Quarta-feira, Julho 23, 2008
Resenha - Cinema
Wall-E (Wall-E)


De Andrew Stanton. Com vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin e Sigourney Weaver. Animação, 2008, 97 minutos.

Já se foi a época em que o lançamento de um filme infantil significava entretenimento apenas pra molecada. E a Pixar tá aí pra não me deixar mentir. Depois de Toy Story, Carros, Monstros S.A., Ratatouille, entre outros, agora é a vez de Wall-E, o simpático robozinho, alegrar a molecada e também os adultos. Solitário em uma terra destruída, no ano de 2700, Wall-E tem uma ingrata tarefa: limpar todo o lixo deixado pelos terráqueos que hoje em dia vivem no espaço.


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Em linda cena, Wall-E e Eva celebram no espaço


E a primeira metade do desenho se dedica de forma integral e, porquê não, singela, ao mostrar esse processo. Wall-E segue a sua rotina diária de organização e limpeza de toneladas de lixo e que, metaforicamente, formam hiperbólicos arranha-céus. Sua vida pacata ao lado das baratas - único ser vivo que sobreviveria a catástrofes nucleares, de acordo com especialistas - é interrompida por uma nave que trás a terra a robô Eva, que possui outra diretriz: tentar buscar algum sinal de vida no planeta arrasado. Como nas comédias mudas de Charles Chaplin, Wall-E - o vagabundo da vez - faz de tudo para tentar se aproximar da nova visitante, com atitudes que beiram o pueril, mas que demonstram inacreditável pureza de espírito. Quando Eva completa sua missão, ela é recolhida pela mesma nave que a deixou e aí entra a segunda e, surpreendente, segunda parte. Como se fossem Claudete Colbert e Clark Gable no clássico Aconteceu Naquela Noite de Frank Capra, Wall-E e Eva fogem de outros robôs, tentando em meio a isso fazer com que o Capitão da nave, perceba a importância da descoberta de Eva. Contar mais, inclusive, seria estragar as gratas surpresas que a obra revela. Abusando da crítica social - que se torna ainda mais interessante, por se tratar de um filme da Disney - e das referências sutis e inteligentes, o diretor Andrew Stanton constrói não só uma das melhores animações desse ano e sim, um dos melhores filmes de 2008. Simples, divertido e emocionante. Como faziam alguns cineastas na década de 30.

Nota: 8,5
filmado por Tiago às 4:29 PM |

Terça-feira, Julho 22, 2008
Parece Crônica
A Banalização do Piercing no Umbigo


Todo o dia era a mesma coisa. Chegava perto das 15h 30min e lá iam os quatro funcionários para o pátio da empresa para tomar um cafezinho ou fumar um cigarrinho. Eram conversas casuais, mas que no fundo tinham também outro motivo: espiar a estagiariazinha nova do quarto andar, que, também descia para o pátio com as amigas, para o breve happy hour.

A estagiária era como outra qualquer. Tinha os atributos todos no lugar, distribuídos de maneira magistral, como qualquer garota com idade próxima aos 18 anos. O que a diferenciava das demais era o piercing no umbigo. O maldito piercing no umbigo, que no ano de 2001 não era assim tão comum e que fazia com que os homens da empresa suspirassem ao tentar imaginar tudo aquilo que havia embaixo da blusinha branca e da calça jeans colada. O piercing chamava a atenção não só pelo seu caráter pouco usual, quase de subversão. Mas também por servir de metáfora perfeita para os pensamentos que embalam qualquer fantasia masculina.

Acontece que o tempo passou, a empresa cresceu, os funcionários aumentaram em quantidade e em mesma proporção aumentaram as estagiárias. A diferença das estagiárias de agora, para aquelas de alguns anos atrás era constrangedora: se em outros anos só aquele pitéuzinho usava piercing no umbigo, hoje em dia qualquer pança de xis possuía o artefato, o que acabava conferindo um certo aspecto de banalidade a jóia. Se observava isso no dia-a-dia também. No parque. Na calçada ou na praia. Na rua, na chuva, na fazeee.. vocês sabem o resto. O que no passado era peça que enfeitava poucas e lindas barriguinhas saradas, hoje era produto vendido em qualquer camelô, que era capaz de servir qualquer barriga.

Muitas coisas se tornaram banais com o tempo e não foram só os piercings no umbigo que quaaaaaase perderam seu encanto. Assim é com a violência na TV e também no cinema. Se em outrora, nossos pais e avós tremiam de medo só de pensar na possibilidade de um novo lançamento de Alfred Hitchcock, ou se cagavam ao assistir obras assustadoras como O Exorcista, hoje em dia o banho de sangue que os expectadores assistem em filmes como Jogos Mortais, Pânico na Floresta, Terror no Supermercado, Aeroporto Maldito e outras variáveis, chega a ser risível.

Hoje em dia o cinéfilo de carteirinha tem um sem fim de opções de suspense ou terror nas locadoras. Acontece que poucos deles são capazes de comover como os filmes de outrora. É como se a estagiariazinha gata tivesse se multiplicado centenas de vezes, com piercing e tudo, só que em versões pioradas.
filmado por Tiago às 6:08 PM |

Segunda-feira, Julho 21, 2008
Pirataria pra Chefia

Vocês já tiveram a oportunidade de assistir a algum DVD que, antes de o filme começar, apresenta uma propaganda anti-pirataria? São várias as peças e muitas delas são muito mais engraçadas que qualquer um dos últimos filmes do Adam Sandler. No vídeo abaixo tem a reprodução de uma delas. O melhor de tudo é o vendedor de DVD que rouba a cena, com aquela cara de Forest Whitaker da Avenida Paulista. E o final surpreendentemente maroto, claro.

Sério, quase que eu incluo esse post no quadro Cenas Mais Engraçadas da História.





Se não me falha a memória - e minhas breves pesquisas - o trabalho é da Produtora 31. Ou algo do tipo.
filmado por Tiago às 10:27 AM |

Sexta-feira, Julho 18, 2008
Resenha - Disco
Weezer (Weezer)


Como diz o velho chavão, se arrependimento matasse, eu tava morto e enterrado! Segunda resenha do meu novo contratado e ele vêm aqui pra detonar o Weezer, que é uma de minhas bandas preferidas? Como não ouvi o disco ainda, não posso fazer a defesa. E se a bagaça for ruim mesmo, detonemos juntos. Já que tirei o dia pra falar clichês, se não podemos vencer, juntemo-nos a eles.

Com vocês mais um ótimo texto do bibão grande amigo Henrique de Oliveira!
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Quando vi a capa, pensei: lá vem o Weezer com seu melhor disco! Este é o terceiro CD auto-intitulado da banda, mais conhecido como The Red Album (os demais foram o Blue e o Green). Deixaram a cor vermelha para a sua obra-prima, pensei. Infelizmente eu estava enganado. Se existe um Gre-Nal em que o vermelho perde, é esse dos álbums do Weezer. Não chega nem aos pés do clássico primeiro disco de 1994.


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No Gre-Nal dos álbuns, vitória tricolor, afinal de contas
...alguma coisa aqueles putos precisam ganhar, né?



Há aqui, como sempre, alguns hits de letras engraçadinhas que vão agradar qualquer fã, tais como a primeira faixa Troublemaker e o primeiro single de excelente clipe Pork and Beans. A primeira parte é interessante e mantém um padrão de qualidade. De novidade, temos a faixa The Greatest Man That Ever Lived com seus quase 6 minutos de duração e trocentas mudanças de andamento, vocais em falsete e outras coisinhas mais. Não que a faixa seja uma maravilha, mas já é um mérito que a banda busque outras alternativas além do pop-rock habitual. A quase balada Heart Songs é bonitinha, mas não chega a emocionar. Everybody Gets Dangerous é interessante, com sua batida funkeada e final bacana. A segunda metade começa com Dreamin’, típica canção do Weezer, mas que muda e se perde do meio pro final, com passagens constrangedoras tipo I'm dreamin' in the evening/ i'm dreamin' all through the day/ and when I'm dreamin'/ I know that it's okay, terminando sem pé nem cabeça. A partir dessa música que o disco desanda, sendo as próximas 3 faixas compostas e cantadas cada uma ou pelo baterista, ou pelo baixista ou pelo guitarrista (só não me pergunte qual delas é de quem). As músicas parecem demos, toscas e, sem a qualidade do principal compositor da banda, Rivers Cuomo. Não entendo o porquê delas terem entrado no disco, talvez o Rivers quis ser bonzinho com os demais integrantes. Ou talvez não tinha material suficiente pra encher uma bolachinha. A última faixa, The Angel and the One é um final meio épico ao estilo Only in Dreams do primeiro álbum, que tenta recuperar o fôlego após sucessivos erros mas não consegue deixar no ouvinte uma boa impressão ao finalizar sua audição.

Nota: 4
filmado por Tiago às 9:03 PM |

Nerd Afú

Enquanto a maioria dos blogueirinhos metidos a besta escrevem seus textinhos a respeito do Batman - The Dark Knight, colocando seus pontos de vista e babando na interpretação antológica de Heath Ledger (aquela coisa clichê, diga-se) estou trabalhando até às 22 horas e 30 minutos da sexta-feira. E sabem o grande detalhe? Ainda que tivesse de folga, não assistiria a película..

..amanhã vou ao cinema para uma sessão de Wall-E que estreou essa semana nas salas lajeadenses.


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É e tu aí em cima inventa de dar UMA risada.
filmado por Tiago às 8:01 PM |

Quinta-feira, Julho 17, 2008
Rapidinhas do WAT

O que tem de filme bom por aí e que foi solenemente ignorado no Oscar desse ano, não tá no gibi. O Jogos do Poder (The Charlie's Wilson War, 2007) é um desses. Na história, Tom Hanks é um congressista norte-americano, que passa a se interessar pela situação do Afeganistão que foi invadido pela União Soviética, durante a Guerra Fria. Para tanto, ele faz de tudo para levantar os millones necessários para financiar a batalha a favor do país do Oriente Médio. Em meio as causas nobres, prostituição, subversão e escândalos andam lado a lado com o político. Em tom bem-humorado, sem nunca pentelhar, Mike Nichols (um dos meus diretores preferidos, diga-se), constrói um filmaço que conta com Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman e a gracinha Emily Blunt, no elenco.


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Pra quem gosta de: sarcasmo, argumentação, Torre de Babel e filmes do Oliver Stone, mas engraçados.

Nota: 8,5
filmado por Tiago às 10:16 PM |

Quarta-feira, Julho 16, 2008
Separados no Nascimento

Não há como negar: o robô solitário Wall-E é a lata - com o perdão do trocadilho - do diretor existencialista Woody Allen.


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filmado por Tiago às 9:23 AM |

Terça-feira, Julho 15, 2008
Pequenas Cidades, Internet e Bob Dylan

Não acredito que está sendo rodado um filme em Lajeado e região e eu cometi a gafe de não comentar nada. A obra Os Famosos e os Duendes da Morte tem direção do Esmir Filho e é baseada no livro do ator, escritor e amigo Ismael Caneppele.

Você leitor, certamente conhece parte da obra do Esmir. É dele o hilário Tapa na Pantera. Lembram?





No ótimo site Porta Curtas, você tem a oportunidade de assistir a outros curtas do diretor. Muitos deles foram premiados em diversos festivais ao redor do mundo. Recomendo Alguma Coisa Assim que apresenta a história de dois jovens amigos - Caio e Mari - que saem pelas ruas, em São Paulo, em busca de diversão e entre o barulho e a contemplação, acabam descobrindo mais sobre si mesmos.

Desde já, desejo toda a sorte do mundo aos envolvidos no projeto e, de quando em quando, novidades por aqui!
filmado por Tiago às 4:59 PM |

Jokerize That

Essa já saiu no Sedentário, no Ericão e provavelmente em uma penca de blogues e sites blogosfera afora. Que a Warner tá investindo pesado pra divulgar o Batman - The Dark Knight, todo mundo sabe. Tanto é que entre as campanhas, estão a criação de sites como o Por Quê Tão Sério? que serve para você se transformar em um capanga do Coringa.

Em meio a isso, ainda temos a revolta do grande vilão, que resolveu jokerizar alguns trailers da Warner, demonstrando toda sua insatisfação com o pessoal da produtora. Veja a versão de Eu Sou a Lenda com o dedo do palhaço!





O novo filme do Batimão estréia na próxima sexta-feira nos cinemas. Não em Lajeado, claro. Aqui vai tá passando Wall-E, ou algum filme infanto-juvenil dublado para desgosto do público adulto de cinema.
filmado por Tiago às 4:05 PM |

Segunda-feira, Julho 14, 2008
Velharia Cult
Gato Félix


É provável que a maioria dos leitores com menos de 20 anos nunca tenham ouvido falar do Gato Félix. Ainda mais com a quantidade absurda de opções de entretenimento - e também de desenhos mirabolantes, claro - existentes hoje em dia. E quem se lembra não vai me deixar mentir: o Gato Félix era - e ainda é - do caralho!


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Surgido na época do cinema mudo, mais precisamente em 1920, o gato de corpo preto e olhos esbugalhados brancos conseguiu a proeza de se tornar o primeiro desenho animado famoso, do planeta. Até porque ele surgiu antes do Mickey Mouse, do Níquel Náusea, das Meninas Superpoderosas, do Japanimation e da Mansão Foster para Amigos Imaginários. Com sua inseparável maleta, que se transforma em qualquer coisa que der na telha, o gato enfrenta o Professor e seu ajudante Rock Bottom, que tem como grande ambição roubar a maleta multi-função.

Inclusive em um período em que o surrealismo começava a se espalhar pelas artes através do mundo, especialmente depois do lançamento do Manifesto Surrealista de André Breton, em 1924, nada mais natural que, também nos desenhos, aspectos como humor, sonho, contra-lógica e subversão também aparecessem.

*Pedantismo mode off


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O Gato Félix fez parte da minha infância em inesquecíveis episódios que passavam no SBT. Na Globo parece que também passava. Mas não lembro dieito. Hoje em dia não há mais transmissão do desenho que, depois da criação do Mickey Mouse, passou por altos e baixos, idas e vindas, morando eternamente no coração dos fãs.

Os mais apaixonados podem encontrar nos livros ilustrados uma ótima alternativa pra matar a saudade. No Submarino e em tantos outros sites você encontra algo.
filmado por Tiago às 5:11 PM |

Comunicação Visual

Ia fazer um post só pra dizer pra vocês que agora estou respondendo comentários novamente. Então, para unir o útil ao (des)agradável, resolvi trazer de volta o quadro mais antigo desse blogue, ao lado de... todos os outros. A brincadeira é simples: ganha quem acertar o filme que a imagem representa. Fácil né?


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filmado por Tiago às 10:38 AM |

Sexta-feira, Julho 11, 2008
Post Besta do Dia do Rock

Domingo é o Dia Mundial do Rock e, pra não deixar passar em branco, tive a genial idéia de fazer um Top 5 com os cinco filmes mais rock'n roll da história. Acontece que quebrei a cabeça, tentando lembrar as obras cinematográficas que homenagearam o estilo e tudo que consegui foi Amadeus do Milos Forman.

Você, leitor atento, poderá dizer por quê tu não fala do The Doors do Oliver Stone?. Não falo por dois motivos. Primeiro porque não vi o filme. Segundo, porque odeio Doors.

Beatles, Rolling Stones, Joy Division, Johnny Cash, Ray Charles, Kurt Cobain... todos esses e mais tantos outros já receberam filmes, biografias e documentários a respeito. Mas nada me empolgou. Vou esperar então as obras a respeito do Weezer, Radiohead, Travis, Blur e Killers.

*foge da pedrada do tiozão do rock que usa rabo de cavalo e que tem como música de cabeceira Love Me Two Times*


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Guitarra usada por Jim Morrison
filmado por Tiago às 9:20 PM |

Quinta-feira, Julho 10, 2008
Cenas Mais Engraçadas da História (Quarta Parte)
Jesus Quintana Joga Boliche


Que os filmes dos Irmãos Coen são cínicos e debochados, muitas vezes de maneira sutil, todo mundo sabe. E com O Grande Lebowski, clássico de 1998 não é diferente. Jeff Bridges vive o Lebowski do título, um desocupado que gasta seu tempo ouvindo rock n' roll, jogando boliche com os amigos e filosofando bobagens, que resultam em diálogos impagáveis. A obra tem vários momentos hilários, especialmente aqueles que envolvem a parte em que o grande Lebowski é confundido com um milionário da Califórnia. Só que na minha opinião, nenhuma delas supera a aparição surpresa de John Turturro, como Jesus Quintana, um chicano jogador de boliche de estilo agressivo, mas que trata a bola com todo o carinho.





Gosto de Sangue, Barton Kink, Fargo, E aí meu Irmão Cadê Você?, Ajuste Final e mais recentemente Onde os Fracos não tem Vez... fica até difícil dizer qual a melhor película dentro da fantástica filmografia da dupla Joel e Ethan Coen. Corre já pra locadora e te diverte, rapá!
filmado por Tiago às 9:13 PM |

Rapidinhas do WAT

Em Senhores do Crime (Eastern Promises, 2007), Anna (Naomi Watts) é uma enfermeira que testemunha a morte de uma adolescente, no exato momento em que ela está dando a luz. Imbuída por um sentimento natalino, Anna decide ir atrás da família da garota. Mal sabe ela que sua busca resultará num envolvimento com o tráfico de sexo, comandado pela máfia russa. O elenco (além de Naomi, Vincent Cassel e Viggo Mortensen completam a trinca de protagonistas) já seria o suficiente para indicar a película. Mas a história, repleta de suspense, extremamente bem costurada e dirigida de maneira impecável pelo sempre competente David Cronenberg (dos recentes Marcas da Violência e Spider - Desafie sua Mente), fazem deste um dos melhores filmes do ano.


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Pra quem gosta de: bons filmes. É o suficiente.

Nota: 9,5
filmado por Tiago às 8:43 PM |

Quarta-feira, Julho 09, 2008
Pílulas POP

Cinema, cinema, cinema e... cinema, claro!

  • Cês devem ter visto essa durante a semana: diversos sites publicaram a notícia de que a Warner estaria interessada em levar a série Friends para o cinema, especialmente depois do sucesso de Sex and the City - O Filme. Claro que era tudo mentira, desmentida no dia seguinte às especulações. Fica como consolo, a possibilidade de ver a Jeenifer Aniston como Rachel em qualquer um dos filmes em que ela atuou até hoje.

  • Essa foi uma das grandes notícias da semana: já estão confirmados o Sacha Baron Cohen (o Borat) e o Will Ferrel para interpretar Sherlock Holmes e o auxiliar Watson, em comédia que terá roteiro de Ethan Cohen, repetindo aí a parceria que já tinha rendido boas gargalhadas no hilário Ricky Bobby - A Toda Velocidade. Judd Apatow (de Ligeiramente Grávidos), vai ser um dos produtores.

  • Falando em Ricky Bobby, em pesquisa recente, realizada pela empresa britânica Denplan, o beijo entre Patrick Swayze e Demi Moore no filme Ghost do Outro Lado da Vida, foi eleito recentemente o melhor de todos os tempos, de acordo com o público do Reino Unido. E o que isso tem a ver com Ricky Bobby? Oras, num dos momentos mais impagáveis da película, o corredor Jean Girrard (Cohen), tasca um beijaço em Ricky, digno das primeiras posições! O beijo com macarrão entre os cães, no clássico A Dama e o Vagabundo, ficou em segundo lugar.

  • Recentemente saiu um boato de que o clássico Os Passaros de Alfred Hitchcock seria refilmado. Oras, uma notícia como essas, faria com certeza, o mestre do suspense se revirar no túmulo. Convenhamos, existem filmes que são definitivos e dispensariam facilmete essa mania de refilmagem que os produtores de Hollywood descobriram. Eis que abro as notícias do portal Terra hoje e uma das primeiras manchetes diz que Keanu Reeves protagonizará o remake de O Dia em Que a Terra Parou, clássico de Robert Wise. Parei tudo e fui vomitar.

  • Por fim, segue o trailer do esperadíssimo Ensaio Sobre a Cegueira, obra de Fernando Meirelles, baseada no livraço de José Saramago, que deve sair por aqui em breve.





  • Até a próxima!
    filmado por Tiago às 3:43 PM |

    Terça-feira, Julho 08, 2008
    Resenha - Cinema
    Fim dos Tempos (The Happening)


    De M. Night Shyamalan. Com Mark Wahlberg, Zooey Deschanel e John Leguizamo. Suspense, 2008, 91 minutos.

    Provavelmente a culpa é minha, mas muitas vezes tento achar um bom filme onde, talvez, não exista. É o caso da última incursão cinematográfica do indiano M. Night Shyamalan de cujo trabalho sou um grande fã. O fim dos Tempos já inicia de maneira opressora: sem muita explicação, as pessoas começam a se suicidar no meio do Central Park (tinha que ser), em Nova Iorque. Logo o fenômeno, que, aparentemente, envolve alguma toxina lançada na atmosfera, se espalha por várias cidades.


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    É um pássaro? Um avião? Não.. é a toxina assassina!


    Preocupado com a situação catastrófica que começa a tomar conta da cidade, o professor Elliot Moore (Mark Whalberg) resolve fugir para a Pensilvânia com sua esposa (Zooey Deschanel), seu amigo (John Leguizamo) e sua filha de oito anos. Até aí tudo parece legal, a trama tem seu poder de envolvimento, o suspense vai crescendo e e as inspirações hitchcockianas, sejam elas na trilha sonora exagerada ou nos planos diferenciados - como na primeira cena, das nuvens - tudo está lá. Só que logo, os probelmas começam a aparecer. Primeiro, os diálogos. Talvez seja preguiça ou sobrecarga, já que não deve ser nada fácil ser roteirista, produtor e diretor, mas ainda assim nada explica a constrangedora proposição matemática do personagem de Leguizamo, durante um momento de tensão. Segundo, eu elogiei os planos, né? É, mas logo o indiano caga. A troco de quê, plano fechado ou detalhe na lata dos personagens tantas vezes? E por quê câmera lenta, recurso tosco que torna o troço cansativo. Terceiro, subtramas. Por quê a véia da cabana apareceu, eu ainda não sei. Talvez seja aquela vontade genuína de homenagear Hitchcock mais um vez, já que a bagaça fazia lembrar um tanto o hotel de Psicose, o que seria por si só um quarto problema, já que a homenagem estaria se tornando cansativa. Eu poderia continuar, citando a auto-repetição, ou o caráter pueril da resolução dos problemas, situação observada também no irregular Sinais. Mas como disse lá no início da resenha, procuro ver filme bom, talvez onde não tenha. E esse aqui talvez só se salve por uma velada crítica ambiental e até mesmo social (estariam as pessoas mais frias e mais distantes?), presente no decorrer dos 91 minutos de exibição.

    Nota: 5,5
    filmado por Tiago às 3:35 PM |

    CineBaú - Clássicos da Sétima Arte
    Apocalypse Now (Apocalypse Now)


    Engraçado é que quando assistimos Apocalypse Now, clássico absoluto de Francis Ford Coppola, lançado em 1979, quase não dá pra acreditar que as filmagens foram repletas de problemas. E não foram poucos: pra começar o organograma previa o fim do filme em seis semanas. Só que um furacão que destruiu todos os sets, estendeu-as para 16 meses! Depois, a contratação de Marlon Brando foi um parto. Na época, o ator estava 40 quilos acima do peso e freqüentemente aparecia bêbado no set. De quebra, ele não sabia uma linha do roteiro, já que não tinha lido nem o livro, nem o script em que Apocalypse Now foi baseado. Pra completar, Martin Sheen teve um ataque cardíaco durante as filmagens, que quase o matou.


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    Falando em matar, o próprio Coppola pensou em se suicidar diversas vezes, enquanto a obra era realizada. Ainda assim, o filme que narra a trajetória do Capítão Benjamin Willard (Martin Sheen), que recebe a tarefa de localizar e assassinar o Coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), que teria enlouquecido em meio as selvas durante a Guerra do Vietnã, segue sendo um verdadeiro atestado de cinema verdadeiro e apaixonado. Durante seu caminho, Willard encontra os tipos mais estranhos, entre eles um Tenente-Coronel que não se preocupa em surfar em meio a guerra, um fotógrafo riponga, perdido nas selvas do Camboja, um grupo de franceses que questiona o método americano de dominação e até algumas prostitutas que são pagas para entreter os homens do exército. Sua escalada rio acima é longa, cansativa e faz com que o espectador reflita a respeito da grande mentira que move a guerra e suas reais motivações.

    Curiosidade: Francis Ford Coppola propôs realizar Apocalypse Now dez anos antes do livro realmente ter sido transposto para as telas de cinema. Na época o estúdio procurado não aceitou a proposta, pois achava que Coppola não tinha condições de comandar uma grande produção. Porém, após os lançamentos dos dois primeiros episódios da saga O Poderoso Chefão, em 1972 e 1974, Coppola finalmente conseguiu levar às telas o livro de Joseph Conrad.
    filmado por Tiago às 2:55 PM |

    Sexta-feira, Julho 04, 2008
    Rapidinhas do WAT

    Talvez o maior mérito de O Som do Coração (August Rush, 2007) seja a homenagem à música, enquanto vertente artística capaz de aproximar pessoas - metáfora apresentada de forma tocante no filme. No mais a história da instrumentista Lyla (Keri Russel, que anda se especializando em representar mães amarguradas), que empreende uma verdadeira jornada atrás de seu filho, após descobrir que este está vivo, não chega a cativar. O andamento um tanto inverossímil, somado a um drama formulaico, nos moldes de uma novela mexicana, vão murchando a empolgação do espectador com o desenrolar da fita. Nem a presença forte de Terrence Howard como um agente empenhado em auxiliar órfãos, ajuda. Filmezinho pra ver com a família. Isso se a sua avó não for exigente demais pra cinema.


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    Pra quem gosta de: música, Felicity e novelas mexicanas.

    Nota: 4,5
    filmado por Tiago às 3:00 PM |

    Segunda-feira, Junho 30, 2008
    Top 5
    Filmes Clássicos que na Verdade são um Porre


    Lista de melhores filmes de todos os tempos é aquela história: um punhado de clássicos que você nunca ouviu falar e que, provavelmente não vai assistir, mas que são endeusados por aquele crítico xarope que aparece na TV ou em algum site só pra dizer que não se fazem mais filmes como aqueles do expressionismo alemão. Enfim, seja na nouvelle vague francesa, no neo-realismo italiano, no surrealismo espanhol ou no intelectualismo russo são diversas as vertentes recheadas de obras irritantes que, inexplicavelmente atravessam gerações sendo eternamente adoradas pelos cinéfilos. Faço aqui uma breve compilação daquelas películas insuportáveis. Mas que são amadas mundo afora. Nem o meu grande ídolo Alfred Hitchcock se salva dessa!

    1) A Doce Vida (La Dolce Vita, Federico Fellini, 1960, 167 minutos): muitas vezes até não tem problema que um filme seja longo. O problema é quando é longo, cansativo e sonolento. No clássico de Fellini, Marcelo Mastroiani é um jornalista que trabalha em um veículo sensacionalista, que está louco para abandonar o emprego. Acontece que a chegada de uma atriz hollywoodiana acaba com essa intenção, já que ele fica fascinado por ela. A trama até seria agradável se perseguisse esse roteiro simples. Mas a quantidade inexplicável de persongens, somada ao roteiro enrolado tornam a experiência um tanto chata. Nem a cena clássica na fontava di trevi, onde a atriz Anita Elkberg toma banho de roupa e tudo, salva a bagaça.

    2) Dr. Jivago (Dr. Zhivago, David Lean, 1965, 201 minutos): David Lean é um baita diretor não dá pra negar. São dele clássicos absolutos tipo Lawrence da Arábia e Desencanto. Acontece que nessa obra que tem como pano de fundo a revolução russa de 1917 somos apresentados a uma história de amor entre um médico aristocrata e uma plebéia. Na época de lançamento, a película causou furor, sendo milhares as indicações ao Oscar e tantas outras premiações. Acontece que nem o elenco impactante (encabeçado por Omar Shariff), consegue segurar a chatice. De quebra, o famoso tema de Lara (em homenagem a personagem de Geraldine Chaplin) é ruim de doer e aparece tantas vezes durante a história que irrita qualquer espectador.

    3) 2001 - Uma Odisséia no Espaço (2001 - A Space Odissey, Stanley Kubrick, 1968, 149 minutos): o leitor mais atento perceberá uma dissonância, já que o clássico figura no Top 100 do WAT publicado a alguns meses e também nessa lista. Acontece que são inegáveis os valores da película, especialmente no que se refere a percepção que o roteirista Arthur Clarke tinha da futura dependência - e por que não, escravização - humana em relação as máquinas, imortalizada pelo computador Hal, além da visão de que do futuro, nada se sabe, especificada na emblemática cena final. Ainda assim, a obra é chatíssima. Como não adormecer profundamente, ao assistir aquela dança de naves, embalada lentamente pelo clássico de Strauss?

    4) A Lista de Schindler (The Schindler's List, Steven Spielberg, 1993, 195 minutos): a filmografia de Steven Spielberg é cheia de altos e baixos e talvez esse filme, que mostra como um alemão utilizou seu dinheiro e suas conexões pra salvar judeus, seja o ponto mais baixo de sua carreira. Por apresentar um viés humanitário da Segunda Guerra, a impressão que dá é que público e crítica encontram certa dificuldade em falar mal da película, mesmo ela sendo uma chatice. Demagogia, claro. Inclusive, na minha opinião, falta humanismo na obra: ao tentar abraçar o todo, Spielberg esqueceu que é nos pequenos recortes que se concentram os grandes dramas. Realizou assim um filme extenso e ainda por cima, em preto e branco.

    5) O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, Alfred Hitchcock, 1956, 120 minutos): esse até não está entre os filmes mais famosos do diretor britânico conhecido pela alcunha de mestre do suspense, mas resolvi colocá-lo por aqui, por um motivo bizarro: é uma das obras preferidas do próprio Hitchcock. O que convenhamos, não dá pra entender! Se já não bastasse a trama rocambolesca a respeito do assassinato de um diplomata no Marrocos, o filme, além de longo, ainda tem um final bizarro - aquele empurrãozinho no bandido que o James Stewart dá na escadaria é de doer - interpretações canastronas e música ruim - a inesquecível Whatever will be, will be (que será, será) -, imortalizada na voz de Doris Day. Argh!


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    Cena na fonte de Trevi. Tava dormindo nessa hora


    Após dias de análises, recordando essas bombas, cheguei a essa listinha que ainda assim não é definitiva. Por muuuuito pouco não entraram pra esse top 5 o clássico do humor Um Convidado bem Trapalhão do Blake Edwards, que de graça não tem nada e a obra prima de Werner Herzog, Fitzcarraldo, que só escapou pelas circunstâncias de filmagem e pelas locações.

    E pra vocês? Qual é aquele filme endeusado que pra vocês é uma... bosta?
    filmado por Tiago às 3:13 PM |

    Rapidinhas do WAT

    Em Juno (Juno, 2007), Ellen Page é uma adolescente de 16 anos que acidentalmente engravida e resolve dar o bebê para adoção. Além de interpretações magistrais e diálogos impagáveis (em determinado momento diz a protagonista para o casal que não consegue ter filhos: vocês deviam ir pra China. Lá eles dão bebês na mesma quantidade que dão Ipods), a obra de Jason Reitman (do sensacional Obrigado por Fumar), consegue rara proeza no mundo de obviedades hollywoodianas: fugir dos estereótipos. Não está lá a madrasta má, o pai violento ou o namorado que abandona. Esbanjando delicadeza, cinismo e humor negro, o filme, com roteiro da ex-stripper e blogueira americana Diablo Cody é daqueles pra não esquecer tão cedo. Uma pena as legendas e português. Longe de serem fiéis aos diálogos originais.


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    Pra quem gosta de: música alternativa, decoração estilosa, sarcasmo e sentimentos genuínos.

    Nota: 8
    filmado por Tiago às 2:43 PM |

    without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
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    Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?

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