Quarta-feira, Novembro 30, 2005
Você Sabia??
Curiosidades Sobre a Sétima Arte
Como são inúmeros os fãs desse quadro(na verdade é só a
Dani que gosta mesmo. Se bem que as vezes eu acho que ela diz isso só pra me agradar), seguem aqui mais algumas curiosidades sobre esse mundo de magia, de entretenimento, de diversão e enfim.. chega de bobagem:
Que a Costa do Marfim já ganhou um Oscar de melhor filme estrangeiro? Eu, pra começar, mal sabia que a Costa do Marfim era um país. Depois me surpreende o fato de as câmeras já terem chegado lá. Enfim, o filme, de 1976, se chamava Black and White in Colour. Uma boa pedida pra você, cinéfilo chato, que gosta de coisas alternativas.
Que o astro(?) Sylvester Stallone é o recordista de indicações para o Framboesa de Ouro? Apesar de ter ganho apenas 9 vezes, o Rambo, já esteve entre os concorrentes em 29 ocasiões! E o que é pior, o prêmio só existe desde 1980. Acho que esse povo da academia não viu Daylight. Filmão!
Que diferentemente do que pensa a maioria, não foi a Anna Paquin, por O Piano em 1994, a atriz mais jovem a levar um Oscar? Tatum O'Neal, que na época do filme Lua de Papel, de 1973, tinha apenas 10 anos, foi a mais nova a levar a estatueta. Ganhou como atriz coadjuvante.
Que o ator Anthony Quinn teve a atuação mais curta premiada ao Oscar, em 1957? Em Sede de Viver ele apareceu por apenas oito minutos em cena. Foi o suficiente para faturar a estatueta na categoria ator coadjuvante. Já o Stallone apareceu em cena por 2576 minutos e nada. É parte das injustiças da academia.
Sylvestão comanda a canastrice.
Falei bastante de Oscar nesse quadro. Logo a premiação tá aí. Até a próxima!
Terça-feira, Novembro 29, 2005
Sobre os Clichês
Vocês já devem ter percebido: volta e meia quando estou dando uma de crítico chato, acabo dizendo que determinada película, ou cena é repleta de
clichês. Pra quem não sabe, a expressão define o lugar-comum, o óbvio, o chavão, que nada mais é do que a repetição exaustiva de cenas já antes vistas em cinema(acontece muito na
Praça é Nossa também). Ou seja, quando você vê aquele suspense teen, em que a mocinha loira(de preferência a Paris Hilton ou a Pâmela Anderson) foge do assassino, com roupas de baixo praticamente transparentes e gritando
heloooooo, anybody in heeeeeere? a cada novo ambiente da casa em que ela entra, sendo que ela poderia muito bem ficar beeeem quietinha, pode acreditar, você está diante de um clichê. E aí não há película que se salve do desastre. Só que não pára por aí. Vai dizer que não é verdade que..
Sempre que os mocinhos da história, conseguem espionar os bandidos, estes revelarão todos os seus planos, nos mínimos detalhes.
Se houver um assassino louco à solta, sempre acontecerá uma tempestade naquele exato momento, que provavelmente conseguirá a proeza de deixar o bairro sem luz e sem telefone.
Quando se apaga a luz para dormir, o quarto sempre fica iluminado. Talvez um pouco escurecido, mas sempre com luz.
Em caso de alguma missão especial, a loira mais gostosa, de 22 anos, será sempre a especialista mundial em fissão nuclear.
Independente do emprego de um pai, ele sempre esquecerá o aniversário do seu filho de 8 anos.
Aquele megalomaníaco inimigo público, nunca será capaz de se utilizar de balas ou de armamentos mais simples para derrotar os bonzinhos da história. Dispositivos complicados, que envolvem roldanas, gases tóxicos, bombas armadas, lasers, entre outros serão sempre a escolha. E detalhe: sempre haverá pelo menos 20 minutos disponíveis para a resolução de qualquer problema (com a salvação, é lógico, aparecendo nos últimos segundos).
Se você gostou da brincadeira, visite
esse site e se delicie com inúmeros outros chavões cinematográficos.
Segunda-feira, Novembro 28, 2005
Resenha - Cinema
O Senhor das Armas(Lord of War)
De Andrew Niccol. Com Nicolas Cage, Jared Leto e Ethan Hawke. Drama, 122 minutos.
O Senhor das Armas tinha tudo pra ser um bom filme. Só que não é, justamente porque o bom tema, que é o tráfico ilegal de armas, acaba ficando em segundo plano, perdendo pra uma espécie de
glamourização da obra. Isso de maneira alguma seria ruim, se não fosse o caráter de denúncia que a película tenta (em vão) apresentar.
Yuri em mais uma negociação.
E o início já é assim. Exagerado em todos os aspectos, com uma seqüência de imagens que vai desde a fabricação de um revólver, até o disparo, com a câmera seguindo a bala e acertando em cheio a cabeça de uma criança. O estarrecimento que uma cena dessas poderia provocar, acaba quase sendo banalizado pela computação, que se sobrepõe ao que se vê na tela grande. Ainda assim, de modo algum estamos diante de um filme ruim. E provavelmente pra maioria, essa espetacularização, só tornaria a obra mais charmosa, ou até mesmo
palatável. Natural que dependa apenas do ponto de vista de cada um. Nicolas Cage, pra mim um ator duvidoso(apesar de ter se superado no ótimo
Adaptação) encarna bem Yuri Orlov, o senhor das armas do título. É ele o responsável pela distribuição bélica e pela negociação com chefes de estado, da maioria dos países, em guerra ou não. Sem nenhum ressentimento, ele simplesmente descobre, de um dia para o outro, em um bar, que
matar, como comer, faz parte da natureza humana. Assim como ele, o bom elenco de apoio, consegue conduzir a trama sem deixar a peteca cair. O bom humor nas sacadas inteligentes e a trilha sonora deliciosa(destaque para
Glory Box do
Portishead, que rola enquanto duas sensualíssimas mulatas, rebolam na cara de Yuri), são pontos positivos. Só que acabam sendo apenas entretenimento. E não documento, como era a pretensão.
Nota: 6
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Parece Crônica
Preferências Gastronômicas
Ontem durante o café da tarde, no trabalho, fui chamado de enjoado(para comida), por uma querida colega de setor. Ela acabara de oferecer um pedaço de sua maçã. Recusei, dizendo que não gostava da fruta(daquela fruta, que fique claro) e que só a comia quando tinha muuuuita vontade. Lógico que o fato de não apreciar de forma efusiva o fruto da macieira, sozinho, não seria motivo suficiente para receber a pecha de enjoado. Mas como ressaltei ainda que não gostava de banana, de galinhada(prato típico daqui do sul, que se assemelha a um risoto) e de polenta, fui logo motivo de zombaria e até de comentários tipo:
- Coitada da mãe dele. Fazer comida pra esse chato que não come nada.
De repente eu não seja enjoado e sim excêntrico nos meus hábitos alimentares. Maçã e banana certamente encabeçam qualquer lista de preferências frutíferas de 9 entre 10 seres humanos normais. Só que eu prefiro manga, jabuticaba ou goiaba. Qualquer das três chega a me dar água na boca. A manga especialmente. Se Deus de fato criou o mundo, no dia em que estava construindo o reino vegetal obteve inspiração divina(se é que isso é possível), ao desenvolver as mangueiras.
Quanto a galinhada, até sou capaz de algumas garfadas. Mas a substituiria facilmente por arroz e galinha com molho, feitos de forma separada. Deprime o meu estômago o prato empaçocado que meu pai costuma fazer. E pior: com galinha caipira, sendo que o frango de laboratório é muito mais macio e de fácil preparo. A mesma coisa com a polenta. Se tiver, até como! De preferência frita. Mas não a substituo de modo algum por um bom feijão por exemplo.
As preferências gastronômicas dependem de cada um. Minha colega mesmo, a própria que me criticou frente aos meus comentários do café, não come carne. Nem em churrasco! Algo que para um gaúcho, se traduz como uma verdadeira heresia. E já vi coisa muito pior: já vi gente dispensar pizzas, ou mesmo lasanhas fenomenais por não ser muito de massa. Eu sinceramente como de tudo. Diferentemente do que disse a minha companheira de labuta não sou chato pra comer. Até maçã, banana, galinhada e polenta se for o caso e eu tiver afim.
E assim é também com o cinema. Posso ser fã de dramas ou suspenses e até tê-los como estilos preferidos. Mas não dispensarei também uma comédia, essa espécie de galinhada da tela grande se estiver com fome de risadas. Depende o momento.
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
Assim Caminha a Humanidade(Giant)
De George Steves. Com Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean. Drama, 201 minutos.
O épico
Assim Caminha a Humanidade possui todos os predicados possíveis para ser chamado de clássico. Elenco estelar, assunto interessante, e que sobrevive com o passar dos anos, e o charme inquestionável são só alguns desses elementos. Na película de George Stevens (o mesmo do igualmente belo
Os Brutos Também Amam), temos uma saga de três gerações. Ela inicia-se com Jordan Bick Benedict (Rock Hudson) e Leslie Lynnton Benedict (Elizabeth Taylor) que se casam e vão morar no rancho Reata, propriedade de Bick com 660 mil hectares(o cara é um milionário).
Saca só o
estaile de Dean.
Logo a rotina toma conta do relacionamento e Leslie passa a observar um outro lado de Bick. O lado machista, ambicoso e também desumano, especialmente no trato com os empregados (em sua maioria mexicanos). Só que um desses empregados é Jett Rink (James Dean), que recebe de herança da irmã de Bick um pequeno pedaço de terra que reserva um segredo que alterará toda a história. É um filme muito bom, cheio de reviravoltas, de acontecimentos e com inúmeros assuntos abordados de forma inteligente (feminisno e racismo, pra citar dois). Não deixem de ver.
Curiosidade: James Dean nunca chegaria a ver a película, que foi indicada a dez
Oscares, no ano de 1957 (George Stevens ganhou como diretor), pois acabou falecendo tragicamente logo após as filmagens. Foi uma carreira meteórica que chegou ao fim, com apenas quatro filmes. Um pecado.
Segunda-feira, Novembro 21, 2005
Post Para os Homens
Acho que eu nunca vou entender a lista das
100 mais sexy, escolhidas pelos leitores da Revista VIP. O absurdo começa pela vencedora da votação. Nada contra a Angelina Jolie, muito pelo contrário, aquela boca dela é deliciosa(sem falar do resto), mas pôxa, a VIP é uma publicação nacional e vamos combinar que mulher gostosa é o que não falta por aqui. Depois ainda temos que engolir a presença soporífera de figuras como a apresentadora Glória Maria num glorioso(com o perdão do trocadilho) 13º lugar e a atriz sem sal Adriana Estevez em 12º. Por fim os leitores da publicação parecem não desistir de Sandy, que na minha opinião tem a sensualidade de uma
tampa de bueiro(essa eu ouvi ontem da
Mari Pepper).
Tudo bem que são inúmeros os acertos, afinal de contas se tratam de 100 mulheres. Mas ausências como Fernanda Lima, Luize Altenhofen(a minha favorita) e (pasme) Daniela Sarahyba não se justificam. O público da VIP está cada vez mais
metrossexual(o que para muitos não passa de um apelido para
gay). Então não estranhe se ano que vêm você localizar a Hebe em 22 lugar e a Marília Gabriela em 9º. Até lá tentarei descobrir os critérios.
Domingo, Novembro 20, 2005
Resenha - Cinema
Vôo Noturno (Red Eye)
De Wes Craven. Com Rachel McAdams e Cillian Murphy. Suspense, 89 minutos.
Vôo Noturno até que surpreende na primeira metade. É nela que nos é apresentada a história de Lisa Reisert (Rachel McAdams), uma gerente de hotel de mão cheia que precisa fazer um vôo do Texas(onde estava por conta da morte de sua avó) para Miami, sua cidade natal. É nessa viagem que ela conhece o simpático Jackson Rippner (Cillian Murphy), por acaso, na fila de embarque.
Cillian e Rachel: química não basta.
Só que o que era simpatia, logo se torna desespero assim que o avião decola. Sentados lado a lado, Jackson acaba pressionando Lisa, para que ela participe de um esquema que envolverá a morte de um político e de toda a sua família. Se ela não entrar no jogo, a vida de seu pai, vigiado por um assassino profissional posicionado em frente a sua casa, correrá sério risco. E a dela também. O mote é inegavelmente interessante. E realmente bem conduzido na primeira meia hora. Cillian Murphy começa a se especializar em vilões (depois de encarnar o
Espantalho no fastidioso
Batman Begins) e interpreta muito bem, com o seu rosto grande e olhos azuis expressivos o maníaco que mistura candura e agressividade quando necessário. Já Rachel McAdams está cada vez mais linda. Mais doce. Mais frágil. Diga-se de passagem ela é o único ponto positivo no medíocre
Penetras Bons de Bico. Só que apesar de tudo que eu falei, Wes Craven continua sendo um problema. O começo animador, com diálogos sugestivos, clima adequado e passageiros secundários participativos e interessantes logo se transforma na correria desenfreada já tão vista à exaustão em desastres como
Amaldiçoados ou mesmo no clássico teen(?)
Pânico. E assim fica difícil perdoar. Wes até tá melhorando, mas ainda não perdeu alguns vícios.
Nota: 5,5
Comunicação Visual
Como fazer para começar bem, mais uma chatíssima segunda-feira? A melhor resposta para essa pergunta é participar dos sensacionais(?) games aqui do blog. A brincadeira já foi testada e aprovada pelo
Eric, que fará silêncio absoluto quanto a resposta, sobre pena de... *silêncio dramático* ...sei lá, como eu poderia penalizar o Eric? Me dêem dicas disso também. Enquanto pensam, me digam que banda está representada pela imagem?
Vocês devem estar se perguntando sobre o prêmio, não é? Pois bem, o prêmio é nada. Tão achando que todo o dia é domingo?
Sexta-feira, Novembro 18, 2005
A Estréia do Ano!
Esqueçam Harry Potter, King Kong ou As Crônicas de Nárnia! A grande estréia do ano é o
template novo desse querido blog, após mais de um ano e meio de marrom
caganeira(que diga-se de passagem nada tinha a ver com isso aqui). Convido a todos pra festa da pré-estréia!
Os agradecimentos vão para o
Juninho e para o
Théo, que me auxiliou pacientemente para que o negócio saísse.
Não liguem para a imagem tosca. Peguei qualquer coisa só pra ilustrar!
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Velharia Cult
Thundercats
Se existe um desenho que marcou demais a minha infância, foi o
Thundercats. Eu e meu irmão éramos tão viciados nas aventuras de Lion, Panthro, Tygra e Cheetara que brincávamos imitando os personagens. Ele e os piás da vizinhança representavam os heróis, enquanto eu, o
grandão desengonçado atacava de Mumm-Rá,
o de vida eterna. E acreditem, pra dar maior veracidade a personificação dos
antigos espíritos do mal eu fazia questão de me enrolar em um lençol vermelho e velho que tinha lá em casa. Enfim, eu fui o Mumm-Rá por muito tempo da minha vida! Meu irmão se utilizava de uma espada justiceira, de brinquedo, para o combate. Aliás, a brincadeira era levada tão a sério que até a famosa
visão além do alcance ele jurava obter.
Surgida em 1986 a série incicialmente passava nos domingos pela manhã. Só que não precisou muito tempo para que a saga dos felinos de Thundera ganhasse o coração dos brasileiros. A Globo, que era o canal que apresentava a série se viu obrigada a passar o desenho diariamente, logo depois do finado
Xou da Xuxa. Um dos grandes trunfos da criação do americano Ted Wolf residia no incrível poder de empatia dos personagens. E quando eu digo isso, não estou falando apenas de Wilikit, Wilikat, ou do gato Snarf, mas também dos vilões. Os episódios mais divertidos eram aqueles em que os mutantes(Escamoso, Simeano, Chacal e Abutre) apareciam. Atrapalhados até a alma, nunca conseguiam atingir seu intento, que era aniquilar os Thundercats.
Hoje em dia, não tenho mais tempo de assistir as aventuras, mas pelo que sei, elas ainda passam no SBT perto da hora do meio dia. Se alguém puder me confirmar essa informação, agradeço. Deixo aqui o grito de Lion e a música que preparava a ação. Inesquecíveis para fãs de carteirinha como eu.
Thunder !!! Thunder !!!! Thunder !!!!! Thundercats !!!!!! Hoooooo !!!!!
Thundercats are on the move !!!
Thundercats are loose !!!
Feel the magic, hear the roar !!!
Thundercats are loose !!!
Quarta-feira, Novembro 16, 2005
Não é Magia, Nem Feitiçaria
Nesse mês, todas as revistas nacionais especializadas em cinema, apresentam em suas devidas capas, alguma referência ao
bruxinho mais
chato conhecido do mundo dos filmes. O mesmo acontece com os sites sobre o assunto. Pois bem, quero que vocês saibam que, para evitar a repetição e até mesmo a irritação de vocês visitantes, aqui nesse blog não será dita
nenhuma palavra a respeito do novo
Harry Potter. Nada. Nunca vi nenhuma das películas da série e imagino que nunca verei. E por isso não haverá resenha desse último. Quem me conhece sabe que eu já vi muita coisa ruim pelo bem do blog. Mas
tortura também têm limite.
Não se assuste Harry.. nada pessoal.
Não insistam. O site do omelete é logo ali. E a
Revista SET com vasto material a respeito, vocês encontram em qualquer banca.
Domingo, Novembro 13, 2005
Resenha - Cinema
Plano de Vôo (Flightplan)
De Robert Schwentke. Com Jodie Foster, Peter Sarsgaard e Sean Bean. Suspense, 98 minutos.
Vocês já devem estar sabendo que
Plano de Vôo, filme que tira atriz Jodie Foster de um jejum de três anos sem filmar (excetuando-se a sua breve participação no enfadonho
Eterno Amor de Jean Pierre Jeunet), foi arrasado pela crítica. Detonado. O que vocês certamente não sabem, é que isso é de certa forma injusto.
Kyle Pratt: sozinha em sua busca.
Vamos combinar que a película do diretor Robert Schwentke está realmente longe de ser um clássico da sétima arte. Mas também está muito longe das chatices óbvias que andamos assistindo por aí. Suspense é suspense e para isso não é necessário
emular o tempo todo Alfred Hitchcock, ou criar finais surpreendentes e cheios de reviravoltas que podem se transformar em verdadeiras catástrofes se mal conduzidos. Um suspense legal pode ser comparado ao show do Strokes que vi recentemente. Os caras sobem no palco, fazem seu trabalho sem firulas, sem excessos, e todo mundo vai pra casa feliz. Plano de Vôo é assim. Se a Jodie Foster parece ter sempre a mesma cara, do início ao fim do filme, é porque a situação em que ela se encontra, devastava emocionalmente pela recente morte do marido, pede isso. E será assim durante a trama toda. Mais ainda quando ela entrar em um avião, iniciar uma viagem de Berlim a New York ao lado de sua pequena filha Julia(Marlene Lawston) de seis anos, adormecer, acordar e não encontrar mais a garotinha. Nunca mais. Aliás esse mote é um dos pontos altos da película. O sumiço de Julia dentro de um gigantesco avião sem que ninguém a tenha visto. E a incessante busca de Kyle(Foster) tentando provar que não está louca. Se a história falha em um ou outro clichezinho desnecessário, o restante do bolo está bem montado. Além do que, há tempos eu deixei de ser um (pseudo) crítico chato né? Pra tirar a dúvida, assistam. E tirem suas próprias conclusões.
Nota: 7,5
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Tema de Casa do Without a Trace
Agora que o quadro estreou, já sei que posso contar com vocês, leitores, para obter as respostas referentes aos grande dilemas da humanidade. Para essa semana, separei mais uma
pergunta fundamental que anda tirando meu sono. Vocês certamente já ouviram falar que o
Bombril tem mil e uma utilidadedes né? Poizé, acontece que eu só sei uma: limpar (mal e porcamente) panelas de inox. Tá bom vai, duas. Colocar na antena pra ver se pega a
TV Pampa. Mas como essa prática hoje em dia se tornou desnecessária com a modernidade dos aparelhos que não dispõem mais daquela bizarra anteninha em
V, a função fica sendo única e exclusiva de fazer brilhar bonito as penelas, depois da
feijoada. Além do que, a tal TV Pampa nem existe mais.
Mil e uma utilidades? O
cacete!
Caso vocês não tenham notado, o
Zé Mané do Carlos Moreno, nos enganou esses anos todos com aquele
papinho das
mil e uma utilidades. Mas antes de me precipitar e processar a empresa por propaganda enganosa(que todo mundo sabe que é crime), eu peço ajuda à vocês: alguém aí sabe, as outras 999 utilidades daquele
chumaço?
Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Novidades na Telona
Astros de Hollywood se Beijam na Boca
Fonte:
Uol
Pelo que notei a maioria da população se mostrou indignada com a ausência do tão prometido
beijo gay que aconteceria no último capítulo da novela
América da Rede Globo. Mais pela atitude ditatorial da emissora, que segundo a diretora Glória Perez teria vetado o beijo, do que pela
bitoca em si. Ainda assim, quem quer matar a curiosidade, pode apelar para o cinema(sempre ele). Na tela grande são inúmeros os casos de beijos entre pessoas do mesmo sexo. No filme
Será que Ele é? por exemplo, lá pelas tantas o Kevin Kline e o Tom Selleck se
grudam. No inédito
Beijos e Tiros também acontece uma cena nesse sentido.
Se a novela "América" não teve o esperado beijo gay, ele deverá acontecer no cinema entre dois galãs de Hollywood, Val Kilmer, 46, e Robert Downey Jr, 40, em "Kiss, Kiss, Bang Bang", que ganhou o título "Beijos e Tiros" no Brasil. O filme, previsto para estrear no próximo dia 18, foi um dos destaques da última 29ª Mostra BR. A idéia de incluir o beijo homossexual no longa, dirigido por Shane Black, foi de Kilmer, que fez questão que todos soubessem de sua proposta. Segundo o ator, a produção era mais uma história de detetive sem graça que tinha como cenário San Fernando Valley (EUA).
O beijoqueiro, que até
Jim Morrison já foi.
Para ler a matéria na íntegra, clique
aqui.
Agora eu também estou no
Deixa que eu Deixo, um blog onde eu e meus companheiros
Eric,
Zé, Pedro Bó e
Marina realizamos uma divertida
mesa redonda sobre a
paixão nacional(que não é aquela cerveja). Todo mundo acha que entende um pouquinho de futebol né? Então não deixem de visitar.
Terça-feira, Novembro 08, 2005
Resenha - DVD
Em Boa Companhia (In Good Company)
De Paul Weitz. Com Dennis Quaid, Topher Grace e Scarlett Johansson. Comédia, 110 minutos.
O cinema aqui de Lajeado é digno de aplausos. Com tanto filme bom em cartaz pra tudo quanto é canto, adivinhem qual película abriu aqui no último fim de semana?
Gigolô Europeu por Acidente é a resposta. E eu esperando um
Crash - No Limite ou um
O Jardineiro Fiel pra matar minha curiosidade sobre a obra de Fernando Meirelles, ou quem sabe
A Noiva Cadáver nova empreitada de Tim Burton. Mas não. A
tosquice capitaneada por Rob Schneider foi a escolha.
Topher: longe do
That´s 70th show.
Não quero cometer injustiças aqui. De repente o
Gigolô.. até seja um bom filme... (interrompendo discurso).. Não. Esqueçam o que eu disse. Definitivamente não há chance alguma de ser bom. Como o cinema não tem contribuído, resta então apelar pros DVD's. O que de maneira alguma é um problema. Ao contrário, é na locadora que posso escolher os filmes de acordo com meu gosto. Mas vamos lá, depois dessa enrolação tôda, falar de
Em Boa Companhia. Provavelmente o maior pecado desse filme seja seu
trailer, que entrega quase toda a história em dois minutos e meio. Quase. Dan Foreman(Dennis Quaid), um homem de 51 anos, é o chefe de publicidade da revista Sports America. De uma hora para outra, com a venda da revista para a multinacional
Globecom, Dan passa a ser subordinado de Carter Duryea(Topher Grace), um jovem publicitário de 26 anos. E é aí que entra o conflito. De quebra, Carter ainda conhece Alex Foreman(Scarlett Johansson), filha de Dan, passando a sair com ela. De uma forma simplíssima, o grande trunfo diga-se de passagem, o diretor Paul Weitz consegue nos mostrar um pouco do funcionamento das relações
chefe-funcionário de um ângulo pouco comum, com piadas interessantes, com música gostosa, com charme e com um final que apesar de irreal, foge do
lugar comum. Todo mundo que viu por aqui elogiou. Assista. De preferência sem ver o trailer.
Nota: 7,5
Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Mais Uma Enquete
Sabe quando você sai pra tomar umas
cevas com aqueles seus dois amigos
químicos e eles se empolgam com a história tôda da química quântica e
talicoisa e você fica lá
perdidaço não entendo é
merda nenhuma? Pois bem, nesses casos você está perdoado, afinal de contas ninguém é obrigado a saber qual o significado de uma
ponte de hidrogênio. Mas e quando o assunto é música? Ou cinema? E a conversa tá rolando bonita, todo mundo está interagindo e você está lá, pensando na
cabrita da vizinha, já que você não ouviu o último do Franz Ferdinand, nem assistiu a nova película de Ridley Scott. É triste né?
Só que pode ficar ainda mais triste se o pessoal resolver falar de algum filme que
todo mundo da face da terra já viu menos você, que mais parecia um ET recém chegado de Marte. Acontece. A maioria deve ter alguma experiência assim. Eu por exemplo, nunca vi
Titanic (a platéia faz
óóóóóhh!!). E pior (vocês vão agora me crucificar), nunca vi
Matrix. Até tentei, mas dormi na metade do primeiro e depois nunca mais..
Eu sempre disse á vocês que esse blog era uma farsa! Não quiseram acreditar, né?
E vocês, têm alguma palícula que todo mundo já viu e vocês não? Vamos lá.. quero ver a coragem!
Enquete sugerida pelo grande amigo Ólla!
Domingo, Novembro 06, 2005
Resumão de Filmes
Apesar de já fazer um bom tempo que eu não escrevo alguma
resenha de DVD isso de modo algum significa que eu não tenho mais visto filmes(como se isso fosse alguma novidade). Resumos de
todas as películas é um troço cansativo, chato(e que eu deixo para os sites especializados) e que acima de tudo afasta a audiência, o que não interessa a mim um capitalista vendido e que só visa o
lucro fácil, através de posts banais. E para melhorar ainda mais, nesse quadro você encontra de forma
mastigadinha as principais características de cada um dos filmes que vi recentemente. Segue o cardápio.
A Vida Marinha com Steve Zissou
De Wes Anderson. Com Bill Murray, Cate Blanchet, Willem Dafoe, Angelica Houston e Owen Wilson. Comédia, 119 minutos. Pra quem gosta de: Jacques Costeau, personagens excêntricos, David Bowie e samba moderno.
Nota: 7,5
O Segredo de Vera Drake
De Mike Leigh. Com Imelda Staunton e Philip Davis. Drama, 125 minutos. Pra quem gosta de: assuntos polêmicos, tartarugas, narrativas intimistas e pessoas feias.
Nota: 6
Old Boy
De Park Chon-Wook. Com Choi Min-Sik e Gang Hye-Jeong.Drama, 118 minutos. Pra quem gosta de: Quentin Tarantino, torturas grosseiras, referências cinematográficas e enigmas.
Nota: 7,5
Robôs
De Chris Edge e Carlos Saldanha. Com vozes de Ewan McGregor, halle Berry, Mel Brooks e Robin Williams. Desenho, 90 minutos. Pra quem gosta de: frases sub-entendidas, Cantando na Chuva, consumismo e Os Jetsons.
Nota: 9
Assalto a 13° DP
De Jean François Richet. Com Ethan Hawke, Lawrence Fishburne, Maria Bello e Gabriel Byrne. Ação, 109 minutos. Pra quem gosta de: faroeste, comida requentada, games de tiro em primeira pessoa e clichês.
Nota: 7
Steve Zissou e seus companheiros.
Notem que de maneira geral não há nenhum filme ruim. O mais fraquinho ainda foi
O Segredo de Vera Drake. Não que seja
xarope, mas eu realmente esperava muito mais desse.
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
Gritos e Sussurros
Num mundo como o de
Hollywood, onde os relacionamentos são mais efêmeros do que sucesso de
boy band, me chamou a atenção a declaração da
Catherine Zeta-Jones essa semana a respeito da sua intimidade com o ator (e atual marido) Michael Douglas. Segundo ela, ele só pôde beijá-la nove meses depois do primeiro encontro. Aqui no Rio Grande mulher assim é conhecida como
fazida.
Tenho certeza de que Michael achou que eu era um homem travestido. A certa altura ele pensou: tem algo errado aqui.
Tô achando é que ela deu a
enrolada no
tiozão, que no fim acabou levando pela persistência. Diga-se de passagem, se foi assim como ela disse, deve ser exaltada a paciência de Douglas. O que não podemos esquecer é que em nove meses muita coisa pode acontecer nesse mundinho do
show business. Nesse período de tempo por exemplo, a Britney Spears perderia a virgindade pela enésima vez. Ou a Nicole Kidman, poderia fazer mais dois filmes ruins. Ou ainda a Angelina Jolie talvez adotasse mais três meninos
cambodjanos. Isso sem falar nos relacionamentos. Só a Jennifer Lopez, seria capaz de se casar umas quatro vezes nesse intervalo de tempo. É tudo muito rápido por lá..
..mas chega de
fofocaiada por aqui. Esse blog tá mais parecendo
Revista Contigo. Só falta agora eu começar a falar do relacionamento entre Jennifer Aniston e Vince Vaughn. O
fim da bola.
Música na Cabeça
Nossa, será que eu ainda sei digitar? Não me lembro da última vez em que o blog ficou tanto tempo sem ter posts. Culpa do feriadão. Dia 31 foi o
dia da reforma e acabou que a terça foi nos dada de presente e tivemos essas
mini-férias aqui no trabalho. Beleza! Aproveitando a folga, como não poderia deixar de ser, retirei
toda a locadora pra ver em casa. Foi tanto filme, que o DVD
pifou. Juro pra vocês que eu podia ver o
suor escorrendo do pobre aparelho, de tanto que
trabaiô o coitado. Sempre que tenho a possibilidade de retirar vários filmes, acabo invariavelmente alugando junto, um
faroeste da antiga. E o escolhido da vez foi
Butch Cassidy & the Sundance Kid. Pra quem não se lembra, esse é o clássico filme que mostra o Robert Redford carregando a Katherine Ross(ela tem um
quê de Fernanda Lima) na bicicleta, ao som de
Raindrops Keep Falling on my Head, maravilhosa canção do
lounge-man Burt Bacharach. Não percam a película, que contêm uma das melhores perseguições em cinema em todos os tempos. E a música, linda. Segue um trecho pra você lembrar:
A dupla, planejando o próximo roubo.
Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'..
Tô tão preguiçoso com o efeito feriadão, que nem o link pra música completa eu vou colocar. Logo mais tem mais(como diria o reverendo Fábio Massari). Até!