Terça-feira, Julho 31, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Nona Parte)
Chegamos finalmente na penúltima parte do
Top 100. Ao mesmo tempo estamos quase chegando aos 100.000 visitantes, mesmo que sejam todos os dias os mesmos, como gosta de dizer
a biba do o Henrique. Nesse pedaço, mais um clássico do Hitchcock, um do Spielberg, um amontoado de comédias, práqueles que dizem que eu não valorizo o estilo e claro, muitos filmes de 1975, o
ano mais fértil do cinema em todos os tempos, como já disse há alguns posts atrás. Boa leitura!
20)
Festim Diabólico (Rope)
De Alfred Hitchcock. Com James Stewart, John Dall e Farley Granger. Suspense, 1948, 80 minutos.
Nesse clássico de Hitchcock, baseado em fatos reais, dois jovens querem provar que conseguem cometer o
crime perfeito. Para tanto, eles assassinam um colega da escola preparatória, colocando seu corpo dentro de um baú. Depois eles convidam a família e os amigos da vítima para um jantar onde a mesa é o próprio... baú! Sinistro, com ótimas atuações e tecnicamente impecável, já que teve apenas oito cortes durante seus 80 minutos, a obra é filmografia básica, sendo mostrado inclusive em cursos de cinema.
19)
Team America: Detonando o Mundo (Team America: World Police)
De Trey Parker. Com Tray parker, Matt Stone e Kristen Miller, fazendo as vozes. Comédia, 2004, 105 minutos.
Não fosse por
Monty Phyton e o Cálice Sagrado e este seria o filme mais engraçado de todos os tempos. Na obra, pouco importa a história, que nada mais é do que uma avacalhação com os filmes de ação no estilo
Missão Impossível,
Pearl Harbor e afins. O negócio é se mijar de rir com tudo que os marionetes - excelente metáfora
hollywoodiana, diga-se - são capazes de fazer. Saltar, atirar, cantar, vomitar e.. transar estão entre as peripécias possíveis. É uma pena que tanta gente foi incapaz de entender a brincadeira dos criadores de
South Park.
18)
O Destino Bate a sua Porta (The Postman Always Rings Twice)
De Tay Garnett. Com John Garfield, Lana Turner e Cecil Kellaway. Suspense, 1946, 113 minutos.
O Destino Bate a sua Porta é o filme
noir por excelência, apesar de não possuir um caráter urbano. Nos empoeirados anos 30, Nick Smith (Cecil Kellaway) é um dono de posto de gasolina e restaurante de beira de estrada, que contrata um misterioso frentista, interpretado por John Garfield. Logo, John começa a ter um
affair com a jovem e sexy mulher (Lana Turner) de seu patrão. A partir de então, persuadido pela mulher, ambos passam a planejar a morte do marido dela, de forma acidental, para ficar com o dinheiro dele. Suspense de primeira.
17)
Tubarão (Jaws)
De Steven Spielberg. Com Roy Schneider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss. Terror, 1975, 123 minutos.
Você pode ter muitos motivos para falar mal do Spielberg, afinal de contas, como agüentar baboseiras tipo
A Lista de Schindler? Mas antes disso e apesar da irregularidade, o diretor fez
Tubarão. Pode-se até dizer que é tosco, que é mal feito, que tem interpretações desastrosas e que em alguns momentos beira o ridículo. Mas
Tubarão, além de ser um terror de primeira, é insuperável no quesito
película feita na raça, diante de tantas falhas do tubarão mecânico e da insatisfação por parte dos atores. Além do que, o
pónpónpón da trilha sonora é desde sempre, inesquecível.
16)
Os Brutos Também Amam (Shane)
De George Stevens. Com Alan Ladd, Jean Arthur e Jack Palance. Faroeste, 1953, 118 minutos.
Os Brutos Também Amam, conta a história de Shane (Alan Ladd), um forasteiro solitário que passa a ser idolatrado pelo filho de um casal de rancheiros que vive sob a ameaça de ter suas terras retiradas por um fazendeiro barra pesada da região. O legal desse clássico faroeste é que ele foge um pouco à regra dos filmes do estilo, onde atira-se primeiro e pergunta-se depois. Aqui, os diálogos inteligentes e recheados de segundas intenções preparam o terreno para um desfecho incrivelmente emocionante. Não perca.
15)
Laranja Mecânica (A Clockwork Orange)
De Stanley Kubrick. Com Malcolm McDowell, Patrick Magee e Michael Bates. Ficção científica, 1971, 138 minutos.
O melhor filme de Stanley Kubrick não é inesquecível apenas pela violência. Ele marcou pelo seu inquieto protagonista, pelo linguajar - uma mistura de russo, inglês e gírias - e até pelos erros de continuidade. Num futuro próximo, o líder de uma gangue de delinqüentes que matam, roubam e estupram cai nas mãos da polícia. Preso, ele acaba sendo utilizado como cobaia de um experimento que tem como objetivo refrear seus impulsos violentos. Beethoven,
cantando na Chuva, sexo e
ultraviolência fazem um saladão classe A!
14)
Um Dia de Cão (Dog day Afternoon)
De Sidney Lumet. Com Al Pacino, Chris Sarandon e John Cazale. Comédia dramática, 1975, 120 minutos.
Nessa improvável comédia dramática, Al Pacino faz Sonny, um desajeitado assaltante que planeja roubar um banco por um motivo esdrúxulo: arrumar dinheiro para a operação de mudança de sexo de seu amante homossexual Leon (Chris Sarandon, fantástico). Só que o que era pra ser uma rápida operação - com o perdão do trocadilho - acaba se transformando em uma interminável jornada madrugada adentro. Preste atenção na parte em que Sonny escreve um testamento para Leon. Apenas uma entre as tantas cenas de
rachar o bico da obra.
13)
Monty Phyton em Busca do Cálice Sagrado (Monty Phyton and the Holy Grail)
De Terry Gilliam e Terry Jones. Com Graham Chapman, John Cleese e Eric Idle. Comédia, 1975, 91 minutos.
Para inúmeras publicações esse é o filme mais engraçado de todos os tempos. Também pudera, durante a jornada do Rei Arthur e de seus cavaleiros em busca do
cálice sagrado, são tantas as situações hilárias que fica até difícil falar delas em um punhado de linhas. Como esquecer do encontro com o imbatível
Cavaleiro Negro? Ou ds indefectíveis
Cavaleiros que Dizem Ni? Impagável. Só pra constar, minha cena favorita é aquela em que os cavaleiros da távola redonda encontram a fera de Caernanbaugh, que nada mais é do que um coelho assassino, que sai estraçalhando todo o grupo. De chorar de rir. Se não viu ainda, veja agora!
12)
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Le Fabuleux Destine D'Amelie Poulain)
De Jean Pierre Jeunet. Com Audrey Tautou e Mathieu Kassovitz. Comédia, 2001, 120 minutos.
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain sempre vai ser o filme que aquela sua amiga metida a intelectual vai indicar. Quer dizer, se ela for metida
demais ela vai dizer que
Delicatessen e
Ladrão de Sonhos, obras anteriores do cultuado Jean Pierre Jeunet são melhores, o que não é verdade, claro. Na açucarada película, Audrey Tautou é Amelie, garota de infância difícil que se dispõe a ajudar tudo e todos a sua volta. Abusando das cores, sons, colagens, rotações de câmera e de um pique frenético, o filme é saboroso do início ao fim. Melhor ainda se você estiver acompanhado.
11)
Luzes da Cidade (City Lights)
De Charles Chaplin. Com Charles Chaplin, Virgínia Cherrill e Florence Lee. Comédia, 1931, 80 minutos.
Falar de cinema e não falar de Charles Chaplin seria como falar de cachorro-quente e não lembrar do Carmelito. Ok, deixando a comparação tosca de lado,
Luzes da Cidade é um dos filmes mais fofos de todos os tempos. Nele, o
vagabundo se apaixona por uma florista cega que acredita que ele seja um milionário. A partir de então ele fará de tudo para arrumar dinheiro para pagar uma operação que a permita voltar a enxergar. A obra, a preferida do diretor Orson Welles, contém um dos epílogos mais emocionantes que já vi, mesmo com o silêncio do cinema-mudo.
Alex, participando da bizarra experiência
Até a próxima, já com os últimos 10!
filmado por Tiago às 10:57 AM |
Sobre a Morte dos Diretores
Como vocês devem saber, a comunidade cinéfila está de luto: de ontem pra hoje dois dos mais influentes diretores de todos os tempos
bateram as botas. São eles, o sueco Ingmar Bergman - dos clássicos
Morangos Silvestres e
O Sétimo Selo - e também o italiano Michelângelo Antonioni, autor de.. de..
*após longa pausa, vira para o colega de trabalho pedante e pergunta*
- Vêm cá quais são os filmes mais famosos do Antonioni?
- Aaah, mas vai dizer que tu não sabe?
- Não..
- Nem eu.
Antonioni e Bergman: ou será o contrário?
O problema da morte dos diretores alternativos é que, honestamente, não muda nada na minha vida, já que não conheço decentemente a obra dos caras. Seria diferente se o Michael Bay morresse, por exemplo.
filmado por Tiago às 10:23 AM |
Sexta-feira, Julho 27, 2007
Um Blog Sobre o... Pan
James Dean Pereira é Eliminado no Boxe
Meio tarde, mas ainda e tempo..
...e
assim caminha a humanidade. /Julião
filmado por Tiago às 2:00 PM |
Pílulas POP
Quadro novo, que de novo não tem nada. Curiosidadades desse mundo POP que tanto amamos.
Vocês já devem estar carecas de saber que em outubro, no Tim Festival, as bandas Arctic Monkeys e The Killers vão estar no Brasil. Há rumores de que a Björk e o Kaiser Chiefs também dêem as caras. Com certeza será a melhor edição do Tim ever. O show em Curitiba será dia 31 de outubro. Comecemos já a salvar alguma grana!
Cinéfilos de Plantão, não deixem de adquirir nesse mês a edição especial da Revista Bravo que trás na capa a chamada 100 Filmes Essenciais. Eles tão me imitando caralho! Nunca antes alguém fez uma lista de Top 100, algo totalmente novo e exclusivo no seu WAT. Bom, ainda não adquiri a minha, mas já tô curioso para uma possível comparação.
Lindsay Lohann presa, embriagada e blábláblá. Nada de novo no front.
Quero agradecer ao Henrique, à Débora, ao Bruno, à Nicole, ao Ericão e à Honey, meus únicos seis leitores por continuarem firmes no acompanhamento desse humilde blog. Até voltei a responder os comentários! Pensei em agradecer ao Cleiton também, meu sétimo e último leitor. Mas ele é muito chato!
Li hoje no blog do Lúcio Ribeiro que a Bizz não terminou. será que alguém poderia me fornecer um parecer mais preciso da bagaça?
Até a próxima!
filmado por Tiago às 11:40 AM |
Quarta-feira, Julho 25, 2007
Separados no Nascimento
Especial Pan
No início eu zoei o Pan. Sério. Agora sempre que posso dou uma espiada nos jogos. Acabei contagiado pelo troço, tanto é que nem tenho visto muitos filmes ultimamente. Agora, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a competência da delegação cubana. Especialmente nas categorias
levantamento de garfo e
feiúra olímpica.
O treinador da delegação cubana de judô, por exemplo, parece ter sido separado ainda no berço de
Jabba the Hut, personagem da série
Star Wars.
Retirado do site da
Globo
filmado por Tiago às 10:54 AM |
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Vida de Hebe Camargo vai Virar Filme e Livro
Fala galera. Em primeiro lugar, desculpa pela ausência. Tirei férias e acabei tirando férias de tudo mesmo! Inclusive da internet. Até não era minha intenção deixar meus três leitores na mão, mas acontece que o caralho do modem estragou. Enfim, dei uma passada rápida de olhos pelas notícias do cinema e uma das que mais me chamou a atenção voi a descrita no título desse post.
A vida de Hebe Camargo, vai virar filme e livro. O longa que conta a trajetória da apresentadora na TV, terá depoimentos de amigos, bastidores do Programa Hebe no SBT, e imagens de arquivo de Hebe, cuja carreira começou no rádio e foi uma das pioneiras da TV brasileira. O longa será dirigido por Nilton Travesso, e o livro será assinado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão.
Como diz meu
véio,
longa é apelido. Haja filme pra rodar os 108 anos de vida da apresentadora.
filmado por Tiago às 8:43 AM |
Segunda-feira, Julho 16, 2007
Resenha - Disco
Smashing Pumpkins - Zeitgeist
Honestamente eu não sou muito fã de
Smashing Pumpkins, até porque não é lá muito fácil agüentar os
cacarejos do Billy Corgan. Tenho uma coletânea e tudo, baixei uns CD's, mas quando os coloco pra rodar, raramente escuto-os na íntegra. Procuro ouvir um ou outro
hit aqui e ali, porque senão o troço se torna pra lá de exaustivo. Especialmente no que se refere ao duplo
Mellon Collie & The Infinite Sadness. Na minha opinião um disco apenas, com o melhor dos dois compactos seria suficiente.
Smashing Pumpkins - Zeitgeist
O fato é que
Zeitgeist até que foge um tanto dessa característica: Corgan está
revoltadinho com o governo americano, algo que podemos notar já na capa do álbum, que mostra uma
Estátua da Liberdade em sangrentas tintas vermelhas. Depois vêm o título, uma palavra alemã que se refere ao avanço cultural e intelectual do mundo em um denominado período. Tá, essa parte não tem muito a ver, mas como fui procurar o significado da dita expressão na
Wiki resolvi não perder a viagem. Por fim tem as letras no melhor estilo
eu fiz o novo disco do System of a Down e não sabia. O auge vem na progressiva
United States. É lá, nos pouco mais de nove minutos que o vocalista utiliza frases tipo
sequem suas lágrimas e
renunciem ao passado, como quem conclama o ouvinte para novos tempos. Ah, a canção é chata de doer. Tão chata quanto os melhores discos do
Yes. No mais,
Doomsday Clock e
Bleeding the Orchid - disparada a melhor - acertarão em cheio os fãs do
Gish.
That's the Way (My Love Is) poderia quaaaaase estar no novo do
Teenage Fanclub.
Starz lembra
Bullet Wifh Buterfly Wings até uma parte, depois muda totalmente e
Bring the Light tem tudo para se tornar o próximo
hit do verão (!), com refrão grudento, apesar da letra depressiva. A banda mudou, trocou alguns integrantes e no fim das contas manteve a média.
Download
Nota: 6
filmado por Tiago às 12:03 AM |
Domingo, Julho 15, 2007
Um Blog Sobre.. o Pan
Diogo Silva Conquista Primeiro Ouro pro Brasil
- Quem?
- Aquele um do badmington.
- Aaaah..
filmado por Tiago às 5:40 PM |
Sexta-feira, Julho 13, 2007
Resenha - DVD
Cartas de Iwo Jima (Letters From Iwo Jima)
De Clint Eastwood. Com Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya e Tsuoyoshi Ihara. Drama, 2006, 140 minutos.
Antes de assistir
Cartas de Iwo Jima eu achava que o
bafáfá todo em cima do filme era parte da
mea-culpa que sentiam os americanos em relação aos eventos que permearam à segunda guerra mundial. Como apagar a terrível imagem do massacre de mais de 27.000 soldados, a maioria japoneses, na época? Aaaah, fácil. Uma indicaçãozinha ao Oscar aqui, uns outros elogios da crítica norte-americana ali e tá tudo certo.
Vou escrever uma carta pra minha mãe,
uma pro meu pai e outra pra você!
Mas honestamente me enganei. A mais recente empreitada de Clint Eastwood é um filmaço! Ao apresentar para o espectador como funcionaram - ou não, dependendo do ponto de vista - as estratégias do
outro lado da batalha na ilha de Iwo Jima, que serviria de base militar para o exército americano, o
cavaleiro solitário conseguiu algo que poucas vezes foi visto, no patriótico cinema
hollywoodiano: humanizar os japoneses e até mesmo os povos asiáticos em geral, ao mostrar que na guerra, todo mundo é igual, seja japonês, americano, russo, chechênio, alemão e.. tá, sem exageros. Deixemos o povo alemão fora dessa parte. Outro ponto importante e que já tinha sido observado em obras como
Nascido Para Matar de Kubrick é que muitas vezes os soldados não está lá, no meio do fogo-cruzado, porque querem e é assim até hoje. São quase sempre simples civis que, convocados, são obrigados a cumprir seu dever diante de um
vendedor discurso de
defesa da pátria. E é aí que residem alguns dos melhores momentos da película. O notável trabalho de pesquisa do velho Clint, começou ainda durante a preparação do roteiro de
A Conquista da Honra - que você verá em breve em resenha
exclusiva aqui no seu WAT. Quem diria que as simples cartas escritas pelo General Kuribayashi (interpretado de maneira exemplar por Ken Watanabe) ainda na década de 20, resultariam num dos mais significativos, contundentes e plasticamente bonitos filmes da temporada?
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 5:42 PM |
Quinta-feira, Julho 12, 2007
Comunicação Visual
O pessoal tem me parado nas ruas pra reclamar que eu não faço mais os
quadros antigos aqui no
blogue. Pois resolvi recomeçar com eles,
já que eu não tenho idéia alguma de que caralho postar. Nesse daqui eu posto uma figura e vocês tem que adivinhar que banda a imagem representa. Fácil, né? O primeiro acertador ganha um ingresso para assistir em primeiríssima mão a estréia do filme
ET - O Extraterrestre aqui no cinema de Lajeado. Boa sorte à todos!
Imagem:
Worth 1000
filmado por Tiago às 12:27 AM |
Terça-feira, Julho 10, 2007
Parece Crônica
Mais uma Vez a Novela do Fim da Bizz
Ontem, já tarde da noite e com um tanto de insônia, descobri que a Revista Bizz encerrou mais uma vez as atividades. Sim, MAIS UMA VEZ. Bem que eu já tava desconfiando. Capa com o último show do Los Hermanos? Carta do editor em tom de despedida? Resenha sarcástica do Emerson Gasperin a respeito do Bonde do Rolê, dizendo que as bandas ficam, o que acaba são as revistas de música? Porras, isso era a crônica de uma morte anunciada, diante da inconstância das matérias, das capas bizarras - Devendra o quê? - e da falta de uma atualização mais coerente. Onde estavam por exemplo as matérias e as resenhas a respeito do novo do White Stripes ou sobre a ressurreição do Smashing Pumpkins? E o pior é que, no meio do bolo todo, por incrível que pareça, eu estava voltando a comprar a bagaça afinal de contas, de algum lugar eu tinha que copiar minhas resenhas de álbuns, estava começando a gostar de algumas capas - tipo a lembrança dos 40 anos do Sgt. Peppers - e até de alguns textos. Só que a maionese desandou novamente. E a Bizz Reloaded foi pro saco.
Só que o mais triste - ou não, dependendo do ponto de vista - nessa história toda é entrar na comunidade da Bizz, pra ver se existe alguma informação a respeito da nova desventura, e não encontrar nada. Ao contrário: ao invés de ver algum esclareciento por lá - não que isso seja obrigação dos editores da publicação, mas a falta de comunicação com os leitores já não era de hoje - tudo que encontro são discussões entre atuais editores, antigos editores, o Roberto Sadovski da SET e um punhado de blogueiros famosos que mais lembram as piores edições do Programa do Ratinho. Num dos tópicos, Sadovski provoca o owner da comunidade. aparentemente alguém ligado a redação da publicação:
- Fala como vai ser a próxima Bizz pra rapaziada, seu bosta?
Sim, foi isso mesmo que ele falou: seu bosta. A partir daí o que se vê é uma discussão movida a egos inflados e mágoas passadas, onde o que mais se percebe é a necessidade da auto-afirmação bizarra do tipo minha revista é melhor que a sua rapá! Sério, nem o Edu e o Théo fariam melhor eu seus bloguezitos. E olha que não faltaram esforços para tal.
Quando a Bizz sumiu em 2001 sem mais nem menos, sem explicação, sem tralálá nem xorôrô nós leitores ficamos com uma mão na frente e outra atrás. Só que ao menos naquela época, os fãs da publicação não foram obrigados a presenciar essas cenas de novela mexicana. Os mais coerentes dirão que editor de revista também é humano e passível de errar, se enervar e até agredir. Mas cá entre nós, a Bizz - não essa de hoje, feita de forma tacanha e sim a antiga - merecia um final melhor.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.
filmado por Tiago às 8:49 AM |
Domingo, Julho 08, 2007
Pausa Para o Lanche
Sim, porque eu e a minha querida colega Maiana, também merecemos. Em meio aos trabalhos de divulgação em Soledade, a gente parou no
Barracão, uma lancheria de lá, para degustar o sensacional
Xis Turbinado Plus.
Tá, tira essa foto logo que eu quero comer!
Não se deixem levar pela cara de susto das duas crianças. O troço é bom demais!
Ah sim, eu não tinha
mesmo o que postar.
filmado por Tiago às 6:30 PM |
Sexta-feira, Julho 06, 2007
A New Fucking Website
Seguinte
putada, se já não bastasse a dificuldade em conseguir manter um
blogue, agora participo de mais um. Ok, já me corrigiram por aqui:
it's a fucking website, not a blog. Quero ver quanto tempo vou durar sem ser demitido! O que acontece por lá? Nada de mais, apenas os melhores
e mais mentirosos escritores da
web, trazendo os textos mais
metidos a besta engraçadinhos da internet. Sabe o Jerry Seinfeld? A gente tenta imitar ele. Mas não consegue.
Eu sou um dos escritores da parte de cinema por lá, que se chama
Cegos, Surdos e Loucos. Novidade.
filmado por Tiago às 2:53 PM |
Terça-feira, Julho 03, 2007
Top 100 Especialíssimo
100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Oitava Parte)
Fala galera! Em primeiro lugar estou aqui para pedir desculpa pelo atraso nos posts. O fim de semestre e o excesso de trabalho na Assessoria estão me matando! Bom, desculpas a parte, ainda devo dizer que não é nada fácil trazer um
Top 100 no capricho pra vocês. Tá, forcei. Mas aqui estão mais 10, com a gloriosa presença de
O Senhor dos Anéis entre eles. Já chegamos ao antepenúltimo degrau da nossa
escalada. Falta pouco. Façam suas apostas! E boa leitura.
30)
A Dama de Shangai (The Lady From Shangai)
De Orson Welles. Com Rita Hayworth, Orson Welles e Everett Sloane. Suspense, 1948, 87 minutos.
Muitos não sabem mas o melhor filme de Orson Welles não é
Cidadão Kane e sim
A Dama de Shangai. O filme narra a angústia de um homem, envolvido em uma perigosa rede de intrigas após ser contratado para trabalhar em um iate, onde mora um aleijado com sua mulher. Clássico do
filme-noir, a obra chocou o público, ao mostrar uma Rita Hayworth de cabelos curtos e tingidos, o que na época era um verdadeiro ultraje! Atentem para o epílogo na sala de espelhos, uma inesquecível seqüência que influenciou inúmeros diretores.
29)
O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)
De Victor Flemming. Com Judy Garland, Frank Morgan e Ray Bolger. Musical, 1939, 101 minutos.
Somewheeeeere over the rainbow waaaaay up high theeeeere's a land that I heard of ooooonce in a lullaby... Claro que não é só a canção original de
O Mágico de Oz que torna-o um clássico absoluto. Na história da menina que, após um tornado, se perde de casa tudo é fantástico. Desde a maquiagem, passando pelos excêntricos personagens - com destaque para os inesquecíveis
Espantalho, Homem de Lata e
Leão - até chegar na impecável fotografia colorida em Technicholor. Sessão para toda a família ver e.. babar!
28)
Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption)
De Frank Darabont. Com Tim Robbins, Morgan Freeman e William Saddler. Drama, 1994, 142 minutos.
Esse é o tipo do filme que quando termina você fica com vontade de ver mais, mesmo com as mais de duas horas! A obra narra a história de um homem (Tim Robbins) condenado a prisão perpétua pelo assassinato da mulher e de seu amante. No cárcere ele conhece um misterioso sujeito (Morgan Freeman), com quem faz amizade. E é justamente dessa amizade que renasce a esperança de dias melhores, após ser arquitetado um sensacional plano de fuga. Baseada em um conto de Stephen King, a adaptação tem um dos finais mais emocionantes da história do cinema.
27)
O Anjo Azul (Der Blaue Engel)
De Josef Von Sternberg. Com Emil Jannings, Marlene Dietrich e Kurt Gerron. Drama, 1929, 100 minutos.
O que mais impressiona no expressionista
O Anjo Azul - um dos primeiros filmes falados - é seu caráter atemporal. A obra conta a história de um professor, que ao descobrir que seus alunos freqüentam um cabaré, vai até o lugar para repreendê-los. Só que ao chegar lá, ele acaba se apaixonando pela dançarina interpretada por uma impecável Marlene Dietrich. A morte do professor no final, vestido de palhaço dentro da escola, é uma interessantíssima metáfora que só demonstra o quão patético pode ser um homem diante de uma linda mulher.
26)
12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men)
De Sidney Lumet. Com Henry Fonda, Jack Warden e Martin Balsam. Drama/Policial, 1957, 96 minutos.
Imaginem um corpo de jurados tendo que decidir o futuro de um suposto assassino. Do grupo, apenas um acredita que o réu é inocente, enquanto os outros onze estão convencidos de sua culpa. Essa é a tônica da história construída por Sidney Lumet. No filme, os 96 minutos se passam dentro de uma salinha, onde os
12 homens argumentam entre si para chegar a um veredicto. Tudo leva a crer que o sujeito é culpado. Mas é somente quando o sisudo Sr. Davis (Henry Fonda) começa a apresentar curiosas evidências é que as coisas começam a mudar.
25)
O Senhor dos Anéis - A Trilogia (The Lord of the Rings)
De Peter Jackson. Com Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Orlando Bloom e Cate Blanchet. Aventura, 2001, 178 minutos.
Deixa ver o que eu vou falar sobre
O Senhor dos Anéis? De repente posso dizer que Peter Jackson revolucionou o cinema fantástico com sua adaptação. Não.. clichê demais. Talvez possa falar que o filme mistura personagens fabulosos com cenários incríveis. Não.. também não. Talvez possa apelar, dizendo que o elenco é tão grandioso quanto a arrecadação da obra. Não, não não! Porras, convenhamos: é impossível falar de
O Senhor dos Anéis sem apelar para os chavões. E pior: não tem como falar de apenas
um dos três filmes. Seria injustiça com os outros dois.
24)
Carne Trêmula (Carne Trémula)
De Pedro Almodóvar. Com Javier Barden, Penélope Cruz e Francesca Neri. Drama, 1997, 147 minutos.
Pode-se dizer que
Carne Trêmula é uma espécie de divisor de águas da obra de Almodóvar. Foi a partir dele que o Espanhol experimentou temáticas mais coloridas, voltadas para o universo feminino, utilizando um sem fim de piadas de humor negro, misturadas com situações dramáticas. Todos os filmes que vieram depois desse, poderiam figurar nessa lista, mas resolvi escolher esse aqui pela sua representatividade. No bolo todo, prostituição, violência urbana e.. ah, como se isso fosse novidade nos filmes da
Biba.
23)
Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot)
De Billy Wilder. Com Marylin Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon. Comédia, 1959, 122 minutos.
Nessa hilária comédia de Billy Wilder, dois músicos desempregados resolvem se disfarçar de mulher, após tornarem-se testemunhas do Massacre do dia de São Valentin, onde um bando de gângsters fuzila um grupo em uma garagem. Forçados a deixar a cidade, eles acabam pegando o primeiro trabalho que aparece: tocar em uma banda itinerante de mulheres. A confusão se estabelece quando eles conhecem Sugar Kane (Marylin Monroe) e se apaixonam por ela. Mas como conquistar uma mulher, se agora os dois também são.. meninas? Imperdível!
22)
O Cabo do Medo (Cape Fear)
De Martin Scorsese. Com Robert de Niro, Julliete Lewis e Nick Nolte. Suspense, 1991, 130 minutos.
Não se deixem levar pela absurda - e até engraçada - tradução que o filme do Scorsese recebeu. Nessa injustiçada obra, Robert de Niro é Max Cady, um psicopata que passa 14 anos na prisão por causa da atitude inescrupulosa de um advogado omisso. Acontece que agora, o cara tá de volta a sociedade e quer vingança, claro! O elenco está soberbo, com destaque para Nolte como o
encagaçado advogado. Mas o ponto alto do filme é a peculiar relação entre Max e Danielle (Julliete Lewis), filhota do advogado. Como esquecer a arrepiante cena no teatro da escola?
21)
A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)
De Woody Allen. Com Mia Farrow, Jeff Daniels e Danny Aiello. Comédia, 1985, 81 minutos.
Escolher o melhor filme do Woody Allen é mais ou menos como escolher o sabor preferido de sorvete num
büffet: impossível!
A Rosa Púrpura do Cairo está entre os favoritos especialmente pelo caráter
nonsense que permeia a obra. No filme, uma garçonete que tem que sustentar o marido bêbado e desempregado foge da sua realidade indo ao cinema. Lá pelas tantas um dos atores
salta da tela e declara seu amor por ela. Acredite, mas se não fosse por essa pequena pérola de Allen, talvez os cinemas de Wes Anderson e Spike Jonze nem existissem. E não precisa ficar
revoltadinho pela comparação.
Carne Trêmula: querido, não esqueça do meu
xampú para cabelos com permanente.
Tá chegando no fim. Até os próximos 10!
filmado por Tiago às 6:03 PM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.