Terça-feira, Maio 29, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Quarta Parte)


Chegamos a quarta parte do Top 100. Como em quase toda a lista, os dramas são maioria. Mas nem por isso as comédias estão sendo esquecidas. Aqui, a recordação de mais um crássico do Woody Allen e a lembrança inevitável de Curtindo a Vida Adoidado, dão um pouco de cor a relação que tem a predominância dos temas pesados. No mais, um faroeste, um suspense, um Tarantino e até uma animação! Boa leitura.

70) Amadeus (Amadeus)
De Milos Forman. Com F. Murray Abraham, Tom Hulce e Elizabeth Berridge. Drama, 1984, 160 minutos.

Quando Amadeus foi lançado as famílias de Mozart e de Salieri, seu antagonista, ficaram indignadas com o retrato cinematográfico dado aos seus antepassados. Para eles nem Mozart era um indivíduo obsceno como o interpretado por Tom Hulce, nem Salieri era um rancoroso músico fracassado na pele de F. Murray Abraham. Ainda assim, pelo bem e pelo mal a obra de Milos Forman diverte, emociona e surpreende, ao apresentar de forma palatável a trajetória do gênio. A trilha sonora dispensa comentários, claro.

69) O Sol é Para Todos (To Kill A Mockinbird)
De Robert Mulligan. Com Gregory Peck, Robert Duvall e Mary Badman. Drama, 1962, 129 minutos.

Em uma época em que o preconceito racial ainda predominava em algumas comunidades do sul dos Estados Unidos, um filme que mostra a corajosa atitude de um advogado (interpretado de forma magistral por Gregory Peck) que defende um negro contra uma acusação de estupro, já teria por si só um inestimado valor. Mas a obra de Robert Mulligan vai além. Apresentada do ponto de vista de uma das filhas do advogado, O Sol é Para Todos quase prega uma peça no espectador ao mostrar, de forma prosaica, que o preconceito pode estar em qualquer um de nós.

68) A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington)
De Frank Capra. Com James Stewart, Jean Arthur e Claude Rains. Drama, 1939, 130 minutos.

Eu nunca gostei muito do James Stewart como ator. Mas quando vi a sensacional interpretação dele no clássico de Frank Capra percebi pela primeira vez o que é uma aula de atuação. Stewart é Jefferson Smith, ingênuo senador que luta sozinho contra implacáveis políticos que fazem de tudo para destruí-lo. Apesar da aparência pesada, a história, de fácil compreensão tem seu ponto alto num discurso que parece não ter fim. Reza a lenda que a alteração da voz do ator seria verdade e fruto de exaustivas repetições das cenas.

67) Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off)
De John Hughes. Com Matthew Broderick, Alan Ruck e Mia Sara. Comédia, 1986, 102 minutos.

Caverna do Dragão, Pogobol, Pense Bem, Fofão, Trem da Alegria, Tom e Jerry, Banco Imobiliário, Chaves, Atari, Playmobil, Chocolate Surpresa, Pica-Pau, Erasure, Mirabel, Flinstones, Balão Mágico e Curtindo a Vida Adoidado na Sessão da Tarde. Ô nostalgia! O filme, que conta a história de Ferris Bueller (Mathew Broderick), um adolescente que resolve matar aula e curtir a vida com os amigos err.. adoidadamente é um clássico absoluto e dispensa qualquer comentário. Well shake it up beibêêê, shake it up baibi, twist and shout!

66) O Show de Truman (The Truman Show)
De Peter Weir. Com Jim Carrey, Ed Harris e Laura Linney. Drama, 1998, 102 minutos.

No ano de 1998 a explosão dos reality shows ainda não tinha acontecido. Você nem fazia idéia da existência do Alemão e da Siri. Pode-se dizer assim, que o diretor Peter Weir foi uma espécie de visionário do que se transformaria num dos maiores mercados da televisão moderna, ancorado no yoyeurismo e na curiosidade a respeito da vida de completos desconhecidos. Jim Carrey é um corretor de seguros que tem sua vida televisionada desde seu nascimento. A descoberta desse segredo é o pano de fundo dessa ótima história.

65) Monstros S. A. (Monsters Inc.)
De Peter Docter e David Silverman. Com Billy Crystal, John Goodman e James Coburn. Animação, 2001, 106 minutos.

São tantos os desenhos bacanas lançados nos últimos tempos que fica até difícil selecionar algum pra entrar nessa lista. Monstros S. A. foi escolhido por vários motivos. Primeiro, subverte um dos maiores temores infantis que é a presença de monstros no armário. Depois, traduz de forma engraçadíssima a vida das criaturas, aproximando-as ao máximo dos hábitos humanos. Depois, possui um elenco de dubladores divertidos por natureza. E por último.. ah, convenhamos, a bagaça é hilária e os monstrengos são pura simpatia!

64) Cães de Aluguel (Reservoir Dogs)
De Quentin Tarantino. Com Harvey Keitel, Tim Roth, Steve Buscemi e Michael Madsen. Policial, 1992, 99 minutos.

Você dizer que gosta da filmografia de Quentin Tarantino é a mesma coisa que dizer que curte o Arctic Monkeys ou qualquer outra banda hype do momento. Você amou Pulp Fiction, babou por Kill Bill e até foi capaz de falar bem do grotesco O Albergue, só porque tinha dedo do cara na produção. Acontece que nada disso existiria se não fosse por Cães de Aluguel. Na história dos ladrões que, sem se conhecer, devem roubar uma joalheria, as referências POP que você já conhece estão todas lá, acrescidas de doses cavalares de violência. Classe A.

63) Chinatown (Chinatown)
De Roman Polanski. Com Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston. Suspense, 1974, 130 minutos.

Nesse filmaço de Roman Polanski, um detetive (Jack Nicholson) é contratado para espionar o caso extra-conjugal de um homem ligado ao mercado de distribuição de água em Los Angeles. O que o detetive não sabe é que está se metendo num mundo repleto de escândalos, de politicagem e de traições. Cheia de reviravoltas, a obra surpreende não só pelo suspense, que gradualmente evolui até a cena derradeira no bairro Chinatown. As interpretações magníficas, a fotografia amarelada e, principalmente, a trilha sonora, econômica e perfeita, fazem deste um verdadeiro clássico do gênero.

62) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
De Woody Allen. Com Woody Allen, Diane Keaton e Shelley Duvall. Comédia, 1977, 93 minutos.

Só a cena em que o personagem de Woody Allen está na fila do cinema e um daqueles sujeitos pedantes está atrás dele, criticando ferrenhamente o escritor semiótico Marshall McLuhan, já vale a locação. Tudo porque Allen, num acesso de fúria contra os metidos a intelectuais, chama McLuhan em pessoa para escutar o que o tal crítico tem a dizer. Hilário! Jerry Seinfeld não existiria sem Woody Allen. E se você está aí, fazendo caretas diante dessa afirmação é porque certamente não viu este e outros filmes da melhor fase do velhinho nova-iorquino.

61) Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid)
De George Roy Hill. Com Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross. Faroeste, 1969, 110 minutos.

O filme de George Roy Hill estará eternamente guardado na mente dos cinéfilos pela seqüência em que Butch Cassidy, personagem de Paul Newman carrega Etta Place interpretada por Katharine Ross na bicicleta ao som de Raindrops Keep Falling on my Head de Burt Bacharach. A cena, uma das mais imitadas e até mesmo satirizadas no mundo do cinema é só um dos tantos momentos interessantes da obra que conta a história de dois caubóis, assaltantes de banco, que fogem da polícia local, se refugiando na.. Bolívia.

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É o Alemão? É o BamBam? É a Elaine???
Nãão.. é o Mr. Jim, encerrando seu show.


Galera, estamos quase chegando na metade da lista. Até os próximos 10!
filmado por Tiago às 11:31 AM |

Domingo, Maio 27, 2007
Hollywood Joga o Brasileirão

Quando a fase é boa, tudo da certo, já diria o refrão futebolístico. Bola entra, adversário erra pênalti em momento decisivo, juiz favorece, juiz desfavorece e ainda assim o time não perde e por aí vai. A máxima também vale pro Grêmio, que vai muito bem obrigado na Libertadores e no brasileiro, onde obteve hoje sua segunda vitória, mesmo jogando com um mistão. A fase tricolor é tão boa, que até nulidades como Patrício, Tcheco e, pior, Sandro Goiano andam praticando o bom futebol. Em época favorável, também as negociações dão certo. No caso do Grêmio, até o Jack Black, arqueiro contratado diretamente da terra do Tio Sam, anda operando lá seus milagres. E o mais curioso: mesmo tendo emagrecido, ele anda conseguindo fechar o gol.

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Goleirão Saja e Jack Black: quem é quem?

Já pro meu pobre Colorado, a fase não anda nada positiva. E não posso negar que ando sim sentindo uma pontinha de inveja dos amigos da Azenha.
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Eu deveria fazer um post sobre os ganhadores de Cannes. Mas os nomes dos filmes e diretores vencedores são tão impronunciáveis e as películas vão demorar tanto tempo pra chegar aqui que resolvi deixar pra lá. Ainda assim, tá aqui a relação!
filmado por Tiago às 9:23 PM |

Sábado, Maio 26, 2007
Resenha - Cinema
Piratas do Caribe - No Fim do Mundo (Pirates of the Caribean - At The End's World)


De Gore Verbinsky. Com Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley e Geoffrey Rush. Aventura, 168 minutos.

Piratas do Caribe - No Fim do Mundo é mais ou menos como o corpo do vilão Davy Jones (Bill Nighy): não tem coração. É oco. Sem vida. É uma série de cenas de ação, repletas de explosões, mas sem conteúdo. Nada de toca ou te emociona. É um filme seco. A obra de Gore Verbinsky, que fecha a trilogia iniciada com o sensacional A Maldição do Pérola Negra, pode quase ser comparado a filosofia positivista de Auguste Comte. É uma ciência exata. Não se expande. E dá sono. MUITO sono.

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Olhar de desconfiança? Desconfie VOCÊ também

Em um dos momentos altos do filme, Will Turner (Orlando Légolas Bloom) pede Elizabeth Swann (Keira Knightley) em casamento, em meio a batalha. Mas o que era pra ser uma cena de alta carga emotiva é digna de piadinhas feitas no seriado do Chaves. Aliás, como todas as fracassadas tentativas de humor na história. A comicidade ingênua voltada para a pirralhada - presente em peso no cinema, diga-se - contrasta com o caos estabelecido pela história, que faz uma salada entre piratas, capitães, lordes, mares, barcos e tudo mais, deixando neguinho mais perdido do que peido em bombacha. Se eu me senti nessa situação, não quero imaginar o que pensava o grupo de cinco pré-adolescentes que assistia a película em meio a milhares de sacolas de pipoca, nas poltronas da frente. Ainda assim, o que deu pra sacar foi que os piratas precisavam resgatar Jack Sparrow (Johnny Depp), que desde o último episódio está preso lááá no cu do mundo. O objetivo era reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade, que juntos poderiam aniquilar o Lorde Cuttler Beckett (Tom Hollander), um implacável caçador de piratas da Companhia das Índias Orientais. Mais uma vez, não dá pra negar que o diretor Gore Verbinsky soube aplicar muito bem a dinheirama injetada pelo pop producer Jerry Bruckheimer. Algumas seqüências de ação são de tirar o fôlego. Mas como disse lá no início, é só. As inexplicáveis quase 3 horas, mereceriam umas boas tesouradas e o que fica no fim é a lembrança do ditado que diz que um é pouco, dois é bom e três é demais. Espero não ver Jack Sparrow tão cedo.

Nota: 3
filmado por Tiago às 1:23 PM |

Sexta-feira, Maio 25, 2007
Correntes e Afins

O putinho do Neto me passou uma daquelas listas toscas que servem pra blogueiragi se constranger diante de seus leitores. Tá, essas listas servem também pra tapar os buracos provenientes da falta absoluta de criatividade para novos posts. Esses tempos o Noronha também me passou alguma corrente. Mas o tempo passou e eu acabei esquecendo. Seguem aqui, algumas coisas bizarras sobre este que vos fala.

1) Odeio cinema

Esse negócio de olhar filme e blábláblá é pura balela pra escrever essa joça aqui. E o pior é que muitos acreditam! Sério, quem em sã consciência agüentaria assistir tantos filmes quanto eu supostamente quero fazer crer? O Top 100, por exemplo, eu copiei da SET. E, francamente, metade das obras que estão ali descritas eu nunca ouvi falar. ¬¬

2) Não consigo dormir com as cobertas bagunçadas

Sério, pode estar o maior frio da galáxia, se alguma coisa degringolar, se o cobertor cair, se o lençol entortar, ou qualquer outra catástrofe, eu saio da cama e reorganizo tudo de novo. Pode ser três da madrugada e estar fazendo dezoito graus negativos. Com cobertas bagunçadas, não pego no sono.

3) Não consigo desligar o som antes da música terminar

A impressão que dá é de desrespeito com a canção que tá rolando. Tipo, tô ouvindo música e tenho que sair, espero ela acabar. Se eu precisar ir no banheiro no meio da bagaça, levo o rádio junto. Ou o som. Outra vez levei o computador comigo. Se não der aumento o volume. Mas uma música nunca será cortada por mim.

4) Nunca assisti Cavaleiros do Zodíaco

Esse é daqueles traumas e infância. Tipo, a piazada toda brincando na rua e eu não fazia a mínima idéia de quem era o quê. Tentava mudar a brincadeira. Tentava propor um Thundercats, ou Capitão Planeta. Mas o primeiro era coisa do passado e o segundo era gay mesmo.

5) Tenho a mania de por o dedo na gengiva

Cada um tem suas manias estranhas. Mas nenhuma supera essa minha. Lá estou eu conversando com o indivíduo e de uma hora pra outra, , dedo na gengiva. As pessoas nem notam , porque costumo ser discreto. Diferentemente de quando coloco o dedo no nariz. Mas isso é outra história..

6) Tenho voz de homossexual quando falo no rádio

Essa quem destacou foi um amigo meu, quando escutou as notas da assessoria que eu transmito duas vezes por semana, sempre às 17 horas e 15 minutos na Rádio Univates. *propaganda detected* Se ele tava me zoando ou não, isso não sei. O fato é que eu não gosto da minha voz em tal veículo.

7) Tenho semelhança com um bilhão de pessoas na humanidade

Clark Kent, Thiago Lacerda, Krist Novoselic do Nirvana, Nicholas Cage - pela cara de paspalho - Geovane do vôlei e ATÉ o Ivan Lins, semelhança esta destacada pela putada da Blogagi. Não bastasse tudo isso e muito mais, eu ainda tenho semelhanças com qualquer Zé Ninguém do planeta.

- Vem cá, tu não é parente do Fabão, lá de Bom Retiro?

- Errr.. não.

- Poutz, mas tu é a cara dele!

- ¬¬


E pra completar..

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...comendo no churrasco da firma!

Findada a sessão de auto-humilhação, voltemos a programação normal. Eu teria que indicar três imbecis amigos pra continuar a tal corrente. Mas os mais interessantes já foram selecionados por outrem.
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Galera, ali do lado tem dois blogues que realmente valem o clique. Um deles é o Fantasma do Maracanã e o outro é o Bennet. Só tomem cuidado pra não rir alto no trabalho. As gargalhadas são inevitáveis.
filmado por Tiago às 2:12 PM |

Quarta-feira, Maio 23, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Terceira Parte)


Chegamos a terceira parte desse Top 100 que é mais que especial. Nas posições que vão da octagésima a septuagésima primeira - espero que tenha escrito corretamente - tem de tudo um pouco: um clássico do David Cronnenberg, a lembrança inevitável dos Irmãos Coen e mais um punhado de obras que não podem faltar em nenhuma relação de favoritos. Pelo que ando notando, através dos comentários, o pessoal discorda mais da presença de alguns poucos, do que concorda com a presença de outros. E isso tá maravilhoso! Enfim.. vamos ao que interessa!

80) A Mosca (The Fly)
De David Cronenberg. Com Jeff Goldblum, Geena Davis e John Getz. Ficção cientítica, 1986, 95 minutos.

A presença desse filme na lista é uma forma de premiar a fantástica obra de David Cronenberg. Poderia ser os ótimos Marcas da Violência, Spider - Desafie Sua Mente, ou ainda Mistérios e Paixões, adaptação da obra Almoço Nu de William Burroughs. Mas A Mosca é quase - guardadas as proporções e excetuando-se as variações de estilo - um King Kong da década de 80. Não bastasse o roteiro super bem feito e convincente, a cena final onde a personagem da Geena Davis, atira na personagem de Jeff Goldblum é de partir o coração.

79) Dançando no Escuro (Dancer in the Dark)
De Lars Von Trier. Com Björk, Catherine Deneuve e Vladika Rostic. Drama, 2000, 140 minutos.

Antes de começar com a viadagem explícita, presente nos filmes Dogville e Manderlay, parte do tal movimento Dogma 95, Lars Von Trier fez um filmaço. Björk é Selma, operária que tem uma grave doença nos olhos e que faz de tudo para que seu filho não tenha a mesma sina. Misturando músicas - compostas pela própria islandesa - com dramalhão que quase faz lembrar as novelas mexicanas, a obra consegue outra proeza: fazer com que o espectador simpatize com a mala sem alça da Björk. Pra vocês terem uma idéia até CD dela comprei depois do filme. Tipo, me arrependi, mas comprei.

78) O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet)
De Ingmar Bergaman. Com Max Von Sydow e Gunnar Björnstrand. Drama, 1957, 96 minutos.

É até estranho que parte da obra de Ingmar Bergman seja composta por inúmeros ensaios a respeito da morte, já que o sueco está mais vivo do que nunca e prestes a completar 90 anos. O O Sétimo Selo, narra a história de um cavaleiro e seu fiel escudeiro, que retornando das cruzadas, encontram seu país assolado pela peste. Em um encontro com a morte, o cavaleiro propõe uma partida de xadrez, para tentar ter sua vida poupada. Simples, questionador e moderno no retrato das relações entre homem e Deus, a obra mostra que a Suécia tem mais a oferecer, além do Roxette.

77) Cidade de Deus
De Fernando Meirelles e Katia Lund. Com Leandro Firmino da Hora, Alice Braga, Douglas Silva e Matheus Nachtergaele. Drama, 2002, 130 minutos.

Se a relação feita pela Premiére recentemente, se referisse somente ao Brasil, o bordão Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno, porra!!, certamente estaria entre as primeiras colocadas. Douglas Silva, que proferiu a frase, saiu de uma oficina de atores, feita na própria Cidade de Deus, antes da produção. Resumindo: a obra de Fernando Meirelles não tem só valores estéticos e premiações mundo afora. Na retomada do cinema nacional, o filme, que todo mundo conhece de cabo a rabo, também possui indiscutíveis méritos sociais.

76) Fargo - Uma Comédia de Erros (Fargo)
De Joel e Ethan Coen. Com Frances McDormand, William H. Macy e Steve Buscemi. Comédia de humor negro, 1996, 98 minutos.

Em Fargo, um vendedor de carros endividado e desesperado (William H. Macy, o eterno loser), contrata dois bandidos, interpretados por Steve Buscemi e Peter Stormare para seqüestrar sua mulher e tentar conseguir do sogrão a recompensa. Seria simples se não fosse por dois motivos: primeiro, a química perfeita entre os atores, que conseguem tornar este um dos filmes mais engraçados da década de 90. Segundo, pela direção segura dos irmãos Coen, que já haviam brilhado antes nos geniais Gosto de Sangue e Barton Fink. Imperdível.

75) Fahrenheit 451 (Fahrenheit 451)
De François Truffaut. Com Oskar Werner, Julie Christie e Cyril Cusack. Drama/ficção, 1966, 112 minutos.

Esse deveria ser o filme de cabeceira do Théo, já que ele odeia livros. Num futuro não muito distante, uma brigada especializada é incumbida de exterminar todos os livros da humanidade, com a desculpa de que eles tornam as pessoas improdutivas e infelizes. A obra, adaptada por François Truffaut, do livro de Ray Bradbury é marcante pela crítica ao intelectualismo, a apropriação da informação - pelo clero, especialmente - e ao totalitarismo. Os créditos iniciais, narrados e não escritos, já valeriam a sessão.

74) O Franco-Atirador (The Deer Hunter)
De Michael Cimino. Com Robert de Niro, Christopher Walken e Meryl Streep. Drama, 1978, 183 minutos.

O diretor Michael Cimino é um dos únicos casos de one movie wonder que eu conheço. Após ter feito o mundo inteiro babar pela obra-prima O Franco-Atirador, que narra a história de três operários que vão para a guerra do Vietnã, ele obteve duas indicações ao Framboesa, garantindo a vitória com o horrendo O Portal do Paraíso. Cimino consegue alternar imagens quase pueris - como as da festa na boate - com momentos brutais da guerra, através de cortes secos. Não se assuste com as 3 horas de filme. Elas passarão num piscar de olhos.

73) Feitiço do Tempo (Groundhog Day)
De Harold Ramis. Com Bill Murray, Andie Mcdowell e Chris Elliot. Comédia romântica, 1993, 97 minutos.

Talvez a presença de Feitiço do Tempo nessa lista, seja motivo de surpresa pra alguns de vocês. A grande razão é o diretor Harols Ramis, que é uma espécie de faz tudo em Hollywood. Além de dirigir, ele interpretou em Alta Fidelidade e Melhor é Impossível e ainda escreveu o roteiro de Os Caça -Fantasmas. No Feitiço.., Bill Murray é um repórter de televisão que acaba preso no tempo, repetindo os mesmos eventos todo o dia. Como se esquecer da indefectível I Got You Babe, que tocava no rádio-relógio dele sempre às 6 da manhã, na voz estragada da Cher?

72) E.T. - O Extra-terrestre (E.T. - The Extra-terrestrial)
De Steven Spielberg. Com Dee Wallace-Stone, Peter Coyote e Drew Barrymore. Ficção científica, 1982, 115 minutos.

Não existe filme mais nostálgico que E.T. - O Extraterrestre. Lembro como se fosse hoje dos primos todos reunidos na casa da vó, da virada de ano, do foguetório, da lentilha e de todo mundo assistindo a historinha do extra-terrestre que cai na terra e recebe ajuda de um menino de 10 anos para tentar fugir dos agentes do serviço secreto. Steven Spielberg construiu uma obra simples, lúdica e tocante, que com certeza emocionará gerações e gerações de crianças mundo afora. Impossível não destacar a presença da Drew, que mesmo pitôquinha já enchia a tela.

71) Os Pássaros (The Birds)
De Alfred Hitchcock. Com Rod Taylor, Jessica Tandy e Tippi Hedren. Suspense, 1963, 114 minutos.

Alfred Hitchcock tinha um enorme desafio quando fez Os Pássaros. Tentar pelo menos igualar a obra-prima Psicose lançada anteriormente, em 1960. Isso não era lá um grande problema pro mestre do suspense. Usando e abusando de truques de câmera, de efeitos especiais e de som perturbador, Hitch realizou uma obra tão brilhante quanto assustadora, a respeito da força da natureza, representada pela fúria assassina de um bando de pássaros. A cena onde os alunos fogem de dentro da escola, na cidadela de Bodega Bay, é de congelar qualquer espinha!

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O Sétimo Selo: efeitos especiais devastadores

É isso galera! Comentem, critiquem, elogiem, enfim.. falem alguma coisa. Até os próximos 10!
filmado por Tiago às 1:54 PM |

Segunda-feira, Maio 21, 2007
Comunidade do WAT

Analisando a comunidade do WAT no Orcú, fiquei feliz ao constatar que já são 40 os integrantes! Os visitantes mais antigos não falem pra ninguém, mas já foram mais de 50 os participantes e atualmente estamos em queda livre de componentes. O bacana, é que tem muita gente lá que eu não sei quem é. Tipo, isso é ótimo, mas ao mesmo tempo estranho. As pessoas gostam de entrar em determinadas comunidades sem sequer ler as descrições. Imagino que muita gente joinou a comunidade do WAT, por causa do enfadonho seriado homônimo. Quando elas se derem conta de que não tem nada a ver o cu com a calça, cairão fora rapidinho. É por isso que fiz essa enquetezinha que está aí embaixo. Quero descobrir se os participantes são mesmo fãs disso daqui, ou se o que lhes interessa mesmo são as aventuras de Martin, Samantha, Danny, Elena e Jack.

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Participem! E quem não entrou ainda, entre djá na melhor comunidade sobre o seriado Without a Trace do Orkut.

Se o seriado é uma bosta, ao menos a comunidade tem que ser boa.
filmado por Tiago às 6:32 PM |

Sábado, Maio 19, 2007
Errei..

Acho que me empolguei demais na hora de baixar o novo disco do Buffalo Tom..

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filmado por Tiago às 7:45 PM |

Sexta-feira, Maio 18, 2007
Resenha - Disco
Travis (The Boy With No Name)


Resolvi tentar uma nova empreitada aqui no blog: escrever resenhas de álbuns que estejam chegando no mercado. Tá, não vai ser uma coisa tão seguida assim, mas vou procurar trazer, pelo menos uma vez à cada duas semanas, alguma novidade pra vocês. A bagaça funciona no mesmo esquema dos filmes: eu falo um monte de bosta coisa por aqui, enrolo um pouco, finjo que sei aqui e ali, enrolo mais um pouco e blábláblá, no fim dou uma nota pá-pum e todo mundo fica feliz. Certo?

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Travis - The Boy With No Name

Quando você ouve o single Closer, primeiro de The Boy With No Name, do novo disco do Travis, você pensa: puta música chata do cão!! Aliás, impressionante a capacidade que o pessoal do marketing da banda escocesa tem de vender sempre como primeiro single a canção mais xarope do álbum. Foi assim com a enfadonha Sing de The Invisible Band, por exemplo. Ainda assim, se você conseguir sobreviver a experiência, você descobrirá um discaço! Tá, exagerei um pouco. ¬¬ Mas é que eu gosto pra caralho do Travis. As rimas simples - e deliciosas - no melhor estilo nós somos o Jota Quest britânico e não temos vergonha disso estão todas lá. Como não se emocionar com My Eyes, que faz lembrar os melhores momentos de The Man Who? Ou com Selfish Jean, que mais parece uma improvável mistura de The Cure, Pretenders e U2? Ou ainda com o refrão grudento de One Night, onde Fran Healy canta de forma apaixonada e pensando sempre positivo: one night, can change everything in your life, one night, can make everything alright, one night, can turn all your colours to white... O Travis pode não ser um primor, especialmente no que se refere às letras. Mas quem precisa do pedantismo, diante de um trabalho instrumental tão bonito e de uma simplicidade que toca lá na alma?

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Nota: 7,5
filmado por Tiago às 11:58 PM |

Terça-feira, Maio 15, 2007
McFly 2015: Make it Happen!

Vocês já devem estar sabendo que tá rolando na internet um abaixo-assinado para que a Nike ou algum outro fabricante de tênis produza o pisante que o Marty McFly, personagem de Michael J. Fox em De Volta Para o Futuro, usava no segundo episódio da trilogia.

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Você quer um igual? Make it happen!

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Acho que a graça maior está na pressão pela criação do produto. Agora, se as pessoas vão comprar mesmo a bagaça daí é outra história.
filmado por Tiago às 10:56 AM |

Sábado, Maio 12, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Segunda Parte)


Pessoal, não anda nada fácil fazer essa lista. É um tal de inclui filme aqui, retira outro ali e mesmo ainda faltando 90 posições para acabar esse Top, eu já tô achando que não vou conseguir colocar todos os filmes que gostaria. Além do quê, queira ou não, tem muitas obras que ainda não vi e que sei que são fundamentais em qualquer relação. Mas não adianta ficar aqui choramingando. O que interessa mesmo nesse post são as posições que vão da nonagésima a octagésima primeira. Aqui estão elas. Boa leitura.

90) E La Nave Va (E La Nave Va)
De Federico Fellini. Com Freddie Jones e Barbara Jefford. Comédia, Itália, 1983, 128 minutos.

Em uma das primeiras cenas de E La Nave Va, vemos o contraste entre a bagunça de uma cozinha lotada e a organização e a calmaria das mesas de um restaurante de um navio, onde estão jantando um bando de ricos. O cinema felliniano é assim mesmo. Trabalha com imagens de forma poética, lírica, nos apresenta inúmeros personagens, cada um com suas caracterísitcas, seus trejeitos e suas idiossincrasias. E é desse modo que o navio do título (la nave) viaja pelo Mediterrâneo: levando as cinzas de uma cantora de ópera muito famosa.

89) O Sexto Sentido (The Six Sense)
De M. Night Shyamalan. Com Bruce Willis, Toni Collete e Haley Joel Osment. Suspense, Estados Unidos, 1999, 106 minutos.

Foram milhares de pessoas saindo pasmas dos cinemas no ano de 1999. Isso porque o indiano M. Night Shyamalan, conseguiu quase no fim da década, renovar um estilo que andava com escassez de boas produções desde o início dos anos 90: o suspense. Não bastasse a ótima história sobre o menino que via pessoas mortas - imortalizando (com o perdão do trocadilho) a frase i see dead people - o final surpreendente agradou gregos, troianos, crítica, público e até aquele seu amigo pedante que só gosta de cinema.. indiano.

88) Oito Mulheres (Huit Femmes)
De François Ozon. Com catherine Deneuve, Fanny Ardant e Emmanuelle Beart. Comédia, França, 2001, 110 minutos.

Se o cinema francês pra você é sinônimo de filme paradão, chato e metido a cabeça, essa genial obra vai fazer você mudar de opinião. As oito mulheres do título moram todas juntas numa mesma casa. E num certo dia, o único homem que vive com elas - e que é marido, cunhado, pai e patrão ao mesmo tempo - amanhece morto com uma facada nas costas. Diálogos bem-humorados, forografia bacana, músicas deliciosas e uma seleção com as melhores atrizes francesas. Como resistir?

87) Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch)
De Sam Peckinpah. Com William Holden, Ernest Bonine e Robert Ryan. Faroeste, Estados Unidos, 1969, 145 minutos.

Nesse filmaço de faroeste, um bando de pistoleiros prestes a se aposentar resolve realizar um último serviço: roubar um carregamento de armas para um bandoleiro mexicano. Os tempos difíceis e a ganância falam mais alto, mesmo diante de uma tarefa que envolve alto risco: são 10.000 dólares em jogo. Com um elenco afiadíssimo e repleto de estrelas, a obra é um verdadeiro clássico dentro do estilo.

86) Vestígios do Dia (The Remains of the Day)
De James Ivory. Com Anthony Hopkins, Emma Thompson e Hugh Grant. Drama, Estados Unidos, 1995, 135 minutos.

Vestígios do Dia é aquele filme pra você chorar tudo o que puder. E muito disso se deve a soberba interpretação do casal de protagonistas. Hopkins é um sisudo mordomo inglês que está fazendo uma viagem para reencontrar a antiga governanta (Thompson) do castelo de Darlington Hall, onde trabalharam juntos. Do encontro deles resulta uma das melhores cenas de romance da história. Não há beijo, não há abraço e não há sexo. Há apenas a sutilleza do amor impossível, fruto da rigidez de normas da década de 50.

85) 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey)
De Stanley Kubrick. Com Keir Dullea, Gary Lockwood e Douglas Rain. Ficção científica, Estados Unidos, 1968, 141 minutos.

Pode parecer até chato para olhos desatentos. Mas a lentidão proposital, serve pra dar a dimensão exata entre espaço e tempo da forma mais coerente possível. Incluindo aí o balé das naves, acompanhado por temas clássicos da música erudita. Não tente achar uma explicação. O final-não-finalizado, onde vemos uma seqüência de cores e formas apenas serve como metáfora pra tudo aquilo que ainda estava por vir. Aproveite a viagem e durma se for o caso, já que o clássico de Kubrick também serve como sonífero.

84) Casablanca (Casablanca)
De Michael Curtiz. Com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Drama, Estados Unidos, 1942, 102 minutos.

Quando falamos a frase clássico do cinema, algumas poucas obras nos vêm a cabeça. Talvez E o Vento Levou ou Cidadão Kane estejam entre elas. Casablanca, não chega nem a ser clássico. É um verdadeiro ícone da cultura pop mundial permanecendo na memória de inúmeros fãs mundo afora. A obra de Michael Curtiz é tão importante que alguns diálogos que supostamente estão no filme nem existem na realidade. Mas quem se importa quando o que vale é o amor?

83) Ata-me! (Ata-me!)
De Pedro Almodovar. Com Antônio banderas e Victoria Abril. Comédia dramática, Espanha, 1989, 97 minutos.

Difícil é escolher dois ou três filmes do Almodovar pra colocar nessa lista. A vontade é de incluir uns 10! Selecionei o Ata-me! por dois motivos: primeiro porque a história do homem (Banderas) que sai de um reformatório para seqüestrar uma ex-atriz pornô (Abril), deixando amarrada-a a sua cama, até que ela aprenda a amá-lo, é divertidíssima! Segundo por causa da própria Victoria Abril. Ela tá deliciosa demais nesse filme.

82) Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)
De Elia Kazan. Com Marlon Brando, Karl Maden e Eva Marie saint. Drama, Estados Unidos, 1954, 108 minutos.

Sindicato de Ladrões é daqueles filmes atemporais. Relata a corrupção dentro de um cais portuário, onde os empregados - liderados por um Marlon Brando competentíssimo - são obrigados a pagarem propinas para arrumarem trabalho. Corrupção? Propinas? Qualquer semelhança com o mundo moderno não será mera coincidência. Na época em que foi lançado o filme, os Estados Unidos recém saíam da caça as bruxas promovida pelo senador McCarthy.

81) Trainspotting (Trainspotting)
De Danny Boyle. Com Ewan McGregor e Robert Carlyle. Drama, Inglaterra, 1996, 94 minutos.

Trainspotting tem uma das lições de moral a respeito do uso de drogas, mais bacanuda do mundo do cinema. E sem a xaropice pedante do Darren Aronofsky e seu Requiem Por um Sonho. Ewan McGregor faz uma viagem louquíssima - com destaque para a parte em que ele cai dentro do vaso sanitário e nada em meio a bosta - de muita heroína, até se dar conta de que o que vale na vida mesmo são as coisas simples. Clichê? Sim. E bom.

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Ei, não durma agora! Essa cena é um clássico.

Até as próximas 10 posições.
filmado por Tiago às 10:36 PM |

Quinta-feira, Maio 10, 2007
Novidades na Telona
Revista Elege as 100 Melhores Frases do Cinema


Fonte: Terra

A Premiere, revista norte-americana especializada em cinema, elegeu as 100 melhores frases do cinema de todos os tempos. A lista traz frases dos mais diferentes tipos de filmes e não apenas de produções cultuadas como Casablanca e Cidadão Kane.

As 5 primeiras colocadas foram:

1. "Estão de olho em você, garota." Rick Blaine (Humphrey Bogart) em Casablanca (1942)

2. "Francamente, querida, eu não dou a mínima." Rhett Butler (Clark Gable) em E O Vento Levou... (1939)

3. "Rosebud." Charles Foster Kane (Orson Welles) em Cidadão Kane (1941)

4. "Eu sou o rei do mundo!" Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) em Titanic (1997)

5. "Senhora Robinson, você está tentando me seduzir, não está?" Benjamin Braddock (Dustin Hoffman) em A Primeira Noite de um Homem (1967)


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Estamos de olho em vocês garotos

Eu não vi a lista toda, até porque estava com preguiça de procurar na net. Mas tem duas frases clássicas que eu adoro. Uma delas é no finalzinho do maravilhoso O Pagamento Final do Brian de Palma. Quando o personagem do John Leguizamo encontra o do Al Pacino, pouco antes de assassiná-lo, na estação de trem ele pergunta: Remember me? Benny Blanco from the Bronx? E manda bala. A outra é no filme Tubarão do Spielberg, quando o personagem do Roy Scheider , diz para o do Richard Dreyfuss, na iminência da destruição do barco: I guess we're need a bigger boat.

Clássico!

A idéia do post foi dada pela leitora e amiga Nicole. Um abração.
filmado por Tiago às 1:48 PM |

Quarta-feira, Maio 09, 2007
Frase da Semana

Fonte: Bizz

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Convivi com o cocô de animais de todos os tamanhos e formas durante a viagem. Foi muito, mas muito pior do que ser depilado em 'O Virgem de 40 Anos'

Foi isso que o Steve Carell disse a respeito das filmagens de A Volta do Todo Poderoso, onde ele vive uma espécie de Noé, que tem que abarcar animais de todos os tipos para se proteger de um dilúvio. Eu até já tava pronto pra criticar a produção caça níqueis, que vai na onda do sucesso do Todo Poderoso, aquele com o Jim Carrey. Mas quando vi que Morgan Freeman, também está na continuação, percebi que o troço pode ser bom.

O Jim Carrey? Preferiu ficar procurando o número 23 na produção enfadonha de Joel Schumacher. Escolhas são escolhas.

PS: Falando em número 23, pra quem ainda não entendeu a nota da resenha abaixo foi uma piada, claro. O fato é que a cotação não ficaria muito longe disso.
filmado por Tiago às 12:10 PM |

Terça-feira, Maio 08, 2007
Resenha - Cinema
Número 23 (Number 23)


De Joel Schumacher. Com Jim Carrey, Virgínia Madsen e Logan Lermann. Suspense, 97 minutos.

Muito de vez em quando o Joel Schumacher erra a mão. Tá, na verdade eu nem sou uma autoridade pra falar do diretor. Os Batman que ele fez são umas bombas, isso é fato. O Linha Mortal, que passava dezesste vezes durante o ano no SBT, até que é interessante. Ao lado de 8 Milímetros e Por um Fio. De resto eu não vi. E na real nem quero ver. Toda essa enrolação foi só pra dizer que Número 23 é péssimo. E eu não sabia como começar a resenha, honestamente.

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Jim, faça agora sua cara mais séria. Isso!

A película até poderia ser melhorzinha - nada de espetacular, claro - não fosse essa obsessão descabida pelo tal número 23. Walter Sparrow (Jim Carrey, sem nenhuma careta), é um pai de família que recebe de sua mulher Agatha (Virginia Madsen) um livro chamado Número 23. Quando ele começa a ler a bagaça, ele reconhece vários fatos semelhantes ao seu passado e isso começa a perturbá-lo. A paranóia só aumenta quanto o já citado número passa a aparecer no cotidiano de Walter. E aí haja saco pra agüentar os algarismos 2 e 3 nas lojas, nos endereços, nos produtos do supermercado, nos nomes das pessoas, de trás pra frente, de frente pra trás, em cima, em baixo, e puxa e vai na rua, na chuva, na fazenda e até numa casinha de sapê. O troço fica tão irritante e forçado que é capaz de o tal do número aparecer até em uma sopa de letrinhas. Só de birra! O pior é a falta de uma padronização nos cálculos. Tudo resulta em twenty three. Mesmo que seja obra do acaso - como é na maioria das vezes. Se eu fosse levar em conta as equações da película eu tava fudido! Só pra citar um exemplo: hoje é dia 8, de maio de 2007. Veja bem: oito mais cinco, mais dois mais sete dá... 22. Caralho! Não funcionou. Devia ter feito esse post amanhã. De saldo positivo, apenas as interpretações. Virgina Madsen sempre competente e Jim Carrey dando tudo de si, nos fazendo morrer de saudades dos magistrais O Show de Truman e O Mundo de Andy.

Nota: 2,3
filmado por Tiago às 12:11 AM |

Segunda-feira, Maio 07, 2007
Resenha - Cinema
Cão Sem Dono


De Beto Brant e Renato Ciasca. Com Júlio Andrade, Tainá Müller e Marcos Contreras. Comédia dramática, 82 minutos.

Já vivi muitas coisas bacanas por causa desse blog. Apareci na página da Globo entre os melhores da semana, conheci pessoas interessantes e, na pior das hipóteses, exercitei a escrita, tão fundamental para quem cursa Jornalismo. Só que nenhuma delas me deixou mais lisonjeado do que ser convidado para a pré-estréia do filme Cão Sem Dono, que se deu no Unibanco Arteplex do Bourbon Country, sábado de manhã em Porto Alegre.

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Júlio Andrade e Churras, o simpático cãozinho

E não foi uma sessão qualquer. Além de olhar o filmaço do Beto Brant em primeira mão - ele estréia só semana que vem - ainda tínhamos na sala a presença da dupla de protagonistas, que veio, especialmente, participar de um bate-papo com a moçada a respeito da película. Isso pode ser comum para outros blogueiros, ou pra qualquer outra pessoa que trabalhe na imprensa. Mas pra mim não. Quando a Nathy me enviou o convite por e-mail, fiquei muito feliz. Muito mesmo! E quero aproveitar pra agradecer a ela pela oportunidade. Sobre o filme, eu falaria bem dele de qualquer maneira. A obra, baseada no livro Até o Dia em que o Cão Morreu, do escritor Daniel Galera, é um verdadeiro estudo sobre a estagnação que envolve o jovem em transição para a fase adulta. Mas sem aquela chatice habitual que cerca o tema. Claro que isso não seria suficiente se não fossem as competentes atuações, a direção habilidosa, o tratamento de imagem e os diálogos. Os diálogos são fantásticos! Talvez nós gaúchos achemos isso por conta do sotaque bagual que marca forte presença no filme. Mas não dá pra negar: a conversa durante a janta na casa do Lárcio (Marcos Contreras), entra desde já para o rol das melhores já vistas no cinema nacional. Não fossem algumas perguntinhas pedantes feitas por alguns blogueiros - ô raça triste - no final da sessão, a experiência teria sido ainda mais positiva.

Nota: 8
filmado por Tiago às 8:30 AM |

Sexta-feira, Maio 04, 2007
Resenha - Cinema
Homem Aranha 3 (Spider Man 3)


De Sam Raimi. Com Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Thomas Haden Church, Topher Grace e Bryce Dallas Howard. Aventura, 140 minutos.

O negócio é sério. Juro que lá pelas tantas eu tive a impressão que tinha errado de sessão e entrado na última comédia romântica protagonizada pela Meg Ryan. Ah, porque o terceiro episódio trás um aranha mais humano, diz o Sam Raimi. O caralho! O filme é cheio de mimimi pra cá mimimi pra lá. Os inimigos são amigos, os amigos são inimigos. Porras, só faltou o Tobey Maguire e o James Franco - que interpreta o filho do Duende Verde - se beijarem na boca.

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Err.. posso te emprestrar um creme se quiser.

Tá, posso estar exagerando um pouco. Mas quando vi o Peter Parker jogar aquela franja emo dele pra frente da testa, quase pude escutar o Simple Plan, rolando ao fundo. Será que no gibi também era assim? Os fãs me esclareçam por favor. Outra: porquê tantos inimigos numa mesma edição? Fica tudo tão embolotado que as histórias paralelas acabam perdendo a força. Naquela ânsia de trazer tudo de uma vez e mais um pouco para o público, sobra aquela sensação de vazio. Será que uma história somente com o Homem Areia não seria mais legal? Ou só com o Venon, apesar de Raimi ter espalhado aos quatro ventos que odeia o personagem? Claro que esse terceiro episódio não é um completo desastre. A produção está caprichadíssima e os efeitos especiais são excelentes. Se falta recheio no bolo, sobra cobertura. Tipo, vocês entenderam essa metáfora? Além disso, os atores se esforçaram ao máximo para conferir alguma força as suas interpretações. O Thomas Haden Church é sempre ótimo. O Topher Grace, por incrível que pareça conseguiu fugir do estereótipo não sou mais um atorzinho meia boca, de seriado americano, tentando a sorte no mercado hollywoodiano. E por fim a Bryce Dallas Howard, aaah a Bryce.. está surpreendentemente linda na película. No fim das contas devo admitir, que se é pra manter a curva na descendente é melhor parar por aí. Ainda mais que o Tobey Maguire já anunciou que não participa de um possível quarto filme. E todo mundo sabe que cara e jeito de tonto, pra viver o Peter Parker, só ele tem.

Nota: 5,5
filmado por Tiago às 10:41 PM |

Quinta-feira, Maio 03, 2007
Análise dos Números da Empresa

Recentemente o chefe aqui da Without a Trace Corporation me chamou para conversar a respeito dos números da empresa nos últimos tempos. Como vocês podem ver, houve uma queda brusca na quantidade de comentários no blog, em relação aos meses anteriores. É por isso que peço encarecidamente a vocês: me ajudem a manter meu emprego..

..COMENTAH AIIIH VÉI!! VALLEWWW!!!

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Essa também foi uma idéia do Henrique. Além de ser fã número 1 do site, ele é meu atual assessor para assuntos bloguísticos.
filmado por Tiago às 4:36 PM |

Quarta-feira, Maio 02, 2007
Mais Uma Enquete

Essa semana a biba do o meu grande amigo Henrique deu uma ótima idéia aqui pro blog: recordar os penteados mais bizarros da história do cinema. Eu poderia ter feito um Top 5, como foi a sugestão dele. Mas preferi o estilo enquete, até mesmo para que vocês, queridos leitores, também opinem e relembrem quais foram os cortes de cabelo mais bisonhos de todos os tempos, na sétima arte.

Sem dúvida alguma, faltou um cabeleireiro no set de A Mosca, filme de 1986. Se vocês duvidam, dêem uma olhada no style do Jeff Goldblum e da Geena Davis, casal de protagonistas.

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Pior que a obra do David Cronenberg é um clássico! Mas como dar crdeibilidade a uma película onde os atores usam tais cabeleiras?! Claro que na época deveria ser moda e.. ah, vamos falar a verdade, nem nos 80 se usava isso!

E pra vocês? Quais os mais bizarros?
filmado por Tiago às 2:32 PM |

without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
direção
Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?

deixa que eu deixo
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