chave Mestra (The Skeleton Key)


De Iain Softley. Com Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt e Peter Sarsgaard. Suspense, 104 minutos.

Apesar do final surpreendentemente bom, eu não consegui ir muito com a cara do filme A Chave Mestra, minha última passagem pelo cinema. Acho que ando tão decepcionado com o estilo suspense/terror que estou tendo um pouco de má vontade nas avaliações. Portanto, eu digo: não liguem para o que eu estou escrevendo por aqui. Assistam e depois a gente vê..

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Ai, preciso fazer as unhas urgentemente.

Dessa vez o que me desapontou nem foram os clichês do gênero, como os cansativos sustos fáceis (que apesar de estarem lá, não eram tão exagerados) e sim a forma como os fatos decorriam. Caroline (Kate Hudson), é uma estudante de enfermagem que levanta alguma grana cuidando de doentes terminais. Num desses trabalhos, ela acaba indo parar na casa de Ben Deveraux (John Hurt, muito bem), um senhor que teve um ataque cardíaco que o deixou mudo e paralítico. Apesar de ser recebida com a já esperada hostilidade pela esposa de Ben, Violet (Gena Rowlands), Caroline logo ganha da dona da casa uma chave mestra (como diria o Beakman, zalooooom), que lhe dá passe livre para todos os 30 cômodos da moradia. De uma forma extremamente forçada (é aí que reside um tanto da minha frustração. A montagem de cenas pouco convincente), Caroline acaba indo parar no sótão, onde descobre meio que sem querer uma porta escondida atrás de um armário. Movida pela inerente curiosidade que o ser humano parece dispor, ela abre a tal porta e descobre inúmeros artefatos que estariam ligados a rituais de magia negra. Detalhe: a personagem de Hudson é a mais corajosa que eu já vi na história. Ela não só visita o sótão escuro, como retorna lá inúmeras vezes para descobrir o mistério por trás dos materiais que lá existem. Se você topou a idéia, boa sessão.

Nota: 6

postado por: Tiago 5:07 PM |


Sábado, Setembro 17, 2005

Velharia Cult
Música Gauchesca


Gostaria de pedir licença aos bilhões de visitantes que acessam esse blog no Brasil inteiro só pelo dia de hoje, pra falar um pouquinho do meu Rio Grande. Não é novidade pra ninguém que o gaúcho é bairrista, chato, egocêntrico e blábláblá. E na Semana Farroupilha então, ele parece ficar ainda mais bairrista, chato, egocêntrico e blábláblá. Acontece que temos nossos motivos: churrasco, Érico Veríssimo, chimarrão, Fernanda Lima, Internacional (líder!), Ronaldinho Gaúcho, carreteiro, Zero Hora, Gramado, Mário Quintana, UFRGS, qualidade de vida, Gisele Bündchen, fandango, neve, Jorge Furtado, enfim.. esses são só alguns exemplos que nos enchem de orgulho por termos nascido aqui. Tá, não tô aqui pra ficar babando (e sei muito bem como isso é xarope, pra quem não é daqui), mas o que mais motiva esse post, nem é a Semana Farroupilha em si e sim a saudade que tenho da minha infância, quando levantava cedinho naquelas frias manhãs de domingo e o pai já tava com o chimarrão pronto, com a carne espetada (e coberta de sal grosso) e com o rádio ligado, escutando lindas músicas nativistas. Pra quem só conhece o Canto Alegretense e Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, deveria dar uma atenção um pouco maior aos nossos músicos do passado. Têm cada pérola..

Sabe moço fui guerreiro como tantos
Que andaram nos quatro cantos
Sempre seguindo um clarim
E o que restou, ah sim
No peito em vez de medalhas
Cicatrizes de batalhas
Foi o que sobrou prá mim...

(Sabe Moço - Leopoldo Rassier)

De vez em quando quando boto a mão nos cobre
Não existe china pobre, nem garçom de cara feia
Eu sou de longe, onde chove e não goteia
Não tenho medo de potro, nem macho que compadreia..

(Recuerdos da "28" - Francisco Alves)

Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos, viram mundos,
Mas o que foi nunca mais será
Mas o que foi nunca mais será..

(Desgarrados - Mário Barbará)

Uma chamarra uma fogueira
Uma chinoca uma chaleira
Uma saudade, um mate amargo
E a peonada repassando o trago
Noite cheirando a querência
Das tertúlias do meu pago..

(Tertúlia - Os Serranos)

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Foi até difícil pra mim escolher entre tantas maravilhosas canções, apenas quatro pra ilustrar esse post. Hoje em dia, a música gauchesca é popular, comercial e sem graça (a tal Tchê Music). E nem de longe lembra àquelas que eu ouvia (e ainda ouço), nas antigas fitinhas K7 de meu pai. É uma lembrança que terei para sempre em meu coração.

postado por: Tiago 12:36 PM |


Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Mais Uma Enquete

Quase me matei chorando. Foi com essa frase que uma amiga veio me dizer que tinha acabado de assistir ao belíssimo Em Busca da Terra do Nunca. E foi com essa frase que ela deu também, mesmo que indiretamente, a idéia pra mais essa enquete. Sempre que alguém me pede alguma dica de drama (leia-se algum filme pra se matar chorando) eu indico Dançando no Escuro. Sutil e direto ao ponto ao mesmo tempo, a película que narra as desventuras da pobre e quase cega Selma, interpretada com maestria por Björk, é capaz de derrubar até o mais duro dos corações. Admito que sou suspeito em falar, afinal de contas, já fui capaz de proezas como chorar enquanto assisita a algum episódio do Friends e (pasmem) até do Chaves. Ah, admitam, quando o Seu Madruga assume a culpa pelo sumiço dos churros devorados pelo Chaves é de partir o coração, né?

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Björk brilha em um mundo escuro.

E pra vocês, qual o filme mais emocionante que existe? Qual foi aquele que fez com que vocês saíssem com as caras devidamente inchadas do cinema?

Pessoal, hoje não acontecerá a eleição do bloguito (como diria o amigo Pim) da semana. O quadro não está extinto. Ele apenas se tornou quinzenal. Semana que vem tem mais.

postado por: Tiago 11:08 AM |


Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Parece Crônica
Baseado em Fatos Reais


Era comum no local em que Sérgio trabalhava, tirar um tempo de 15 minutos para tomar um cafezinho naquelas tardes frias de inverno. Só que ocorria que de vez em quando, Sérgio se empolgava demais com as animadas conversas que tinha com os colegas de outros andares, no belo jardim que se localizava na parte externa da empresa, nos fundos. Não conversavam sobre nada de especial, é verdade. Falavam às vezes da campanha do Inter no Brasileirão, sobre a cassação de Jéfferson tão iminente, sobre a nova estagiária do terceiro andar ou sobre o tempo, que pela vigésima vez seguida no mês anunciava chuva. Acontece que Sérgio, que trabalhava nos arquivos, não via a hora passar. Os 15 minutos as vezes viravam 30. Por vezes se tornavam 40. Só que naquele dia ele havia exagerado. Voltou pro setor, absurdos 50 minutos depois. Completamente atrasado. E com uma pilha de relatórios a fazer, já previamente solicitados. Ao sair do elevador no sexto andar, que era onde trabalhava, já na recepção seu colega anunciou em tom um tanto sarcástico:

A Helena tava te procurando..

No mesmo momento tremeu. A Helena era a sua chefe. Apesar de manter boa relação com ela, já percebera anteriermente que naquele dia ela não estava com cara de muitos amigos (pensou maldosamente que talvez o marido não houvesse comparecido na noite anterior). Mas esses pensamentos só serviam pra afastar o nítido constrangimento e a total preocupação pelo fato.

E se ela percebeu minha ausência. E se teve alguma ligação pra mim e eu não estava aqui pra receber. Ela notou minha falta, só pode. Será que ela notou? - tudo isso, ele se perguntava enquanto caminhava a passo de tartaruga pra sala da big boss como um boi que está indo para o abate.

Já na entrada, notou no semblante (odeio essa palavra) dela um misto de tristeza e raiva. Sem muita pressa, disse:

Sente-se Sérgio..

(obedeceu, já com a caneta na mão, pronto pra assinar uma provável advertência)

.. é o meu orkut, sabe.. não funcionou o dia inteiro.. (suspiro).. o teu tá funcionando?

postado por: Tiago 5:10 PM |


Resenha - Cinema
Horror em Amityville (The Amityville Horror)


De Andrew Douglas. Com Ryan Reynolds e Melissa George. Terror, 90 minutos.

Conversando com o meu amigo Diogão antes da sessão do filme Horror em Amityville, refilmagem de A Cidade do Horror de 1979 começar, constatamos o seguinte: por mais tosca que uma película do estilo possa ser, sempre que ela for baseada em fatos reais, a chance de sair da sala com cocô nas calças estarmos diante de algo (perto de) bom, é maior.

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Nessa casa, cinco é demais.
Sacaram? Sacaram?

Analisando friamente podemos dizer que o principal objetivo de quem assiste um filme de terror é se assustar (e se entreter) sem compromisso algum, certo? E é inegável, que o fato real nesses casos, se torna um diferencial para que o intento seja atingido mais facilmente. Pôxa, se determinada casa tinha espíritos malignos, e esses tais espíritos ainda por cima, existiram de verdade, nada mais natural que você saia do cinema e prefira não dormir, do que se deparar com o monstro que mora embaixo da cama. Ok, diante desse exemplo bobo, você pode até posar de machão dizendo que esse tipo de coisa não te impressiona, não te assusta e blablablá, mas eu admito: não assisto filmes de terror sozinho em casa, de madrugada. Não gosto! Talvez seja algum trauma de infância, de quando olhei Poltergeist. Esse foi um dos que mais me impressionou, sabe? Acho que por causa daquela história da menininha, a protagonista, que morreu durante as filmagens do terceiro episódio e coisa e tal.. Agora que me dei conta de uma coisa! Era para eu estar falando do filme que olhei e não contando histórias bestas, num legítimo post diarinho que ninguém lê. Peço desculpas a todos pelo lapso. E ainda por cima tô com preguiça de apagar o que escrevi, no botão backspace. Já posso ver os xingamentos através dos comentários. Ameaças explícitas via Orkut e afins. Cartas enfurecidas pra redação do without, pedindo dinheiro de volta (tempo é dinheiro, não esqueçam). Passeatas, carreatas e páginas na imprensa local denunciando o fato.. quanta bobagem. Geeez!

Nota: 6

postado por: Tiago 1:23 PM |


Terça-feira, Setembro 13, 2005

Gritos e Sussurros

Quando falei esses tempos do fantástico (e provável melhor filme do ano) Sin City, fiz questão de destacar o papel do Elijah Wood. Não bastasse incorporar com extrema competência o esquisitão e lacônico vilão Kevin, o ator de 24 anos (a aparência de criança fica por conta do tamanho de pintor de rodapés e de jóquei de final de semana que ele têm), conseguia finalmente apagar a imagem de eterno Frodo, que ele parecia ter adquirido após a saga O Senhor dos Anéis. Só que pelo visto, essa impressão que tive, foi um tanto errada. Vejam o que ele disse recentemente em entrevista:

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Não posso ir pra canto nenhum sem ouvir as pessoas me chamando de 'Frodo' nas ruas.

Interessante notar como muitos atores são eternamente lembrados, por um único personagem interpretado em suas carreiras. Isso acontece bastante com atores de seriados. Nunca me esqueço quando vi O Colecionador de Ossos pela primeira vez. Não podia aceitar que o (sumido) Ed O'neill (o Al Bundy do finado Married With Children) incorporasse o papel de um sisudo delegado de polícia. Acabava sempre enxergando o atrapalhado pai de família do enlatado (o que fez com que a película perdesse um tanto de sua credibilidade). Hoje em dia as produtoras parecem evitar tais constrangimentos. Não é atoa que o Mathew Perry sempre interpreta o Chandler em seus filmes.

postado por: Tiago 2:31 PM |


Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Novidades na Telona
Filme de Ang Lee leva Leão de Ouro em Veneza


Fonte: Terra.

Existem momentos em que me surpreendo com a minha petulância, ao definir esse blog como um blog sobre a sétima arte. Vejam bem: os festivais de Toronto e de Brasília bombando. O de Veneza já se encerrando. E eu? O que faço frente a esses fatos? Nem trinta. Tipo, nem parece que o negócio é comigo. Filme? Que ser isso? Sem falar na total falta de atenção aos lançamentos da semana em cinema ou DVD. Se bobear até o Gilberto Barros da mais espaço a sétima arte, no infame Sabadaço.

O filme Brokeback Mountain, do taiwanês Ang Lee, foi premiado neste sábado com o Leão de Ouro, principal prêmio da 62ª Mostra de Cinema de Veneza. O filme, que descreve com poesia um amor intenso e proibido entre dois caubóis, é um desafio para a lendária e indomável figura do vaqueiro "macho" americano e é o primeiro "western gay" da história do cinema.

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Ang Lee, Chun Li.. sei lá também..
Japonês é tudo igual mesmo.

Aqueles que realmente levaram em conta esse meu desabafo besta, e que sentem falta de uma cobertura mais completa desse que vos fala (isso pode render inúmeras interpretações), podem clicar aqui e ler as últimas notícias (entre elas, as que dizem respeito à Veneza) sobre a sétima arte na íntegra. Se você não está nem aí pra nada, muito menos pra esse filme de viadinho que ganhou o festival, aguarde o próximo, sensacional e másculo post.

postado por: Tiago 5:03 PM |


Sábado, Setembro 10, 2005

Resenha - Cinema
Água Negra (Dark Water)


De Walter Salles. Com Jennifer Connely, John C. Reilly e Tim Roth. Suspense, 105 minutos.

Vocês já escutaram alguma vez a música Quase dos mineiros do Pato Fu? A letra é mais ou menos assim: quase um amor, quase um caminho, que me deixou quaaaase sozinho. E apesar de ter ficado quase um ano quase morto de paixããão, hoje já estou quase bão. Sensacional, né? Por incrível que pareça, acabei me lembrando dessa canção enquanto assistia ao Água Negra na sexta de noite.

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Entre, fique a vontade e não repara..
é só um pequeno vazamento!

Isso só aconteceu porque tudo na película do diretor brasileiro Walter Salles (sua estréia em Hollywood, por sinal) é meio quase. É quase um suspense. Com pitadas de quase drama, em que da vontade de quase chorar. Tem outros momentos que é um quase terror, com quase sustos. Sabe, você vai assistindo.. o clima vai sendo criado.. a música vai dando o tom.. a expectativa de algo grande e coisaetali vai se formando e quando você vê, já houve um corte abrupto que tirou todo o tesão da seqüência. É como estar fazendo sexo (ou transando gostosinho, como diz o Marcos) e ter que interromper sem mais nem menos por algum motivo. Talvez Salles estivesse um pouco inseguro, já que não é mais nenhuma novidade o fato de que no cinemão americano todo mundo dá pitacos nos roteiros. Do produtor ao faxineiro (tanto que o próprio diretor não gostou do produto final). Só que esse detalhe tão fundamental, prejudicou bastante a trama, que tinha tudo pra ser no mínimo, interessante. Nela, a recém divorciada Dahlia (a sempre maravilhosa Jennifer Connely), se muda para um novo apartamento para tentar mudar de vida ao lado de sua filhinha Ceci (Ariel Gade). Só que a nova moradia apresenta barulhos estranhos, esquisitices dos moradores e um vazamento no teto, que vai aumentando a cada dia. Se Salles tivesse arriscado um pouco mais e tivesse sido mais firme na condução do roteiro, de repente pudéssemos estar diante de uma boa história, já que a fotografia muito competente de Affonso Beato, acaba criando um clima de tensão constante. Ou melhor, um quase clima de tensão constante..

Nota: 5

postado por: Tiago 11:46 AM |


Sexta-feira, Setembro 09, 2005

Blogs que Visito

Recebi nos comentários, inúmeras sugestões para o nome do quadro (e sou muito grato a vocês pela mão), mas como bom alemão teimoso que sou, acabei de momento, deixando o mesmo nome tosco da estréia, na semana passada.

Velho Deitado: enquanto o Eric (o responsável pela bagaça) não se decide se continua ou termina com o blog (ele tá fazendo ô charminho), vocês podem se deliciar com um dos caras mais sarcásticos, irônicos e bem humorados da blogosfera. Só não vá fazer comentários escrotos do tipo adorei seu bloguxo, entra no meu depois que o cara não costuma ser muito simpático com visitantes desse tipo. Além do que, ele é um dos queridinhos do Bloggerman (isso se ele não for o próprio), já que ele já foi 33 vezes What´s Up e 19 vezes Blog of Note. Boa leitura.

postado por: Tiago 5:42 PM |


Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Música na Cabeça

Recentemente fiz um top 5 com as músicas mais tristes que eu conhecia, lembram? Era a trilha sonora ideal para quem quisesse se suicidar com estilo. Frente ao resultado daquele post, pude constatar que de repente, minhas indicações estivessem erradas, já que ninguém se matou (ou ao menos ninguém veio me avisar que acabaria com a própria vida ao som de Let Down do Radiohead) e acabei desistindo de fazer um post com as músicas alegres, que era a minha intenção na época. Essa introdução de extremo mau gosto, na verdade, não serve pra nada. É só enrolação pra chegar na parte que interessa: terça, saí de carro com o meu grande amigo Pim. Animados que estávamos com o feriado, colocamos pra rodar um álbum qualquer dos suecos do Wannadies. Se vocês já ouviram falar, sabem que não se trata de modismo. É uma banda em atividade desde a metade dos anos 90 e que apresenta uma mistura de Supergrass com Teenage Fanclub (nossa, será que forcei muito?).

Always when we fight
I try to make you laugh
Til everything's forgotten
I know you hate that

ba ba da da ba ba ba ba (2x)

Always when we fight
I kiss you once or twice
And everything's forgotten
I know you hate that

I love you Sunday song
The week's not yet begun
And everything is quiet
And it's always...

You and me always, and forever
You and me always, and forever
ba ba ba ba da ba, it was always
You and me always..


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Imagem não é nada, tchurúrú é tudo.

O trecho que você viu acima é de You & Me Song que está na trilha sonora do filme Romeu & Julieta (versão 1996 com Leonardo di Caprio). Se vocês não estão levando muita fé nessa banda, lembrem de seu país de origem, que é a Suécia. Suécia = Ace of Base e Roxette. Se convenceram agora? Quem quiser curtir toda a letra, clique aqui.

postado por: Tiago 5:38 PM |


CineBaú - Classicos da Sétima Arte
Casablanca (Casablanca)


Mesmo que vocês não tenham visto esse filme, certamente já ouviram falar dele, né? Não é para menos. Apesar de antigüíssima (de 1942), a película é super bem feita e bem montada, além de contar com inúmeras seqüências eternizadas pelos fãs da sétima arte. Sabe aqueles clichês que vocês vêem aos montes em filmes com Ashton Kutcher e Meg Ryan? Dá pra se dizer que muitos deles não existiriam se não fosse por Casablanca, o precursor das histórias de amores impossíveis.

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Casablanca: amor em meio a guerra.

Casablanca era rota obrigatória (fica no Marrocos) para quem estava fugindo dos nazistas na segunda guerra. É nesse local que Rick (Humphrey Bogart) vai reencontrar Ilsa (Ingrid Bergman), anos após eles terem tido um tórrido (adoro essa palavra) e ao mesmo tempo efêmero (essa também) caso de amor em Paris. Simples. E lindo.

Curiosidade: recentemente o AFI (American Film Institute) selecionou as 100 frases mais marcantes do cinema em todos os tempos. Casablanca teve sete escolhidas. Entre elas estou de olho em você garota (here's looking at you, kid) e nós sempre teremos Paris (we'll always have Paris). Numa época em que a prioridade não eram os efeitos especiais, a força de um filme estava nos diálogos. E esse é um bom exemplo.

postado por: Tiago 11:06 AM |


Terça-feira, Setembro 06, 2005

Parece Crônica
Sobre o Tempo


Nunca se falou tanto sobre o tempo como atualmente. Saindo para o trabalho hoje, no início da tarde, dei uma paradinha na frente da TV, para conferir quais eram as chamadas do Jornal Hoje e poderia jurar que das dez manchetes destacadas, doze se referiam a tufões no Japão, a neve na Ucrânia, ao granizo nas Minas Gerais, ou a súbita escuridão a que se acometeu a cidade de São Paulo pela manhã.

Como não poderia deixar de ser, as inúmeras matérias sobre as calamidades naturais que andam devastando o nosso planeta não se resumem a televisão. O auge nesse sentido, constatei na semana passada, ao entrar em um desses portais de notícias da web. Em tempo real, o tal site convidava o internauta a averiguar as últimas informações, num bizarro minuto a minuto das atividades do furacão Katrina. Nem um jogo de futebol em real time era atualizado com tanta precisão! O furacão andava tão famoso que até pro paparazzo recebeu convites, mas acabou negando já que teria um dia intenso de trabalho na Louisianna e em Nova Orleans (perdão pelo humor negro).

O mais engraçado é que as discussões acerca do tempo, sempre se configuraram em conversas fastidiosas com o vizinho chato (aquela perguntinha típica: será que chove?, pra quebrar o gelo), ou em bate-papos nada descontraídos na casa da vó, só pra comer a sobremesa deliciosa dela: esse tempinho, né meu neto.. parece que vem neve semana que vem (e você com a boca cheia de torta de bolacha mal consegue responder). Ainda assim, é o noticiário metereológico que vem dominando os diversos canais da mídia nos últimos dias.

Eu poderia passar aqui, inúmeras dicas pra você se livrar dos chatos de ponto de ônibus que adoram puxar papo falando sobre a chuvinha de molhar bobo de ontem. Só que acredito que hoje em dia, as pessoas estejam sim mais interessadas em saber como anda o tempo. Muito pelo caráter imprevisível que ele adquiriu recentemente. Além do que, entre saber se vai chover ou fazer sol amanhã, ou descobrir quem é o mais novo envolvido em escândalos políticos no Brasil, ainda fico com a primeira opção. De quebra, ainda me delicío com as guloseimas da minha querida vovó.

postado por: Tiago 4:56 PM |


Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Resenha - DVD/Vídeo
A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory)


De Tim Burton. Com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Freddie Highmore. Comédia dramática, 109 minutos.

Willy Wonka (Johnny Depp), é o excêntrico dono da maior fábrica de chocolates do mundo. O misterioso estabelecimento não recebe a visita de ninguém há 15 anos e Wonka resolve fazer um sorteio no mundo todo, onde apenas cinco crianças, aquelas que encontrarem o bilhete dourado, serão selelcionadas para uma fascinante visita ao local.

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Os visitantes..
..encantados com o mundo de Wonka.

As semelhanças entre o original, de 1971 e a versão 2005 do clássico, morrem no mote que você leu acima. Como você já deve estar careca de saber, Tim Burton promove inúmeras modificações na sua versão. E o faz como sempre, de forma muito competente. Por exemplo: a primeira metade da história, a da busca de Charlie (Freddie Highmore, atuando como gente grande) pelo tal bilhete antes de entrar na fábrica, está muito mais dinâmica e deixa no chinelo o mesmo momento da versão antiga. É lógico que com a tecnologia disponível hoje em dia, o diretor pôde trabalhar melhor as cores, os sons e até as características de alguns personagens, tornando o filme (ainda) mais fantasioso e soturno. Durante a sessão, até lembrei do bom Desventuras em Série. Em compensação, após a entrada das crianças na fábrica, a trama perde um pouco o pique: pra começar os Oompa Loompas não cantam a indefectível Oompa Loompa Loompa Dee Dá!, optando por canções modernosas e estilizadas (demais) para cada um dos moleques. Depois aparecem cenas da infância de Wonka e dos motivos da sua esquisitice (a maior falha, já que a curiosidade por trás da personagem se vai embora). E pra completar tem o final, que apesar de ter a cara dos romances hollywoodianos, não chega a comprometer o conjunto da obra. Sei que é um erro fazer uma resenha comparativa e que cada filme é um filme (jura?). Só que foi inevitável. Ainda assim, num cinema que padece da escassez de roteiros originais como o americano, uma refilmagem bem feita como essa, é sempre bem vinda!

Nota: 7,5

postado por: Tiago 4:23 PM |


Você Sabia??
Curiosidades Sobre a Sétima Arte


Mais algumas curiosidades, pra começar bem a semana.

1) Que o filme O Iluminado, apesar de ser um clássico, não recebeu nenhuma indicação ao Oscar? E pior, ainda levou duas indicações ao Framboesa de Ouro (pasmem): nas categorias de pior diretor (um tal de Stanley Kubrick) e pior atriz, para Shelley Duvall.

2) Que as ações dos filmes A Ilha e Blade Runner se passam em 2019? Já pensou se um clone, encontrasse um replicante? Pelo visto teremos problemas nesse ano. Ao menos na visão dos cineastas..

3) Que os filmes Missão Impossível e Pânico terão continuações?

4) Que 2 Filhos de Francisco (o tal filme do Zezé di Camargo & Luciano), já foi visto por mais de 1 milhão de pessoas? E eu não tenho a mínima vontade de assistir. Especialmente por causa da trilha sonora.

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Cena de O Iluminado

postado por: Tiago 7:51 AM |


Sexta-feira, Setembro 02, 2005

Blogs que Visito

Já que não costumo postar nos finais de semana, resolvi criar esse quadro, onde indico algum blog bacana pra vocês. Em meio a tantos sites voltados ao miguxês as vezes se torna tarefa quase impossível descobrir aonde estão os bons escritores da web. A partir de hoje, prometo ajudar vocês nesse sentido.

Sem Salvação. O primeiro blog a ser indicado não poderia ser outro que não o da minha amiga Malvada. Com sarcasmo, espalha a malvadeza em textos deliciosamente ácidos. Além do que, foi uma das primeiras a linkar o humilde blogueiro que vos fala. Divirta-se.

Eu odiei o nome que dei pro quadro. Se alguém tiver uma idéia melhor, tô aceitando sugestões.

postado por: Tiago 4:46 PM |


Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Resenha - DVD/Vídeo
A Voz do Coração (Les Choristes)


De Christophe Barratier. Com Gérard Jugnot e Jean-Baptiste Maunier. Drama, 95 minutos.

Mas esses visitantes aqui do blog me surpreendem a cada dia! Numa enquete em que concorriam filmes com grandes figurões do cinema americano, o vencedor foi o humilde, delicado, simples e nem por isso menos interessante filme francês. Já que vocês pediram, aqui está então a resenha de A Voz do Coração.

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Morhange: carinha de anjo. Só carinha.

Acho que todo mundo já deve ter visto algum filme em que um bando de crianças mal educadas recebe seu novo professor de forma hostil. O mais famoso nesse segmento provavelmente é Mentes Perigosas, que é aquele onde a Michele Pfeifer é uma professora que tem que literalmente domar uma tigrada (não é no sentido pejorativo) pra lá de rebelde. Na película de Chrisophe Barratier, isso também acontece. Só que ao invés de adolescentes, os revoltadinhos não passam de crianças. Nem por isso elas aliviam. Agressões entre colegas, brincadeiras de mau gosto com superiores e bocas (muito) sujas são só um exemplo do que os pentelhos são capazes de aprontar. O mestre da vez é Clement Matieu (Gérard Jugnot, interpretando com incrível naturalidade, assim como todo o elenco), que após enfrentar a óbvia dificuldade de relacionamento com sua nova turma, acaba encontrando na música o caminho do equilíbrio. Mais precisamente num coral que ele resolve corrdenar. Nesse momento vocês me perguntam (não sei porque, mas eu sempre acho que vocês tem uma pergunta): se esse filme se parece tanto com outros já vistos no cinema, o que o diferencia? Primeiro, ele é francês. Puro charme. Segundo, a trilha e a fotografia são maravilhosos e terceiro e mais importante: a história não parte para o sentimentalismo barato e para o apelo emocional que poderiam levar o filme a um desfecho irritantemente previsível. Não foi atoa que concorreu na categoria filme estrangeiro no último Oscar, só perdendo para o belo e espanhol Mar Adentro.

Nota: 8

postado por: Tiago 5:53 PM |


Novidades na Telona
Jim Carrey e Ben Stiller vão trabalhar juntos


Fonte: Terra

O roteiro parece ser completamente tosco, mas a presença de Stiller e Carrey, dois dos comediantes mais engraçados do mundo (excetuando-se é claro, Jerry Seinfeld e o Presidente Lula), já deve valer o ingresso.

Dois dos comediantes de maior sucesso do cinema atual vão juntar forças em um novo filme. Jim Carrey e Ben Stiller vão trabalhar juntos em Used Guys, uma comédia a ser dirigida por Jay Roach, de Entrando numa Fria. O filme futurista vai ser passado em uma época na qual as mulheres dirigem a Terra. Os homens estão extintos porque tomaram uma espécie de Viagra contaminado. Carrey e Stiller fazem os papéis de clones que são considerados obsoletos porque novos modelos têm melhor capacidade de "escutar" e "fazer amor". Humilhados, eles tentam fugir para um nirvana conhecido como Mantopia.

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Jim Carrey, o injustiçado.

Eu sou um grande fã do Jim Carrey. Na minha opinião, ele é um dos maiores injustiçados pela academia nos últimos anos. Não bastesse os belíssimos trabalhos em obras primas como O Show de Truman, O Mundo de Andy e Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, ainda fez o mundo rir, com uma penca de comédias hilárias. Para ver essa e outras notícias sobre cinema, clique aqui.

postado por: Tiago 11:21 AM |



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