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Sétima arte e entretenimento. Tiago, Lajeado-RS.



Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Parece Crônica
O Esquecido


Ontem uma amiga me ligou, pois precisava com urgência do álbum do A-ha emprestado. Ela queria ele para fazer uma cópia pra dar de presente a uma outra garota e talicoisa. Quem me conhece sabe que sou um verdadeiro chato para emprestar CD's. É como se fossem os filhos que não tenho. Ainda assim, como se tratava de uma pessoa muito querida, fiz questão de separá-lo com cuidado ainda ontem à noite junto com os outros materiais que carrego sempre pro trabalho(onde eu a encontraria), afim de não esquecê-lo. Adivinhem o que aconteceu? Levantei atrasado, vesti a primeira roupa que apareceu, escovei os dentes, não comi nada e em 10 minutos já estava em frente ao computador trabalhando. O disco dos noruegueses, que eu deveria ter trazido junto, ficou em casa.

Ando muito esquecido. Na verdade sempre fui meio assim avoado. Só que ultimamente pareço estar mais. Pra vocês terem uma idéia, trabalho em uma biblioteca universitária. Além de trabalhar, estudo lá também. Como estudante, acabo retirando livros da mesma biblioteca em que trabalho. E acreditem: não foi uma nem duas vezes que tive que pagar multa por simplesmente esquecer de devolver ou renovar os livros que havia retirado. Mesmo estando quase 50 horas semanais no local. Casa de ferreiro, espeto de pau? Que nada. Cabeça de vento mesmo.

E não pára por aí. Certa feita, em uma viagem do colégio, acabamos pegando um ônibus de linha em uma praia das redondezas, pois o nosso ônibus titular havia nos abandonado por conta de uma forte chuva. Não fôsse o fato de estarmos entre amigos, e eu não mais me lembraria o caminho para a praia da Pinheira(onde estávamos). De quebra, ainda esqueci minha máquina fotográfica em um dos bancos do coletivo. Nunca mais achei. Perdi todos os meus registros e acabei pagando pela minha desatenção. Isso só pra citar um fato.

Pra tentar amenizar a situação, costumo adotar algumas táticas já famosas, que vão desde anotações nas mãos, nos braços e no corpo(dependendo da quantidade de informação) até agendas pessoais, que indicam minhas atividades. Sobre os aniversários de amigos, o orkut se transformou em uma ferramenta essencial. Basta acessá-lo e já sei quem está de anos em festa(piadinha besta, mas não resisti). O problema é quando esqueço de entrar no site. Ou de escrever o scrap. Posso ficar horas lá viajando e ainda assim conseguir a proeza.

Só que nem sempre funciona. Quando pensei esse texto mais cedo, imaginei um final sensacional(?) pra ele. Mas com essa minha cabeça de osso pra sopa, acabei esquecendo..

postado por: Tiago 6:16 PM |


Você Sabia??
Curiosidades Sobre a Sétima Arte


Pra cumprir o calendário de posts, publico aqui aquele quadro, que serve só pra encher lingüiça(e o saco de vocês visitantes). São as inutilidades curiosidades sobre esse mundinho que tanto amamos.

- Que o Russel Crowe teve que emagrecer 22 quilos para interpretar o pugilista Jim Braddock no belo A Luta Pela Esperança? E olha que o lutador era um peso pesado do boxe. Era isso ou teriam que mandar Crowe para um spa. Ou para a versão masculina do Fat Actress.

- Que o filme King Kong, nova produção do diretor Peter Jackson(O Senhor dos Anéis) vai ter três hotas de duração? Falando sério, quem agüenta olhar um filme tão longo? Nem que a Naomi Watts apareça nua na película. O (longo) filme está previsto pra dezembro.

- Que são 58 os filmes que estão na corrida para a disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro? Desses 58, nove são latinos, entre eles a Costa Rica, que participa pela primeira vez da premiação. Estreando também estão países como Iraque e Fiji. Será que o 2 Filhos... tem alguma chance? Não responda.

- Que acaba de ser filmada uma paródia aos filmes de comédia romântica? Dirigida por Adam Campbell e Eddie Griffin(os mesmos de Todo Mundo em Pânico), a película deve estrear em 14 de fevereiro(dia dos namorados americano) de 2006. Como já falei aqui, gosto de paródias. É aguardar.

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Russel Crowe

Até a próxima!

postado por: Tiago 5:48 PM |


Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Aviso em Edição Extraordinária

Pra que vocês não venham aqui desnecessariamente durante todo o dia, deixo o aviso de que hoje, excepcionalmente não haverá post. Não adianta chorar, se descabelar, reclamar que eu já fiz duas resenhas xaropentas essa semana e talicoisa. Tô cansado. Voltei tarde do show do Strokes, bebi bastante, dancei afu(copyright bt Samuel) ao som de Last Nite, comi no McDonalds(devo sempre destacar esse evento) e o Inter ganhou do Goiás em pleno Serra Dourada. Só.

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Amanhã voltaremos com a programação normal. Podem passar para o próximo blog. So long..(and thanks for all the fish!).

postado por: Tiago 9:32 AM |


Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Resenha - Cinema
A Luta Pela Esperança (Cinderella Man)


De Ron Howard. Com Russel Crowe, Reneé Zellweger e Paul Giamatti. Drama, 144 minutos.

Se tivesse sido lançado em dezembro de 2004, como era previsto, o filme A Luta Pela Esperança certamente seria um dos fortes concorrentes ao Oscar, inclusive de melhor filme. Com o atraso e sem o lobby tradicional, a película tem passado de forma discreta pelas salas nacionais. Não que isso seja um problema, só que com a baixa publicidade e o pouco falatório, as pessoas talvez custem a descobrir esse filmaço.

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- É simples: vai lá e dá um soco.

Uma das principais virtudes do filme de Ron Howard(Uma Mente Brilhante) é nunca ser burocrático no seu desenvolvimento. As informações são passadas para o espectador de forma bastante simples e clara. Não enrolada. Não rebuscada. Muitos críticos falam mal do diretor por causa da sua pouca habilidade em criar diálogos grandiosos, ou frases redentoras. Eu procuro analisar de maneira inversa. A sua simplicidade cativa. Convence. Não são necessárias firulas excessivas em um filme como este. É necessária apenas uma boa história, como esta. Jim Braddock(Russel Crowe), é um famoso lutador americano da década de 20, que por conta da queda da bolsa em 1929 e da depressão, acaba perdendo todos os seus investimentos. Não bastasse a desventura, Braddock ainda tem sua mão quebrada, o que dificulta sua atividade nos ringues. Pobre do dia para a noite e cheio de dívidas, o boxeador se vira como pode nas docas para conseguir uns trocados. Contando com a boa vontade do empresário Joe(Paul Giamatti, mais uma vez brilhante), ele acaba recebendo uma nova chance de lutar, substituindo de última hora um pugilista. É o momento em que sua sorte começa a virar. A óbvia(e nem por isso menos bela) metáfora do final, apenas coroa com chave de ouro essa história real, incrivelmente bem filmada(você vai se sentir recebendo e dando os socos) e emocionante em inúmeros aspectos. Não deixe de ver!

Nota: 8,5

postado por: Tiago 4:53 PM |


Resenha - Cinema
2 Filhos de Francisco


De Breno Silveira. Com Márcio, Kierling, Tiago Mendonça, Dira Paes e Paloma Duarte. Drama, 132 minutos.

Sábado na locadora, flagrei uma cena inusitada. Uma mulher de quarenta e poucos anos, olhava fixamente para uma caixinha de DVD. Parecia inclinada a levá-lo. Quando apresentou a opção para o marido, este imediatamente vetou a escolha e com uma frase resumiu seus motivos: é nacional. E nacional eu não levo. A própria mulher, pra minha surpresa ainda completou: parecia bom, mas eu não tinha visto que era nacional.

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Óia só meu radim novo, muié!

Se tratava de O Casamento de Romeu e Julieta. Tive vontade de interferir, dizendo se tratar de uma boa comédia. Mas preferi não o fazer. O preconceito dos mais velhos em relação às películas nacionais, se deve ao recente movimento das porno-chanchadas. E para eles fica difícil perceber que já se foi o tempo em que o cinema brasileiro se resumia a putaria desenfreada. Mas o preconceito com filmes nacionais, não acontece somente com os senhores que poderão ser pegos de surpresa pelo constrangimento de olhar uma cena de nudez na frente dos filhos, ou até dos netos. O mais recente caso, foi com a película 2 Filhos de Francisco, que retrata a história da vida de Mirosmar e Weston (Zezé di Camargo e Luciano). Que atire a primeira pedra quem não torceu o nariz para o filme e que atire a segunda, quem não se surpreendeu positivamente com o que viu. E olha que a dupla sertaneja é a que mais abomino. Só a idéia de colocar qualquer dos álbuns dos caras pra rodar me faz sangrar os ouvidos. Só que o filme é super bem feito, não tem exageros musicais e nem uma trilha sonora voltada exclusivamente para a fase comercial dos caras (e diga-se de passagem, alguns sertanejos raiz são belíssimos) e tem ainda uma história que revela boas surpresas (ainda mais se você sabe pouco da vida deles, o que era o meu caso). Não seja preconceituoso assim como foi o cara da locadora. Você pode estar diante de um bom filme e não saber.

Nota: 7,5

postado por: Tiago 8:59 AM |


Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Tema de Casa do Without a Trace ou Post Besta Para o Fim de Semana

Se você achava que era só nas aulas de biologia que a psôra pedia pra vocês lerem o capítulo sobre o reino vegetal pra depois responder inúmeras questões referentes às diferenças básicas entre as angiospermas e as gimnospermas, errou feio. Aqui não é só cultura, lazer e entretenimento(tá, admito que forcei). Nesse blog, vocês leitores também devem mostrar seus conhecimentos. Para a estréia do quadro a tarefa de casa é a seguinte: vocês devem me apresentar passo a passo, como se desenvolve a tradicional técnica dos cinco pontos que explodem o coração. Façamos um workshop a respeito. Assim, caso o desarmamento se confirme, teremos uma outra alternativa.

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Se quiserem, podem fazer em grupos de quatro(nossa, como eu sou criativo nas minhas piadas de duplo sentido). Quem quiser utilizar lâminas fique a vontade. O que importa é (re)aprender o golpe. Na próxima aula, teremos a prática. Tragam algum amiguinho pra participar.

postado por: Tiago 5:51 PM |


Quarta-feira, Outubro 19, 2005

CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
Cantando na Chuva (Singing in the Rain)


Ontem à tarde, eu tentava em vão explicar pra um amigo meu, como é maravilhoso o filme Cantando na Chuva. Como toda a pessoa normal, ele só sabia da existência da tal cena clássica em que Gene Kelly dança, roda e vai pro palco em ritmo de festa em plena chuva. A desconfiança natural que um clássico sugere é perfeitamente compreensível. Porque assistir a um filme chato, longo, muitas vezes em preto e branco e com métodos de filmagem ultrapassados, se eu posso olhar a novíssima aventura de Steven Seagal contra assassinos terroristas do Papua Nova-Guiné e que é cheia de explosões emocionantes? Só sendo louco. Ou fanático religioso pra gostar de auto-flagelo.

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Gene Kelly dança no filme de 1952

Pois eu peço à vocês que dêem uma chance à esse aqui. Se vocês estavam programando pegar o último lançamento com Nicholas Cage no fim de semana, esqueçam. Tenho certeza de que não irão se arrepender. Nunca a palavra clássico foi tão bem empregada. E não é só as músicas e as coreografias que encantam. O mote, originalíssimo, deixa no chinelo qualquer história do cinema atual. Nele, Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont(Jean Hagen) são dois astros do cinema mudo em Hollywood. Com a chegada do cinema falado, o casal que mantêm uma espécie de relacionamento de aparências em frente as câmeras, deve enfrentar uma grande dificuldade para seguir sua carreira de sucesso: a voz estridente de Lina, ao melhor estilo Filomena(aquela da Praça, que eu nem sei se tá viva), com dor de estômago. Essa película figura tranqüilamente entre as 10 melhores que já vi na vida.

Curiosidade: no lugar da curiosidade um trechinho da canção inesquecível..

I'm singing in the rain
Just singing in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again..

postado por: Tiago 10:38 AM |


Terça-feira, Outubro 18, 2005

Top 5
Videoclipes Memoráveis


O fato de não ter mais a TV a cabo disponível na minha baia(o malandro agora quer falar gíria.. vê se pode), só não me deixa mais aborrecido quando penso na MTV. Pelo que tenho escutado dos meus amigos que possuem o canal, atualmente, a exceção de um ou outro programa, eu não estaria é perdendo nada. Isso me faz crer que eu peguei a melhor fase do canal de videoclipes, que era aquela em que o Lado B passava ainda no domingo de noite com o reverendo(não confundam com aquela enquetezinha que andam fazendo por aí) Fábio Massari e o Gás Total extinto programaço que era exibido todas as tardes, com o comando do Gastão Moreira. Hoje não faço a mínima idéia da qualidade das músicas, dos clipes e dos VJ's da emissora(a Chris Couto ainda está apresentando o MTV no ar?). Mas na minha época(usar essa frase denota uma velhiiiiiice), pude aprender muita coisa bacana sobre música. Existem alguns clipes por exemplo, que não esqueci mais..

Black Hole Sun - Soundgarden: super colorido, o vídeo da banda de Chris Cornell(atual Audioslave) contrastava com o sombrio clima de Seattle. E não era só isso: a música pegajosa até irritava aqueles que usavam as camisas de flanela xadrez.

Teardrop - Massive Attack: acreditem, mas apesar de a banda de Bristol receber a alcunha de acid-house-trance-trip-hop-techno-drum n bass-e-variáveis o clipe do feto que canta passava direto em programas como Insomnia MTV. Eu, é claro, não dormia.

Everlong - Foo Fighters: escolher qual é o clipe mais divertido da banda de Dave Grohl é como selecionar entre os filmes do Tarantino, qual o melhor! É tarefa quase impossível. Acabei escolhendo esse, que combinava música e imagem de uma forma espertíssima.

Sing - Travis: o caráter romântico-depressivo das canções dos escoceses, acabava ficando em segundo plano por conta dos vídeos super bem humorados. Nesse aqui, apesar da chatíssima música, a diversão era garantida no melhor estilo pastelão.

A Cerca - Skank: não é por acaso que incluí um nacional nessa lista. Além da música ser uma das melhores do POP brazuca(não gosto dessa palavra, mas me obriguei a usá-la agora) dos últimos tempos, o vídeo, feito com bonecos era no mínimo genial.

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Precoces essas crianças.

Mais uma lista super difícil de fazer. Certamente esqueci algo interessante, como sempre. Enfim, lá em casa tenho 16 horas de clipes gravados. São quase 250 vídeos antigos. Têm de tudo lá. Até Hanson e Backstreet Boys. E o pior é que eu acho que nunca mais poderei assistí-los, afinal de contas, estou sem vídeo-cassete. Quem se diverte são as aranhas, que atualmente constróem suas teias naquele material. Pena..

Vocês têm clipes inesquecíveis, ou sou só eu?

postado por: Tiago 3:55 PM |


Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Comunicação Visual

[Imitação do Sílvio Santos mode on] Mas olha só, vamos chegando em ritmo de festa.. quem quer dinheeeeeiro? (eeeeeeu). Quem quer muito dinheiro? Notas de 10, notas de 20, notas de 50(o auditório grita enlouquecidamente). Mas deixa eu ver quem é que eu vou chamar. Agora, agora, deixa eu ver. Você! Vem pra cá você, vem pra cá você(segura pela mão uma tia gorda presente na platéia).

- E como você se chamam?

- Edicreusa Sílvio.

- E a caravanam é de ondem?

- Jardim Ângela seu Sílvio.

- Mas onde estão os aplausos! Muito mais aplausos.(barulho ensurdecedor de palmas) Vamos ver agora uma câmera escondida com o Gib, com o Celso Portiolli e com Ivo Holanda. Ele gosta de apanhar, rárái.. [Imitação do Sílvio Santos mode off]

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Jogo rápido. Aquele que acertar o nome da banda que essa figura representa ganha o prêmio secreto do blog. Arrisque djá!

postado por: Tiago 6:14 PM |


Parece Crônica
O Intelectual e a Patricinha


Na semana em que a Avril Lavigne esteve no Brasil, li uma matéria na Veja que mostrava a influência da cantora(?) nas atitudes das jovens urbanas daqui. Cabelos, roupas, acessórios, sapatos.. nada escapava da cópia, numa quase inexplicável ânsia de se aproximar do ídolo. Para muitos isso pode até parecer falta de personalidade, mas não é. Olhe para si mesmo agora. Certamente você também tem suas inspirações no que se refere ao estilo. Na sua roupa. No seu cabelo. Quase ninguém é puramente criativo nesse quesito. Se você está usando essa ou aquela camiseta, ou arrumando suas melenas dessa ou daquela maneira foi porque você viu na TV, ou num filme, ou numa revista que isso era moda. Ou que era cool. Ou você acha que descobriu a roda ao fazer tatuagem ou usar um piercing?

E não pára na individualidade a necessidade que a gurizada tem de incluir dentro de algum grupo (odeio a palavra tribo). Surfistas, patricinhas, punk's, góticos entre outros, são só alguns dos exemplos de conjunções de pessoas que encontramos em nossa sociedade. Cada um com seu modo de falar, suas características, suas preferências e etc. E entre essas inúmeras variedades de agrupamentos que localizamos em nosso mundinho, não existe nenhuma tão chata e cheia de si como o pseudo-intelectual pedante.

O pseudo-intelectual pedante, como o nome já diz é petulante e se acha superior aos demais pela sua suposta cultura. É ele aquele cara que conhece o último disco do Franz Ferdinand, ou que está por dentro da música eletrônica francesa, mas nunca escutou direito na vida um Pixies, ou um Pavement. Sem contar as influentes bandas mais antigas, que motivaram seus ídolos de ocasião. É ele que tem como filmes de cabeceira o Requiem Para um Sonho ou o Cidade dos Sonhos e acha o David Lynch ô cara, mesmo sem nunca ter entendido bosta nenhuma de suas películas. Isso sem falar de diretores mais fundamentais e que ele obviamente nunca ouviu falar. O psp (apelido carinhoso) certamente lê Nietzche ou Camus ou outras chatices só pra poder no fim do dia, entre um cigarro e outro, poder falar com seus outros amigos intelectualóides, sobre o quanto ele não pertence a esse mundo por ser um freak, ou algo do tipo. Como se pra ser freak, bastasse ser um filhinho de papai que toca numa banda de garagem, usa óculos de aro grosso (isso porque o vocalista do Weezer , que agora eu não lembro o nome, também usa) e tem uma introspecção forçada até a alma. Resumindo: esse tipo de pessoa é a verdadeira mala sem alça. Insuportável.

E é por isso que eu deixo aqui o alerta: evitem esse tipo de gente. Se bobear até as patricinhas, com seus acessórios cor de rosa e suas chapinhas são mais autênticas.

postado por: Tiago 8:19 AM |


Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Velharia Cult
O Mundo de Beakman


Vocês se lembram da frase, eu sou Beakman e vocês acabam de entrar no 'Mundo de Beakman'? Claro que se lembram. Ela fazia parte da abertura do programa O Mundo de Beakman, que passava todo final de tarde no canal TVE e que era diversão pura! Não tinha como não se encantar com a forma dinâmica que Beakman (Paul Zaloom) mais seus dois assistentes Liza (Elisa Schneider e Allana Ubbach, não necessariamente nessa ordem) e o rato Lester(Mark Ritts) davam aos episódios. Dava até gosto aprender exatas daquele jeito.

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Beakman e seu mundo.

Com uma edição super ágil, coberta de desenhos explicativos e de assuntos inteligentes, a série contava com vários quadros. O meu favorito era o desafio de Beakman, onde o próprio, desafiava o Lester a concluir alguma experiência, ou resolver algum quebra cabeça. É claro que o ratão sempre se dava mal, o que garantia algumas boas risadas. Não sei mais se o programa, que começou em 1992 e terminou em 1997(sei que é recente, mas mereceu a presença no quadro) ainda passa em algum canal. E caso esteja passando, me avisem onde. Não posso perder isso!

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Seis fatos inesquecíveis:

1) O câmera man Nei sempre dava um jeitinho de aparecer de alguma forma.
2) O boboscópio, que era onde as ilustrações ganhavam vida.
3) As crianças que mandavam cartas, sempre tinham seus nomes relacionados com o assunto sobre o qual elas estavam questionando.
4) Eu aprendi a cantar a musiquinha do Castelo Ra-tim-bum (bumbumbum, castelo ratimbum) mesmo sem nunca ter visto, já que a série passava imediatamente antes do Beakman e às vezes eu acabava pegando um restinho.
5) Sempre que algum experimento era concluído com sucesso, Beakman largava o famoso bordão zaloooooooom. Tu vê.. casualmente é esse o sobrenome do cara.
6) Se esse post fosse um episódio do Beakman, nesse exato momento o pingüim Don, diria para seu companheiro, o pingüim Leo: ei Leo, desligue o Beakman. Em seguida entraria a (marcante) trilha sonora.

postado por: Tiago 11:43 AM |


Terça-feira, Outubro 11, 2005

Mais uma Enquete

Os livros sempre se configuraram como excelente fonte de roteiros para o cinema. Não é por acaso, que existe inclusive uma categoria no Oscar, que se dedica a premiar as melhores adaptações literárias para a grande tela. Com a escassez de idéias originais (e põe escassez nisso) que a sétima arte anda atravessando, nada mais natural que diretores, produtores, roteiristas e até atores busquem na literatura o fio de inspiração para quem sabe, algum grande filme. E a recente superprodução O Senhor dos Anéis está aí pra não me deixar mentir.

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Esses dias estava conversando com o Scheer sobre as adaptações previstas para o próximo ano e que vão desde o super pop (e não é o da Luciana Gimenez) O Código da Vinci, até o nacional Onze Minutos e nos ocorreu uma pergunta: qual livro gostaríamos de ver adaptado? Imediatamente pensei no Ensaio Sobre a Cegueira do Saramago. É claro, que muitos outros poderiam ser vistos na telona, mas a história dos cegos que acabam reclusos pelo contágio agressivo de sua doença, seria com certeza iguaria fina! E com a Susan Sarandon de protagonista.

E você, qual livro gostaria de ver adaptado?

postado por: Tiago 4:37 PM |


Segunda-feira, Outubro 10, 2005

Resenha - Cinema
Penetras Bons de Bico (Wedding Crashers)


De David Dobkin. Com Owen Wilson, Vince Vaughn, Christopher Walken, Will Ferrel e Rachel McAdams. Comédia, 119 minutos.

Na Revista SET do mês de setembro, o editor Roberto Sadowsky escreveu o seguinte, sobre Penetras Bons de Bico: sem pretensão, o longa de David Dobkin é um exemplo de roteiro bem ritmado, com direção eficiente, que nunca deixa uma piada perder o ponto e alivia as rédeas só pra platéia retomar o folêgo.

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A graça tá chegando! Via Sedex, ok?

Pois o Sadowsky só pode estar(ou ser, vai saber) é louco! Ou fui eu que fui ver outro filme. Desde quando uma comediazinha boba como essa, daquelas legítimas para americano ver dispõe de todos esses predicados aí indicados? Nunca! Nem aqui, nem na China e nem no meio da platéia do programa O Mundo é dos Homens. Na película, John Beckwith (Owen Wilson) e Jeremy Klein (Vince Vaughn) são dois amigos que têm como atividade, invadir festas de casamento alheias, sem serem convidados. Os primeiros quinze minutos de exibição, nos mostram como eles fazem para angariar a simpatia dos diversos convidados e quais as estratégias adotadas para comer se aproximar das solteiras das festas, todas, diga-se de passagem, impecavelmente lindas. O desconforto já começa aí. Mais tarde, eles acabam se envolvendo com as filhas de William Cleary (Christopher Walken, que dessa vez não está esquisitão, o que também é um erro), um importante político da cidade. Tudo ficaria bem, se a história se dedicasse única e exclusivamente ao pastelão, já que a trupe de protagonistas sabe fazer isso(e bem) como ninguém. Só que o roteiro peca, ao trazer o bom(?) e velho melodrama dos amores aparentemente impossíveis, se tornando possíveis no final. A aparição surpresa do sempre engraçado Will Ferrel, até salva o filme do desastre. Mas não dos erros irreversíveis. Sei que nem todo o filme consegue ser um Team America ou um O Âncora.. só não precisa chamar o espectador de estúpido.

Nota: 4,5

postado por: Tiago 5:37 PM |


Novidades na Telona
Todo Mundo em Pânico 4 parodiando Jogos Mortais


Fonte: Omelete

Apesar de o terceiro capítulo da série Todo Mundo em Pânico ter sido um completo desastre, devo admitir que gosto muito das famosas paródias. Ainda mais agora, que soube que o quarto episódio satiriza o excelente Jogos Mortais, uma das surpresas positivas em uma temporada marcada por inúmeras refilmagens.

A paródia é protagonizada pelo jogador de basquete Shaquille O'Neal e pelo apresentador de televisão Dr. Phil, conhecido nos Estados Unidos por seu programa de auto-ajuda sensacionalista. "A coisa toda acontece em um banheiro imundo onde eu e Shaq estamos presos. O único jeito de sair de lá é cortando fora partes do corpo, então eu e ele estamos decidindo qual dos dois se mutilará" , explica Dr. Phil. "Eu quero que as pessoas saibam que eu não me levo tão a sério como possa parecer quando trato de assuntos graves. Sempre tento usar o humor, porque isso dilui muito da postura defensiva das pessoas. Acho bom rir de si mesmo" , diz ele. A comédia, estrelada novamente por Anna Faris e dirigida por David Zucker , estréia dia 14 de abril nos Estados Unidos. Uma semana depois, aqui no Brasil.

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Cena de Todo Mundo em Pânico 3
(sem criatividade pras legendas)

Tô curioso pra ver a atuação do Doctor Phil, que é uma espécie de Márcia Goldschmidt dos EUA. Nunca vi o programa do cara, mas quando tinha TV à cabo, me lembro de ver o Lettermann avacalhando direto ele. Tinha até um quadro que era algo tipo a mensagem de apoio do Dr. Phil, onde o próprio, largava algum daqueles clichês de auto ajuda e a platéia, coberta de tias gordas (sem preconceito), aplaudia ensandecida.

postado por: Tiago 7:55 AM |


Sexta-feira, Outubro 07, 2005

Acima de Qualquer Suspeita

Mais uma diquinha pra vocês..

Metendo o Pau: você sempre escolhe a fila mais demorada do supermercado, mesmo que a sua pareça menor? O trânsito no fim do dia está lento? Você foi demitido e ainda tomou um chute do(a) seu(ua) namorado(a)? Seu cachorro cagou no tapete novo da sua mãe? A cerveja da budega é quente e no rádio só rola Kelly Key? Enfim, sua vida é uma merda e você está afim de mandar todo mundo pra casa do caralho? Então conheça o Metendo o Pau. Nele você xinga o bandeirinha (e quem mais você quiser) como se estivesse na geral de um campo de futebol, sem ter que ficar dando explicações pra ninguém. Dá um alíviooo.. não deixe de conferir.

postado por: Tiago 4:13 PM |


Quinta-feira, Outubro 06, 2005

Resenha - Cinema
Procura-se um Amor que Goste de Cachorros (Must Love Dogs)


De Gary David Goldberg. Com Diane Lane, John Cusack e Christopher Plummer. Comédia romântica, 98 minutos.

Depois de duas semanas inteiras sem colocar os pés num cinema, quarta à noite voltei a ver um filme. A crise de negação cinêmica (doença inventada pela Leta e que ataca nove entre dez cinéfilos que se tornam descrentes em relação a qualidade das películas que andam sendo apresentadas por aí), parece finalmente ter chegado ao fim. Só que por conta da temporada fraquíssima, ela tem tudo pra voltar a qualquer momento.

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Qual o número do cachorrinho?

O filme Mensagem Para Você vocês já viram né? Horrível, diga-se de passagem. Certamente uma mancha na carreira relativamente boa de Tom Hanks. Pois nesse Procura-se um Amor que Goste de Cachorros, o tema relacionamentos virtuais volta à tona. Sarah Nolan (Diane Lane) é uma professora primária divorciada que sofre grande pressão por parte da família, para que ela arrume de uma vez por todas um novo namorado. Fazendo pouco caso quanto aos pretendentes indicados pela parentada, ela não parece fazer muita questão de ter um novo relacionamento. É aí que uma de suas irmãs, coloca o perfil de Sarah no site perfectmatch.com (no português a página virou parperfeito.com). Não demora muito e começam a aparecer os (estranhos) interessados. Um deles é Jake (John Cusack), um artesão, que abandonado pela mulher passa seus dias acompanhado de um amigo, assistindo ao filme Doutor Jivago. A partir daí vocês, espectadores espertos, já estarão sacando mais ou menos o que vai acontecer, certo? E isso não é nenhum problema, afinal de contas estamos diante de uma comédia romântica. Só que o grande porém fica por conta da repetição de fórmulas que já não deram certo no passado, das piadas nada criativas (como aquela do casal que não encontra camisinha em lugar algum) e do açúcar irreal do quase clímax. Se ainda assim você quiser conferir, procure ir acompanhado. Ao menos você pode se distrair de outras formas, nos momentos mais sonolentos.

Nota: 4

postado por: Tiago 10:22 AM |


Quarta-feira, Outubro 05, 2005

Gritos e Sussurros

Foi lendo uma revista de fofocas (daquelas que você só lê no consultório médico, ou esperando o ônibus na rodoviária), que eu descobri que na Colômbia também existe o programa Extreme Makeover, que é aquele das cirurgias plásticas inacreditáveis. Na versão dos hermanos, a atração se chama Câmbio Extremo (adorei) e um dos participantes foi o ex-goleiro da seleção de lá, o René Higuita. Vocês se lembram dele? Era ele o folclórico arqueiro que adorava abandonar a área, deixando os atacantes adversários à vontade para marcar. Higuita, que aos 39 anos (me surpreendi com a idade do cara, pra mim ele já tava na casa dos 60) já abandonou há tempos as piruetas, fez cinco cirurgias. Só que apesar da recauchutada, parece ter feito pouco caso da história toda.

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Aprendi a viver sendo feio. O fato de terem me mudado um pouco não me afeta em nada.

Só fiquei na dúvida se essa foto foi antes ou depois das cirurgias.

Se eu participasse do Extreme Makeover, a primeira modificação que faria, seria em relação ao meu queixo. Vocês já viram alguma vez o Jay Leno? Poizé, imaginem o queixo do cara, só que cinco vezes maior..

postado por: Tiago 4:12 PM |


Segunda-feira, Outubro 03, 2005

Música na Cabeça

- Professor, o senhor (percebam a educação) podia fazer a prova em outro dia, né?

- Por quê?

- Ah, é porque nesse dia tem o show do Placebo, sabe?

- Então façam assim. Como a prova já está marcada, conversem com a produtora do show. De repente vocês consigam mudar a data de apresentação deles.


Pra evitar o mesmo problema que tivemos no semestre passado, quando a banda de Brian Molko tocou em Porto Alegre e não pudemos ir, porque um de nossos queridos professores marcou uma prova xarope no mesmo dia, este semestre resolvemos nos antecipar. Assim que foi definida a data do show dos Strokes na capital gaúcha, eu e mais um bando de colegas, fomos até a casa do professor da cadeira de terça (dia da exibição), com armas em punho e lhe dissemos em um tom amistoso e bastante cordial:

- Ai de ti de fazer prova ou qualquer outro trabalho medíocre no dia 25 de outubro, ô PÔRRA!!!! Tamos entendidos??

Como tivemos total êxito na nossa negociação, resta agora, aguardar pelo dia do show dos americanos. Pra ir aquecendo, vai aqui um trecho de uma musiquinha dos caras que ninguém conhece.

Last nite she said
Oh baby I feel so down
When you turn me off
When I feel left out
So I, I turned round
Oh baby don't care no more
I know this for sure
I'm walking out that door

Well I've been in town for just about fifteen minutes now
And baby I feel so down
And I don't know why
I've been walking for miles

And people they don't understand
Your girlfriends they can't understand
Your grandsons they won't understand
On top of this I ain't ever gonna understand


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The Strokes

A música acima se chama Last Nite e está no primeiro álbum da banda entitulado Is This it. Para ver essa e outra letras, clique aqui.

postado por: Tiago 4:45 PM |


Sobre o Desarmamento

Se já não bastasse termos que votar no homem do ano da VIP, no gol do internauta toda a segunda-feira e ainda em qual horário preferimos assistir o Jornal do SBT, se antes ou depois do Roda Roda, agora ainda temos que dar nossa opinião a respeito do desarmamento.

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You find: shotgun.

Eu acho que estudante de jornalismo deve ter escrito na testa a frase eu adoro discutir assuntos polêmicos, afinal de contas eu devo ter escutado a criativa pergunta da boca de pelo menos cinco amigos diferentes só hoje. O pior nem é ter que responder, com um brevíssimo embasamento, pra matar de vez a charada. O pior é ter que ouvir a opinião contrária dos outros (que você não está com o mínimo saco) e os respectivos porquês. Pra evitar essa situação desagradável, eu mudo a resposta, de acordo com a tendência que demonstra a pessoa que está me perguntando. Assim, todo mundo fica feliz. E eu me safo do passionalismo dos mais engajados. Gostos, cores, amores e o desarmamento não se discute. Se vota. E só.

postado por: Tiago 4:10 PM |


Sábado, Outubro 01, 2005

CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
Rain Man (Rain Man)


Muitos de vocês já devem ter visto filmes como Uma Lição de Amor ou Meu Nome é Rádio. Pois tenham a certeza de que Sean Penn e Cuba Gooding Junior não conseguiriam compor seus papéis de forma convincente se não fosse por Raymond Babbit, personagem do sempre competente Dustin Hoffman em Rain Man, de 1988.

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Repete: essa grana é do Charlie.

O filme começa com Charlie (Tom Cruise, que apesar de subestimado, se vira bem com o papel), descobrindo que seu pai acabara de falecer. A relação entre os dois não era das melhores e o maior drama de Charlie se torna o fato de seu velho não ter lhe deixado um tostão sequer da polpuda herança de 3 milhões de dólares. Em seguida ele descobre que o beneficiário da bolada é seu irmão, o autista Raymond (Hoffman), que ele nem sabia da existência. Atordoado, Charlie acaba seqüestrando Raymond, com o intuito de exigir metade da grana. É nessa pequena viajem que ambos vão descobrir um mundo que desconheciam até então. Um mundo que vai muito além da ganância e da ambição e que repousa no auto-conhecimento e na compreensão. Pra quem não viu, acredite: parece piegas mas é lindo.

Curiosidade: o personagem Raymond originalmente não seria o autista recluso que se vê nas telas. Foi uma modificação no roteiro, promovida por Dustin Hoffman que tornou-o assim. Mais uma: a frase my main man Charlie que se vê no momento em que Raymond está sendo entrevistado por um psiquiatra na verdade não existia. Ela foi improvisada por Dustin Hoffman.

postado por: Tiago 11:34 AM |



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