De Francis Lawrence. Com Will Smith e Alice Braga. Ficção/Drama, 2007, 101 minutos.
Se tem uma palavra que combina com o Eu Sou a Lenda é simpatia. Simpatia pelo Will Smith, que porras, pelo bem ou pelo mal é um cara gente fina pra caramba, além de estar se saindo um puta ator dramático. Simpatia pela situação que ele vive, de total isolamento, numa Nova York varrida por uma terrível praga. Simpatia pela cachorra, pela circunstância toda e até pela música. Odeio reggae, mas saí da sessão cantarolando don't worry about a thing.. cause every little thing, is gonna be alright.
Cara de poucos amigos? Na real no filme, são poucos mesmo
O filme começa com uma especialista dizendo. num programa de TV, que a cura do câncer foi finalmente alcançada. Mais tarde, perceberemos que esta vitória, trás conseqüências muito mais graves do que imaginamos. Will Smith é Robert Neville, um homem que acredita ser o último sobrevivente de uma catástrofe biológica. Diariamente, ele tenta encontrar de toda maneira a cura para uma terrível doença que afeta quase toda a humanidade. Esbanjando profissionalismo, Smith passa quase o filme inteiro sozinho, lembrando um tanto o personagem de Tom Hanks no filme Náufrago. Só que aqui sai a bola de vôlei Wilson e entra em seu lugar a simpática Samanta, a pastora-alemã que passa os dias ao lado de Neville. Lá pelas tantas, Smith encontrará mais uma sobrevivente – não reclamem de tanto spoiler, afinal, vocês já devem ter lido isso em centenas de sites e publicações, se é que ainda não viram o filme – e é a partir daí que a luta de ambos, ganha força e uma dose extra de motivação. Só não entendi qual o problema da personagem da Alice Braga. Até no Congo Holandês eles sabem quem é Bob Marley. Isso, claro, não desmerece a obra. Boa ficção, contada inúmeras vezes em flashback, o que serve pra contextualizar a história e com um punhado de efeitos especiais bacanas. Inclusive uma ponte que explode é o efeito especial mais caro da história. Uma bobagem que só na cabeça dos produtores serviria para vender o filme, já que a tal cena é broxante.
Nota: 7
PS: não ia fazer resenha do filme, mas atendendo ao pedido do grande Guga, aí está!
filmado por Tiago às 12:00 PM |
Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
Parece Crônica
Pequenas Recordações no Dia do Aniversário
Amanhã meu bloguxo faz 4 anos. Sim, acreditem, ele foi criado no dia 29 de fevereiro de 2004. Na época da criação, quem dividia os trabalhos comigo era o grande amigo Bocão. Lá pelas tantas ele abandonou o barco e fiquei eu, brincando de escrever para meia-dúzia de amigos.
Acontece que, em um certo dia, esse pequeno espaço foi indicado na página do Blogger, numa época em que o Bloggerman era vivo, o Kléber Bãm-Bãm chorava por um boneco no primeiro BBB e o Grêmio - pra diversão geral dos colorados - era rebaixado, MAIS UMA VEZ. Quando começaram a acontecer esses negócios de indicação na página da Globo, esse blogue deu um salto: de seis visitantes diários, passei pra 400 em um dia. Sim, acredite. Claro que logo percebi que desses 400 leitores, apenas um ou dois estavam realmente interessados no conteúdo do blogue. Os outros queriam mesmo era fazer propaganda barata de seus sites mais baratos ainda, convenhamos.
Fiz lindos amigos que nunca conheci pessoalmente por causa do Without a Trace. Destacaria o pessoal da blogagi - que nem sei se existe ainda - por primeiro. O Théo, que fez esse layout, que continua pra mim, sendo o mais lindão de todos (o layout, claro). O Ericão, que sempre aturava meus spams extremamente filhas da puta na madrugada. A Lilhá, o Julião, a Gabi, a Alê, enfim.. é incrível ter saudade de uma galera q tu nunca viu, a não ser pelo monitor do computador.
Depois daquele tempo, a quantidade de visitantes diminuiu, lentamente. Só não diminuiu a minha vontade absurda de continuar escrevendo bobagens pra vocês, afinal de contas, a cada dia que passa, descubro um punhado de leitores que significa muito pra mim. Porras, um simples elogio por um texto, vindo de um colega de aula, de um amigo de antigamente, ou mesmo do cara que faz fotografias na cidade e que é um puta marqueteiro, mas não deixa nunca de te incentivar, já faz com que tu ganhe o dia, a semana ou até o mês.
Henrique, Tôko (primo), Nicole, Rafinha, Ranzi, Sandrine, Tainá e Juci (duas que descobri recentemente que me lêem), Juliano, Léo, Deborah, Júlia e Bruno. Achava que tinha só seis leitores e tenho treze. Vocês estão mais que convidados pra festa de 4 anos desse espaço. Vocês e todos que participaram de alguma forma até aqui desse blogue. Perdão se esse texto saiu de qualquer jeito, mas escrevi ele numa tacada. Aliás, é por vocês que escrevo.
Até amanhã.
filmado por Tiago às 5:51 PM |
Filmes que a Humanidade Viu.. e Eu Não
Quadro novo aqui do blogue, onde conto pra vocês sobre aqueles filmes que toda a humanidade já viu, menos o bocó aqui. O que serve também para atestar o quão falcatrua é esse endereço que se diz sobre cinema. Aliás, se vocês não abandonaram a leitura disso aqui ainda, essa é a hora! Não se sintam acanhados.
Nunca assisti ao Titanic. Lembro que na época em que ele passou, foram tantas semanas em cartaz, mas tantas.. que peguei nojo do troço, antes mesmo de vê-lo. Além do quê, nessa época, não tinha uma paixão tão espetacular assim por cinema. O vídeo-cassete lá de casa andava quebrado e eu, do alto dos meus dezesseis anos, tinha outros interesses. Tipo, jogar video-game, claro.
O tempo passou, passou e passou – aliás, como passa o tempo - eu fui vendo outros filmes, fui deixando este de lado e quando pensava em assistí-lo escolhia outros e lá pelas tantas eu já sabia a história de cabo a rabo, mesmo sem ter visto, aí o que aconteceu? Ah, cancelei a empreitada mesmo!
Voa voa aviãzinho, vai buscar o meu benzinho..
De repente ainda o veja. Mas sempre que penso nisso, percebo que existe uma fila interminável de obras pra assistir antes dessa. E acabo deixando pra lá.
No fim das contas todo mundo tem algum filme óbvio que nunca viu. Qual o de vocês?
filmado por Tiago às 12:06 PM |
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Livro
O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini)
Relutei um monte até resolver ler O Caçador de Pipas, best-seller de Khaled Hosseini, lançado em 2003. Na real só resolvi ler quando vi que ia virar filme. E, carajo, acabei descobrindo um baita livro.
Na real ele parece uma novela mexicana, só que ao invés do Ramirez e do Hernandez, entram o Hassan e o Mastur. E na boa, eu como um fã de Carrossel, adorei. Como a grande maioria dos livros modernos – siiiiiiim, como se eu fosse Ô leitor – é de fácil apreciação, calcado naquele estilo aguarde cenas dos próximos capítulos que te prende sempre e com uma trama repleta de reviravoltas marcantes.
O começo da história se dá na década de 70, num Afeganistão um tanto diferente do de hoje. Amir é um menino tímido, que adora escrever e que faz de tudo para (tentar) conseguir o respeito e a admiração de seu pai, o baba. Ao lado de Hassan, filho do empregado e seu melhor e único amigo, passam o dia brincando, lendo e empinando pipas.
E é num desses torneios de pipas, disputado pela piazada da vizinhança que ambos vêem suas vidas modificadas para sempre. Hassan - que tem um dom especial de encontrar pipas cortadas, antes dos outros garotos - acaba encurralado e violentado, por conta da sua etnia, por 3 meninos quando sai para caçar uma pipa. Amir assiste tudo e por medo, acaba não intervindo, passando então a conviver com uma culpa que só permitirá a redenção anos mais tarde.
Tá na moda, parece livro de auto-ajuda, mas é muito bom. Deixem o preconceito de lado e divirtam-se.
filmado por Tiago às 5:17 PM |
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Rapidinhas do WAT
O Vigia (The Lookout, 2007) não só é um excelente filme, como permite constatar o seguinte: o Joseph Gordon-Lewitt - aquele mesmo do finado e divertido 3rd Rock from the Sun - ainda vai dar BAITA ator! Na trama ele é um vigia noturno que, por conta de um acidente automobilístico besta, acaba tendo graves seqüelas, sendo que a principal delas é a perda da memória recente. Ingênuo, ele se envolve com um grupo que na verdade pretende roubar o banco em que ele trabalha. A história simples e ao mesmo densa nos seus pormenores é contada de maneira apaixonada pelo diretor Scott Frank, não sendo diferente com o elenco, que entrega interpretações inspiradíssimas.
Pra quem gosta de: jogo de memória, hóquei sobre o gelo e aventuras automobilísticas.
Sensacional a campanha da alemã Jung von Matt, para a rede de cinemas CinemaxX. As peças, que tiram sarro de alguns conceitos absurdos de certos filmes, foram ilustradas por Johan Kleinjan e lembram um tanto o estilo do Mike Judge, responsável pelos traços do Beavis and Butt Head.
Não usar roupa de baixo em um interrogatório só funciona no cinema
Dançar com lobos só funciona no cinema
Quais outros filmes poderiam ser desenhados?
filmado por Tiago às 12:04 PM |
Rápida Análise (Atrasada) do Oscar
Bom, todos os blogues já falaram da premiação. Até aqueles que não são de cinema. Só o bocó aqui, que ainda não. Mas ainda assim, antes tarde do que nunca.
Pra começar, vale lembrar que sou de Lajeado, então, se fosse depender do cinema local, não conseguiria ter visto nenhum dos filmes indicados nas principais categorias. Ainda assim, com algum esforço e algumas idas a Porto Alegre na companhia da biba do Henrique, vi o Sweeney Todd, o Desejo e Reparação, o Onde os Fracos não Tem Vez e alguns outros.
Sobre a premiação em si, me causou surpresa a vitória do Freeheld, na categoria melhor documentário em curta metragem. Tá, tô zoando, claro. Nem sabia que existia tal categoria e, involuntariamente, sem desmerecer o ganhador, acabo de perceber que este, talvez seja um dos caminhos mais fáceis pra ganhar um Oscar. Acho que vou tentar nos próximos anos.
Falando sério agora: a premiação desse ano, repetiu a dos anos anteriores naquele estilo não existe nenhum papão de estatuetas e a dúvida paira no ar. O que eu acho sensacional. Adoro essa coisa de não saber até o último minuto quem vai ser o vencedor. Excetuando-se algumas barbadas tipo o Daniel Day Lewis como melhor ator, o Javier Barden como coadjuvante e até os Irmãos Coen como diretores, teve até algumas pequenas surpresas. Caso da Tilda Swinton, que faturou o prêmio por seu papel em Conduta de Risco, batendo a veterana Ruby Dee que estava bem cotada por sua participação no excelente O Gangster. Tudo na categoria melhor atriz coadjuvante. Falando em atriz, milaaaaaaaaaagre a Cate Blanchett não ter levado nada esse ano. Perdeu também pra Marion Cottilard, por Piaf na escolha da melhor atriz.
Para constar, não gostei da vitória do Onde os Fracos não Tem Vez. Preferia o Juno ou o Sangue Negro. Aliás, legal fazer essa análise sem ter visto nenhum dos dois últimos. Ah, achei ótimo O Ultimato Bourne ter ganho um punhado de categorias técnicas, já que o filme é foda! Agora só não me peçam pra dizer quais eram tais categorias. Não lembro MESMO! Também gostei da vitória do Ratatouille como animação e do Desejo e Reparação na categoria trilha sonora original. Já tinha comentado com vocês o quão notável era a música dessa obra que acabou totalmente injustiçada esse ano.
Por fim, se teve um comentário feliz do xarope do José Wilker, durante a transmissão – que mais uma vez irritou o telespectador pelo atraso – foi o seguinte:
- Se existe algo de bom em 'Sweeney Todd' esse algo é a direção de arte.
Wilker, durante a festa rave
Quanta lucidez! Quanta perspicácia. Devo dizer que concordo totalmente com tal assertiva, diante da modorrência onipresente do filme do Tim Burton.
É poca de férias aqui na facul é assim: o pessoal aproveita a ociosidade para fazer as reformas necessárias para o bom funcionamento das instalações do campus. Então, tome pinturas novas, reparos nas salas de aula, aumentos de estacionamento, entre outros. No prédio 7, está sendo construído um novo elevador, que ligará o primeiro, ao terceiro andar. Acontece que, dia desses, quando estávamos saindo – um colega e eu – para o almoço, nos deparamos com o buraco do elevador ainda em reformas, escancarado. Pedindo para que alguém caísse dentro dele, levando-se em conta que ele se situa no centro do prédio.
Diante dessa situação, eu e meu colega, tentamos imaginar o que cada aluno, de acordo com o curso, faria, numa situação dessas.
Aluno do Direito: Se atiraria de propósito no poço do elevador, para poder processar a instituição.
Aluno do Jornalismo: Se atiraria no poço do elevador para poder, no dia seguinte dar a seguinte manchete: tragédia na universidade.
Aluno de Educação Física: Se atiraria no elevador e pularia de volta, como parte das rotinas de treinamentos de saltos.
Aluno de Enfermagem: Se atiraria de propósito para permitir a realização de aulas práticas.
Aluno de Engenharia da Computação: Se atiraria porquê disseram que no andar de baixo tinha uma palestra gratuita sobre software livre.
Aluno de Relações Públicas: Não faria nada. Como sempre, diga-se.
Menção honrosa.
Grupo de alunos germânicos: se atirariam porque alguém teria dito que era impossível chegar com vida lá embaixo.
Verifique se o mesmo encontra-se nesse andar
Sobre o Oscar? É domingo, putada!
filmado por Tiago às 5:31 PM |
Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008
Parece Crônica
Friozinho na Barriga
Todo mundo já teve, em algum momento da vida e não adianta mentir. Pode ser na apresentação do teatro da escola, no dia de começar um trabalho novo, durante as aulas de auto-escola - onde tudo que se consegue pensar é no dia da prova, na baliza e no passeio, que deverá acontecer sem percalços. Pode ser também em um encontro com aquela pessoa interessante que você convidou pra sair e ainda não sabe bem como se portar, ou até numa balada, onde aquela gata tá te dando o maior mole e você não sabe se vai ou se fica e aquele nervoso começa a bater e... pôxa, lá está ele, o diabo do friozinho na barriga.
Tal sensação provoca uma série de efeitos colaterais: palpitações, suor, e carajo, uma dor de barriga dos diabos, que só costuma passar, depois que você encontra o primeiro vaso sanitário tudo já aconteceu.
Lembro até hoje da minha infância, quando tinha que ir no dentista. Era um dos momentos que mais me angustiava nesse sentido. Tudo bem que era só uma injeçãozinha de nada, seguida de uma rápida obturação, operação esta que não durava mais de meia hora. Mas ainda assim, era suficiente para me colocar em pânico. O cheiro do consultório já bastava para o frio na barriga se transformar em algo glacial.
Atores da TV e do teatro, costumam dizer que adoram subir ao palco em tais condições e que, se não ficassem nervosos, abandonariam suas carreiras. É bonito ver atrizes veteranas, muitas vezes com 50 anos de palco, como é o caso da Fernanda Montenegro, declararem-se ansiosas, com o lançamento de uma nova peça, ou de um novo filme, recém elaborado. Percebe-se assim que o frio na barriga é algo que carregamos conosco durante toda a vida, sendo ele catalisador de novas experiências, ou até daquelas velhas, que adquirem uma nova roupagem, de acordo com a situação.
Comigo não é diferente. Ontem, pra minha felicidade, completei um ano de Assessoria de Comunicação, na Instituição em que trabalho. A minha atividade principal é na área de relacionamento. Nada de mais. Apenas devo fazer palestras de divulgação da universidade, além de levar grupos de calouros, ou visitantes de fora para apresentação dos espaços internos daqui. Passei o ano inteiro fazendo isso e agora, recém retornando das férias, me pego de surpresa, com o friozinho bom na barriga, já que vou ter que ir em uma sala de aula falar com um grupo de bixos da facul.
Ainda bem que o banheiro fica quase do lado da minha sala.
filmado por Tiago às 12:06 PM |
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Resenha - Cinema
Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country for Old Men)
De Joel E Ethan Coen. Com Javier Barden, Josh Brolin e Tommy Lee Jones. Drama, 2007, 118 minutos.
Indicações para o Oscar: Melhor Filme, Direção (Joel e Ethan Coen), Ator Coadjuvante (Javier Barden), Roteiro Adaptado (Joel e Ethan Coen, baseado no livro de Cormac McCarthy), Fotografia (Roger Deakins), Edição (Roderick Jaynes), Edição de Som (Skip Lievsay), Mixagem de Som (Skip Lievsay e outros).
Eu sei, tá todo mundo babando. O pessoal da academia adorou, o Pablo Villaça falou maravilhas, a Revista SET elogiou pra caramba, mas... pode ser chocante o que eu vou dizer agora. Tirem as crianças da sala e tudo mais, mas, na minha humilde opinião Onde os Fracos Não Tem Vez não é nem de longe o melhor filme dos Irmãos Coen. Não que seja ruim. É bom. Aliás, muito bom! Só o que eu não entendo é o porquê dessa comoção toda. E se você, querido leitor souber, por favor explique.
Cabelereiro estúpido. Eu te mato!!!
Sobre a obra, o que acontece é o seguinte: não temos uma história sensacional, com seqüências grandiloqüentes ou epílogos hiperbólicos, onde tudo fecha perfeitamente. Temos personagens. E é neles que reside a grande força do filme dos Coen. Neles e no conceito da violência que surge quando menos se espera, onde menos se imagina, abruptamente como metáfora fabulosa para guerras intermináveis, acidentes de trânsito, doenças melancólicas e tantas outras mazelas que atingem nossa sociedade, aparecendo, e indo embora, sem deixar rastro, provocando apenas tristezas e desolações onde passam. Nesse ínterim, a personificação do mal é Anton Chigurh (Javier Barden, exuberante), que, por não ter conseguido pentear decentemente o cabelo pela manhã, sai assassinando todo mundo que encontra pela frente, no melhor estilo dos antigos filmes de faroeste, onde se atira primeiro e se pergunta depois. Só que, aqui, no caso, nem se pergunta. Chigurh, na verdade está atrás do Llewelyn Moss (Josh Brolin) que rouba uma valise contendo muita grana, em um local deserto, onde parece ter acontecido uma chacina. Entre os dois está Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), que resignado com tanta violência, parece não ter forças mais para compreender os homens, muito menos suas motivações ou atitudes. Como qualquer outro filme dos Coen, o humor está nas sutilezas e aqui, um ponto para os diálogos muitas vezes impagáveis. A filmografia dos irmãos é sensacional e vocês lembram do que eu disse lá no início da resenha. Onde os Fracos... não chega a ser um Gosto de Sangue, um Barton Fink, ou um Fargo. Mas ainda é cinema de primeira linha. E isso, não dá pra negar.
Nota: 7,5
filmado por Tiago às 11:19 AM |
Velharia Cult
Bordões
Vocês se lembram quem dizia as frases abaixo, eternizadas em um sem fim de seriados, programas humorísticos, de notícias, de auditório, entre tantos outros?
- Foi sem querer querendo..
- Eu aumento, mas não invento!
- Quem não se comunica, se trumbica.
- Pelas baaaaaarbas do profeeeeeta!!!
- Isso é uma vergonha.
Claro que lembra, né? São antigos bordões, que nada mais são do que expressões utilizadas por alguém, sempre em uma determinada situação e que também serve para facilitar a identificação de um determinado personagem, especialmente aqueles do meio humorístico. É nesse momento que você diz: ok, são antigos bordões e blábláblá.. mas o que carajos eles estão fazendo em uma Velharia Cult?
É que porras, convenhamos, não se fazem mais jargões como antigamente! Se em outros tempos todo mundo lambrava da Xuxa pelo indefectível beijinho beijinho, tchau, tchau ou do Sílvio Santos que entre taaantas frases clássicas adorava dizer vamos abrir as portas da esperança, hoje em dia os fãs de frases chavonescas penam com algumas bobajadas ditas no Zorra Total, em alguma novela que tenha a Camila Pitanga, ou ainda com a Arlete Salles, no Toma Lá Da Cá.
Prefiro não comentar.
O fato é que andamos órfãos do bons bordões. Pode ser que a massificação tecnológica, que facilitou o acesso a diversos meios de comunicação e até a televisão na internet, tenham contribuído para a morte gradativa desse patrimônio que existe a tanto tempo. J. Silvestre, por exemplo, dizia já na década de 50 o jargão resposta absolutamente certa! durante o programa de perguntas e respostas O Céu é o Limite, um dos primeiros da extinta Rede Tupi. Hoje em dia ainda vivemos do é uma gracinha da Hebe, do e o salário ó do professor Raimundo (diga-se de passagem, a escolinha mereceria um capítulo a parte, nessa história toda) ou até do mais recente aqui tem café no bule do Ratinho. Estamos no passado. Aguardando por novos bordões que possam ser inesquecíveis para as gerações vindouras.
Antes de encerrar... e o bambu?
Ah, esqueçam o que eu disse. Habemus bordão!
filmado por Tiago às 9:58 AM |
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
Comunicação Visual
O pessoal gostou tanto dos produtos do Bar do Mastur que vai rolar mais um sorteio. Quem adivinhar qual música a imagem abaixo representa, estará levando inteiramente grátis uma porção de salsichas com queijo catupiry. Participe!
Dick of the day: a canção fez muito sucesso na época do grunge. Barbaaaaaaaaaada!
Se tem uma comédia que anda me deixando pra lá de curioso, é Be Kind Rewind, novo do Michael Gondry, que deve estrear por aqui em março. No filme, Jack Black e Mos Def são donos de uma locadora e por um problema de desmagnetização, os vídeos acabam todos sendo apagados. Qual a solução encontrada pela dupla, para não perder a clientela? Recriar as obras, de maneira tosca, claro. No trailer, já dá pra ter uma idéia do que encontraremos: pura diversão!
filmado por Tiago às 5:32 PM |
Livro
As Cidades Invisíveis (Ítalo Calvino)
Eu admito: se alguém me dissesse antes de eu ler, que As Cidades Invisíveis do Ítalo Calvino se tratava de um punhado de histórias, onde tudo que acontece são relatos a respeito de pequenas cidadelas que nem se sabe se existem de verdade, eu era capaz de cancelar a empreitada.
Mas digo a vocês, com toda a certeza: não dêem bola para pormenores como esse. Se trata de um livro riquíssimo, repleto de maetáforas, caminhos e bifurcações. Nele, o viajante veneziano Marco Polo, encontra-se com o imperador dos Tártaros, Kublai Khan. Kublai está um tanto melancólico, por não conseguir ver com os próprios olhos, todas as cidades que compõem o seu reino e transforma assim, Marco Polo, numa espécie de telescópio ambulante. É ele quem deverá viajar e narrar tudo que encontrar em cada jornada.
É dessa maneira que Calvino constrói uma obra deliciosa! Dividida em diversos capítulos, com variados títulos - as cidades delgadas, as cidades e os mortos, as cidades e a memória - o livro combina leveza e profundidade, rapidez e multiplicidade, fazendo com que o leitor se perca em cada uma das ruelas dessas urbes, sejam elas repletas de muralhas, torres, brejos, estátuas, cristais, teias ou bichos pestilentos.
É importante entrar nessas cidades, não com a visão, mas com o pensamento. É ele que dá forma aos aspectos que se descortinam em cada uma dessas travessias. Algo notável, num livro tão enxuto.
filmado por Tiago às 11:43 AM |
Pílulas POP
Cinema, cinema, cinema e cinema... claro!
Muito legal quando um filme brasileiro recebe destaque internacional, ainda mais quando é de maneira inesperada, como foi o caso do Tropa de Elite que ganhou no último final de semana o Urso de Ouro, premiação máxima do Festival de Berlim. É o justo reconhecimento pelo sensacional trabalho de José Padilha, que já está eternizado - com todas as suas idiossincrasias - nos corações dos cinéfilos brasileiros, e agora, do mundo! Confira aqui a lista dos vencedores.
Falando em premiações, é na época do Oscar que eu mais me sinto entristecido - cinematograficamente falando, claro - por morar em uma pequena cidade do interior gaúcho. Enquanto nas capitais obras como Sangue Negro e Onde os Fracos não tem Vez lotam as salas, aqui em Lajeado penamos com Eu Sou a Lenda, que já entra na terceira semana em cartaz. Ainda bem que Porto fica logo ali e de vez em quando dá pra dar uma escapada.
Com o fim da greve dos roteiristas - finalmente! - saiu recentemente a lista de apresentadores, que subirão ao palco do Teatro Kodak em Los Angeles, dia 24 desse mês, para entregar as estatuetas aos vencedores. Confira tudo, aqui.
E na última quinta-feira, a Fox divulgou a primeira imagem do Wolverine, que está sendo rodado na Nova Zelândia e na Austrália e que nos apresenta o passado do personagem interpretado por Hugh Jackman.
Nerdaiada, contenham a ansiedade!
E não é que o Jumper tá na liderança nas bilheterias americanas? Parece que eu vou mesmo perder a aposta que não fiz com o Ranzi. No fim das contas devo admitir que o trailer da bagaça - retirado do UOL - é empolgante.
Até a próxima!
filmado por Tiago às 10:06 AM |
Rapidinhas do WAT
Escorregando Para a Glória (Blades of Glory, 2007) é mais um daqueles simpáticos filmes que usa os clichês de um determinado esporte para fazer piada, assim como já foi feito nos recentes Com a Bola Toda e Ricky Bobby. Nesse, o esporte em si, já seria suficiente para arrancar gargalhadas. Trata-se da patinação artística masculina, sobre o gelo. Na trama, Will Ferrel e Jon Heder são patinadores adversários, que após se pegarem no pau (uuuui), durante uma premiação, são banidos dos jogos. A solução que ambos encontram para continuar competindo? Entrarem nos torneios de duplas. Juntos, claro! O filme não tem nada de espetacular, mas diverte em inúmeros momentos e até comove, em outros. Especialmente se você for uma biba chorona emotivo.
Pra quem gosta de: músicas da Gloria Gaynor, dormir com o ursinho de pelúcia (mordendo a fronha, claro) e filmes tipo Será que Ele É?
Nota: 6
filmado por Tiago às 9:27 AM |
Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008
Trailer
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Já tá rolando o trailer de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Expectativa grande para ver que cara dará Harrison Ford, do alto de seus 65 anos, ao herói do chicote. Steven Spielberg, que dirigiu os 3 primeiros episódios, continua no comando da bagaça. Ação e bom-humor, com estréia prevista para maio desse ano!
filmado por Tiago às 1:52 PM |
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Sexo com Amor?
Todos os diálogos abaixo aconteceram na fila do cinema, onde um espectador comprava um ingresso.
Diálogo 1:
Espectador: Sexo com Amor? às 19 horas.
Atendente: atrevido!!! *plaft*
Diálogo 2:
Espectador: Sexo com Amor? às 19 horas.
Atendente: infelizmente eu só saio as 23 horas. Mas pega aqui meu telefone. *entrega bilhetinho*
Diálogo 3:
Espectador: Sexo com Amor? às 19 horas.
Atendente: Sexo com amor? Olha, infelizmente isso deixou de existir já no início do século 20, meu senhor.
Infame, infame, INFAAAAAME!! Eu sei!! Mas é que o filme do Wolf Maya também não é lá grandes coisas. Menos o núcleo composto pelo Eri Johnson e pela Maria Clara Gueiros, que é pra lá de divertido!
filmado por Tiago às 6:55 PM |
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
Livro
Mãos de Cavalo (Daniel Galera)
Acreditem, ando lendo. E não estou lendo apenas a Revista VIP, ou os antigos gibis do Chico Bento que tenho no armarinho do banheiro, lá em casa. Estou lendo livros mesmo. Tanto é que até me inspirei a escrever sobre eles, por mais que, escrever sobre literatura, sem propriedade alguma, como é o meu caso, baixe ainda mais a audiência.
O primeiro que li agora nas férias foi o Mãos de Cavalo do gaúcho Daniel Galera, que peguei emprestado da biba do Henrique. O legal do Galera é que é IMPOSSÍVEL não se identificar com as obras dele, especialmente se você está na faixa dos vinte e poucos ou trinta e poucos anos. As angústias que permeiam a transição para a fase adulta, os arrependimentos do passado, as inseguranças, as aventuras de bike, o primeiro amor, o videogame, as discussões no campinho de terra, enquanto a gurizada joga futebol e a necessidade quase constante de tentar fazer com que aos olhos dos outros, você seja a pessoa mais interessante da galáxia. Tudo está lá.
Galera escreve naquele estilo 3 histórias que se entrecruzam e justamente por isso, pela presença de capítulos curtos e pela curiosidade provocada ao final de cada um destes, que a obra se torna rápida e muito gostosa de ler.
Já tinha tomado conhecimento do trabalho do escritor, através do filme Cão sem Dono adaptação de Até o Dia em que o Cão Morreu, que tive a oportunidade de ver em um cinema da capital. E, pôxa.. na época que vi, fiquei tri curioso a respeito do livro que, diga-se, ainda pretendo ler.
Ah, não vou dar nota, já que não me sinto no direito. Além disso, vou falar de livros velhos, novos, clássicos, desconhecidos.. Sim, essa parte era piada. Como se eu fosse ler tudo isso.
filmado por Tiago às 10:14 AM |
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Resenha - Cinema
Desejo e Reparação (Atonement)
De Joe Wright. Com Keira Knightley, James McAvoy e Saiorse Ronan. Drama, 2007, 130 minutos.
Indicações para o Oscar: Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Saiorse Ronan), Roteiro Adaptado (Christopher Rampton, baseado no livro de Ian McEwan), Fotografia (Seamus McGarvey), Direção de Arte (Sarah Greenwood e Katie Spencer), Figurino (Jacqueline Durran), Trilha Sonora (Dario Marianelli)
Desejo e Reparação é um filme sobre as nossas atitudes e como elas - e as interpretações precipitadas e incorretas daquilo que vemos - podem transformar a vida dos outros, sendo que estes outros podem estar muito mais próximos do que imaginamos. Se bem que resumir a obra prima de Joe Wright, que já tinha brilhado no ignorado Orgulho e Preconceito, soberba adaptação do livro de Jane Austen, é diminuir o valor de seu trabalho.
A dupla de protagonistas: desejo proibido
O filme também é sobre o arrependimento. E como um ato impensado pode nos angustiar para o resto da vida. Briony Tallis (Saiorse Ronan) é uma jovem aspirante a escritora, que usa sua imaginação para incriminar Robbie Turner (James McAvoy), amante de sua irmã mais velha, interpretada por Keira Knightley, de um crime que não cometeu. O período é conturbado (meados da segunda guerra) e o que acontece é que uma mentirinha aparentemente besta, acaba modificando a vida de todos eles dramaticamente. Joe Wright edita a obra de forma genial. No filme acabamos por ver a mesma cena, de diferentes pontos de vista, o que contribui um tanto para a comoção que vai se formando ao redor dos fatos que são apresentados ao espectador. Não bastasse isso, as atuações competentíssimas - com destaque para a própria Briony versão 13 anos que acabou sendo indicada ao Oscar - e a trilha sonora - inacreditavelmente original e que dita o ritmo, conferindo a trama significado especial - também merecem destaque. Sangue Negro e Onde os Fracos Não Tem Vez, os badalados filmes de Paul Thomas Anderson e dos Irmãos Coen, podem até ser mais grandiloqüentes, agressivos e portentosos. Mas pela delicadeza com que a obra de Ian McEwan foi traduzida - livro este que fiquei com muita vontade de ler - o filme já tem a minha simpatia. E momentaneamente a minha torcida por algumas estatuetas.
Nota: 9,5
filmado por Tiago às 9:17 PM |
Separados no Nascimento
Especial BBB
Não é só na aparência que o Dr. Marcelo, aquele que (provevelmente) será eliminado hoje à noite na oitava edição do BBB, se assemelha com o Rei Leônidas, o espartano boca braba encarnado por Gerard Butler no ótimo 300. É na personalidade também. O psiquiatra, se diz homossexual, mas tudo indica que não é. Já para o Leônidas era o contrário: ele nunca afirmou ser, mas na condição de espartano, tudo levava a crer que era. Na hora de encarar os persas, ou qualquer outro povo, Leônidas despejava incrível fúria sobre o adversário. Já Marcelo, quando precisou bater de frente com Fernando, posou de machão e até desceu do salto alto.
Marcelo e Leônidas: fúria e.. purpurina, claro
filmado por Tiago às 5:01 PM |
Retratando-se com a Vizinhança
Em Nova Tramandaí, tivemos a oportunidade de ter como vizinho o glorioso Armandinho. Sim, aquele mesmo da Armandinho e Banda e devo dizer que, porras.. o cara é super gente fina! Tô escrevendo esse post como uma maneira de (tentar) me retratar pelos anos de esculacho ao cara. Ele, além de ser um piadista nato, faz uma caipira de primeira, cozinha um estrogonofe classe A e ainda toca uma viola como ninguém, deixando sempre a rapaziada no maior astral.
Detalhe: Armandinho segura a viola com a displiscência das estrelas.
Aproveito pra deixar um abraço pro Armando (essa é só pros íntimos) e pros amigos Dudu, Henrique e pro primuxo, que fizeram deste um dos carnavais mais divertidos da história.
Semente, semente, semente, semente, semente..
Afinal de contas, todo mundo mente.
filmado por Tiago às 1:59 PM |
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Super Promoção
Crie a SUA Música do Zeca Baleiro
Não é difícil, né? Vocês conhecem o Zeca Baleiro. Basta juntar alguns brasileirismos, alguns trocadilhos infames e alguns dedilhados de violão que está feita a canção. Que fique claro, que isso de maneira alguma se constitui em um demérito, já que tal simplicidade, quase pueril, apenas aproxima o artista de seus ouvintes. Veja o exemplo abaixo, clássico do maranhense.
Juraci que parque
Juraci que parque
Juraci que parque é esse que eu nunca vi
Essa se chama O Parque do Juraci. Juraci que parque.. Jurassic Park. Pescaram, né? E essa outra:
Kid Vinil quando é que tu vai gravar CD?
Kid Vinil quando é que tu vai gravar CD?
Genial, genial. E essa:
Entra cossaco
Cossaco dança
Agora na dança do cossaco
não fica 'cossaco' fora
Essa se chama Pagode Russo. A letra até não é dele, mas diante de tão brilhante trocadilho, podia muito bem ser.
Analisando friamente, percebemos que todo mundo é capaz de criar alguma música do Zeca Baleiro.
Dúvido véi
Para comprovar isso, aqui está a MINHA canção do Zeca Baleiro.
Ontem sonhei que tava no Iraque
Procurando um lugarzinho
Pra tomar o meu conhaque
Ontem sonhei que tava no Iraque
Procurando um lugarzinho
Pra tomar o meu conhaque
Já tava até achando que eu não ia encontrar
Quando o amigo Khaled
Me falou de um certo bar
Bar do Mastur
Bar do Mastur
Chama junto a galera vamos lá pro Mastur Bar
Bar do Mastur
Bar do Mastur
Todo mundo bem juntinho vamo lá é Mastur Bar
Você também consegue? Claro que sim. A música do Zeca Baleiro mais criativa ganha inteiramente grátis uma batida de côco no Bar do Mastur.
filmado por Tiago às 8:43 PM |
Resenha - Cinema
Sweeney Todd, o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd, the Devil Barber os Fleet Street)
De Tim Burton. Com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Alan Rickman. Suspense/musical, 2007, 117 minutos.
Indicações para o Oscar: Melhor Ator (Johnny Depp), Direção de Arte (Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo) e Figurino (Colleen Altwood)
Antes de começar essa resenha é importante dizer que adoro as obras do Tim Burton. Peixe Grande, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Ed Wood estão entre os meus filmes preferidos. Agora, nunca pensei que Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet fosse tão soporífero. A crítica adorou, tá todo mundo falando bem, indicações para o Oscar, premiações ao redor do mundo e blábláblá, mas... carajo, será que somente eu achei o troço chato de doer?
Edward 'mãos de lâmina de barbear' se prepara
A história, acreditem, é ótima. Johnny Depp é o Sweeney Todd do título, barbeiro que, após ter ficado 15 anos preso, por conta de uma emboscada do juiz Turpin (Alan Rickman, sempre engraçado, mesmo quando não quer), retorna a Londres para sua triunfal vingança. Enquanto planeja minuciosamente o momento que encontrará o juiz em sua barbearia, para que, finalmente possa matá-lo, ele vai degolando pescoço por pescoço, os moradores da região. Para que os cadáveres não chamem a atenção, Sweeney trama um macabro plano com sua vizinha confeiteira, Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter): cada morto vai virar matéria-prima para suas tortas, no melhor estilo de um dos contos do clássico Cães da Província de Luiz Antônio de Assis Brasil. Mesmo com material tão rico na mão, Tim Burton constrói uma obra rasa, que pouco se preocupa em compreender as motivações dos personagens e, de quebra, ainda polui o filme com canções ruins de doer - e que convenhamos é o maior problema, já que a dupla de protagonistas desafina de uma maneira constrangedora - que servem como uma espécie de ancoragem narrativa para o desenrolar do roteiro. Dessa vez nem a fotografia, sempre belíssima e as esforçadas atuações foram suficiente para que a obra ganhasse meu apreço. Se eu quiser ouvir música ruim eu coloco qualquer CD do Coldplay pra rodar. E de quebra ainda poupo minha grana.
Nota: 4,5
Voltei!
filmado por Tiago às 8:08 PM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
direção
Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?