Sábado, Março 31, 2007
Resenha - Cinema
300 (300)
De Zack Snyder. Com Gerard Butler, Lena Headey, Dominic West e Rodrigo Santoro. Aventura, 117 minutos.
É exatamente com uma hora de filme que o Rei Xerxes aparece pela primeira vez em
300. E é nessa mesma hora que aquela
tiazona, que só foi pro cinema pra ver o Rodrigo Santoro, exclama:
- O quêêêê? Mas esse não pode ser o Santoro!
O brasileiro está irreconhecível na pele do Rei Persa. E não é só pelo tamanho - algo em torno de 3,18 metros de altura - ou pela maquiagem - ele tem mais metal na cara do que aquele seu colega roqueiro que senta no fundão. É também pela voz. Dá a impressão de que a qualquer momento ele vai dizer:
i wanna to play a game.
Uma massagenzinha para relaxar a tensão
Bom, mas não estamos aqui pra falar somente do Rodrigo Santoro. Agora, não dá pra negar que é um avanço ver um ator daqui interpretando um papel que não é o do tradicional
latin lover. Quanto ao filme: é violento, é brutal, é sangrento e porras.. é ótimo! Muita gente pode reclamar dos excessos de computação gráfica da obra de Snyder. Mas levando-se em conta que o filme é baseado nos quadrinhos de Frank Miller, o aspecto de gibi passa a fazer mais sentido. No início do filme, o Rei Leônidas (Butler, furioso) é incitado por um mensageiro persa a entregar suas
terras e águas. Leônidas nega, vai contra a vontade dos deuses - um bando de seres asquerosos - e acaba indo pro pau. Útilizando a geografia como aliada, Leônidas acaba fazendo uma improvável barreira que permite que 300 destemidos e bravos guerreiros espartanos enfrentem milhões de persas. A película também conta com uma ou outra aula de história, que envolvem a tradicional rivalidade entre Esparta e Atenas e os modos militaristas e oligárquicos da primeira, voltados exclusivamente para a formação de bons soldados. Nada de muito aprofundado, claro, já que o que interessa é o sangue jorrando! Compre sua pipoca, calce suas sandálias e curta
300 sem medo!
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 12:11 AM |
Segunda-feira, Março 26, 2007
Parece Crônica
Indicações
Não existe um dia em que não apareça alguém me perguntando por alguma dica de filme. Tá, não digo que seja todo o santo dia, mas na maioria deles. Esses tempos eu estava andando pelos corredores daqui do trabalho, quando uma das simpáticas senhoras que servem o café me parou:
- Eu soube que você é o rapaz do cinema. Que filme você me indica?
- Err.. qualquer um?
- Qualquer um.
*pensa*
- O Destino Bate a Sua Porta.
- E é bom?
- ¬¬
É sempre muito difícil indicar uma película pra alguém. Não que eu não goste de fazer isso. Faço e faço com o maior prazer. Gosto de falar de cinema. Gosto de falar dos filmes que olhei e que me fizeram amar ainda mais o cinema. Só que o que é bom pra mim, pode não ser bom para você. Certa vez indiquei o Team America, para uma colega de trabalho. Mãe de família que é, acreditou que a comédia adulta serviria também para seus filhos pequenos. Foi um desastre! Hoje ela não mais quer saber de minhas preferências. Ela até teria lá sua razão, mas quem mandou me perguntar sobre alguma película que me tivesse feito rolar de rir?
Uma boa maneira de resolver o entrave é descobrindo qual o estilo preferido de quem lhe questiona.
- Aaaaah, eu gosto de suspense com humor negro.
- Huuum, já viu Crepúsculo dos Deuses?
- Mas com esse título sem-vergonha??
É, nunca é fácil
filmado por Tiago às 6:37 PM |
Sexta-feira, Março 23, 2007
Diquinha Esperta
Como eu ando devagar, quaaaaaase parando nas postagens daqui, convido vocês a visitarem o Blog do Bennet (o link está ali do lado). São horas e horas de diversão garantida. Não acredita? Dá uma olhada no exemplo abaixo.
É melhor que o
Big Brother, mané!
filmado por Tiago às 11:30 AM |
Quarta-feira, Março 21, 2007
O Trabalho Enobrece a Alma
Então, daqui a pouco tem show do
Pet Shop Boys em Porto Alegre e eu vou estar..
Onde? Onde? Ondeeeeeeee? *solta a franga*
..aqui no meu setor, trabalhando. ¬¬³³
I get along, get along
Without you very well
I get along very well
(I Get Along - Pet Shop Boys)
filmado por Tiago às 6:50 PM |
Segunda-feira, Março 19, 2007
Resenha - DVD
A Grande Ilusão (All the King's Men)
De Steven Zaillian. Com Sean Penn, Jude Law, Kate Winslet, Anthony Hopkins e Mark Ruffalo. Drama, 128 minutos.
Pra resumir a ópera: como pode a crítica ignorar um filmaço desses? Se você começou a ler essa resenha e
nunca ouviu falar desse filme, não se surpreenda. Provavelmente você não é o único. Lançada diretamente em DVD, a obra de Steve Zaillian (roteirista do chatíssimo
A Lista de Schindler), teve pouquíssima aceitação entre o público americano e acabou sendo solenemente ignorada no Brasil.
Willie Stark: sorrisos amarelos pelo bem do povo.
O que é uma injustiça! O lançamento em DVD está aí para tentar reparar esse erro grosseiro. Não é a primeira vez que um grande filme se torna conhecido somente após o lançamento doméstico. Lembram do
Team America, uma das melhores comédias de todos os tempos, lançado em 2005? Poizé, passou pela mesma situação. Enfim, desabafo feito, falemos de
A Grande Ilusão. Sean Penn está soberbo na pele de Willie Stark, um
joão-ninguém que acaba envolvido num esquema para forjar uma candidatura para o governo do estado da Louisianna. A mentira serviria para desviar a atenção do povo, diminuindo assim a quantidade de votos da situação. Quando ele se dá conta da falcatrua, resolve se lançar de forma autônoma na política, angariando a simpatia - e os votos, claro - das comunidades mais humildes. As imagens dos discursos, com um Sean Penn displicente e quase caricato - de propósito, diga-se - são convincentes e tocantes. E curiosamente foram muito criticadas pelas publicações. Com elenco estelar e com apuro técnico impecável, a película mostra como é fácil sucumbir ao poder, quando se está nele. O epílogo, brilhante, encerra uma obra que mostra que quando
se está na merda, é todo mundo igual. Impossível não pensar em um
certo presidente de um
certo país sul-americano. Descubra esse filme, já.
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 10:20 AM |
Terça-feira, Março 13, 2007
CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night)
De Frank Capra. Com Clark Gable e Claudette Colbert e Walter Connoly. Comédia romântica, 100 minutos.
São inúmeros os fatos curiosos que envolvem essa verdadeira pérola chamada
Aconteceu Naquela Noite. O primeiro deles dá conta de inúmeras brigas nos bastidores. Clark Gable e Claudette Colbert, insatisfeitos um com o outro e até com o filme em si, teriam interpretado com má vontade, de forma a acabar o quanto antes. O próprio Gable, brigado que estava com a MGM após ter recusado uma série de papéis, havia sido
emprestado à Columbia para a realização do trabalho. O fato é que nada disso atrapalhou a obra de Frank Capra, que sem sombra de dúvidas, é uma das melhores comédias românticas de todos os tempos!
Gable e Colbert: Hugh Grant e Meg Ryan do passado.
Esqueça o
Quatro Casamentos e um Funeral e
O Diário de Bridget Jones. Tá, esses também são bons, mas o filme de 1934 é insuperável nos quesitos inteligência, doçura e diversão. Claudette Colbert vive Ellie Andrews, uma mimada filhinha de papai que foge do casamento arranjado por seu pai, saltando de um iate. Durante a fuga ela conhece um jornalista desempregado (Gable), que vê na história dela a possibilidade de uma boa matéria. É então que ambos passam por uma série de situações inusitadas. Aquela parte em que eles encontram um grupo de circenses itinerantes é, sem sombra de dúvidas, inesquecível! Se você está pensando em agradar a sua gata com uma comédia romântica de primeira, larga mão de ser mané rapaz. Esse aqui pode até ser antigo e em preto e branco, mas com certeza é atemporal, charmoso e dono de uma graciosidade única.
Curiosidade: poucos foram os filmes que ganharam as cinco principais categorias do Oscar, que são Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro. O
Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro da história a conseguir o feito. Depois dele, somente
Um Estranho no Ninho e
O Silêncio dos Inocentes conseguiram repetir tal conquista. E olha que Gable e Colbert interpretaram com má vontade!
filmado por Tiago às 10:37 AM |
Domingo, Março 11, 2007
Um Blog Sobre... Futebol
Certa vez o David Coimbra, importante cronista esportivo aqui do sul, escreveu um artigo sobre
as avós de tatuagem. Nele, ele defendia uma
tese de que as avós do futuro, as atuais
meninas, adeptas de tatuagens, piercings e afins não teriam
envergadura moral para mandar seus respectivos netos saírem do sereno, colocarem seus agasalhos ou descerem da árvore. Como fazer isso e passar a firmeza e a cândura que uma avó exige, com o corpo repleto de
tatuagens? O neto seria capaz de olhar e rir da cara!
Claro que a crônica do David, não passava de uma brincadeira. Mas essa semana estive pensando: sei que o Caio Junior tem feito um bom trabalho no Palmeiras - até porque o timezinho é bem comum - e já fez no ano passado no Paraná. Mas como passar confiança e autoridade, com aqueles óculos de publicitário e aquela cara de vocalista de banda
indie americana?
Seria algo tipo:
Caio (durante o jogo): sai na marcação! SAI NA MARCAÇÃO!!!
Jogador: q
Uhú eu pareço Buddy Holly!
Claro que isso não passa de preconceito, mas a impressão que dá é que o treinador precisa ser aquele modelo estereotipado que tanto vemos no Felipão, no Murici ou até no Leão: o do professor resmungão, carrancudo, grosseiro e cheio de si.
Desejo sorte ao analista de sistemas e antigo conslutor de moda Caio Junior, na nova empreitada.
filmado por Tiago às 4:04 PM |
Quinta-feira, Março 08, 2007
Honestidade
Essa é velhinha, tirada lá da comunidade da
Blogagi. Mas sempre vale a pena recordar.

filmado por Tiago às 7:33 PM |
Terça-feira, Março 06, 2007
Histórias do Oscar - Quinta Parte
Sei que o
Oscar já passou, mas são infinitas as curiosidades sobre a premiação. Essa aqui não é beeem sobre o
Oscar e sim sobre o
Framboesa de Ouro, que acontece sempre um dia antes.
Muita gente ficou
de cara por conta da
vitória do M. Night Shyamalan, na categoria
pior diretor, no
Framboesa desse ano. Tá, talvez só eu fiquei. Ainda assim, é desnecessário dizer que não se deve dar bola para esse tipo de premiação, até porque coerência nunca foi o forte da academia. O próprio Shyamalan já foi indicado - apesar de não ter vencido - na categoria de
melhor diretor, no
Oscar do ano 2000. E convenhamos também, nunca é demais dizer que os artistas tem o direito de dar uma
pisadinha ou outra na bola. Veja na relação abaixo, quem mais já foi contemplado com alguma indicação para os
razzie. Nenhum deles venceu, mas são inúmeros atores e diretores consagrados na relação!
1) Anthony Hopkins
2) Michael Caine
3) Laurence Olivier
4) Marlon Brando
5) Orson Welles
6) Brian de Palma
7) Stanley Kubrick
8) Peter O'Toole
9) Al Pacino
10) Sean Penn
11) Tim Robbins
12) Harvey Keitel
Tá bom, ou querem mais? E olha que eu nem saí da década de 80 ainda.
Pra completar: o Jack Nicholson já foi indicado. O Jack!!! Aquele que pode
cagar na mão que todo mundo vai aplaudir. Outra: o Stanley Kubrick foi nominado por
O Iluminado e o Brian de Palma por
Scarface. Dois verdadeiros
crássicos do cinema.
Stanley Kubrick
Até a próxima.
filmado por Tiago às 1:58 PM |
Sábado, Março 03, 2007
Hoje Vai Ser Uma Festaaaaa
Sou péssimo com datas. Esqueço tudo. Reuniões, encontros, compromissos gerais, almoços em família - apesar de fazer questão de esquecer desses - e aniversários, claro! Se eu não me agendar, ou se alguém não me lembrar, sou capaz de esquecer o da minha mãe. Ano passado esqueci o meu. Só fui lembrar dele quando um amigo me ligou no meio da manhã. Com o advento do Orkut, tudo mudou, claro!
Não acredito que você lembroooooou, diz toda emocionada, aquela amiga que eu já não vejo a quatro séculos.
Poizé, tava aqui, marcadinho na minha agenda, respondo. Muita gente pensa em deletar o Orkut. Mas como apagá-lo, se ele desempenha a primordial função de recordar os
esquecidinhos de plantão dos aniversários vindouros?
Observem a tabela abaixo.
Mesmo sem saber quem caralhos é a Graci, eu posso cumprimentá-la, com uma daquelas mensagens padrão.
Aaaaaah, o Orkut. O único aniversário que ele
não lembra é o dos
blogues. E este que vocês lêem e tanto amam, estava de aniversário no dia primeiro de março. Vocês não sabiam, eu esqueci e o Orkut, aquela bosta, não me lembrou!
Parabéns pro WAT, pelos 3 anos de vida!!! Atrasado, mas ainda em tempo.
filmado por Tiago às 8:10 PM |
Quinta-feira, Março 01, 2007
Resenha - Cinema
O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland)
De Kevin MacDonald. Com Forest Whitaker, Gillian Anderson e James McAvoy. Drama, 121 minutos.
Lembra quando você era criança e ia jogar bola lá no campinho, daí sempre aparecia aquele grandão que era dono da bola, da rua e da cidade - afinal de contas ele mesmo se intitulava assim? Aí lá pelas tantas o time do grandão começava a perder, ele ficava brabo, fazia beiço, esperneava e ia pra casa levando a bola junto? Lembra? Poizé, o sangüinário ditador de Uganda, Idi Amin (Forest Whitaker), com certeza era um desses.
Pera lá, pera lá.. onde caralhos você vai com minha bola?
Pra vocês entenderem um pouco melhor, era como se o Eric Cartman, o gorducho mimado de
South Park se tornasse imperador. Com a diferença de que o Cartman, não teria
nenhum momento de ternura. Claro que o ditador não era nenhum poço de gentilezas. Longe disso! Mas é justamente essa contradição no humor dele, que torna a obra interessante. No começo do filme, somos apresentados ao jovem Nicholas Gerrigan, médico recém-formado, interpretado com competência pelo escocês James McAvoy. Nicholas, que tem grande interesse em ajudar as comunidades mais pobres do planeta - no melhor estilo Bono Vox de jaleco - parte para Uganda, após escolher o país ao acaso. Chegando lá, ele se junta a médica Sarah Merrit (a insossa Gillian Anderson, ex-
Arquivo X), para iniciar as atividades. Só que já na descida, ele se depara com um estranho acidente: o comboio que conduzia o imperador Idi Amin, atropela uma vaca! Impressionado com a habilidade do jovem Nicholas em contornar a situação, Amin o contrata - ou obriga, dependendo do ponto de vista - como médico particular. Nicholas acaba aceitando e inicia uma grande amizade com Amin. Só que o estreitamento da relação é tão grande, que Nicholas terá que enfrentar
todos os estados de espírito do ditador, sem saber que aos poucos, ele está se metendo num vespeiro - com o perdão do clichê. É desnecessário dizer que o Forest Whitaker é
dono do filme. Sua interpretação do transtornado Amin, nos faz rir, nos faz chorar, nos irrita, nos anima, num misto de sentimentos parecido com o do próprio
Último Rei da Escócia.
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 11:39 PM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.