Quarta-feira, Agosto 29, 2007
Velharia Bizarria Cult
Michael Jackson - Thriller


Antes de ser esse ser-bizarro-extraterrestre-sem-nariz-aliciador-de-criancinhas, o MIchael Jackson já foi um cantor POP. Sim, se você que faz parte das novas gerações e está pasmo agora, ele já foi um cantor, compositor, produtor e dos bons! Nesse momento você deve estar se perguntando: porquê caralhos ele está falando do cara? Por dois motivos: primeiro é porque o branquelo ex-negão tá de aniversário hoje. 49 primaveras completadas. Segundo, porque de uns tempos pra cá eu tenho escutado muuuuuuito o álbum Thriller um dos mais inovadores, dançantes, vendidos e todos os outros adjetivos possíveis, dos anos 80.

Tudo começou aos 5 anos de idade no Jackson 5, onde little MIke fazia bonito na TV ao lado da família. Mas vamos deixar isso pra lá e falar de Thriller mesmo. O disquinho lançado em 1982 é o mais vendido da história: 104 milhões de cópias. Além disso, sete das nove faixas viraram single que na época se chamava compacto. Pra completar, o álbum permaneceu inacreditáveis 37 semanas em primeiro lugar entre os mais vendidos e mais tocados da parada americana, tudo ancorado por finíssimas canções POP tipo a homônima Thriller - aquela do videoclipe mais inovador ever, Beat It, Billie Jean. Diga-se de passagem a trinca de músicas que recheia o disco está entre as melhores músicas de todos os tempos que compõem o miolo de um disco. Tá, isso eu inventei agora.

No mais, excetuando-se um ou ou outro lampejo de criatividade, o cantor que, ao lado da Madonna e do Prince é o que melhor representa o clima homossexual purpurinado festivo dos anos 80, não serviu mais pra muita coisa. Quer dizer, ele serviu pra piada da imprensa e para jogo de videogame no extinto Mega Drive onde ele já exercitava o seu carinho por menores.

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Vilão do jogo se apresenta cheio de maldade
AHUHUAHAUAUHAHUAUHUHA *risada cruel*


Galera, se vocês quiserem baixar da forma mais pirata feladaputa honesta possível o álbum que citei nesse post, cliquem aqui. Pra vocês recordarem o quão bacana é o troço aqui vai um trechinho de Beat It, onde o rapaz exercitava a polidez, ao condenar a briga entre as torcidas.

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it


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Da época em que participou da novela mexicana

No mais era isso, parabéns de novo pro cara. e brrrr que medo da foto acima!
filmado por Tiago às 9:19 PM |

Segunda-feira, Agosto 27, 2007
Resenha - Cinema
Os Simpsons - O Filme (The Simpsons Movie)


De David Silverman. Com vozes de Dan Castellaneta, Julie Kavner e Nancy Cartwright. Animação, 2007, 87 minutos.

Os Simpsons - O Filme ainda está a anos-luz de abrir no cinema de Lajeado, mas através de métodos alternativos, conseguimos assistir à animação. E cá entre nós, nunca uma pirataria barata sessão antecipada dessas foi tão bem vinda. Tanto que, se eu começo a lembrar da seqüência interminável de piadas do desenho - que já está a 20 anos no ar - começo a rir sozinho. Aliás, ri tanto durante o filme, mas TANTO, que chegou a ser constrangedor!

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Tiem as crianças da sala. E nem é pelo Bart pelado

O início já é engraçado, com os roteiristas exercitando a capacidade de rir de si mesmos. Homer está com a família no cinema, assistindo a uma versão de Comichão e Coçadinha na telona. Lá pelas tantas, o patriarca se revolta e diz: porque diabos estamos pagando por algo que podemos ver de graça na televisão? É só o começo. A partir de então, o que se vê são tantas piadas e esquetes instantâneas que é quase impossível retomar o fôlego antes da próxima gargalhada. A história tem como base um problema ambiental que assola a indefectível cidadela de Springfield. Homer, que agora tem um porco, resolve armazenar os excrementos do bichinho - e parte dos dele - numa espécie de silo. Só que logo o depósito enche e pra resolver o problema o chefe da família Simpson despeja todo o produto no lago da cidade. Aí, com o perdão do trocadilho, tá feita a merda. Não vale nem a pena comentar qualquer momento que é pra não estragar a sessão de quem não viu, mas o que posso dizer é que desde Team America - Detonando o Mundo que não ria tanto! Esqueça Transformers, Homem Aranha 3 ou as tantas outras continuações que vemos por aí. Deixe de lado também qualquer comédia que foi lançada até o momento, em 2007. O filme do ano até aqui é Os Simpsons - O Filme. D'oh!

Nota: 9
filmado por Tiago às 10:27 AM |

Rapidinhas do WAT

Vi nesse finde o chatinho Últimos Dias, a mais recente empreitada de Gus Van Sant. O diretor do cultuado Elefante filma naquele estilo a-câmera-tá-parada-aqui-mas-é-como-se-não-estivesse, os dias que antecederam a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana - apesar dos avisos de que se trata de uma obra de ficção. O ponto positivo é a recriação do clima nauseabundo daqueles dias. Não raro presenciamos cenas de desmaios, solidão explícita e paranóia por parte de Kurt - que no filme leva o fictício nome de Blake. O resto é uma hora e meia de pura encheção de saco, até mesmo para os fãs do grunge.

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Pra quem, gosta de: camisas de flanela, All Star de cano alto e dias chuvosos.

Nota: 4
filmado por Tiago às 10:01 AM |

Quinta-feira, Agosto 23, 2007
Top 5
Filmes Gastronômicos


Aproveitando a passagem do desenho Ratatouille pelos cinemas de Lajeado, elaborei um Top 5 - Filmes Gastronômicos, para vocês saborearem - com o perdão do trocadilho tosco. Na história, são várias as obras quem tem como pano de fundo jantares, almoços, ou qualquer outro tipo de alimentação. Só não vá assistí-los de barriga vazia, senão a pipoquinha, que sempre acompanha a sessão, vai acabar ficando tããão sem graça..

1) A Festa de Babette (The Babette's Feast)
De Gabriel Axel. Com Stéphane Audran, Brigitte Federspiel e Jarl Kulle. Drama, 1987, 102 minutos.

No clássico de Gabriel Axel, Babette é uma refugiada francesa, que acaba na casa de duas recatadas solteironas em um povoado afastado da civilização, onde todo o sentido da vida gira em torno da religião. Lá pelas tantas, com o centenário do patriarca local chegando, Babette propõe um luxuoso jantar. Visto com desconfiança no início, o banquete substitui a alimentação insípida dos habitantes, que até se aproximam depois de algumas desavenças. Uma verdadeira ode a gastronomia e ao prazer sem culpa.

2) O Jantar (La Cena)
De Etore Scola. Com Fanny Ardant, Antonio Catania e Ricardo Garrone. Comédia dramática, 1998, 98 minutos.

Na obra de Etore Scolla, as quase duas horas de filme se passam dentro de um restaurante. A principal preocupação do diretor italiano é fazer com que o espectador perceba que diante da comida, somos todos iguais, independente da classe, do sexo, da altura e etc. No fim das contas todos nós precisamos comer para sobreviver. Seja o grupo de turistas japoneses que fotografa tudo, seja o casal de amantes que briga no restaurante. Tudo permeado por diálogos tão deliciosos quanto à comida.

3) Os Sem-Floresta (Over the Edge)
De Tim Johnson. Com vozes de Bruce Willis, Steve Carrel e Thomas Haden Church. Animação, 2006, 83 minutos.

A idéia central do desenho da Dreamworks nem é a comida em si e sim os problemas territorias enfrentados por um grupo de animais. Mas ainda assim ela está muito presente através do personagem RJ, que ensina aos coletores da floresta a magia do fast food, dos salgadinhos, dos refrigerantes e de todas essas porcarias que gostamos tanto de comer. Não á toa, a cena mais engraçada da animação se dá quando um pacote de Doritos é aberto, provocando uma quase explosão atômica. Hilário!

4) Chocolate (Chocolat)
De Lasse Hallström. Com Juliete Binoche, Judi Dench e Alfred Molina. Drama, 2000, 105 minutos.

Quando Vianne (Juliete Binoche) e sua filha chegam a um vilarejo situado no interior da França elas montam uma chocolaterie, que imediatamente acaba recebendo algumas restrições dos moradores locais que primam por outros conceitos. No filme de tocante sensibilidade e de belíssimas atuações - com destaque para Judi Dench e Alfred Molina - o que mais acaba chamando a atenção são as cenas de confecção dos chocolates. O realismo é tanto que quase dá pra sentir o cheiro dos deliciosos produtos.

5) Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes)
Thomas Newman. Com Kathy Bates, Mary Stuart Masterson e Jessica Tandy. Drama, 1991, 125 minutos.

O filme até é meio chatinho e repleto de abrodagens clichesísticas a respeito de questões como discriminação racial, violência doméstica, problemas da terceira idade e de auto-estima. Ainda assim, a história é narrada de forma magnífica por Minnie (Jessica Tandy). Entre suas muitas recordações, que resultarão num surpreendente final, está a confecção dos tomates verdes fritos do título, que apesar de simples, se constituíam em fina iguaria. As imagens do produto, feito no café local, eram de dar água na boca.

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Tomates verdes: depois de fritos, apetitosos

É um pouco tarde, mas ainda assim: bon apetit!
filmado por Tiago às 2:19 PM |

Terça-feira, Agosto 21, 2007
Resenha - Cinema
Ratatouille (Ratatouille)


De Brad Bird. Com vozes de Ian Holm, Peter O'Tolle e Janeane Garofalo. Animação, 2007, 110 minutos.

Remy é um ratinho cheio de frescura. Ao invés de espalhar o terror, a peste bubônica e a leptospirose esgoto afora, ele é dono de um gosto refinado que se reflete nas suas escolhas gastronômicas. Restos de comida podre, frutas pestilentas e queijos azedos - preferências indiscutíveis na hora do lanche da família e de todos os outros roedores - estão fora de cogitação para o exigente Remy. Em resumo, ele é tão fresco que só falta ouvir Village People, torcer para o São Paulo e praticar patinação artística nas horas vagas.

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O pequeno ratinho pego em flagrante

Enfim, o fato de ele ter esse gosto digamos, particular, servirá para explicar o mote central, na segunda parte da animação. Após uma pequena confusão na casa de uma senhora, Remy se perde da família e acaba parando embaixo do famoso restôrrant Gusteau. Lá, ele conhece de forma acidental o atrapalhado Linguini, um ajudante que sonha em trabalhar na cozinha, apesar de ser incapaz de fritar um ovo sem queimá-lo. Da vontade de ambos surge uma inusitada amizade que logo transforma Linguini no grande destaque do restaurante. Claro que quem prepara as refeições é Remy, que, impedido de aparecer na cozinha - afinal de contas ele é um rato, ora bolas - fica escondido embaixo do chapéu do garoto. A animação, como não poderia deixar de ser, tem lá suas mensagens edificantes, aqui traduzidas no discurso do seja você mesmo, independente da sua aparência e até tem boas piadas, especialmente aquelas que se referem aos críticos gastronômicos, que, confortáveis em suas salas, apenas detonam os bares e restaurantes da cidade, através de seus jornais. Mas o ponto alto é a qualidade indiscutível da animação da Pixar, que consegue transportar o espectador direto para Paris, mesmo que seja de mentirinha. É fascinante.

Nota: 7,5
filmado por Tiago às 4:02 PM |

Segunda-feira, Agosto 20, 2007
Pagando Pecados

Ontem paguei meus pecados. Se você está pensando que levantei as 7 da manhã para ir na igreja pra me confessar, se enganou. Tampouco fiquei em casa olhando o tape do jogo do Curíntia. O que fiz foi ver o filme Kagemusha - A Sombra do Samurai clássico do Akira Kurosawa. Falando sério, quem agüenta assistir quase 3 horas de um filme sobre a guerra entre os clãs existentes no Japão feudal? O troço era tão cansativo que fiquei com saudade de A Vila.

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Meu travesseiro ficou tão molhado pela baba que correu da minha boca durante a sessão, que tive que colocá-lo no lixo.
filmado por Tiago às 5:13 PM |

Sexta-feira, Agosto 17, 2007
Comunicação Visual

Mais uma edição do quadro favorito de vocês! Tá, falando sério agora a bagaça funciona da seguinte maneira: a imagem representa o nome de uma banda. Quem adivinhar de que banda se trata, ganha um aluguel inteiramente grátis do filme A Vila uma sessão de cinema no dia da estréia de ET - O Extraterrestre aqui em Lajeado!

Participe!

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Prometo que logo volto com os posts de verdade.
filmado por Tiago às 4:12 PM |

Quarta-feira, Agosto 15, 2007
Pílulas POP

Vamos lá para mais um quadro de curiosidades sobre esse mundinho POP que tanto amamos.

  • Estão agendados vários shows internacionais para Porto Alegre até o fim do ano. O mais interessante deles é o Smashing Pumpkins, que dá as caras no Pepsi on Stage no dia 04 de dezembro. Uma semana antes, quem pinta por aqui é o White Stripes. Não são duas bandas que me emocionem taaaaanto, mas entre elas ainda prefiro a voz de Pato Donald com gripe do Billy Corgan.

  • Na real tem apresentações para todos os gostos. O Black Eyed Peas dá as caras de novo. Se não me engano em outubro. mas não tenho certeza. Outros que pintam por aqui são os metaleiros do Cannibal Corpse. Mas esse daí, nem me pagando 100 reais. Talvez 100 reais e um prato de farofa. Tudo é negociável.

  • Galera, estou escrevendo em um blog chamado Lambida Digital. Não confundam com a Dedada Digital, claro. O Lambida.. foi criado pela galera da turma de Linguagens dos Meios Digitais I, pra discutir as temáticas abordadas em aula. Enquanto o pessoal escreve bonitinho a respeito de Pierre Levy e Jean Baudrilard eu faço a galinhagem. E levo putiada do professor, claro. Confere lá!

  • Já andam dizendo por aí que o filme dos Simpsons tem grande chance de ser o melhor do ano. Com tantas continuações bizarras - vide aranhas e piratas - não seria de estranhar. Acontece que esse falatório todo me deixa ainda mais curioso!

  • Me digam uma coisa: foi só eu que gostei da reestréia do Sai de Baixo na semana passada - todas as terças depois do Casseta e Planeta - ou foi a falta de TV à cabo que tirou meu caráter seletivo? Fiquei até triste por perder o programinha ontem.
  • filmado por Tiago às 5:32 PM |

    Terça-feira, Agosto 14, 2007
    E se Fossem 140 Filmes?

    O pessoal tem me parado nas ruas para perguntar: e se o top 100 tivesse se estendido pelas próximas 40 posições? É uma pergunta muito pertinente, até porque a linha que separa um filme de outro em uma relação dessas é muito tênue. Dessa forma, tive que deixar váááários filmes essenciais de fora. Pra fazer justiça e pra dar relevância para as tais obras excluídas, estendo por aqui a lista até o número 140.

    101) Blade Runner o Caçador de Andróides
    102) O Grande Truque
    103) Uma Babá Quase Perfeita
    104) Coração Satânico
    105) Um Corpo que Cai
    106) A Doce Vida
    107) Ran
    108) Fale com Ela
    109) Manhattan
    110 ) A Grande Sedução
    111) Sin City
    112) Chuva de Verão
    113) Veludo Azul
    114) Conduzindo Miss Daisy
    115) Rain Man
    116) A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
    117) A Era do Gelo
    118) Central do Brasil
    119) Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida
    120 Guerra nas Estrelas - O Império Contra Ataca
    121) Pavor nos Bastidores
    122) Edward - Mãos de Tesoura
    123) Amores Brutos
    124) Pulp Fiction - Tempo de Violência
    125) De Olhos Bem Fechados
    126) Barton Fink
    127) O Operário
    128) A Escolha de Sofia
    129) Os Intocáveis
    130) O Corte
    131) Seven - Os Sete pecados Capitais
    132) Dr. Jivago
    133) Swimming Pool - A Beira da Piscina
    134) Snatch - Porcos e Diamantes
    135) Meu Pé Esquerdo
    136) Os Excêntricos Tenenbaums
    137) Platoon
    138) Sociedade dos Poetas Mortos
    139) Alta Fidelidade
    140) Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas

    Nossa, quanto filme foda que eu deixei de fora.

    *refaz a lista*
    filmado por Tiago às 2:03 PM |

    Segunda-feira, Agosto 13, 2007
    Resenha - Cinema
    Saneamento Básico - O Filme


    Tá, não é o melhor filme do Jorge Furtado. Mas ainda é o Jorge Furtado. Mesmo não tendo diálogos tão ácidos como aqueles de Meu Tio Matou um Kra ou o experimentalismo de O Homem que Copiava, a obra do diretor ainda é muito melhor do que boa parte da atual produção nacional. Porras, somos gaúchos esqueceu? Temos os melhores escritores, os melhores times de futebol, a melhor gastronomia, as mulheres mais gostosas.. e o melhor diretor de cinema do Brasil, claro.

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    A Vila? Nãoooo. Não é o melhor filme do
    Furtado, mas não precisa ofender!


    Em Saneamento Básico - O Filme - tente esquecer esse nome esdrúxulo - somos apresentados a uma comunidade que vive no interior da serra gaúcha e que se vê as voltas com um grave problema: a fossa do vilarejo está aberta e não há verba para fechá-la. Só que quando Marina (Fernanda Torres) e Joaquim (Wagner Moura) vão até a sub-prefeitura do município para solicitar a construção de uma estação de tratamento de esgoto, eles descobrem que para isso não há dinheiro, mas para a realização um vídeo, o governo destinou 10 mil reais que se não for utilizado será devolvido em breve. Claro que a dupla vê aí a chance de arrebanhar alguma grana e entra de cabeça na jogada. É impossível não lembrar das tentativas de fazer filme na faculdade, quando vemos os atores esbanjando amadorismo, mas se esforçando ao máximo para desenvolver um roteiro, achar câmera, maquiagem, quem edite, entre outras cositas. A parte em que surge a dúvida sobre o que afinal de contas é uma ficção é um dos pontos altos em termos de humor. Ainda assim, apesar da metalinguagem e do questionamento em relação ao uso do dinheiro público ainda falta aquela dinâmica tão presente em outras obras do autor. Talvez falte o urbanismo, o sotaque e até a chinelagem que os atores do centro do país - sem questionar sua competência, claro - são incapazes de alcançar.

    Nota: 7
    filmado por Tiago às 9:43 AM |

    Domingo, Agosto 12, 2007
    Top 100 Especialíssimo
    E o Grande Vencedor ééé..


    1) Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard)
    De Billy Wilder. Com William Holden, Gloria Swanson e Erich von Strohein. Comédia dramática, 1950, 110 minutos.

    Billy Wilder tinha tudo pra ser um diretor voltado para o dramalhão. De infância difícil, teve que fugir do campo de concentração em Auschwitz, onde seus pais forma executados. Ao invés disso escolheu a ironia fina, capaz de derrubar qualquer instituição, para executar sua obras. No caso so sensacional Crepúsculo dos Deuses, meu filme favorito desde sempre, é a própria indústria cinematográfica que é alvo do texto - e da câmera - cortante de Wilder.

    O crepúsculo do título, refere-se aos deuses do cinema mudo de Hollywood, acertados em cheio pela fugacidade com que presenciam sua fama e conseqüente derrocada, especialmente após o advento da tecnologia sonora. Para o papel principal, acabou sendo escolhida Gloria Swanson, que, de fato era atriz de cinema mudo. Convivendo diariamente com a decadência, a atriz acaba conhecendo um jovem escritor de roteiros (William Holden), que, sem querer, querendo acaba em sua mansão. É nele que ela vê a chance de revisitar o roteiro de Salomé, que marcaria seu retorno à tela grande.

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    Gloria Swanson se prepara para sua derradeira cena

    Claro que a obra-prima não tem apenas méritos em seu roteiro. Abusando do flashback, das narrações em off e dos closes, numa espécie de homenagem aos atores do passado, marcados pela representação corporal - muitos deles até interpretam a si mesmo no filme - Billy Wilder constrói uma comédia dramática de primeira e que acerta em cheio a máquina recicladora de ídolos que vemos até hoje no cinema, na música e na televisão. Atemporal é o mínimo.

    Escrito com o auxílio da Revista Bravo.

    A galera chegou a pensar que seria Casablanca ou Cidadão Kane o primeiro colocado. Mas pôxa, além de ser muito óbvio para estar em primeiro lugar nessa lista, eles já apareceram por aqui em posições mais abaixo! Valeu galera.
    filmado por Tiago às 1:28 PM |

    Sexta-feira, Agosto 10, 2007
    Rapidinhas do WAT

    Outro filme que vi recentemente foi Correndo com Tesouras. A obra que é uma mistura de Beleza Americana, Tempestade de Gelo e Magnólia, e que tenta ainda ser Os Excêntricos Tenenbaums narra a história de uma desajustada família. Dãããã, suuuuper criativo, no atual cinema norte-americano. O grande ponto positivo da comédia dramática é que ela é baseada em fatos reais. Ah e tem a Annete Bening dando aulas de interpretação gratuitas e a Evan Rachel Wood toda gracinha.

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    Pra quem gosta de: escritores pedantes, psicologia barata e comidas exóticas.

    Nota: 6
    filmado por Tiago às 6:32 PM |

    Rapidinhas do WAT

    Assisti a um filme no fim de semana que tinha tudo para a ser maior bomba de todos os tempos desde A Vila. Já pensou uma história sobre dois corredores de Nascar que brigam pela supremacia dentro da categoria? Poizé, seria chato se não fosse pela dupla de protagonistas. Will Ferrel e Sacha Baron Cohen - sim, o homem - garantem algumas boa piadas na comédia Ricky Bobby - A Toda Velocidade. Mas vejam bem, algumas boas piadas. Especialmente nas partes em que Sacha, que interpreta o corredor francês Jean Girard, solta seu rocambolesco sotaque. É de rolar de rir!

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    Pra quem gosta de: corridas imbecis e que só americanos entendem, existencialismo e fast food.

    Nota: 6,5
    filmado por Tiago às 1:11 AM |

    Terça-feira, Agosto 07, 2007
    Top 100 Especialíssimo
    100 Filmes Para 100.000 Visitantes (Última Parte)


    Não foi fácil. Quando resolvi fazer a lista, enumerei mais de um bilhão de filmes na primeira triagem. Depois fui descartando aqui e ali até chegar às 100 películas dessa relação. Ainda assim tive que deixar de fora muuuuita coisa. Algumas vezes cometi injustiças. Em outras fui injustiçado. Fui até acusado por um leitor de incluir filmes pedantes demais. Mas cá entre nós, em que outra lista vocês encontrariam obras tipo Oito Mulheres e Feitiço do Tempo? Procurei ser o mais isento possível. O mais imparcial. E não dá pra negar que tem muito filmes por aí que ainda não vi e que poderia - ou poderá, vai saber - figurar em alguma outra futura relação. Agradeço à vocês por me acompanharem na brincadeira e, principalmente, por deixarem suas impressões a cada post que ia saindo.

    Enfim, aqui estão os meus 10 filmes preferidos de todos os tempos. Talvez amanhã outros estejam por aqui. Vai saber. Boa leitura!

    10) Cantando na Chuva (Singing in the Rain)
    De Gene Kelly e Stanley Donen. Com Gene Kelly e Debbie Reynolds. Musical, 1952, 118 minutos.

    Você provavelmente só conhece Cantando na Chuva por causa da famosa cena em que Gene Kelly dança, roda e vai pro palco em ritmo de festa em plena chuva, certo? Então larga mão de ser mané. Pra que vocês saibam não são apenas as coreografias que encantam na obra. O mote, super original, deixa no chinelo aquela aventura do Steven Seagal contra terroristas do Papua Nova-Guiné. Nele um casal de estrelas do cinema-mudo - e que vive um casamento de aparências - enfrenta um grave problema: a voz estridente da moça, quando da transição para o cinema falado. Divertidíssimo!

    9) Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
    De Michel Gondry. Com Jim Carrey, Kate Winslet, Mark Ruffalo e Kirsten Dunst. Comédia dramática, 2004, 108 minutos.

    Pode ser que você precise assistir cinco vezes até entender. E se for preciso, assista! Na obra-prima de Charlie Kauffman - um dos mais inventivos roteiristas do cinema atual - um homem (Jim Carrey, estupendo) decide se submeter a um experimento que apaga pessoas da mente. Ele resolve excluir dos seus pensamentos - sem avaliar as conseqüências - a sua ex-namorada Clementine (Kate Winslet, sempre competente) que já havia passado pelo mesmo processo. O filme acabou virando produto de cabeceira de 10 entre 10 adolescentes desiludidos com o amor. E com razão.

    8) O Poderoso Chefão (The Godfather)
    De Francis Ford Coppola. Com Marlon Brando, Al Pacino e Diane Keaton. Drama, 1972, 171 minutos.

    Falar de O Poderoso Chefão é desnecessário. Vocês sabem muito bem que o filme, baseado na obra de Mário Puzzo, narra a saga de Vito Corleone (Marlon Brando), que luta para manter intacto seu núcleo familiar. No decorrer das três horas, vemos um homem (aparentemente) sereno, que procura driblar os mais violentos atentados e sangrentas traições, transferindo a responsabilidade da padrinhagem para o caçula Michael (Al Pacino). Só que Michael logo afundará nos negócios, por conta do destino. Inesquecível e muito representativo dentro do estilo.

    7) Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest)
    De Milos Forman. Com Jack Nicholson, Danny Devitto e Christopher Lloyd. Drama, 1975, 129 minutos.

    Reza a lenda que dois meses antes do início das filmagens de Um Estranho no Ninho, Jack Nicholson teria se internado de fato em uma clínica psiquiátrica, como se fosse um paciente de verdade, para se preparar para a realização da personagem. O resultado podemos conferir nesse clássico de Milos Forman em que um homem se finge de louco para ir para o manicômio. Lá, ele faz amizade com os outros birutas, tentando fazer com que eles ajam de forma independente. Além de ser um drama extremamente espirituoso, a obra ainda possui uma forte crítica as burocracias sociais e à rigidez de normas.

    6) O Pagamento Final (Carlito's Way)
    De Brian De Palma. Com Al Pacino, Sean Penn e John Leguizamo. Policial, 1993, 144 minutos.

    A Carreira de Brian De Palma pode até ser irregular, repleta de filmes toscos e de gosto duvidoso, mas existe uma obra irretocável: se você pensou em Os Intocáveis, clássico de 1987 se enganou. É com O Pagamento Final, que o americano atinge seu ápice na direção. A obra até tem mote simples: um gângster (Al Pacino, sensacional) sai da cadeia com o objetivo de tentar levar uma vida normal. Mas logo ele já se vê envolvido perigosamente com a máfia, através da presença de um inescrupuloso advogado. O epílogo, na estação de metrô, está entre as cenas inesquecíveis da história do cinema.

    5) Assassinos por Natureza (Natural Born Killers)
    De Oliver Stone. Com Woody Harrelson, Julliete Lewis e Robert Downey Jr. Drama, 1994, 119 minutos.

    Existe um nome por trás de Assassinos por Natureza que talvez alguns de vocês desconheçam: Quentin Tarantino. Sim, é ele o responsável pelo livro em que o roteiro foi baseado, tendo assim fundamental importância no filme. Em tempos em que se vê tanta violência escancarada na TV, nos jornais e na internet, a obra dirigida por Oliver Stone permanece atemporal, ao retratar a vida de um casal que, fascinado por violência, mata todo mundo que aparece pelo caminho. A mídia, claro, acaba transformando tudo em um grande circo. Qualquer semelhança com o Jornal Nacional não é mera coincidência.

    4) Aconteceu Naquela Noite (It Happened one Night)
    De Frank Capra. Com Clark Gable e Claudette Colbert e Walter Connoly. Comédia romântica, 1934, 100 minutos.

    Se você tem em Quatro Casamentos e um Funeral e O Diário de Bridget Jones, suas comédias românticas preferidas é porque você ainda não conhece o Aconteceu naquela Noite. No clássico de Frank Capra, Claudette Colbert vive Ellie Andrews, uma mimada filhinha de papai que foge do casamento arranjado pelo velho, saltando de um iate. Durante a fuga ela conhece um jornalista desempregado (Gable), que vê na história dela a possibilidade de uma boa matéria. Pode até ser antigo e em preto e branco, mas com certeza é atemporal, inteligente, charmoso e dono de uma graciosidade única.

    3) Psicose (Psycho)
    De Alfred Hitchcock. Com Anthony Perkins, Vera Miles e Janet Leigh. Suspense, 1960, 107 minutos.

    Alfred Hitchcock era mestre em ludibriar platéias no mundo todo. Em Psicose, ele utiliza uma técnica chamada mcguffin em que o espectador é levado a crer numa coisa, quando está acontecendo outra bem diferente. No caso da obra de 1960, isto é retratado na fuga da secretária interpretada por Janet Leigh, bem no início do filme. Até ela chegar no velho motel onde se desenrola a trama, acreditamos o mote girará em torno da perseguição à secretária. E esse é apenas um dos pontos positivos do mais famoso suspense de Hitchcock. Os outros 425 pontos, eu os desafio a encontrar.

    2) De Volta Para o Futuro - Trilogia (Back to the Future)
    De Robert Zemeckis. Com Michael J. Fox, Christopher Lloyd e Lea Thompson. Ficção científica, 1985/1989 e1990, 116/107 e 117 minutos.

    Falemos a verdade, não há nada mais prazeroso do que fazer uma bacia de pipocas, sentar no sofazão e curtir descompromissadamente a Sessão da Tarde. Ainda mais se o filme for De Volta Para o Futuro. A história do garoto (Michael J. Fox) que viaja para o passado, para o futuro, para o futuro e para o passado e assim por diante, através da obra de um amalucado inventor (Christopher Lloyd) é tão fantástica e tão diretamente ligada aos nossos sonhos de infância que, desde sempre, esteve entre os meus preferidos. O filme é tão bom que é um dos poucos que faço questão de ver dublado.

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    Amor, fecha a porta que tá vindo um ventinho friiio

    E o grande vencedor éééé..

    ..ahááááá, fica para os próximos posts! *faz suspense*
    filmado por Tiago às 5:20 PM |

    Sábado, Agosto 04, 2007
    Tá Lááááá

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    No próximo post, os últimos 10 filmes do Top 100. Brigado pelas visitas galera!
    filmado por Tiago às 6:35 PM |

    without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
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    Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?

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