Sábado, Junho 30, 2007
Túnel do Tempo Blogueiro

Há pouco mais de um ano e meio, mais precisamente em novembro de 2005, escrevi esse post em relação ao lançamento de Harry Potter e o Cálice de Fogo:

Não é Magia, Nem Feitiçaria

Nesse mês, todas as revistas nacionais especializadas em cinema, apresentam em suas devidas capas, alguma referência ao bruxinho mais chato conhecido do mundo dos filmes. O mesmo acontece com os sites sobre o assunto. Pois bem, quero que vocês saibam que, para evitar a repetição e até mesmo a irritação de vocês visitantes, aqui nesse blog não será dita nenhuma palavra a respeito do novo Harry Potter. Nada. Nunca vi nenhuma das películas da série e imagino que nunca verei. E por isso não haverá resenha desse último. Quem me conhece sabe que eu já vi muita coisa ruim pelo bem do blog. Mas tortura também têm limite.

Não insistam. O site do Omelete é logo ali. E a Revista SET com vasto material a respeito, vocês encontram em qualquer banca.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
E não adianta fazer cara de brabinho, viu?

Sério, nunca pensei que meu blog fosse tão atemporal. A única coisa que muda é o filme: Harry Potter e a Ordem da Fênix estréia dia 13 de julho.
filmado por Tiago às 4:03 PM |

Terça-feira, Junho 26, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Sétima Parte)


Fala moçada! Mais uma parte do Top 100, chegaaaando na reta final. Nesse pedaço são vários os filmes de diretores clássicos no mundo do cinema. Polanski, Kubrick e Scorsese marcam presença, além de um belo filme coreano e uma obra-prima de tribunal comandada por Otto Preminger. No mais, agradeço a ajuda do Henrique, em relação ao Silêncio dos Inocentes. Ele já tá contratado como ombudsman aqui do blog. Boa leitura!

40) O Caminho Para Casa (Wo De Fu Qin Mu Qin)
De Zhang Yimou. Com Zhang Ziyi, Sun Honglei e Zheng Zao. Drama, 2000, 100 minutos.

Antes de partir para as incríveis piruetas dos ótimos O Clã das Adagas Voadoras e Herói, Zhang Yimou fez esse belo filme. Em O Caminho Para Casa um executivo volta para Sanhetun, o vilarejo onde nasceu, depois da morte de seu pai. Lá, o prefeito quer convencer sua mãe a realizar o funeral nos moldes tradicionais, enquanto ela prefere que ele seja carregado a pé, de acordo com a antiga tradição. Um filme que, apesar de simples não deixa de ser caprichado e emocionante. Não se surpreenda ao sair com os olhos inchados da sessão.

39) Touro Indomável (Ragging Bull)
De Martin Scorsese. Com Robert de Niro, Joe Pesci e Cathy Moriarty. Drama, 1980, 128 minutos.

Touro Indomável não é apenas um filme sobre boxe. É um esforço conjunto que resultou em uma das melhores obras dos anos 80 e por que não de todos os tempos. Robert de Niro teve que treinar por um ano o esporte e engordou 25 quilos para interpretar o desregrado boxeador Jake LaMotta. Depois engordou para fazê-lo aposentado. Quebrou sem querer uma costela de Joe Pesci durante as filmagens, cena que está na película. Tudo isso numa linda fotografia propositalmente em preto e branco. E isso que o Scorsese achava que não sabia filmar cenas de luta.

38) Quase Famous (Almost Famous)
De Cameron Crowe. Com Billy Crudup, Jason Lee, Kate Hudson e Frances McDonald. Drama, 2000, 122 minutos.

Falando sério, existe alguma cena mais inesquecível no cinema moderno do que aquela em que estão todos no ônibus cantando Tiny Dancer do Elton John? Não né. Mas não é só isso. Talvez eu considere esse filme tão especial porque quando ele saiu, há 7 anos atrás eu tinha 19 e porras quem nunca sonhou em ser como William Miller, o repórter mirim da Rolling Stone contratado apenas para acompanhar a banda Stillwater nas suas andanças? Não bastasse isso, a trilha é fantástica e Kate Hudson atinge o auge da fofura com a sua Penny Lane.

37) Perfume de Mulher (Scent of a Woman)
De Martin Brest. Com Al Pacino, Chris O'Donell e Philip Seymour Hoffman. Drama, 1992, 156 minutos.

Perfume de Mulher é filme unanimidade. Você gosta, sua mãe gosta, seu tio gosta, sua vó gosta e até seu cachorro gosta. Al Pacino consegue um misto de simpatia com arrogância ao encarnar o irascível Frank Slade, tenete-coronel cego que viaja para Nova York, acompanhado de Charlie Simms (Chris O'Donell), com o único objativo de passar um fim de semana inesquecível antes de morrer. Além das ótimas interpretações e do final edificante, ainda tem a famosa cena do tango, que cá entre nós, dispensa comentários.

36) Nascido Para Matar (Full Metal Jacket)
De Stanley Kubrick. Com Matthew Modine, Adam Baldwin e Vincent D'Onofrio. Guerra, 1987, 116 minutos.

O interessante de Nascido Para Matar é que até o meio da exibição, você trata o filme como um mero entretenimento, que apesar de ter como pano de fundo o Vietnã, é levado com leveza por Stanley Kubrick, garantindo uma grande quantidade de momentos engraçados. É somente quando o personagem do sumido e ótimo Vincent D'onofrio surta, assassinando um dos encarregados da Academia dos Fuzileiros Navais, que constatamos a crueldade dos treinamentos de guerra, baseada na desumanização dos personagens.

35) Lua de Fel (Bitter Moon)
De Roman Polanski. Com Hugh Grant, Krstin Scott Thomas e Peter Coyote. Drama, 1992, 139 minutos.

É difícil apontar qual o maior êxito dessa obra de Polanski. Talvez o roteiro mórbido e instigante. De repente o suspense crescente que no decorrer do filme nos deixa cada vez mais curiosos sobre o que vai acontecer. Talvez seja ainda as interpretações do elenco cenral, com destaque para Peter Coyote, que, na pele de Oscar transmite de forma genuína o sentimento de um homem preso a uma cadeira de rodas e que é permanentemente humilhado pela mulher. Posso ser honesto? É bem melhor que O Bebê de Rosemary. Mas não espalha.

34) Anatomia de um Crime (Anatomy of a Murder)
De Otto Preminger. Com James Stewart, Lee Ramick e Ben Gazzara. Drama, 1959, 161 minutos.

Tudo era inovador na época em que Anatomia de um Crime saiu. Desde os criativos créditos iniciais, passando pela trilha sonora jazzística composta por Duke Ellington, até chegar nos diálogos, que além de primorosos, eram recheados de palavras de baixo calão, o que era raridade naqueles tempos. Além disso, a história do tenente que assassina um homem que, supostamente, teria estuprado sua mulher é tão cheia de reviravoltas que te deixa preso na cadeira pelas quase 3 horas de exibição. Classe A!

33) A Primeira Noite de um Homem (The Graduate)
De Mike Nichols. Com Anne bancroft, Dustin Hoffman e Katharine Ross. Comédia dramática, 1967, 105 minutos.

A maior curiosidade a respeito de A Primeira Noite de um Homem é que Anne Bancroft, que interpretava a sedutora Sra. Robinson tinha apenas 6 anos a mais do que Dustin Hoffman, que apesar dos 30, faz o papel como se fosse um graduando universitário de apenas 21 anos. O maior mérito da obra de Mike Nichols é antecipar o sentimento de vazio e de indecisão quanto ao futuro, constantemente presente na cabeça dos jovens em transição para a fase adulta. Soma-se aí a inesquecível trilha sonora composta or Simon & Grafunkel exclusivamente pra obra e tá ganho o jogo.

32) O Mundo de Andy (Man on the Moon)
De Milos Forman. Com Jim Carrey, Danny DeVitto e Courtney Love. Comédia dramática, 1999, 118 minutos.

Um dos maiores elogios que se fez ao Borat, impagável filme a respeito do segundo melhor repórter do Cazaquistão é que Sacha Baron Cohen, seu criador, mantinha a personagem também longe das câmeras. Só que ele não foi o primeiro a fazer isso. Andy Kauffman, um dos mais excêntricos comediantes de seu tempo, capaz de provocar, fazer rir e até chorar foi pioneiro na técnica. A cinebiografia além de contar com um inspiradíssimo e injustiçado Jim Carrey no papel título, ainda possui grande trilha. Volare ô ô, cantare ô ô ô ô!!

31) Os Suspeitos (Usual Suspects)
De Brian Singer. Com Sthepen Baldwin, Gabriel Byrne, Benício del Toro e Kevin Spacey. Suspense, 1995, 105 minutos.

Esse é o tipo de filme que quando você termina de ver, fica louco para ver de novo! E não é só o fantástico final que provoca esse efeito, porque se fosse assim, bastaria fazer um roteiro de qualquer jeito, colocar lá um finalzinho surpresa e já era. Bryan Singer constrói um suspense poderoso a respeito de um crime que acontece no cais do porto, onde se contabilizam 27 mortos. Duas pessoas são testemunhas do fato: um húngaro em estado crítico e um deficiente físico que sai do ocorrido completamente ileso. Quem está por trás de tudo isso? Assiste logo, rapá!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Qual desses fez 'caca' no cais do porto?

Até os próximos 10!
filmado por Tiago às 8:31 AM |

Segunda-feira, Junho 25, 2007
Resenha - Cinema
Treze Homens e Um Novo Segredo (Ocean's Thirteen)


De Steven Soderbergh. Com.. na real são tantas estrelas que fica impossível listar todas aqui. Aventura, 122 minutos.

Existe uma cena emblemática em Treze Homens e Um Novo Segredo que serve pra resumir o espírito do filme. Lá pela metade da fita Rusty (Brad Pitt), encontra Danny (George Clooney) em seu apartamento. Danny está assistindo a Oprah, espécie de Márcia Goldschmidt americana. O fato por si só já seria motivo de piada por parte de Rusty. Só que de quebra, Danny ainda está se emocionando com o que está vendo. E MUITO!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Falando sério agora.. qq cês vão fazer no finde?

Quando vemos qualquer um dos filmes da série temos a impressão que estamos diante de um bando de amigos de faculdade, tentando fazer um filme apenas para se divertir. Tanto que, em algumas cenas, é nítido o esforço do elenco galáctico - que além de Pitt e Clooney, ainda trás Matt Damon, Don Cheadle, Andy Garcia, Vincent Cassel, Casey Affleck e Al Pacino - para não rir. Claro que o paralelo dos amigos de faculdade fica guardado apenas para o clima de descontração presente na obra, afinal de contas o investimento é alto e a direção é caprichosamente elaborada pelo sempre competente Steven Soderbergh - que dirigiu os dois episódios anteriores, além de Traffic e Erin Brockovich. Deixando de lado a embromação que tornou a obra anterior um tanto burocrática e confusa, Soderbergh volta a boa e velha fórmula do assalto espetacular e recupera parte do fôlego que parecia perdido. Dessa vez a idéia da trupe comandada por Danny Ocean é se vingar de um dono de cassinos (Pacino), que traiu um de seus integrantes. Se fôssemos avaliar pelo viés do verossímil a obra seria massacrada. Mas o charme tecnológico, as piadas graciosas e principalmente o núcleo mexicano desse terceiro episódio garantem a diversão descompromissada. Pena que a Catherine Zeta-Jones não dá as caras dessa vez.

Nota: 7
filmado por Tiago às 10:00 AM |

Sexta-feira, Junho 22, 2007
Um Blog Sobre... Futebol
Nova Contratação Tricolor


Eu não tinha falado nada desde quarta, apesar de ter recebido alguns dos e-mails mais engraçados do ano, referentes a derrota do IMORTAL purpurinado. Mas nem tudo são trevas lá pro lado da Azenha, depois da catástrofe da final. Novas contratações já estão sendo anunciadas, como podemos ver na notícia abaixo:

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Sério, essa foi uma das melhores! Extraída diretamente do hilário site No Segunda.
filmado por Tiago às 5:54 PM |

Quarta-feira, Junho 20, 2007
O Efeito Michael Bay

Impressionante o efeito causado pelos filmes do Michael Bay. Você assite um e não gosta. Ainda assim você releva, vai lá, assite um segundo e odeia! Aí só de birra você assiste um terceiro, fica com ânsia de vômito e promete que nunca mais vai gastar dinheiro pra ver alguma coisa do cara! Aí basta sair o trailer do novo filme dele, repleto de mensagens forçadas e explosões hiperbólicas - como sempre - que você já se imagina todo pimpão na primeira fila do cinema com um balde de pipoca numa mão e uma Coca litro na outra. Tô mentindo?



Transformers estréia dia 4 de julho!
filmado por Tiago às 9:42 PM |

Terça-feira, Junho 19, 2007
Resenha - Disco
Björk (Volta)


Se pra você o melhor momento POP da Björk na história da música foi aquela vez que ela cagou a pau uma jornalista na Tailândia, nem pense em baixar o último álbum dela. Tá, eu sei que vocês não iam fazer o download igual, afinal de contas se trata da islandesa mais xarope da humanidade e que adora invencionices nos seus trabalhos, mas tenho que admitir: o Volta tá muito massa!!!1

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Björk - Volta

Tá, exagerei um pouco, mas tem alguns detalhes que me fizeram apreciar esse disquinho. Uma delas é a volta - ahá, pegaram o trocadilho? - aos trabalhos anteriores. Sou fã da época do Debut e do Post dois álbuns indispensáveis na prateleira de qualquer fã de música POP. E antes que o Cleiton venha dizer que a galera não tem grana pra comprar tudo que gostaria, quero dizer que ninguém é obrigado a possuir a bagaça, só por que EU disse, até porque eu tô a anos-luz de distância de ser um Lester Bangs, apesar de imitar alguns de seus clichês. Voltando ao álbum, eu pretendia falar alguma coisa sobre as letras, mas caralho, eu tenho uma dificuldade do caceta pra captar o que ela quer dizer. Tipo, a interminável e ótima Wanderlust tem ritmo gostoso, refrão fofinho, mas o que diabos ela quer dizer quando canta Wanderlust, relentlessly craving wanderlust peel off the layers until you get to the core. Se alguém souber, me diga. No mais, muitos plim-plóns, barulhinhos e arranjos, que parecem imantar uma música na outra, mérito do über-produtor Timbaland. O início genial de Earth Intruders é só um exemplo da fantástica elaboração da obra. Björk está com 42 anos e assim como seus fãs, parece um pouco cansada dos exageros. Até Rage Agains the Machine ela arrisca com Declare Independence, só para abraçar de vez o lugar comum. Só o que ela não quer fazer, no meio do bolo todo, é parar de dançar. E quem quer?

Download

Nota: 7
filmado por Tiago às 11:20 AM |

Segunda-feira, Junho 18, 2007
Resenha - Cinema
Shrek Terceiro (Shrek The Third)


De Chris Miller e Raman Hui. De Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy e Antônio Banderas. Animação, 93 minutos.

A principal preocupação da galera que estava na fila para ver o Shrek Terceiro, no cinema aqui de Lajeado era em relação ao desempenho do substituto do Bussunda na dublagem do ogrão. Como eu assisti os dois episódios anteriores em DVD, estava mais interessado em saber se eu iria conseguir entender alguma coisa do que o gato de botas iria falar, levando-se em conta o seu espanhol rocambolesco e a qualidade do som do Cine Arco-Íris.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
O ogrão em uma justa passagem pela pedicure

É, não consegui entender muita coisa mesmo. Mas ainda assim, esse não foi o pior filme dublado qu vi por aqui, já que nenhum consegue bater o Piratas do Caribe - O Baú da Morte, nesse quesito. Aliás, falando em piratas, pode-se dizer que entre eles e as aranhas de plantão, o terceiro episódio do Shrek ainda é o que consegue maior destaque no famoso verão americano/inverno brasileiro - e põe inverno nisso - só pra constar. Não é difícil manter a média, diante da simpatia natural que o grupo de protagonistas consegue emanar da tela. Nesse episódio, o ogrão tem por objetivo voltar a viver no seu pântano com a princesa Fiona. Mas como o Rei Harold, que agora é um sapo, morre - num dos momentos altos da animação, diga-se - ele deve ir atrás do garoto Artie, para que este se torne o novo Rei Arthur. Claro que nem tudo são flores na vida do monstrengo verde: enquanto ele parte na sua árdua jornada, Fiona fica em Tão, Tão Distante e acaba sofrendo um ataque do Príncipe Encantado, que conta com a ajuda de um punhado de vilões dos contos de fadas. Como bom e velho filme voltado pro público infanto-juvenil, lá estão as mensagens edificantes, as lições de vida e as vitórias do bem contra o mal. Já o público mais velhinho vai se deliciar com as inúmeras referências POP da obra. Pegue seu sobrinho pelo braço e boa sessão!

Nota: 7,5
filmado por Tiago às 11:24 AM |

Sexta-feira, Junho 15, 2007
Um Blog Sobre... Futebol
Coppola na Bombonera


Quem viu o jogo de quarta-feira entre Boca e Grêmio, pela final da Libertadores, percebeu que o diretor Francis Ford Coppola, resposável pela trilogia O Poderoso Chefão entre outros clássicos estava na Bombonera. Nada mais justo, diante da grandeza do jogo, termos em seu público, torcedores ilustres. Rezam as más línguas que o objetivo dele era preparar material para o documentário A Batalha da Bombonera, a respeito das façanhas do tricolor da Azenha.

Acontece que esqueceram de avisar pra ele que o Boca não é o Náutico - time eternamente de segundona. Esqueceram de avisar pra ele que o Boca não é o Caxias e nem possui entre seus craques um cara chamado Jajá. Esqueceram de avisar o pobre do Coppola, que o Boca não é o Nacional de Medellin, time derrotado pelo próprio Grêmio em uma das finais mais fáceis e menos emocionantes da história, em 95. Poizé, com o Boca é outra história e sim, nós colorados sabemos disso.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Yo te quiero Boca Juniors
yo te quiero de verdad


Os tricolores gostam de se vangloriar de sua imortalidade. E não há chance maior para comprová-la do que o jogo de volta, no chiqueir.. no estádio Olímpico. Caso aconteça, será o Apocalipse, Até o Coppola sabe disso.
filmado por Tiago às 11:20 AM |

Quarta-feira, Junho 13, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Sexta Parte)


Iniciamos hoje a segunda metade do Top 100. Tenho certeza de que vocês vão gostar dos próximos 10, principalmente pela presença de inúmeros filmes modernos nesse pedaço. Além deles, um clássico absoluto de John Ford, mais um pouco de pedantismo, com o primeiro Truffaut além de um Bergman indispensável. E Théo, pode esperar deitado a presença de Matrix, porque sentado você vai cansar. Esse filme encontra-se no 226° lugar entre os meus preferidos. Boa leitura, galera!

50) Rastros de Ódio (The Searchers)
De John Ford. Com John Wayne, Vera Miles e Nathalie Wood. Faroeste, 1956, 119 minutos.

Sabe aquela historinha que vocês costumam ouvir por aí do índio pele-vermelha que saqueia a aldeia, bota fogo em tudo, rapta a garotinha e o pistoleiro tem que ir atrás pra salvar o dia? Poizé, ela não existiria se não fosse por um cara chamado John Ford. E esse clássico indispensável não possui apenas o mérito de ter transformado esse mote num dos mais famosos da história do cinema. Lindas paisagens, atuações apaixonadas, além de lições poderosas sobre o racismo e o preconceito, recheiam essa verdadeira obra-prima.

49) O Filho (Le Fils)
De Jean-Pierre e Luc Dardenne. Com Olivier Gourmet, Morgam Marinne e Isabella Soupart. Drama, 2002, 100 minutos.

Nitidamente inspirados por Hitchcock e Polanski, os irmãos Dardenne conseguem produzir um dos melhores filmes dessa década. A falta de informação que o espectador tem no início da sessão, onde apenas vemos o trabalho de um marceneiro - interpretado de forma estupenda por Olivier Gourmet - que auxilia jovens delinqüentes a se reabilitarem, confere o clima certo de tensão, especialmente depois que o garoto que assassinou seu filho anos antes, começa a trabalhar pra ele. Um filme simples, forte e inesquecível.

48) A Última Noite (A Prairie Home Companion)
De Robert Altman. Com Woody Harrelson, Tommy Lee Jones, Kevin Kline e Meryl Streep. Comédia, 2006, 105 minutos.

Não poderia haver epílogo melhor para a morte de Robert Altman do que este, que foi seu último filme. A injustiçada obra retrata a última noite de um programa de rádio que, depois de 31 anos, deixará de existir. Altman apresenta Virginia Madsen no papel da morte, que passeia pelos bastidores enquanto cada um dos personagens discorre a respeito de suas angústias e motivações nessa nova etapa, mesmo que indiretamente. A trilha sonora, indispensável, comove e diverte, especialmente em Bad Jokes, saboroso country cantado por John C. Reilly e Woody Harrelson.

47) Morangos Silvestres (Smultronstället})
De Ingmar Bergman. Com Victor Sjoström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin. Drama, 1957, 91 minutos.

Existe uma cena de Morangos Silvestres que ilustra bem a idéia central da obra: sonhando com a morte, o professor Isak Borg - interpretado por Victor Sjoström - encontra um relógio sem ponteiros. A cena, aparentemente inócua, carrega toda a angústia de um médico veterano, que não quer mais que o tempo passe. Isak tem um prêmio para receber da universidade local e o pesadelo da noite anterior, apenas tem seus efeitos aumentados, quando no dia seguinte, a caminho do local, ele encontra um grupo de jovens adolescentes, cheios de vida. Uma pequena aula existencialista.

46) Três Dias do Condor (Three Days of Condor)
De Sydney Pollack. Com Robert Redford, Faye Dunaway e Max von Sydow. Suspense, 1975, 112 minutos.

Imagine você, voltando para o escritório depois do almoço e encontrando todos os seus colegas de trabalho mortos? Tá, excetuando-se por aquele seu colega mala sem alça que você não suporta, isso seria uma catástrofe. Pois é exatamente isso que acontece a Joseph Turner, personagem de Robert Redford. Funcionário da CIA, ele precisa descobrir quem está por trás de tal atrocidade, além de fugir e uma série de emboscadas preparadas pelos assassinos. Suspense de primeira, realizado num dos anos mais férteis da história de Hollywood.

45) O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
De Garth Jennings. Com Martin Freeman, Mos Def, Sam Rockwell e Zoey Deschanell. Comédia, 2005, 118 minutos.

É simplesmente impossível falar desse filme, em meia dúzia de linhas. A galeria de personagens excêntricos mereceria um capítulo a parte. Os objetos do filme também - com destaque para a incrível arma do ponto de vista. Só que o que transforma esta em uma das experiências mais engraçadas dos últimos anos não são as respostas do deep-thought, a depressão de Marvin, a dinamite pangalática ou o fabuloso gerador de improbabilidade infinita. É o conjunto todo, somado a uma refinada crítica social, que passou completamente despercebida pela maioria dos espectadores. Don't Panic!

44) Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups)
De François Truffaut. Com Jean-Pierre Leaud, Claire Maurier e Albert Remy. Drama, 1959, 100 minutos.

Muitas vezes quando se fala da obra de Truffaut, Os Incompreendidos acaba sendo meio esquecido. Primeiro filme do diretor, o clássico auto-biográfico narra a história de um garoto de 10 anos que, desprezado pela mãe, ignorado pelo padastro e tratado com desconfiança pelos professores, precisa aprender a conviver com o drama da rejeição. A obra, minimalista, tem uma das cenas mais famosas da história do cinema, que é aquela em que Antonine (Léaud) se vira para a câmera junto ao oceano Atlântico, refletindo em seu rosto toda a confusão, resultado da infância conturbada.

43) O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs)
De Jonathan Demme. Com Anthony Hopkins e Jodie Foster. Suspense, 1991, 114 minutos.

Assim como a cena do chuveiro em Psicose, pode-se dizer que a cena final de O Silêncio dos Inocentes, aquela em que a personagem de Jodie Foster é perseguida em um galpão escuro por Hannibal Lecter é uma das mais tensas, psicologicamente agressivas e arrepiantes de todos os tempos. Jodie é uma agente do FBI, que entra em contato com Hannibal, apenas para entender como funciona a mente de um psicopata que arranca a pele de suas vítimas. Pena que o suspense, um dos melhores da década passada rendeu tantas continuações escabrosas.

42) O Falcão Maltês (The Maltese Falcon)
De John Huston. Com Humphrey Bogart, Mary Aston e Lee Patrick. Suspense, 1941, 101 minutos.

Primeiro filme de John Huston, pode-se dizer que é o ponto de partida para o cinema noir americano. Na história, uma misteriosa mulher procura um detetive para tentar encontrar sua irmã que teria desaparecido, junto com um misterioso homem. Só que o tal homem morre e se inicia uma série de intrigas que envolve uma estátua de ouro, incrustada de diamantes, a máfia oriental e até mesmo a história da humanidade, trazida de volta por acontecimentos que datam o ano de 1573. Um suspense com ótima trilha sonora e charme irretocável.

41) Magnólia (Magnolia)
De Paul Thomas Anderson. Com Tom Cruise, Juliane Moore e William H. Macy. Drama, 1999, 188 minutos.

Magnólia é um dos raros casos em que 3 horas de filme não cansam de jeito nenhum. Na época de seu lançamento, a maioria dos espectadores se preocupou em tentar decifrar o que caralhos significava a maldita chuva de sapos, quando o principal quase passou despercebido: a obra de Paul Thomas Anderson é um primoroso ensaio sobre o perdão e sobre a casualidade que envolve nossos destinos. O filme é tão marcante e com elenco tão afinado que até o Tom Cruise, interpretando um canastrão professor de auto-ajuda se sai bem.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
O robô depressivo Marvin e a tripulação

É isso pessoal. Sobre O Falcão Maltês ele tem outro nome na versão brasileira, que é Relíquia Macabra. E sobre o post de baixo, acabou a brincadeira. O filme vai ser em animação.
filmado por Tiago às 3:40 PM |

Segunda-feira, Junho 11, 2007
Thunder, Thunder, Thunder!!!

Que o Thundercats vai virar filme já tá todo mundo careca de saber. E agora é de verdade mesmo! E o que mais se vê por aí, desde que a notícia saiu, são sites, blogues e outros estabelecimentos internérdicos tentando adivinhar os nomes que poderiam estar no elenco da bagaça. Jude Law, Heath Ledger e Matt Damon são os mais especulados para viver o heroí Lyon. Já para o Mumm-Rá se fala em Gary Oldman ou Ed Harris - auxiliados por computação gráfica, claro. Agora cá entre nós, vai dizer que o Escamoso não ficaria ótimo na pele do Steve Buscemi?

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

SIIIIIIIIIIIMMMM??!
filmado por Tiago às 9:43 AM |

Quinta-feira, Junho 07, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Quinta Parte)


Completamos a primeira metade do Top 100. Nesse pedaço da lista, temos um punhado de filmes que tem a política como pano de fundo. Tem também um filme do Jorge Furtado - que em lista de blogueiro gaúcho não poderia faltar - e tem também o Frankenstein, clássico absoluto do terror! Ainda faltam 50 filmes, mas as apostas sobre o grande vencedor já começaram a rolar. Não, claro que não vai ser A Vila ô mané!

60) Z (Z)
De Costa-Gavras. Com Yves Montand, Irene Papas e Jean-Louis Trintignant. Suspense, 1967, 127 minutos.

Esse é aquele filme que deve ser visto por todo o presidente de DCE do planeta. Ou melhor: se for possível, junta o DCE inteiro pra ver a bagaça! Esquerdista assumido, o diretor grego faz questão de deixar clara sua preferência política logo no início de Z, que narra a história de um assassinato de um político liberal, cometido como se fosse um acidente. Baseada em fatos reais, a obra tem a seguinte inscrição, nos primeiros minutos: qualquer semelhança com acontecimentos verdadeiros, NÃO SERÁ mera coincidência. Bombástico!

59) Taxi Driver - Motorista de Taxi (Taxi Driver)
De Martin Scorsese. Com Robert de Niro, Harvey Keitel e Jodie Foster. Drama, 1976, 114 minutos.

Martin Scorsese levou mais de 40 anos pra ganhar um Oscar de melhor diretor. E quando levou a estatueta, foi por Os Infiltrados, que de longe não é seu melhor filme. Em Taxi Driver, Um veterano da Guerra do Vietnã sem nenhuma perspectiva, interpretado de forma magistral por Robert de Niro, convive com o submundo de Nova York enquanto trabalha como motorista de táxi pelas madrugadas. Drama, angústia, violência e a última trilha sonora do Mestre Bernard Hermann (de Psicose), composta pouco antes dele morrer.

58) O Iluminado (The Shining)
De Stanley Kubrick. Com Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Loyd. Suspense, 1980, 144 minutos.

O clássico de Stanley Kubrick, tem uma das mais engraçadas histórias de Hollywood: foi indicado ao Framboesa de Ouro, de pior filme, numa das maiores injustiças já cometidas pela Academia. Hoje a obra, adaptada de um conto e Stephen King, está no imaginário de qualquer cinéfilo! Como esquecer a demência crescente do personagem de Jack Nicholson? Ou do filho que anda com o estridente triciclo pelos corredores sem fim da mansão? Ou ainda da maravilhosa cena final, no jardim? E vai dizer que você prefere o 2001, agora?

57) Dogma (Dogma)
De Kevin Smith. Com Linda Fiorentino, Matt Damon, Ben Affleck e Salma Hayek. Comédia, 1999, 130 minutos.

Só alguém com nenhum senso de humor pra levar Dogma a sério! A hilária obra de Kevin Smith narra a história de dois anjos, que, caídos do céu, precisam ir até Nova Jersey para tentar cruzar um portal, sendo absolvidos então de seus pecados e podendo voltar ao paraíso. Polêmico, por zoar escancaradamente com inúmeros dogmas da igreja católica, o filme foi proibido em vários países. No Brasil, a politicamente correta rede Cinemark, se negou a exibí-lo. Uma pena, já que muita gente deixou de ver esse filmaço na telona!

56) Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven)
De John Sturges. Com Yul Brynner, Seve McQueen e Charles Bronson. Faroeste, 1960, 126 minutos.

Nesse verdadeiro clássico, adaptado de Os Sete Samurais de Akira Kurosawa, um vilarejo mexicano é constantemente saqueado por um grupo de pistoleiros, até o dia em que sete foras-da-lei - capitaneados por Steve McQueen - são contratados pelos chefes da comunidade para fazer a proteção do local. Muito tiroteio, sol escaldante, interpretações apaixonadas e a música inesquecível de Elmer Bernstein, asseguram duas horas do que de melhor nos pode oferecer os anos de ouro do bang-bang americano.

55) Adeus, Lênin! (Good Bye, Lênin!)
De Wolfgang Becker. Com Daniel Brühl, Katrin Sab e Maria Simon. Comédia dramática, 2003, 118 minutos.

Não é só de chucrute, chopp e Oktoberfest que vivem os alemães. Acredite, mas os conterrâneos de Hitler, também são capazes de fazer bom e apaixonado cinema. Nessa improvável comédia, uma mulher entra em coma antes da queda do Muro de Berlim, justamente por flagrar seu filho militando a favor do capitalismo. Nos dias em que fica desacordada, o muro cai. Agora, diante do novo regime, o filho precisa fazer de tudo para reconstruir a antiga Berlim Oriental, ao temer que um novo ataque possa ser fatal. Simples, divertido e incrivelmente sensível.

54) Frankenstein (Frankenstein)
De James Whale. Com Boris Karloff, Colin Clive, Mae Clarke e John Boles. Terror, 1931, 70 minutos

Falar de Frankenstein, é falar de um dos personagens mais citados, imitados, amados, odiados, lembrados e uma porrada de outros ados de todos os tempos. Em 1931 o cinema apenas engatinhava. Melhor, recém usava o som a seu favor! Mas nem isso foi obstáculo para o diretor James Whale. Ao adaptar a obra de Mary Shelley para as telonas, ele deixou marcada para sempre nos corações dos cinéfilos a história do cientista que constrói uma criatura tenebrosa, a partir de inúmeros cadáveres. É peça obrigatória na estante de qualquer fã de cinema.

53) O Homem que Copiava
De Jorge Furtado. Com Lázaro Ramos, Leandra Leal e Luana Piovani. Comédia romântica, 2002, 123 minutos.

O Jorge Furtado é o cara que consegue fazer exatamente aquele filme que você sonha em realizar um dia. Bem-humorado, repleto de referências POP e totalmente voltado para nós gaúchos, a obra dele é um verdadeiro deleite diante da quantidade absurda de filmes pedantes que andam permeando a produção nacional. Cinema, Aspirinas e Urbubus? O Céu de Suely? Que nada, prefiro me divertir descompromissadamente do que ficar posando de eu sei fazer filminho metido a besta que nem em Sundance. E bota a água pra esquentar que tô afim de um chimarrão!

52) JFK - A Pergunta que não Quer Calar (JFK)
De Oliver Stone. Com Kevin Costner, Kevin Bacon e Tommy Lee Jones. Drama, 1991, 189 minutos.

JFK não é apenas um filme. É um exercício de retórica e argumentação que deve ser visto e revisto por qualquer indivíduo que tenha o jornalismo e o direito como áreas de interesse. Na sensacional obra de Oliver Stone, o promotor Jim Garrison, sem estar convencido do parecer final da Comissão Warren, que conclui que o presidente John F. Kennedy foi assassinado por uma única pessoa, tenta provar a existência de uma conspiração. Pode ser que não seja verdade? Claro que pode. Mas só por mexer nessa ferida, Stone já ganha todos os pontos.

51) Quem tem Medo de Virgínia Woolf? (Who's Afraid of Virgínia Woolf?)
De Mike Nichols. Com Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis. Drama, 1966, 129 minutos.

Você é daqueles que odiou Closer - Perto Demais, certo? Então você vai odiar esse aqui ainda mais! Nessa deliciosa comédia dramática, um casal de meia-idade, recebe um jovem casal, depois de um jantar. Conforme a madrugada avança, as verdades entre todos começam a vir a tona, tornando o encontro cada vez mais desastroso. Adaptada do teatro, a força da obra está nos diálogos, já que os quatro protagonistas estão quase o tempo todo dentro da casa. Importante: é filme pra ver com a namorada. Depois de brigar! *vê o circo pegar fogo*

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Adeus Lênin e a legítima TV da Alemanha Oriental

Até os próximos 10, já na reta final!
filmado por Tiago às 1:06 AM |

Domingo, Junho 03, 2007
Resenha - Disco
Arctic Monkeys (Favorite Worst Nightmare)


Antes de escrever a resenha a respeito do álbum Favorite Worst Nightmare segundo dos ingleses do Arctic Monkeys, lançado aproximadamente um ano após a explosão de Whatever People Said i am That's What i'm Not, posso dizer que quebrei a cabeça tentando descobrir qual é afinal de contas o fascínio que causa no público e em parte da crítica, o quarteto de Sheffield.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Arctic Monkeys - Favorite Worst Nightmare

Após algumas horas de reflexão foi que percebi que o que deixa o pessoal serelepe é aquela cara de não lembro de ter visto algo tão rocker e ao mesmo tempo dançante no cenário musical recente. Lógico que os ecos pós-punk e as semelhanças com Strokes e Franz Ferdinand estão ali, em uma ou outra levada, em algum riff similar, nas linhas de baixo parecidas ou até nos vocais. Mas o bolo todo tem um frescor pouco visto na música atual e certamente é aí que reside a força do Arctic. Acontece que, apesar disso tudo, o grupo não me cativa taaaaaanto assim. Não vou negar que Balaclava tem ótima batida, que o refrão de Teddy Picker é excelente e que Fluorescet Adolescent é uma das melhores combinações de letra e arranjos dos últimos tempos. Mas ainda falta algo. Maturidade talvez. Escutando calmamente Brainstorm - primiro single - é possível perceber ecos de Supergrass na fase I Should Coco, época em que Gaz e seus comparsas ainda eram meros adolescentes fluorescentes. Hoje, cinco álbuns depois, o Supergrass possui uma das discografias mais bacanudas do Reino Unido. E o Arctic Monkeys parece trilhar o mesmo caminho, queiram os críticos metidos a besta e que ficam procurando algo a mais nas músicas ou não.

Download

Nota: 6
filmado por Tiago às 1:24 PM |

Sábado, Junho 02, 2007
Resumão de Filmes

Depois das duras críticas aos blockbusters Spider-Man 3 e Piratas do Caribe - No fim do Mundo, resolvi posar de pseudo-intelectual metido a besta bacana dando algumas diquinhas espertas de DVD's para vocês retirarem no fim de semana. E nem precisa se esforçar tanto! Uma garimpada rápida na prateleira de lançamentos da locadora já é suficiente para garantir a diversão. Ainda mais nesse friozinho, quando não dá a mínima vontade sair. Se liga aí!

Borat (Borat)
De Larry Charles. Com Sacha Baron Cohen e Pamela Anderson. Comédia, 88 minutos. Pra quem gosta de: imoralidade, preconceitos raciais de todos os tipos, Andy Kauffman e rir. Rir muito! Nota: 9

O Labirinto do Fauno (El Labirinto del Fauno)
De Guillermo del Toro. Com Ivana Baquero, Sergi López e Maribel Verdu. Suspense, 112 minutos. Pra quem gosta de: RPG, A Vida é Bela, La Fontaine e caçar coelhos.Nota: 9

Perfume - A História de Um Assassino (Perfume - The History of a Murderer)
De Tom Tykwer. Com ben Whishaw, Dustin Hoffmann e Alan Rickman. Suspense, 147 minutos. Pra quem gosta de: Calvin Klein, Boss Hugo Boss, Christian Dior e O Boticário. Nota: 8

Rock Balboa (Rocky Balboa)
De Sylvester Stallone. Com Sylvester Stallone, Geraldine Hughes e Burt Young. Drama, 102 minutos. Pra quem gosta de: nostalgia, visitar o avô, livros de auto-ajuda e boxe, claro. Nota: 8

A Fonte da Vida (The Fountain)
De Darren Aronofsky. Com Hugh Jackman, Rachel Weisz e Ellen Burstyn. Drama, 96 minutos. Pra quem gosta de: fitoterapia, 2001 - Uma Odisséia no Espaço, bolinhas de sabão e viagens no tempo. Nota: 7

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Borat apresenta a família: Jac sie masz!

Se vocês não quiserem lançamentos, basta rolar a tela e conferir os 40 primeiros filmes já classificados no Top 100. Não dá pra reclamar, né?
filmado por Tiago às 1:37 AM |

without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
direção
Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?

deixa que eu deixo
orkut
blogs em cartaz
coisa de cinema
without a trace - sétima arte e entretenimento
ato ou efeito - um blog quente (heh)
Odeio e Justifico
Chá com o Capeta
Criado Mudo
clássicos
bilheteria
layout by