Terça-feira, Fevereiro 28, 2006
Um Sucesso e.. Até Logo!
One hit wonder é uma expressão americana, utilizada para denominar aqueles grupos que conseguiram apenas
um sucesso radiofônico. Vocês certamente já ouviram falar de bandas como Spin Doctors, Chumbawamba e Blind Melon, né? Se não ouviram não tem problema, pois essas três tiveram pouco tempo de exposição, conhecendo imediatamente após algum sucesso estrondoso, o ostracismo (sempre quis usar essa palavra \o/).
Chumbawamba: acredite mas
você já gostou deles.
Isso de maneira alguma significa que esses grupos sejam ruins. Ao contrário, muitos até evoluem. Hoje em dia, talvez muita gente pense que o Los Hermanos nem exista mais. E todos nós sabemos que ele não só existe, como deixou um pouco de lado a idéia de fazer hits chatos pra agradar gravadora.
Esse post na real não serve é
pa porra nenhuma. Eu apenas me lembrei disso, enquanto ouvia o ótimo e pouco conhecido disco
Grave Dancers Union do
Soul Asylum. Acreditem, mas a banda americana, que lançou 11 discos, entre álbus e EP's só foi se tornar conhecida por
Runaway Train.
Outros casos interessantes:
Frente! - Bizarre Love Triangle
Urge Overkill - Girl, You'll be a Woman Soon
Blues Traveller - Run Around
Crash Test Dummies - MMM MMM MMM MMM
Counting Crows - Mr. Jones
O mais bizarro, com o perdão do trocadilho é que o Frente! e O Urge Overkill conseguiram a proeza de ter como único hit, uma cover. E não são bandas ruins. Tá.. forcei agora. Não conheço nenhuma outra canção de ambas.
Vocês se lembram de alguma banda assim? Me ajudem a listá-las!
filmado por Tiago às 5:15 PM |
Domingo, Fevereiro 26, 2006
Resenha - Cinema
Munique (Munich)
De Steven Spielberg. Com Eric Bana, Daniel Craig e Geoffrey Rush. Suspense, 164 minutos.
Eu devo ser o único mortal que não suporta as tentativas anteriores de Steven Spielberg de
falar sério. Enquanto o mundo todo baba por chatices como
A Cor Púrpura e a
A Lista de Schindler, eu, em contrapartida, tenho vontade de vomitar, só de ouvir falar no nome de tais películas. Acreditem, prefiro até
Guerra dos Mundos.
Tiro ao alvo: competição olímpica.
Por conta disso, fui temeroso ao cinema. Encarar as quase três horas de filme, correndo o risco de encontrar o tradicional pragmatismo (só para que vocês saibam, eu não sei o significado dessa palavra) do diretor, não parecia algo muito convidativo. Só que nos primeiros minutos, o espectador já se vê imerso naquele fatídico dia de setembro de 1972, onde um grupo Palestino denominado Setembro Negro invadiu a vila olímpica da cidade de Munique, onde estavam acontecendo os jogos daquele ano, assassinando dois integrantes da equipe israelense e mantendo outros nove como reféns, que seriam mortos algumas horas mais tarde. Golda Meir (Lynn Cohen), a então líder israelense convoca Avner (Eric Bana) para uma missão de retaliação, onde ele deverá localizar e assassinar os 11 responsáveis pelo atentado. Digamos que a seriedade introspectiva da obra não resida somente na sua temática, baseada em fatos reais, e nela se encerre. Spielberg é capaz de em meio as inúmeras explosões, da ação e do tiroteio tão tradicionais em suas películas, incluir a reflexão e a conclusão óbvia de que essa luta não tem fim. E o melhor, sem ser maniqueísta. Acredito que os filhos do diretor estão crescendo e não mais acreditam em ET's. E com isso, acabamos ganhando um filme maduro de presente. Não deixem de ver.
Nota: 8
filmado por Tiago às 2:26 AM |
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006
CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
Cabo do Medo (Cape Fear)
De Martin Scorsese. Com Robert de Niro, Nick Nolte, Jessica Lange e Juliette Lewis. Suspense, 130 minutos.
Fiquei em êxtase ao assistir o
Cabo do Medo (ui). Aonde quer que eu vá, desde que o vi, o indico. Não importa se as pessoas gostam de comédia, drama, filmes da Xuxa ou se suspense para elas signifique babar pela série
Pânico. Todo mundo tem que ver essa película. É tema de casa. Não é atoa que desde que o quadro estreou, em julho do ano passado, essa é a primeira vez que um filme da década de 90 (1991, mais precisamente), aparece por aqui.
Alguém aí quer dar uma voltinha com o titio?
A história começa com Max Cady (Robert de Niro, propositalmente caricato) sendo libertado da prisão. Ele é um psicopata que cumpriu 14 anos de xadrez, graças a negligência de seu advogado (Nick Nolte), que na época do julgamento omitiu informações que poderiam modificar a decisão dos jurados. Max quer vingança, mano! E para tal, começará a aterrorizar a família de Sam, o advogado negligente. A forma gradual com que os eventos são apresentados ao espectador é um dos grandes trunfos da obra de Scorsese. Outro são as interpretações. De Niro está impecável. E Juliette Lewis como Danielle, a filha de Sam, também. Quem não se lembra da antológica cena do encontro de Danielle com Max no teatro da escola? De arrepiar
até os cabelos do cu o último fio de cabelo.
Curiosidade: antes das filmegens, Robert de Niro fez questão de gastar 5 mil dólares para que um dentista deixasse seus dentes com aspecto ruim, que segundo ele seria ideal para compor o personagem. Com o filme pronto ele pagou mais 20 mil para a restauração. E o dentista foi feliz para sempre.
filmado por Tiago às 11:21 PM |
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
Mercado Moderno
Devo ter recebido uns três e-mails só nessa semana com o título
enlarge your penis..
O que mais me impressiona no e-business é a facilidade que eles tem em localizar o seu nicho de mercado. Pôxa, como descobriram esse meu segredo tão íntimo, carai?
*indo conferir condições de pagamento*
filmado por Tiago às 1:04 AM |
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Comunicação Visual
Nos meses que antecedem shows como o do U2 (até que demorou pra eu fazer alguma citação) o que mais se vê na mídia são promoções que envolvem o ganho de ingressos na
faixa. Junte 77 saquinhos de suco em pó Bang (como se ninguém tivesse notado a alusão ao suco Tang) e leve grátis 5 ingressos com acompanhante para beijar o Bono Vox na boca. E por aí vai.
Nós aqui do blog não ficamos atrás! Como sempre acontece nesse quadro, um prêmio sensacional é distribuído. E dessa vez o feliz acertador do filme que a imagem acima representa leva pra casa um aluguel do incomparável
A Vila. Garanta já o seu!!!
filmado por Tiago às 12:26 AM |
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Redescobrindo o Mundo da Música
Passar uma semana na praia com meus primos foi ótimo pra desestressar (acho que nunca tinha usado essa palavra). Só que serviu também pra mim conhecer um punhado de bandas que eu nem sabia da existência, tipo My Chemical Romance, Yellowcard e All American Rejects. Quem me conhece sabe que parei na música em 1998 (não atoa minha última aquisição foi um DVD com todos os vídeos do Placebo). Concluí que pelo visto não perdi nada de lá pra cá, já que entre as citadas acima, não fui capaz de diferenciar uma da outra.
Predict a riot, i predict a riot..
Não fosse por um tal de
Kaiser Chiefs e a semana musical estaria perdida.
filmado por Tiago às 8:14 PM |
Sábado, Fevereiro 18, 2006
Resumão de Filmes
Eu tinha duas opções para postar, estando na praia: a primeira era deixar nas mãos do
Eric, o estepe de blogs mais famoso das galáxias. A segunda (a que usei) era escrever de lá mesmo, a primeira bobagem que viesse em mente, para que vocês continuassem vindo aqui. Devo dizer que.. não funcionou. Mas estou de volta! \o/
Provocação
De Tod Williams. Com Jeff Bridges e Kim Bassinger. Drama, 110 minutos. Pra quem gosta de: squash, clima litorâneo, American Pie e leite morno.
Nota: 5,5
O Terceiro Olho
De Roland Suso Richter. Com Ryan Phillipe e Piper Perabo. Suspense, 90 minutos. Pra quem gosta de: Plantão Médico, esquizofrenia, edições rápidas e brigas familiares.
Nota: 6,5
Golpe Baixo
De Peter Segall. Com Adam Sandler e Chris Rock. Comédia, 113 minutos. Pra quem gosta de: hip-hop, futebol americano, piadas da Turma do Didi e maniqueísmo.
Nota: 1
O Cachorro
De Carlos Sorin. Com Juan Villegas e Walter Donado. Drama, 97 minutos. Pra quem gosta de: artesanato, interpretações comoventes (quem não gosta?), animais e discussões sobre o mercado de trabalho.
Nota: 8,5
Honra e Liberdade
De Vincent Ward. Com Samantha Morton e Kiefer Sutherland. Drama, 119 minutos. Pra quem gosta de: diversidade cultural, florestas, A Encantadora de Baleias e guerras.
Nota: 4
Sandler: mancha na carreira.
Como sempre, todos os filmes citados nesse quadro, são lançamentos em DVD. E como vocês puderam notar, apenas a película argentina é uma grande pedida. Não deixem de ver.
A biba do
Théo promoveu inúmeras mudanças no layout aqui do blog. Eu na real não vi nada de novo. Vocês perceberam algo?
filmado por Tiago às 11:04 PM |
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Palavras Cruzadas for Dummies
- Vogal da vaia. Uma letra.
- ...
- ...
- v?
- uuuuuuh!!!
Baseado em fatos reais.
filmado por Tiago às 5:18 PM |
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Mais Uma Enquete
Ao encontrar meu primo, na chegada a Floripa, não fui capaz nem de dizer palavras triviais como
primão, a quanto tempo!!!. A primeira coisa que disse a ele era que precisava urgentemente de uma enquete aqui pro blog. Meu primo é leitor do without, mas ele tava
cagando e andando para qualquer coisa relacionada a um blog, as 7 horas da manhã de um sábado. Infelizmente no meu primeiro dia, fui incapaz de me desconectar do mundo cibernético. E essa busca pela enquete ideal martelou a minha cabeça o dia inteiro. De nada adiantou ir a orla,
babar por biquinis alheios caminhar, se refrescar com um banho e observar como são habilidosos os hermanos na arte do frescobol (jugam qui é una belecita). Idéia para resolver esse trágico problema (
ó céus, ó vida), nada.
Quem vem aqui a tempo, sabe que já perguntei de tudo. Melhor filme, pior ator e por aí vai. Só que o quadro existe e os chefes estão cobrando sua realização! Ele já está atrasado! Me ajudem!!! Qual a enquete ideal aqui pro blog?
filmado por Tiago às 8:06 PM |
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
Velharia Cult
Stop!
Enquanto vocês lêem esse post eu devo estar me banhando nas águas de Floripa (mesmo que vocês estejam lendo de madrugada eu também estarei lá, afinal de contas, é Floripa man!!!). Estou passando meu restinho de férias na casa de um primo, que eu não via fazia uns cinco anos e que mora na capital catarinense (se você acha que eu me escalei, sem ele sequer me convidar, na cara duríssima, acertou).
Mas a gente se diverte por aqui! Ao menos eu acho que a gente se diverte. E não falo somente de ir pra orla, pegar jacaré afu (esporte que na minha opinião deveria ser modalidade olímpica). Nos dias chuvosos, por exemplo, jogamos jogos (a aula de português aquela, eu faltei) que eram entretenimento puro na infância. O mais interessante é o
Stop!. Se lembram desse? É aquele em que cada um dos participantes pega uma folha de caderno e a divide em diversas colunas. Cada coluna recebe um assunto. Os assuntos podem ser os mais triviais, tipo
nome próprio ou
cidades brasileiras, podendo chegar também ao nível
hard com
marcas de sabão em pó e
inimigos do Capitão Planeta. Os motes ficam a critério de cada um. Eu por exemplo, adoro responder sobre títulos de filmes (dãããããã, jura?)! Iniciado o brinquedo, é sorteada uma letra. Depois de escolhida a letra, cada coluna será preenchida com uma palavra que inicie com a mesma. O primeiro que encerrar a atividade grita
Stop, sendo que os demais que não terminaram, imediatamente deverão parar de escrever. Enfim, vocês sabem como funciona né? Se não sabem, se fuderam, já que cansei de explicar.
Na real nós não estamos jogando Stop! é porra nenhuma. Mas alguma enrolada eu tinha que dar pra chegar no assunto, né? Aproveito e agradeço ao
Julião por.. por..(leva a mão ao queixo e pensa por alguns instantes) na real por nada. Eu devia um link a ele. Só isso!!!!111one
filmado por Tiago às 8:41 PM |
Das Coisas que Nunca Deveríamos Admitir..
Hoje começa a nonagésima quinquagésima (alguém sabe se vai trema nessa palavra?) sétima edição do Planeta Atlântida, aqui no litoral gaúcho. Sinceramente o único motivo que faria com que eu me deslocasse até o local do evento seria o show da Ivetona.
Convenhamos, haja saco para agüentar shows de Armandinho, Jota Quest, CPM 22 e Papas da Língua. Nem de graça! Além do que, nenhum deles
tem aquelas pernas maravilhosas canta
poeeeeeeiraaaaaaa, poeeeeeeiraaaaaa, poeeeeeeeiraaaaaaa, (eu disse) levantou poeira! \o/
filmado por Tiago às 12:17 PM |
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Resenha - Cinema
Escuridão (The Dark)
De John Fawcett. Com Maria Bello e Sean Bean. Suspense, 93 minutos.
Tava muito afim de falar mal de um filme. Com saudade mesmo. Só que o problema é que ultimamente só tinha visto películas interessantes! Vi o
Brokeback(dos caubóis bibas), vi
As Loucuras de Dick Jane (o novo do Jim Carrey) e vi o
Boa Noite, Boa Sorte (do Clooney). Não tava com vontade de dar notas acima de 8 para filmezinhos oscarizados. Falar bem é sem graça e óbvio demais.
Bello: corajosa em meio a escuridão.
A solução encontrei ontem à tarde, quando vi
Escuridão. O filme até começa bem, mas acaba padecendo do mal que afeta 9 entre 10 histórias de suspense atuais: a dificuldade ímpar que seus diretores tem em dar um desfecho no mínimo convincente à produção. Adelle (Maria Bello) é uma mulher divorciada e que enfrenta dificuldades de relacionamento com sua filha única. Como forma de tentar se aproximar dela e até de salvar seu casamento, Adelle empreende uma viagem ao País de Gales em busca de James (Sean Bean), seu ex-marido. Só que poucos dias após a chegada, sua filha acaba, misteriosamente, desaparecendo no mar. Até aí temos uma ótima película. Juro à vocês. A fotografia belíssima dá o tom. Os sustos, apesar de um tanto óbvios, são bem feitos e os atores, especialmente a Maria Bello, que sempre trabalha bem (quem viu
Marcas da Violência sabe do que estou falando), interpretam com esforço e emoção. Só que a partir daí a história descamba para a confusão, ao apelar para o folclore em excesso (lembra um pouco
A Chave Mestra) e para um sem fim de reviravoltas que, se não irritam o espectador, o fazem torcer para que o final chegue logo.
Nota: 4,5
filmado por Tiago às 7:53 PM |
Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
Os 50.000 que Entraram (ui)
Quem me ajudou com o título bagaceiro foi a
Pati.
E eis que, exatamente no mês que esse blog completa dois anos de vida (28 de fevereiro), ele também está chegando as 50.000 visitas. Estou muito feliz com a marca e mais do que isso, estou feliz com a grande quantidade de amigos que fiz por aqui. Devo esses números a vocês,
cambada de vagabundos que não tem mais o que fazer e ficam entrando aqui queridos visitantes.
Passei a tarde esperando esse número..
Aproveito pra mandar um beijo pra minha mãe, outro pro meu pai e um pra Xuxa (mais uma vez eu devo estar plagiando alguém, sem saber quem), que tornou tudo isso possível. Nussa, nem discurso de ganhador do Oscar é tão clichê. Geeez.
Para saber mais sobre a história do blog, seus quadros, curiosidades e também sobre aquela vez em que plagiamos o Pânico na TV, clique
aqui.
filmado por Tiago às 4:18 PM |
Domingo, Fevereiro 05, 2006
Parece Crônica
Quando um Homem Solta a Franga
Já dizia Kurt Cobain em meio a letra de All Apologies:
what else could i say, everyone is gay. Sempre escutei essa música, me perguntando quais os motivos que levavam o ex-vocalista do Nirvana a acreditar que todo o ser humano, em sua essência, é de fato uma Biba (plagiando o mundo todo) enrustida.
Com essa moda de metrossexualismo, achei que tinha encontrado a resposta. Cobain, talvez um tipo de profeta da atualidade (não chiem, por favor), teria enxergado, com alguns anos de antecedência, a onda, que tem em David Beckham seu maior representante. E em uma espécie de confusão mental, provocada por pilhas de alguma substância ilícita qualquer, teria percebido aqueles que tem cuidados com o corpo, que andam bem vestidos, com cabelos impecáveis e até com unhas feitas, como as
beeshas propriamente ditas.
Ainda que fosse assim, nem todo homem é metrossexual. Ou seja, a dúvida permanecia. Só que sexta à noite, em meio a uma cervejada básica, foi que veio a tona a resposta para essa dúvida tão perturbadora. Cobain tinha razão ao falar da viadagem humana, por causa das cócegas. Sim, as cócegas. Se o pedreiro Valdemar passou o dia inteiro assentando tijolos, preparando o concreto, gritando
êê lá em casa (by
pedreira de plantão) pra toda fubanga que desfilasse e mostrando o cofrinho (ou banco central, dependendo o caso) pra galera, é só quando ele chegar em casa, se assanhar pra patroa e ela se empolgar nas cosquinhas que o pedreirão machão dará lugar a uma Biba que grita fininho, esperneia, dá tapas de mãozinha aberta e ri descontroladamente clamando por piedade.
Já tinha percebido isso outras vezes, mas não dava bola. Eu mesmo sou muito
cosquento (existe essa palavra?). E sexta a noite uma amiga minha lembrou desse detalhe. Ela só parou na hora que achou que eu ia me transformar na Vera Verão no meio da rua. O Kurt sabia o que dizia.
filmado por Tiago às 2:39 AM |
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Convidado Especial: Julião, o Imperador
Apesar da chantagem emocional feita pelo
Eric,
ameaçando sair nu em protesto pelas ruas de São Paulo (protesto não é protesto se a pessoa não sair peladona!!!11one), caso não tivesse seu texto publicado primeiro do que o do
Julião aqui no blog, ele não foi atendido. O
Julião e sua bela experiência com o Star Wars estavam primeiro na fila. Mesmo sem ter lido o texto (que é longo pra porra), eu sei disso!
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Eu já saí do cinema lutando com sabre de luz...
Está bem, você vai dizer que é coisa de nerd, que eu sou mais um daqueles caras cheios de espinha, que tocam bronha a torto e a direito (e a esquerda também!) e têm a risada extremamente bizarra. Mas diz ae que você também não acha um docarai de foda toda a atmosfera Star Wars?
Tudo bem, eu concordo. Tem diálogos sofríveis - principalmente na nova trilogia - tem os ewoks, tem Jar-Jar Binks. Mas só o R2-D2 acaba com esses problemas num passe de mágica.
George Lucas, o filho duma puta, é o cara que mais sabe ganhar dinheiro nesse mundo. É a personificação do nerd que venceu. Se houvesse um Torá dos nerds, ele seria o Messias. Se fossem católicos, George estaria na cruz de todas as igrejas jedis ou siths mundo afora. Se gostassem de Carnaval, Lucas seria o puxador do samba enredo. E o pior de tudo é que, quanto mais o desgraçado erra, mais ele acerta!
O coalinha deu margem a tudo que está aí hoje. Matrix, Blade Runner, Minority Report, estúdios da Weta, Peter Jackson, Segredo do Abismo e mais um monte de coisas nerds têm o toque de Midas do desgraçado, direta ou indiretamente. O sci-fi, sem dúvida, pode ser dividido em A.L. e D.L. (Antes de Lucas e Depois de Lucas, dãããã).
Lembro de quando fui na sessão de estréia do Star Wars 1 ¿ A Ameaça Fantasma. Estava na fila e fiquei pensando que, dali a alguns anos, eu poderia chegar para o meu moleque, pegar o pimpolho no colo e falar:
- Filhão, chega ae que papai vai contar uma história...
- Pô pai, aquela da Mônica Belucci de novo?
- Não moleque, papai vai te contar da estréia do Star Wars...
E no outro dia seria o pai mais famoso e amado da escola.
Já no segundo episódio da nova trilogia, teve a clássica luta entra Yoda e Conde Dookan. Imagina o que é para um nerd ver o mestre, bengala e tudo o mais, dando um pau no Christopher Lee (caraleo, é o Lee, o Drácula, o Saruman, o vilão do 007!). Eu não me agüentei, levantei e bati palmas. Ta, fui até chamado de virgem, mas levantei e bati palmas!
O terceiro me deixou desconfortável. Lucas estava abusando do direito de usar diálogos terríveis (ele conseguiu corar o sempre foda Ewan McGregor!) e o lado negro da força andava dominando as coisas. Mas daí o ewok pai, diretor filho dum Kubrick de tão bom, resolveu que era hora de lembrar do público, e nos brindou com a luta de sabres entre Anakin e Obi-Wan. Como se não bastasse, Lucas ainda nos deu um dos diálogos mais fodas do cinema, a ser recordado:
- Lord Vader...
- Yes Master? (com a voz do James Earl Jones, caraleo!)
- Riiiiiiiiiiseeeeeee...
Perfeito, sublime, sonho de consumo de todo mundo que, em 1977, viu pela primeira vez o negão mais foda do cinema! O Sidnei Poitier é foda, o Samuel L. Jakson é foda, o Michael Clarke Duncan é foda, o Sammy Davis Jr. é foda, mas o crioulo mais do caraleo da sétima arte é, sem dúvida, o mano Vader!
Post Scriptum importante: toda a porção nerd do Imperador está em Star Wars.
Grandes idéias do filme: Chewbacca, Harrison Ford como Han Solo, Alec Guiness como Obi-Wan, McGregor como Obi-Wan, Liam Neesson, que ainda vai dominar o mundo, como Qui-Gon, Natalie Portman, Bobba e Jango Feet (família docarai!), Mestre Yoda, a corrida de pods, Natalie Portman (aiaiaiaiaiaiai), A Força e Darth Vader!
Grandes males do filme: ewoks, Jar-Jar, Jake Lloyd como Anakin (¿eu não sou um escravo, eu sou uma pessoa¿ é de doer os bagos), a curta aparição de Bobba Feet, algumas mexidas do filho dum cão do Lucas nas edições antigas, Jar-Jar Binks (é, de novo, carai!) e o preço caro dos filmes, brinquedos e afins (capitalista maldito!)
Jar Jar: a mala do ano!
No próximo mês tem mais convidados. E ainda não será a vez do
Eric!
filmado por Tiago às 8:20 PM |
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
Resenha - Cinema
O Jardineiro Fiel (The Constant Gardner)
De Fernando Meirelles. Com Ralph Fiennes e Rachel Weisz. Drama, 124 minutos.
Finalmente eu fui assistir
O Jardineiro Fiel, que abriu no cinema aqui de Lajeado com 80 semanas de atraso. Como vocês bem sabem, esta é a película de estréia do diretor brasileiro Fernando Meirelles em Hollywood. E diferentemente do que aconteceu com Walter Salles e o seu
Água Negra ou até mesmo com Bruno Barreto que esteve na terra do Tio Sam para dirigir o desastroso
Voando Alto em 2002, Meirelles está com a bola toda.
Se você quiser, arrumo seu jardim.
Todo o americano que se preze baba por
Cidade de Deus. Para eles o cinema daqui se resume a ele..
(Foi nesse exato momento que a minha resenha travou. Já era 1h e 20min da madrugada e eu e a Lilhá começamos a falar pelo MSN de expressões regionais e de signos do zodíaco, e aí, fudeu..) Só depois de meia hora foi que eu lembrei que tinha que terminar essa bagaça. A sessão já tinha até expirado. Pra resumir a ópera dá pra se dizer o seguinte: Rachel Weisz está maravilhosa no papel de Tessa, uma fervorosa ativista que luta pelos direitos humanos. No começo da película ela morre e cabe ao displiscente diplomata Justin (Ralph Fiennes) resolver o quebra-cabeças que envolve a morte de sua amada. Além da aula de geografia e socio-política ancorada pela obra de John Le Carré que temos na tela, onde são apresentados flagrantes de manipilação farmacêutica que resulta na morte de inúmeros queninanos, temos uma filmagem competentíssima de Meirelles. Com ela, ele quase repete alguns estilos de planos de
Cidade... Quando você for assistir fique atento a trama densa e super bem desenvolvida para saborear cada detalhe desse lindo e agora injustiçado (apesar de eu não ter visto os outros indicados) filme.
Nota: 8
filmado por Tiago às 1:25 AM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.