Quinta-feira, Dezembro 28, 2006
300 Filmes Para Ver Antes de Morrer
Cinéfilo que é cinéfilo já ouviu falar da edição especial da Revista Época
300 Filmes Para Ver Antes de Morrer. O bacana da caprichada revista é que ela não conta apenas com os óbvios clássicos absolutos tipo
Cidadão Kane e
O Poderoso Chefão. Obras como
Curtindo a Vida Adoidado, Uma Cilada para Roger Rabbit e
De Volta para o Futuro, expoentes legítimos do
cinemão pipoca, também figuram na lista.
Capinha da bagaça
Como toda a lista essa também permite aquela calorosa discussão de bar. Assim que terminei de ler o livrinho, contei quantas películas da seleção eu já tinha visto: 118.
Uhúl, ainda falta bastante tempo pra eu morrer! /o/
filmado por Tiago às 12:35 PM |
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
Top 10 Especial
Melhores Filmes do Ano
Mais difícil do que conseguir comprar todos os presentes de Natal com o salário
xexelento (desculpem, mas depois das festas, estou com uma dificuldade absurda em relação aos adjetivos) que recebemos, é escolher os 10 melhores filmes do ano. E em 2006 a tarefa foi especialmente complicada. Não porque eu assisti a 6489 filmes. Isso já seria o suficiente. Mas é que nesse ano de Copa, de eleições, de escândalos, de Youtube, de Daniela Cicarelli dando na praia, de tsunami, de Inter campeão em Tóquio e de..
..do que eu tava falando mesmo? Ah, das películas. Ficaram 23 pra lista final. E tive que escolher só 10. Fiquem a vontade pra dar seus pitacos.
E NÃO, LUCIANA, O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA DEFINITIVAMENTE NÃO ESTÁ NESSA LISTA. ESTAMOS ENTENDIDOS??!
1)
O Grande Truque: e não é que o Henrique, um grande amigo, tinha razão quando me disse que eu não podia fazer uma lista de melhores do ano sem ter visto a obra de Christopher Nolan? Com um elenco afiadíssimo, uma fotografia sensacional e uma história maravilhosa sobre dois mágicos que duelam em busca da mágica ideal, o diretor inglês realiza um verdadeiro ensaio a respeito da ambição e de tudo que somos capazes de fazer para conseguir algo. Parece simples, né? E é. Não se surpreenda se no fim da sessão, você quiser repetir a dose. É diversão no seu mais puro estado.
2)
Habana Blues: que? Quem? Como? Quando? Onde? Se vocês nunca ouviram falar desse filme cubano, já está na hora de vocês começarem a dar alguma atenção para a
parte de baixo da prateleira de lançamentos. A história simplíssima, sobre um grupo e músicos de Havana, que é enganado por alguns empresários inescrupulosos é cativante. Não bastasse a completa empatia dos personagens, que são capazes de levar você das lágrimas ao riso em questão de segundos, ainda temos uma trilha sonora vibrante, quase comparável a dos veteranos do
Buena Vista Social Club.
3)
Caché: o pessoal que gosta de cinema POP que me perdõe, mas mesmo com tantas produções bacanudas em Hollywood nesse ano, foram os alternativos que mais me chamaram a atenção. Não é atoa que essa história sobre a paranóia do mundo moderno, que envolve voyeurismo, conspirações e julgamentos sobre os nossos atos, abocanhou a medalha de bronze nesse Top 10. Só a cena inicial, do casal interpretado por Juliete Binoche e Daniel Auteuil, assistindo cenas gravadas da fachada de sua própria casa, já valeria a locação. Mas o suspense, crescente, também é digno e nota.
4)
A Grande Sedução: esse filme eu devo ter recomendado pra umas 700 pessoas em 2006. Numa pequena cidade canadense, de pouco mais de 100 habitantes, os nativos precisam convencer um médico a fixar residência no local para que o vilarejo, em franco declínio econômico e com altas taxas de desemprego receba uma indústria. Para tanto, eles fazem o possível para transformar o local, enfadonho, em um espaço prazeroso para um médico que acaba caindo no local. Com ecos de
Adeus Lênin, a produção, leve, é capaz de arrancar sorrisos até daquele seu tiozão com cara de marrento.
5)
Os Infiltrados: todo mundo anda se perguntando se a academia vai finalmente premiar o Martin Scorsese com a estatueta de melhor diretor. Não é para menos: arrancando interpretações magistrais do seu trio principal de protagonistas (Jack Nicholson, Matt Damon e até Leonardo DiCaprio) o diretor inglês costura a trama tão bem que fica até difícil destacar apenas algum dos tantos pontos positivos da obra. Se não for assim, por favor dêem logo pra ele um prêmio pelo conjunto da obra. Só
O Cabo do Medo,
Taxi Driver e
A Cor do Dinheiro já valeriam a menção.
6)
Os Sem-Floresta: num ano de tantos bons desenhos (
Carros e
A Casa Monstro, só pra citar dois), a história do grupo de animais, que quando acorda da hibernação, vê seus espaços reduzidos por conta de um enorme muro verde, é a que merece maior destaque. O receio do início, logo é substituído por uma divertida busca por alimentos, capitaneada pelo guaxinim RJ, que, claro, está com segundas intenções. Com inúmeras piadas engraçadas, um apuro técnico incrível e toneladas de mensagens edificantes, a produção diverte do início ao fim. Isso que eu nem falei do esquilo Hammy.
7)
Boa Noite e Boa Sorte: não sei se é porque eu faço jornalismo, mas a história de Edward J. Murrow, âncora de TV que nos anos 50 desafiou o
Macarthismo mostrando os dois lados da caça aos comunistas me fascinou tanto, que até trabalho de faculdade eu cheguei a fazer a respeito do troço esse ano. A TV nos Estados Unidos recém engatinhava e tal coragem numa época de forte censura era louvável. Além disso, a direção de George Clooney, um apaixonado confesso pelo tema também merece destaque, bem como a belíssima fotografia em preto e branco.
8)
O Plano Perfeito: o tal
plano perfeito do filme de Spike Lee é uma invasão a um banco, com os clientes e funcionários que lá se encontram, tidos como reféns. Só esse mote, de adrenalina lá no alto, já seria suficiente para incluir a obra nessa lista. Mas o filme é mais que isso: os bandidos, capitaneados por um violento Clive Owen, negociam com a polícia esbanjando criatividade e estando sempre um passo a frente deles, o que torna a caçada uma tarefa cansativa e quase sem fim. É tão interessante que chega a ser uma verdadeira aula de
bandidagem. Só não vá se empolgar demais.
9)
O Corte: todo mundo diz que é preciso ter muito saco pra aturar o cinema francês. Como se a
nouvelle vague, movimento que influenciou os fundadores do
dogma 95, existisse até hoje. Se você é desses, tá na hora de rever seus conceitos. Nesse filme do grego Costa-Gavras, um executivo francês, desempregado a dois anos e desesperado, resolve assassinar todos os adversários que possam surgir para o cargo que ele está pretendendo. Usando e abusando do humor negro, a película é uma nítida crítica ao sistema capitalista e a incessante competição a que o homem é submetido todos os dias.
10)
Cidade Baixa: nesse ótimo filme brasileiro, dois amigos de infância, praticamente inseparáveis, que trabalham juntos em um barco na Bahia.. espera.. eu disse praticamente inseparáveis? É exatamente isso que (pode) acontece(r) quando ambos se apaixonam por uma stripper. Com um trio de atores composto por alguns dos melhores nomes da nova geração (Wagner Moura, Lázaro ramos e Alice Braga), que nunca deixam a peteca cair, a obra de Sérgio Machado surpreende por mostrar até que ponto uma mulher pode estraçalhar o coração apaixonado de um homem.
Alan do BBB e Falcão do Rappa? Nada. Habana Blues!!
Merecem menção ainda:
O Segredo de Brokeback Mountain, o dinamarquês
Brothers, Johnny & June, Memórias de Uma Gueixa, Capote e o
Vôo United 93, entre taaaaantos outros. Foi muito difícil fazer isso aqui. Mas aí está.
Lembrando sempre que os filmes que se encontram nessa lista tiveram lançamento em cinema ou DVD nesse ano de 2006.
Feliz natal atrasado. Ah, vocês aceitam né?
filmado por Tiago às 6:00 PM |
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Post Especial - Amigo Secreto
A
Lilhá teve uma idéia fantástica: fazer um amigo secreto virtual entre blogueiros, onde cada um teria que escrever um post em homenagem ao amigo tirado. Seria legal se não fosse a grande responsabilidade que isso demanda.
Eu fui tirar logo o
Júlio. O Júlio, porra! Se tivesse tirado o Eric, era meia dúzia de palavras e uma piadinha a respeito do narigão e tava liquidada a fatura. Assim não. Tenho que caprichar mais no desenvolvimento. Sem esquecer a piada sobre a cabeçorra, no final.
O Julião tem tantos blogs que ele é parceiro de site de todo mundo! Meu, inclusive. Ou ao menos era. Foi lá, no finado
Deixa que eu Deixo que eu conheci o cara. Era finalzinho do ano passado. O Inter sendo roubado a torto e a direito no Brasileirão. Os colorados indo a loucura com o Zveitão e o pênalti não dado no Tinga naquele antológico jogo com o Curingão. Quando aparace do nada um
escritorzinho novo no
Deixa... Não bastasse isso, o tal escritorzinho novo era corinthiano e dono de um estilo sarcástico capaz de irritar até os monges budistas em processo de meditação. Resumindo: era metido a besta mesmo. Reproduzo aqui diálogo meu com o Ericão, na época:
Tiago diz: quem foi o feladapúta que convidou um %@#*%&&%$#@*$# de um corinthiano pra fazer parte do Deixa?
Eric diz: err.. eu.
Tiago diz: %%#@$#@%&*%$#
É, foi mais ou menos isso.
Depois daquilo compreendi que o cara era gente boa, leitor compulsivo
de almanaques de piadas do Ari Toledo, dono de um gosto cinematográfico refinado e
assexuado escritor e mão cheia. Os oito blogs dele não deixam mentir. Eu disse oito? Nove. Ele deve ter criado mais um nesse meio tempo, enquanto você lia esse post, já que a criatividade dentro daquela cabeça não tem fim.
Aaaaaaaaah, a piada sobre a cabeça...
*dá boné extra-grande de presente*
Ficou meio tosco, mas é que desenho não é muito meu forte.
Sinta-se desafiado pro Winning Eleven. Aí veremos quem é o verdadeiro
Imperador. Do joystick, claro!
___________________________________________________
Se vocês tiverem com toda a paciência do mundo, tipo, coçando o saco meeeeeesmo, acessem o
Blogagi. Lá vocês podem ler todos os textos do pessoal que participou da bagaça!
E o Top 10 é no próximo post. Sem falta!
filmado por Tiago às 11:36 PM |
Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
Top 5 Especial
Prêmio 'A Vila' - Piores Filmes do Ano
Não há nada mais desanimador, cinematograficamente falando, do que assistir a um filme ruim. Quer dizer até tem: assistir a um filme ruim e ainda por cima com a Meg Ryan. Mas como diria o Théo, isso é outra história. Enfim, o que seria do quadro
Piores Filmes do Ano se não fossem os erros grosseiros de produtores, diretores e atores que se esforçam durante os 12 meses para trazer o pior da sétima arte até nós? Ele nem existiria. O fato é que nem foi assim tão difícil de escolher. Juro. No final sobraram dez e desses dez eu escolhi cinco. Vejam se vocês concordam:
1)
Quando Um Estranho Chama: não anda nada fácil assistir a filmes de terror e suspense. Não porque eles nos assustam, o que seria seu papel fundamental, e sim porque eles nos provocam risos. Nesse aqui, se já não bastasse a quantidade absurda de sustos fáceis - em certo momento a mocinha da trama vai abrir a geladeira pra pegar um picolé, a trilha sobe, o clima de tensão aumenta, ela vai vagarosamente até o freezer e tchãnam, ela pega o picolé ¬¬ - o epílogo, dos mais absurdos
ever desfecha o pior filme do ano com uma solução esdrúxula e inverossímil. Fique longe!
2)
A Liga dos Cavaleiros do Apocalipse: vocês nunca ouviram falar desse filme. E é importante que vocês gravem esse nome para não entrar em uma roubada. Um amigo meu indicou, garantindo que ele remetia aos sensacionais comediantes do
Monty Phyton. Juro que quando cheguei na metade, fiquei entristecido por ter jogado meu dinheiro fora. Podia ter aproveitado ele muito melhor, retirando um DVD com a primeira temporada de
A Diarista ou com os melhores momentos do Patrick, no
Zorra Total. Talvez eu não desse risada. Mas também não ia chorar.
3)
Seres Rastejantes: quando dei
nota 0 pra esse filme, há pouco tempo atrás, o pessoal reclamou dizendo que os acontecimentos bizarros da película eram propositais e que a idéia era fazer comédia. Eu pensei e repensei e até achei que podia fazer algum sentido. Mas ainda assim, a obra (se é que dá pra chamar assim), é de extremo mau gosto. Se você quiser se divertir, com o terror, assista a
Serpentes à Bordo, a série
Chucky, os filmes do Zé do Caixão, ou ainda o
Fome Animal do Peter Jackson. Depois, se precisar de mais dicas nesse sentido, me avisem.
4)
Golpe Baixo: eu gosto do Adam Sandler. Pôxa, quem não se mijou de rir e até se emocionou com
Tratamento de Choque (na companhia de Jack Nicholson),
Espanglês, ou com o recente
Click? Acontece que o ator nova-iorquino nem sempre é feliz na escolha dos seus papéis. O resultado é uma pisada de bola a cada dois anos pelo menos - vocês devem lembrar dos irritantes
A Herança de Mr. Deeds e
Como se Fosse a Primeira Vez. A bomba da vez conta com uma mistura terrível de futebol americano e hip-hop, com trama clichê, atores perdidos e graça nenhuma. De doer.
5)
A Marcha do Imperador: esse documentário acompanha a triste sina do
pingüim imperador e todas as adversidades que ele precisa enfrentar para acasalar. Acontece que algumas vezes, para o homem, não é muito diferente. Só que o caminho é ainda mais espinhoso. É necessário convidar pra sair, levar pra jantar, mandar flores, paparicar, dar presentes, ligar, dizer que ama e por aí vai. Atravessar um deserto de neve é
fichinha perto disso. Claro que depende o caso. (heh) De quebra os pingüins nem precisam se preocupar com DST's ou com o uso de camisinha. O filme? Um porre do início ao fim.
Quando Um Estranho Chama:
interessante mesmo, só a protagonista
A escolha, como não poderia deixar de ser, levou em conta as películas que saíram ou no cinema, ou em DVD, no ano de 2006. A refilmagem de
A Pantera Cor de Rosa e a bobajada
Firewall ficaram de fora da lista por muito pouco. E pra vocês, quais os piores do ano?
Não percam no próximo post, o Top 10 Especial com os melhores do ano.
*spammeia a si mesmo*
filmado por Tiago às 6:14 PM |
Sábado, Dezembro 16, 2006
Top 5 Especial
Melhor Celebridade sem Calcinha
Esse foi um ano especial nessa categoria. E com tantas celebridades sem calcinha fica até difícil eleger as 5 melhores. Mas ainda assim, aí vão elas.
1) Britney Spears - primeira semana de março
2) Britney Spears - 22 de abril
3) Britney Spears - no dia das mães
4) Britney Spears - junto com a Paris Hilton
5) Britney Spears - no Halloween
Eu poderia muito bem citar a Adriane Galisteu, a Lindsay Lohan, a Viviane Araújo ou a Juliana Paes. Mas a Britney apareceu tantas vezes com a
perseguida de fora (131 vezes durante o ano), que ela acabou abocanhando os 5 primeiros lugares da categoria, competindo diversas vezes com ela mesma. Aliás, enquanto você lê esse post, ela aparece novamente em algum lugar do mundo, livre, leve e soltinha..
Ooooops i did it again! /censurado
Não perca no próximo post a eleição dos 5 piores filmes do ano.
filmado por Tiago às 4:33 AM |
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Velharia Cult
MTV da Antiga
Em um bar qualquer, de uma cidade qualquer, dois amigos, na casa dos vinte e poucos anos conversam..
- Bom mesmo era a MTV da antiga..
- Bah nem me fala. Começa pelos VJ's. Hoje eu nem sei o nome deles. Na nossa época, dava gosto assistir aos programas capitaneados pela Soninha, pelo Gastão, pelo Reverendo Fábio Massari..
- Grande Massari! Saudades do Lado B. Mas não aquele Lado B, que dava quinta de madrugada. Tipo, esse também era bom. Mas bom mesmo era o original, que dava da meia noite as duas de domingo..
- Só alternativo massa..
- Foi lá que eu aprendi a ouvir Pavement, Teenage Fanclub, Pixies..
- Mas Pixies dava no Gás Total também, né?
- Sim. E não era só isso. Era Alice in Chains, Supergrass, Radiohead e mais uma penca de banda do caralho..
- Sabe o que eu gostava de fazer de manhã cedinho, cara?
- O quê?
- Preparar o café, antes de ir pra aula, sentar na frente da TV e assistir ao Hits MTV. Só clipezinho antigo e do bom.
- Falando em aula, me lembrei do Teleguiado. Na época, eu fazia informática lá no centro. Quando acabava a aula, eu voava pra casa, só pra não perder as estripulias do Cazé, naquela nave espacial maluca..
- Quanta saudaaaade...
*ambos resignados bebem suas cerveja e suspiram*
E quem nunca tentou ligar pro 'precatório'?
Todo mundo já está careca de saber que a
MTV vai excluir os videoclipes da sua programação. Ou seja, o que já era ruim, agora vai ficar uma bosta. Não é atoa, que diálogos como o daí de cima, podem ser vistos em qualquer roda de cerveja de fim de semana. A moçada tem saudade de programas como
Garganta e Torcicolo, Fúria MTV, Caixa Postal e
Teleguiado. Aliás, até o João Gordo e o Cazé, remanescentes dessa época áurea, parecem perdidos dentro de um canal fadado a extinção.
Agora me dêem licença que eu vou lá no YouTube. Me deu uma saudade dos clipes do
Soundgarden.
filmado por Tiago às 8:19 PM |
Domingo, Dezembro 10, 2006
Top 5 Especial
Melhores Discos do Ano
Desde a descoberta da comunidade
MP3 Discografias, no Orkut, que eu voltei ao mundo da música (de onde estava ausente desde 2000). Baixei vários álbuns antigos, sem esquecer das novidades, como não poderia deixar de ser. Infelizmente não consegui escutar todos os discos que saíram esse ano, é claro. Mas ainda assim, vou arriscar uma inédita lista de Top 5. Fiquem
muito a vontade pra discordar. O que seria das listas sem o debate?
1)
Sam's Town - The Killers: eu ainda nem tinha terminado de
chacoalhar o esqueleto direito com o
Hot Fuss e a banda liderada por Brandon Flowers já mandava esse outro petardo. Dançante do início ao fim e um pouco mais heterogêneo que o anterior, o grupo de Las Vegas aposta em misturas que vão desde os sintetizadores dos 80, até a guitarreira dos 90, passando com louvor pelo teste do segundo álbum. Ouvir
When You Were Young e não se emocionar é tarefa para poucos.
2)
Man Made - Teenage Fanclub: muita gente pode até achar que a banda liderada por Norman Blake lança sempre discos iguais. Se for para manter a costumaz competência de arranjos, a sonoridade doce e a capacidade de produzir hits mais grudentos que chiclete em cabelo, que assim seja! O início com
It's All in my Mind chega a remeter ao ábum
Grand Prix de 1995 que entra fácil, fácil em qualquer lista de melhores da década passada. Você ainda não conhece? Tá mais que na hora.
3)
Under the Iron Sea - Keane: essa banda tem um mérito interessante, já de saída. Consegue ser melhor que o Coldplay, sem sequer utilizar guitarra. Além disso, consegue criar letras bacanas sobre o amor sem parecer piegas. Se você ainda não se convenceu, escute
Crystal Ball,
Leaving so Soon? e o megahit
Is it Any Wonder. Sobre essas duas últimas, vale destacar que qualquer semelhança com um tal de Bono Vox, na sua melhor fase, será mera coincidência. Ou não.
4)
First Impressions of Earth - The Strokes: hoje em dia o estilo
rockinho emulador dos anos 60 já encheu o saco. Mas a banda de Julian Casablancas não vai cansar tão cedo, até porque leva o mérito de ter sido a primeira a aparecer com essa roupagem. Bom, pode ser que estou falando a maior bobagem do mundo, mas desde que fui no show deles, ano passado, em Porto Alegre, passei a dar ainda mais atenção ao som dos nova-iorquinos. Escute
Heart in a Cage e entenda.
5)
Man Made - Weezer: não existe lista de Top 5 sem a banda de Rivers Cuomo. Sim, eu sei que esse disco é do ano passado. Mas como em 2005 não teve lista de melhores do ano categoria disco, tô aqui fazendo justiça. O começo com
Beverly Hills, sátira ao consumismo, com uma levada hip-hop proposital já é brilhante. Depois só melhora com
Perfect Situation,
The Damage in your Heart e a maravilhosa
The Other Way. Esse só não é o melhor álbum do ano, porque existe o
Pinkerton. Senão era um abraço.
Weezer: melhor disco do ano eternamente.
Pessoal, peço desculpas por não ter disponibilizado os álbuns pra vocês baixarem. Mas foi pura preguiça mesmo. Lá na comunidade que citei no início do post, vocês encontram, com um pouquinho de paciência, todos eles.
E até o próximo Top 5 - Especial.
filmado por Tiago às 7:15 PM |
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Top 5 Especial
Blogs Fodas do Ano
Há um termpo atrás, o
Brunão me passou uma corrente, onde eu deveria indicar 5 blogs fodas para os meus leitores. Acabou que eu, por preguiça e falta de saco não indiquei foi porra alguma. Agora, vejam bem que coisa incrível, resolvo fazer uma escolha dos 5 melhores blogs do ano por aqui! Sensacional, não? ¬¬
Porque diabos vocês estão olhando com essa cara de
ele não tinha o que postar?
1)
O Imperador: juro que algum dia ainda vou ler uma crônica no Imperador, onde finalmente o Julião irá admitir que é o Luís Fernando Veríssimo em pessoa, travestido de blogueiro. Se esse simples fato já não fosse o suficiente para te fazer ler de cabo a rabo (heh) o blog dele, o cara ainda consegue duas proezas: tornar textos sobre política e história divertidos e deixar de lado o
ego, problema que afeta onze entre dez escritores 1/2 boca. Vá sem medo. Só não me abandone depois disso.
2)
Infernal: pra muitos leitores, o Ericão morreu depois da extinção do Velho Deitado. Perdido no limbo, como uma espécie de Kurt Cobain, pós
Nevermind (tenho certeza de que ele vai adorar esse comparativo), ele criou vários novos blogs, mudou de nome, mudou de apelido e mudou até de cueca, o que de vez em quando também é bom. Só o que ele não mudou foi o estilo único de divertir com posts hilários. O Infernal é como se fosse o In Utero. E eu sou, sem dúvida, um dos seus fãs xiitas.
3)
Voyvoy: vocês certamente nunca ouviram falar de Samuel Sulzbach. Tomara que um dia isso mude. Enquanto
Edus e
Kids da vida, se acotovelam para ver quem é o mais engraçadinho, o mais perspicaz e o mais sarcástico do mundo dos blogs, o Samuel faz isso sem precisar se esforçar, com um humor phiníssimo, sutil e sobretudo voltado para as causas aqui da nossa região. Certamente uma das maiores fontes inspiradoras, quando eu ainda engatinhava no finado mesa4.
4)
Lilhá: é sério que blogs escritos por garotas acabam sofrendo algum preconceito. É tipo quando você vê um carro dirigindo pela esquerda, trafegando a 20km/h, e já logo fala, com o palito de dente ainda na boca:
mas tinha que ser mulher tchó! Bom, do que eu tava falando mesmo? Ah, da Lilhá. Ela é a garota que consegue fugir do estereótipo da blogueira MiGUuuXxa, ou da escritora reclamona e assexuada em eterna TPM, dois tipos que povoam a blogosfera brasileira.
5)
Gravatai Merengue: sabe aquele texto que tu pensa
poutz, como eu queria ter escrito isso? Poizé. Só os quadros do Guru Isaías Camanducaia já seriam suficientes pra você no mínimo abrir o link desse blog. Ainda assim, se você conseguir segurar o riso nos posts
Notas de um Turista Enxaqueca,
Mais Nomes Esdrúxulos de Filmes Pornô,
Alguns Clichês da Rede Globo e principalmente
Fatos Sobre Al Pacino, você pode jogar
Vaca Amarela com aquela sua sobrinha pentelha sem medo, já que você vai ganhar sempre!
Eu poderia citar ainda muuuuuuuitos outros nessa lista. Pasme, mas existem
sim blogs legais internet afora. Os que estão ali do lado, nos meus links são na sua grande maioria, bons. Se tiver sem fazer nada, mas nada mesmo, não deixe de visitá-los.
Ou viva como um ser humano normal, sei lá.
Em breve, mais Top 5 - Especial.
filmado por Tiago às 8:13 PM |
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Resenha - Cinema
Jogos Mortais 3 (Saw 3)
De Darren Lynn Bussmann. Com Tobin Bell, Shawnee Smith e Bahar Soomekh. Terror, 107 minutos.
Sou um fã confesso do
trabalho de Jigsaw (Tobin Bell). Não bastasse a engenhosidade das suas criações e a perspicácia na condução dos
jogos, ele ainda tem um
bom motivo para matar as suas vítimas. Ele não sai simplesmente matando porque lhe deu na veneta. Ele quer fazer de suas vítimas pessoas melhores. E faz de seus jogos de vida ou morte uma provação para quem os está enfrentando. É mais ou menos o que tenta fazer um psicólogo. Só que sem os livros de auto-ajuda e sem o blablabla entediante.
Alguém quer jogar amarelinha comigo?
Aconte que Jig (apelido carinhoso) está doente. Doente não,
muito doente. Só que no caminho inverso do câncer que devora o corpo do serial killer a passos rápidos, aparece neste terceiro e definitivo episódio, alguns sinais de lentidão. Não que o
Jogos Mortais 3 precisasse ter o banho de sangue do segundo capítulo. Mas a agressividade e a brutalidade, marcas registradas da série são deixadas de lado, para uma série de explicações referentes aos dois filmes anteriores. Não que isso não seja importante. Até é, mas desde que a edição não seja tão confusa. Jig está impossibilitado de se mexer e não pode sequer sair de sua cama. Ainda assim, é de lá que ele comanda suas ações. Para que tudo dê certo, ele confia à sua assistente e grande revelação do filme anterior, Amanda (Shawnee Smith), um jogo derradeiro: ela deverá seqüestrar uma médica (Bahaar Somekh), para que ela o mantenha vivo a maior quantidade de tempo possível. Se ele morrer, a médica também morre. Paralelo a isso, outro participante tentará se livrar de uma série de armadilhas. E a decisão do destino de Jig, da médica, de Amanda, do cachorro e até da Dercy Gonçalves dependerá das decisões de cada um nesse intrincado jogo. A película poderia ser catastrófica se não fosse pelo já habitual epílogo surpreendente. E é justamente esse elemento que faz com que você até sinta, de antemão, uma ponta de saudade pelo fim da trilogia.
Nota: 6
filmado por Tiago às 5:47 PM |
Sábado, Dezembro 02, 2006
Resenha - Cinema
O Grande Truque (The Prestige)
De Christopher Nolan. Com Hugh Jackman, Cristian Bale, Michael Caine e Scarlett Johansson. Drama, 129 minutos.
Devo confessar uma coisa pra vocês: falar bem de um filme nunca é fácil. Não é pela ausência de filmes bons e sim pela incapacidade que temos de traduzir em palavras aquilo de que gostamos. Sabe quando você presencia algo espetacular e não consegue descrever praquele seu amigo o acontecido sem apelar para o famoso jargão:
você tinha que estar lá pra ver? Com
O Grande Truque funciona mais ou menos assim.
Adivinha o que eu tenho nessa mão?
Eu não sei nem por onde começar o relatório de qualidades da película de Christopher Nolan (de
Batman Begins). Poderia citar qualquer coisa. Desde a montagem, até a iluminação, passando pelas interpretações. Mas ficaria quase impossível fugir dos clichês do gênero. Portanto, eu só posso dizer: assistam o filme. É muito bom. É ÓTIMO!!! É DEMAAAAISSS!!! FANTÁRDIGO!!!111one11one!
*se recompõe*
A história se passa na Londres do século XIX. É lá que Robert Angier (Hugh Jackman, apagando a estigma
Wolverine forever) e Alfred Borden (Cristian Bale) atuam juntos como mágicos divertindo platéias. Num certo dia, uma tragédia resulta na morte da assistente de palco que é esposa de Angier e a dupla se desfaz. Trabalhando de forma separada, cada um deles inicia uma busca incansável pelo truque perfeito. A partir daí não vale nem a pena falar mais nada, para não estragar a diversão. Falando em
estragar, os adeptos do Mr. M (lembram dele?), também se amarrarão no filme. São várias as mágicas que tem seus segredos revelados e é uma melhor que a outra, diga-se. Por fim tem a Scarlett Johansson. Não bastasse a sua presença
mágica (coooooomo eu sou criativo nos trocadilhos ¬¬), como assistente de palco primeiro de Angier, depois de Borden, ela anda se multiplicando e fazendo
todos os filmes. Vocês já repararam nisso? Como ela consegue eu não sei. Talvez o empresário dela seja mágico também. E a gente aqui do outro lado da tela, agradece.
Nota: 9,5
filmado por Tiago às 3:09 PM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.