Sábado, Abril 28, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes


Já fiz inúmeras listas por aqui e vocês sabem disso. Cinco atores preferidos, cinco suspenses, cinco piores filmes e por aí vai. Mas nunca fiz uma lista completa a respeito dos meus filmes preferidos. Muitas pessoas já me pararam nas ruas pedindo por algo nesse sentido. Tá, na verdade vocês sabemque a única pessoa que é parada na rua por causa do blog é o Théo. Enfim, voltando ao assunto, agora que o blog se aproxima dos 100.000 visitantes, resolvi fazer essa relação especial. São 100 filmes que eu adoro e não posso deixar de indicar pra vocês. Muitas vezes vocês irão concordar e em outras tantas vocês irão discordar. E é aí que está a beleza desse tipo de listagem. Para não tornar o texto tão longo, resolvi dividí-lo em blocos de 10 filmes. E aqui estão os primeiros 10.

100) Cubo (Cube)
De Vincenzo Natali. Com Nicolle de Boer e Andrew Miller. Suspense/Ficção Científica, Canadá, 1997, 92 minutos.

Nesse injustiçado filme de ficção-científica, seis pessoas acordam presas em um labirinto dividido em inúmeros cubos. Para sobreviver, elas precisam achar a saída e também fugir de uma infinidade de armadilhas. Repleta de metáforas sobre a solidão do mundo moderno, os preconceitos raciais, os avanços tecnológicos e os obstáculos do cotidiano, a pequena obra-prima é suspense do início ao fim!

99) A Dama Oculta (The Lady Vanishes)
De Alfred Hitchcock. Com Margareth Lockwood e Michael Redgrave. Suspense, Inglaterra, 1938, 97 minutos.

Muitas vezes a fase inglesa do Mestre do Suspense costuma ser ignorada. E alguns de seus melhores filmes são daquela época. Em A Dama Oculta, uma jovem passageira de um trem vê uma senhora desaparecer da composição, após adormecer. Qualquer semelhança com o Plano de Vôo, aquele com a Jodie Foster não é mera coincidência. Apenas comprova que o velho Hitch é influência para inúmeros diretores da nova geração.

98) Cidadão Kane (Cidadão Kane)
De Orson Welles. Com Orson Welles, Joseph Cotten. Drama, Estados Unidos, 1941, 119 minutos.

Flashbacks, sombras, longas seqüências sem cortes, distorções, iluminação pouco convencional.. todas essas eram caracterísitcas pouco presentes na filmografia daquela época. Welles revolucionou tudo, com a história do repórter que reconstitui a história do empresário de imprensa Charles Foster Kane, cuja última palavra no leito de morte foi rosebud. Não é a toa que a obra aparece em 11 entre 10 listas de melhores.

97) A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death)
De Woody Allen. Com Woody Allen, Diane Keaton. Comédia, Estados Unidos, 1975, 82 minutos.

No mesmo ano em que a trupe do Monty Python lançou seu indefectível Em Busca do Cálice Sagrado, Woody Allen realizou uma de suas melhores comédias. Utilizando inúmeras piadas visuais e esbanjando criatividade em um texto hilário, o diretor contou a história de um russo que, um dia antes de ser executado, recorda toda a sua vida. Vale mais que os últimos 4 Wody Allens juntos.

96) Alien - O Oitavo Passageiro (Alien)
De Ridley Scott. Com Sigourney Weaver, John Hurt e Ian Holm. Ficção científica, Estados Unidos, 1979, 116 minutos.

Alien - O Oitavo Passageiro, tem a cena mais chocante da história do cinema, que é aquela em que o o alienígena rasga a barriga de um dos tripulantes, durante um jantar dentro da nave. A seqüência assustadora é apenas um dos ótimos momentos dessa grande obra. Ridley Scott consegue equilibrar terror e suspense na medida certa e faz arrepiar a espinha até do mais sisudo dos telespectadores.

95) Habana Blues (Habana Blues)
De Benito Zambrano. Com Alberto Yoel e Roberto Sanmartin. Comédia dramática, Cuba/França/Espanha, 2005, 110 minutos.

É impossível resistir a essa pequena obra-prima! Mesclando humor com drama, a força do filme se encontra na empatia das personagens, que são capazes de levar você das lágrimas ao riso em questão de segundos. A história não tem nada de mais: dois músicos cubanos vêem na chegada de alguns empresários espanhóis a Havana, a chance de mudar de vida. Simples e fantástico!

94) A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project)
De Daniel Myrick e Eduardo Sanchez. Com Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshue Leonard. Suspense, Estados Unidos, 1999, 88 minutos.

No ano de 1999 a internet começava a se expandir. E foi se utilizando dessa ferramenta que os diretores de A Bruxa de Blair deram seu golpe de mestre. Lançaram na web o boato de que tinham conseguido algumas misteriosas filmagens a respeito de 3 estudantes que se perdem em uma floresta no estado do Maryland e acabam mortos por uma bruxa. Muita gente acredita na história até hoje e o filme, não dá pra negar: é tensão do primeiro ao último segundo.

93) Assim Caminha a Humanidade (Giant)
De George Stevens. Com Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean. Drama, Estados Unidos, 1956, 201 minutos.

James Dean, uma dos mais promissores nomes da sua geração não chegaria nem a ver o Assim Caminha a Humanidade concluído, já que alguns dias depois das filmagens morreria em um acidente automobilístico. Uma pena, já que Dean demonstrou grande talento nessa longa história que mostra a rivalidade entre dois rancheiros. No bolo todo, preconceito racial, ambição, paixão e marasmo. Inesquecível.

92) Clube da Luta (Fight Club)
De David Fincher. Com Bradd Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. Drama, Estados Unidos, 1999, 140 minutos.

Regra número um, você não fala sobre o clube da luta. Regra número dois, você não fala sobre o clube da luta. Você certamente se lembra dessas regras. E de todas as outras. A idéia do clube mirabolante onde um bando de barbados extravasam suas angústias no modo Street Fighter foi fantástica. Além disso, a trilha sonora e as mensagens subliminares, assunto que começava a despertar a atenção de grande público, tornam a obra ainda mais curiosa e interessante. Vai encarar?

91) Harry e Sally - Feitos um Para o Outro (When Harry Met Sally)
De Rob Reiner. Com Billy Cristal e Meg Ryan. Comédia romântica, Estados Unidos, 1989, 110 minutos.

Só a cena da personagem da Meg Ryan simulando orgasmo num restaurante lotado já valeria o filme. Não pela simulação em si, mas pelo contexto em que a seqüência acontece. E olha que a Meg Ryan interpretando bem é um troço raro! No mais, a comédia romântica é leve, tem ótimos diálogos e mostra uma situação que acontece para a maioria das pessoas: a da paixão por algum amigo ou pessoa próxima. Mesmo que levemos anos para acordarmos para isso.

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Cubo: centésimo lugar mas não menos importante

Não me xinguem ainda! Não reclamem ausências! São 100 filmes. E vocês não sabem como é difícil selecionar apenas uma centena num universo de tantas películas. Fiquem a vontade para comentar e até as próximas 10 posições.
filmado por Tiago às 1:26 AM |

Sexta-feira, Abril 27, 2007
Momento Eu Imito o Jô Soares na Cara Dura

Fonte: Super Interessante

Após anos e anos de pesquisa o estudioso búlgaro George Karev sentenciou: A Maioria das pessoas senta nas poltronas posicionadas à direita da tela do cinema para favorecer o lado mais emocional do cérebro. O instigante estudo foi refutado pelos alemães que resolveram trocar a posição da tela e refazer o experimento. Conclusão: as pessoas simplesmente entram e viram a direita.

E eu ainda fico quebrando a cabeça pra desenvolver algum assunto pro meu trabalho de conclusão.

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A melhor foto e a melhor legenda ever

No meu caso eu simplesmente entro e sento na última fila. Não é fácil ser o homem mais alto do mundo e ainda gostar de cinema. ¬¬
filmado por Tiago às 11:20 PM |

Segunda-feira, Abril 23, 2007
Malefícios do Oxigênio

Fonte: Terra

Não sei se vocês ouviram falar dessa, mas o ganhador do Prêmio Nobel de Medicina do ano de 2001 Tim Hunt, afirmou na semana passada que o oxigênio presente no ar pode causar câncer. Agora se já não bastasse o cigarro, o álcool, os agrotóxicos, o café, o Guaraná Kuat, o Halls Preto, o sol, o Doritos, a Britney Spears e mais um punhado de coisas agora também o ar pode causar câncer! Mas a melhor parte foras as afirmações do médico a respeito de suas descobertas. Primeiro ele tentou dar um alento a população dizendo que se deixarmos de respirar, então não morreremos. R u serious? Mas o melhor ainda estava por vir. Ao falar sobre a alimentação e as relações que esta tem com os tumôres, ele largou a pérola:

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O que se sabe é que quem come bem, vive mais, e se vive mais tem mais chances de ter câncer.

Nunca tinha visto um prêmio nobel que fosse ao mesmo tempo blogueiro. Quanto senso de humor!

O cinema volta em breve. Prometo.
filmado por Tiago às 6:13 PM |

Terça-feira, Abril 17, 2007
Notícias Trágicas

Muitas foram as notícias tristes nos últimos dias e até horas.

Homem mata 32 nos EUA

Maria Lenk morre aos 92 anos

Morre a atriz Nair Bello, aos 75 anos de idade

Tiroteio entre quadrilhas deixa 13 mortos no Rio

Mas nenhuma delas chocou mais os brasileiros do que esta, anunciada agora pela manhã.

Sandy e Junior anunciam fim da dupla.

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E não é que eram mesmo uma dupla?

A maior tristeza não é o fim em si, claro. É ter que suportar a Sandy cantando jazz e MPB por aí. Haja saco.

Idéia semi-copiada da minha amiga Elise.
filmado por Tiago às 5:12 PM |

Segunda-feira, Abril 16, 2007
Resenha - Cinema
Letra e Música (Music and Lyrics)


De Marc Lawrence. Com Hugh Grant, Drew Barrymore e Campbell Scott. Comédia romântica, 96 minutos.

Teve um ou outro casal que chegou depois dos primeiros 5 minutos de exibição da comédia romântica Letra e Música. Mal podiam eles imaginar que tinham perdido a melhor seqüência do filme. Não que o resto seja ruim. Muito pelo contrário! Mas é que o clipe inicial, da fictícia banda Pop, com Hugh Grant de cabelo esquisitão, cores berrantes e mais um punhado de clichês que os videoclipes da década de 80 tinham, já vale o ingresso.

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Turma de 1987: ôôôô saudade!

Você é daqueles que brincava de Pense Bem e Pogobol? Que não perdia um episódio do Caverna do Dragão ou dos Thundercats? Você ainda era daqueles que comia guarda-chuvas, moedas ou cigarros de chocolate? E que não deixava de desafiar seu vizinho para uma partida de River Raid ou Enduro, no Atari? Essa película é pra você. Se você fazia tudo que está descrito aí acima, certamente as suas bandas do coração eram o Erasure, o Pet Shop Boys ou o Information Society, certo? Se eu errei foi por pouco. Letra e Música é uma verdadeira ode aos anos 80. Principalmente a música dessa década. São inúmeras as citações. Indo de Frankie Goes to Hollywood, até o brasileiro Morris Albert. Este, por sinal, massacrado por um pedante letrista em um momento muito engraçado. Não bastasse tudo isso, o hit Pop, goes my heart! é tão grudento que poderia muito bem estar em qualquer álbum do Roxette. O filme, que conta a história de Alex Fletcher (Grant), decadente astro musical que recebe um convite de Cora Corman (Haley Bennet), uma espécie de Britney Spears misturada com Shakira, para fazer uma música para seu próximo álbum, teria tudo para ser mais um água com açúcar. E até é! Mas o contexto é tão bacana, que a obra se torna irresistível. Faça uma média com a patroa e se divirta você também, com um dos filmes mais legais do ano.

Nota: 8
filmado por Tiago às 6:25 PM |

Sábado, Abril 14, 2007
Uma Verdade Inconveniente

Raramente eu falo sério por aqui e hoje vou falar: vejam esse filme! Excetuando-se uma ou outra propaganda política a seu favor, o documentário Uma Verdade Inconveniente, protagonizado pelo ex-candidato a presidência Al Gore é uma verdadeira aula sobre como tentar salvar o nosso ambiente. Inclusive com dicas para que você, possa contribuir para a diminuição da emissão de gás carbônico na atmosfera. Ótimo filme, bem conduzido, até um pouco didático, mas valiosíssimo. Não percam.

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Mr. Gore e o planeta como protagonista.
filmado por Tiago às 6:33 PM |

Domingo, Abril 08, 2007
Top 5
Bandinha de Rock Clichê Tocando na Noite


Você vai com seus amigos pra algum dos bares da cidade, porque vai rolar uma daquelas bandinhas que supostamente faz o bom e velho róquenrou. Aí que tá. A tal banda até faz o que se propõe. Mas sempre sem criatividade, de forma cansativa e tocando todo o fim de semana as mesmas santas músicas. É tão previsível, que a presença daquele tiozão cabeludo lá no canto do bar tomando uma ceva e doutrinando os mais novos sobre a beleza de bandas como Led Zeppelim e The Doors já nem surpreende mais. Se em rodinhas de violão é inevitável a presença de clássicos do quilate de Como Nossos Pais da Elis e Se do Djavan, em shows de rock, o repertório é cuidadosamente.. repetitivo. Não acredita? Confira então esse Top 5 das infalíveis na noite roqueira do interior.

1) Born to be Wild - Steppenwolf: eu até nem sei se o Steppenwolf tem mais alguma música. Na próxima vez vou perguntar pro tiozão da cerveja. Se bem que nem ele é capaz de saber. Por via das dúvidas, bandinha de rock clichê toca sempre essa. É a mais conhecida. É a música do Rock n Roll Racing e o caralho a quatro. O showzinho tá meio morno? Lá vem o indefectível riff tã tãnãn tã tã tãtã tãnãm, tã tãnãm, pra err.. animar a sua noite.

2) Roadhouse Blues - The Doors: experimente dizer não gosto muito dessa música enquanto ela está rolando. Ou pior ainda, experimente dizer que você não gosta de Doors. Ou de Led Zeppelim no meio de alguma canção dos caras. Vai ser como se você tivesse dito pra sua vizinha, que não ia muito com a cara do Alemão do último BBB. Não vou negar que é divertido. Porém, um tanto arriscado, especialmente se você proferir tais palavras perto do tiozão.

3) Não Sei - TNT: com a banda gaúcha TNT, o fenômeno é outro. O show pode ser de pagode, axé, sertanejo, trash metal, gótico, industrial, acid jazz, new wave, new age, ou qualquer outro estilo que essa música vai estar sempre presente. Parece até vírus pior que os da Microsoft. Nesse momento do show é que o tiozão sai de onde está e vai pra outra mesa, onde ele começa a contar histórias da época em que tocava com o Charles Master. Um clássico!

4) Como Vovó já Dizia - Raul Seixas: aqui dá até pra dizer que a culpa não é totalmente da banda. Quer dizer, até é, mas showzinho de rock que se preze sempre vai ter o Zé Mané que grita toca Raúúúl. Pode até ser brincadeira, mas o vocalista que está lá no palco, vai esbanjar criatividade resgatando algum dos clássicos do cara e atendendo o pedido do bêbado feladapúta das filas de trás. A propósito, o tiozão também tocou com o Raúl. Mas nesse momento da noite ele vai estar tão bêbado que é capaz de acreditar ser o próprio Raúl.

5) Come Together - Beatles: pra noite não ser totalmente desastrosa, sempre sai alguma canção da trupe de John, Paul, Ringo e George. O som não precisa ser exatamente esse, mas a linha de baixo da música citada permite aos músicos mostrarem o quão virtuosos eles são. Se bem que Beatles é tão simples que acredito que até eu consiga tocar. Ou o tiozão, que completamente embriagado cantarola a também infalível Sweet Home Alabama do finado Lynyrd Skynyrd.

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Steppenwolf em foto da recente turnê mundial.

Que fique claro que nem todas as bandas são assim. Diria uns 99,8% dos grupos de rock que executam côveres. Os outros 0,2% se tornam bandas profissionais fazendo músicas que servirão de abertura para a Malhação ou para propagandas de refrigerante. E tenho dito.

Ah, e antes que me esqueça. boa Páscoa a todos. Atrasado, mas ainda em tempo.
filmado por Tiago às 7:10 PM |

Sábado, Abril 07, 2007
Resenha - Cinema
Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider)


De Mark Steven Johnson. Com Nicholas Cage, Eva Mendes, Peter Fonda e Wes Bentley. Aventura, 114 minutos.

Na chegada pra sessão de Motoqueiro Fantasma encontrei um amigo que já tinha visto o filme. Tu vai gostar disse ele. É uma boa aventura, completou. Eu que tava meio desconfiado, me animei um tanto. Depois de assistida a desgraça concluí que só podia estar diante de uma brincadeira de primeiro de abril - fui vê-lo no domingo passado. Que bomba! Que troço horrível! Mesmo eu que não leio os quadrinhos achei uma afronta aos verdadeiros fãs.

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E o motoqueiro? Ele é fantasma mané. Esqueceu? ¬¬

Vamos aos fatos: todo mundo sabe que o Nicholas Cage é um ator displiscente. Todo mundo menos o Théo, claro. Os poucos filmes em que ele teve boa participação, foram aqueles em que a cara de pastel dele caía bem. Tipo o Arizona Nunca Mais ou Adaptação. Só que na obra do Mark Steven Johnson ele eleva ao extremo a máxima do vou fazer a mesma cara em todos os quadros do filme e ainda me sair bem. Outro que dá um show de canastrice é o homem de um filme só Wes Bentley. O vilão do ator de Beleza Americana faz o Capitão Feio da Turma da Mônica parecer o mais cruel dos inimigos. Apático. Sem reação. Sem agressividade. Enfim.. sem sal. Outro capítulo importante é a trilha sonora. Nunca Ghost Train do Black Sabbath pareceu tão deslocada dentro de uma película. Isso pra citar apenas uma. O filme tinha tudo pra ter uma caudalosa aura soturna. Pra ser uma espécie de - guardadas as proporções - Sin City. Mas os produtores preferiram fazer um filme pra piazada. Uma aventura de verão, doce e palatável. Assim, a história do homem que vende a alma para o diabo (interpretado por Peter Fonda) para salvar a vida do pai e da namorada, se tornando um justiceiro nas noites, se torna vazia e pouco impressionante e sem os ecos de ocultismo ou satanismo do original. Cheguei a sentir falta do indefectível chirrim chirrium do diabo. Ao menos com ele, poderíamos fazer o filme desaparecer.

Antes que me perguntem o porquê da nota, com tantas críticas. Um ou outro efeito bacana e a Eva Mendes, claro.

Nota: 2
filmado por Tiago às 1:37 PM |

Quarta-feira, Abril 04, 2007
Visita ao Setor de Anatomia

É, parece que eu não estava preparado psicologicamente..

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filmado por Tiago às 4:23 PM |

Terça-feira, Abril 03, 2007
Parece Crônica
Sobre as Notas Dadas Para os Filmes


Não sei se é eu que estou ficando menos exigente em relação aos filmes que assisto. Ou será que as obras estão mais qualificadas? Será que ando selecionando melhor? Ou tendo mais sorte nas escolhas? Não sei..

Peço por favor que parem de ler esse texto agora e rolem a tela com o mouse. Dêem uma olhada nas notas que ando dando para os filmes que assisti recentemente. É tudo oito, oito e meio ou nove. E não são só as películas que estão na página principal. Aquelas que estão nos arquivos recentes também.

Será que estou perdendo meu caráter ranzinza? A minha chatice de pseudo-crítico de cinema? Em outra época eu dava nota 2 pro A Vila, dava nota 4 para A Paixão de Cristo e O Dia Depois de Amanhã. Criticava com todas as forças o Constantine, A Lista de Schindler ou o Batman Begins. Criava conflitos, argumentava, gerava revolta na caixa de comentários, tentava defender as idéias. Depois satirizava, incluía essa ou aquela obra entre as piores da humanidade. Escutava as lamúrias e ria. A presença de notas positivas, inclusive, era motivo de surpresa por parte dos leitores. Ganhava destaque. Era divertido.

Hoje em dia tudo é bom, tudo serve. Os atores interpretam bem, as fotografias são bonitas, os efeitos são legais. Não há mais críticas severas. Não há mais provocação. Que acontece?

Existem várias teses que podem explicar isso. Desde aquelas que estão lá no início desse texto, até aquelas de ordem racional, ou prática. No início do blog eu era mais novo. Recém saído da adolescência. Com aquela revolta ilegítma da juventude, com aquela crítica desmiolada e mal fundamentada. Queria que meu blog crescesse a todo o custo. E todo mundo sabe que a polêmica tem lá sua parcela de contribuição para isso. Hoje, mais velho, mais maduro, com outras preocupações, com outras coisas para pensar, não mais há tempo para despejar no cinema a fúria juvenil.

Ando escolhendo melhor sim. Ando vendo filmes bons mesmo. Mas também ando mais coerente. Mais honesto. E por isso as notas andam melhores. Não estranhem. Hoje em dia, quando leio algumas de minhas resenhas do passado, até me envergonho! Como pude ter escrito aqueles tipos de barbaridades?

Tá, sem exageros, claro. A Vila continua uma bosta, só pra constar.
filmado por Tiago às 10:08 AM |

Domingo, Abril 01, 2007
Parece Crônica
O Romantismo do Primeiro de Abril


Anda cada vez mais difícil enganar alguém no dia primeiro de abril. Em outra época tu chegava pro Neguinho, aquele teu colega de escritório e mandava:

- Porras Neguinho, tu viu que o homem foi pra lua? Passou na TV ontem.

O Neguinho acreditava fielmente. Saía contando pra todo mundo. E toda aquela encenação americana passava a ser verdadeira. No fim do dia tu chegava pro cara e cortava o barato:

- Caraio véio, como tu acreditou naquela balela! Era primeiro de abril!!!11

- Sério?

- Sim. E aquela história de que eu comi a Claudinha, a estagiária gostosa do oitavo andar também.

- Má tu é um fiadaputa!


Hoje em dia não. Tu é capaz de tentar enganar a tua avó, ou até mesmo teu priminho de oito anos e ele já vai sacar na primeira:

- Ô Luizinho, saca..

- Já sei, primeiro de abril.

- ¬¬


O romantismo de outrora quanto ao primeiro de abril já se foi. Com a velocidade da informação, com o advento da internet, do Orkut, do Second Life, do Big Brother, tu pode tentar mentir sobre qualquer coisa, a qualquer hora do dia que não vai funcionar. Pode ser o enterro do anão, ou o milésimo gol de Romário. É melhor nem tentar que não vai dar certo. A vantagem é que com isso, tu também está prevenido e certamente não vai cair naquela história dos gêmeos negros, ou do chester encontrado vivo. Só que também tem um porém: hoje em dia até a verdade pode soar mentirosa. E aí fazer acreditar, passa a ser um problema. Hoje, ao encontrar um amigo no centro, eu disse:

- Viu que o 300 abriu aqui em Lajeado, junto com a edição nacional?!

- Rá, só falta agora tu me falar do santo de óculos!!


Não se mente mais como em antigamente.
filmado por Tiago às 6:33 PM |

without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
direção
Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?

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